El Camino, a Verdadeira SUV

23 11 2009

 

O verdadeiro Utilitário Esportivo.

O Best Cars colocou no ar a história de mais um ícone da indústria norteamericana, o Chevrolet El Camino. O jornalista Flavio Gomes, em uma reportagem sobre a Willys  Rural, questionou o conceito SUV (Sport Utility Vehicle) ou Veículo Utilitário Esportivo em português, usado naquelas trapeizongas atuais. Para ele os conceitos de esportividade e utilitário não se misturam. Concordo, mas talvez, para a El Camino 1970 por exemplo, essa definição se aplique.

 





Vipel?

16 11 2009

Tem um Viper aí dentro.

Não entendo patavinas de alemão, mas as imagens dizem muito. O que dizer desse Opel Rekord C com um motor de… Viper! Ao que parece, eles estão comparando o desempenho desse Frankstein automobilístico com o da BMW. Por enquanto, eu tenho sonhos mais modestos. Um Vortec no meu Opala já estaria bom demais.





Pontiac: Gato e Rato

6 11 2009

The Seven-Ups 1973

Dos mesmo produtor de Bullit e French Connection

A tal da internet é um saco sem fundo. Esses dias, bisbilhotando no Youtube atrás de algumas  perseguições de carro, me deparei com a excelente sequência do gênero no filme “Seven-Ups”. Não me lembro de ter visto este, embora não me pareça de todo estranho.

 

Numa rápida pesquisa descobri que se trata de um filme policial estrelado por Roy Scheider, o mesmo que atuou em “Tubarão”.  Scheider é um tira renegado que faz parte da “Seven-Ups”, uma força paralela da polícia que usa táticas não ortodoxas.

Resumos à parte, vamos ao que interessa. A cena é protagonizada por dois Pontiacs, ambos 1973. O ‘rato’ é um Grand Ville e o ‘gato’ é um Ventura coupe. Toda a sequência foi filmada em Nova York e há uma semelhança com as cenas em Bullit e não é por acaso.

O Rato Fujão: Grand Ville 1973

O Rato Fujão: Pontiac Grand Ville 1973

A qualidade e realismo da perseguição deve ser creditada a Philip D’Antoni. O produtor e diretor desse filme, tem em seu currículo, a produção das cenas de perseguição em Bullit e French Connection (Operação França).

Ventura 1973

O Gato Caçador: O Pontiac Ventura 1973

O Grand Ville, o “rato”, vinha de fábrica com o V8 de 400 cilindradas cúbicas com o 455 como opcional. Já o Ventura, o “gato”, desde 1971 derivava sua carroceria mais compacta – pros padrões americanos da época – do Chevy Nova. O motor base era o velho conhecido V8 de 350 cilindradas cúbicas com carburador duplo.

A perseguição em “Seven-Ups” mostra uma outra Hollywood, mais ousada, com carros e dublês de verdade e sem o seu atual vício em Computação Gráfica.

 





Projeto 676: 43 Anos

28 10 2009

676-1

Página da revista "Panorama", de circulação interna da GMB.

Não poderia passar em branco.  Na última sexta-feira, dia 23 de outubro, completaram-se 43 anos do anúncio do Projeto 676, o embrião do que viria a ser o Opala.

A cerimônia aconteceu no Clube Atlético Paulistano em 1966 e marcava o início do primeiro Chevrolet fabricado inteiramente no Brasil.

O lançamento oficial do Opala aconteceria três anos mais tarde, no VI Salão do Automóvel de São Paulo em 23 de novembro de 1968.





O Duelo

22 10 2009
Cartaz promocional de "Duel", filme de estréia de Spielberg

Cartaz promocional de "Duel", filme de estréia de Spielberg

Lidar com pessoas nunca foi uma tarefa simples. Tanto é, que existem profissionais que se especializam para tentar entender a índole humana. Agora transporte toda essa imprevisibilidade do gênio humano para o convívio social. Pior, coloque esse conjunto de sentimentos atrás de um volante em uma auto estrada.

Bem antes dos tubarões, et’s e dinossauros, Steven Spielberg estreava para o mundo cinematográfico transportando essa angústia para as salas escuras em “Duel”, de 1971, aqui no Brasil intitulado ”Encurralado”.

A trama do filme é bem simples e o seu acerto é transformar um desentendimento corriqueiro de trânsito, entre um motorista e um caminhoneiro misterioso, em uma caçada doentia.

O carro, um Plymouth Valiant 1971 é guiado pelo personagem principal, interpretado por Dennis Weaver. Já o caminhão, um Peterbil 281 1955 tem um condutor misterioso cujo rosto nunca aparece.

Como a idéia aqui não é contar o filme, recomendo pra quem não assistiu, procurá-lo. Além de ser o filme de estréia de Spielberg, é um prato cheio pra quem gosta de carros americanos antigos. Para Crítica de filmes em geral, recomendo a vocês meu amigo Hollywoodiano.

O Carro: Plymouth Valiant 1971

Plymouth Valiant 1971.

Plymouth Valiant 1971.

Na pré produção do filme, Spielberg não se importava com o modelo que seria usado nas filmagens, sua unica exigência é de que fosse vermelho. A ideia, em relação a cor, é que ele se destacasse nas estradas cercadas por deserto.

Era preciso ser um modelo com um motor sem potência, pra dar mais verossimilhança ao roteiro, no qual, um caminhão tanque teria perseguir o automóvel por grande parte do filme.

O provável motor usado no Valiant do filme – seguindo essa premissa de se usar o menos potente – é um 6 cilindros em linha de 3.2 litros (198 c.i.) com uma potência estimada entre 100 e 120 hp. O mais potente disponível para o modelo era o V8 de 5.6 litros (340 c.i.).

O Caminhão: Peterbilt 281 1955

Peterbilt 281 1955

Peterbilt 1955: Terror no Retrovisor

 

Para a escolha do caminhão, Spielberg promoveu uma espécie de teste, da mesma maneira que é feito com atores. Ele, pessoalmente, escolheu o Peterbilt 281 1955 pelo seu aspecto diabólico. O vidro bi-partido, a frente bem longa, para o diretor, davam um aspecto necessário para dar uma personalidade ao veículo.

Outra peculiaridade do monstrengo são as diversas placas no parachoque frontal, sugerindo que o próprio caminhão é um serial killer. “Passando por cima de motoristas em diversos estados” brinca Spielberg, em depoimento para a versão especial do filme em DVD.

Uma equipe era responsável por deixar o caminhão o mais feio possível. Algumas cenas eram feitas para parecer que o caminhão estava “vivo” enquanto atacava o personagem de Weaver.

Para cenas adicionais,  também foi usado um Peterbilt 1960.





Desafio em Detroit

21 10 2009

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

O sempre excelente Best Cars publicou a história de um dos carros com estilo e apelo mais dramáticos entre os Muscle Cars, o Dodge Challenger. Lá conta que o modelo chegou ater um substituto, de mesmo nome, mas de origem japonesa. Coisas típicas da administração Lee Iacocca que, embora seja uma heresia para muitos, inclusive pra mim, ajudou a tirar a Chrysler do buraco que ela voltou a se enfiar. Como o site bem lembrou, um novo desafio pro “desafiador”.





Eles Fazem Sorrir

21 10 2009

Vivi esse fenômeno de perto. Ele faz as pessoas sorrirem.

Vivo esse fenômeno de perto. Ele também faz as pessoas sorrirem.

Crônica brilhante do jornalista Flávio Gomes. O texto consegue exprimir perfeitamente a relação que os donos tem com seus carros antigos.

Não queira ter uma relação com seu carrão cheio de botões, reboque cromado para não puxar nada, flex powers, trios elétricos, fly by wire, e ABS igual à que eu tenho com os meus. Você vai perder. Meus carros têm nome, eu converso com eles e entendo o que se passa no seu coração. Ninguém olha para você nesse esquife filmado com vidros escuros como o breu. Para mim, todos olham e acenam.

Se o seu carrão pifar no meio da rua, ou numa estrada no fim do mundo, ninguém vai parar para te ajudar. E se alguém se aproximar, você vai achar que é ladrão. Se um dos meus estancar no meio da avenida mais movimentada de São Paulo, vem um monte de gente para empurrar. E é o pai de um que teve um igual ao meu, o tio do outro que dirigia um táxi idêntico, a avó de um terceiro que ainda tem o seu guardado na garagem que só usa para ir à feira, e se eu não souber o que fazer para ele pegar de novo, alguém saberá.

Meu kit de sobrevivência nas ruas é barato. Um joguinho de ferramentas, desses que se compram em camelôs, com uma chave de fenda, um alicate, algumas chaves de boca. Um frasco com gasolina para jogar no carburador de vez em quando, um galão de água para refrescar o radiador. Oh, que coisa mais primitiva, dirá você.

OK. Tenha uma pane no seu carrão eletrônico para ver o que acontece. Nem tente abrir o capô. Você não sabe o que tem lá dentro. Cuidado, ele pode te engolir. Torça para o celular estar com o sinal pleno e chame um guincho, a seguradora, o papa. Sente e espere. Seu carrão só vai funcionar de novo quando conectarem um laptop nele. E prepare o talão de cheques.

Meus carros, não. Têm carburadores, distribuidores, diafragmas, bobinas e velas, tudo à vista. Sei quando o piripaque é na bomba de gasolina. Sei quando é sujeira da gasolina. Sei assoprar um giclê. Aliás, sei onde fica o giclê. Procure algo parecido na sua injeção eletrônica.

Seu carro é um emérito desconhecido sem história ou currículo. Os meus têm 40 anos ou mais, já passaram por muita coisa nessa vida, e quando saíram de uma concessionária, décadas atrás, estacionaram na garagem em forma de sonho realizado. Carro fazia parte da família, antigamente.

Ah, mas o meu tem ar-condicionado, disqueteira e controle de tração, dirá você. Sim, mas você nunca terá o prazer de dirigir de vidros abertos e cotovelo para fora da janela, meu rádio toca as mesmas músicas, e não me faça rir com o seu controle de tração. Quantas vezes ele foi necessário?

Além do mais, existe um negócio chamado prazer. Prazer de ter algo que lhe é caro e precioso, mesmo que não valha muita coisa. Carros iguais ao seu todo mundo tem. Vejo aos milhares todos os dias, e nenhum deles tem a cara do dono. Os meus têm. E quando eles quebram, eu mesmo conserto. E eles me agradecem andando de novo, fazendo com que as pessoas sorriam quando passam, fazendo barulho e soltando fumaça.

Não há nada como um automóvel que faça alguém sorrir.






Era dos Extremos

19 10 2009
Logo na entrada, um Maverick se destacava.

Logo na entrada, um Maverick se destacava.

Neste último sábado (17/10), fui conferir de perto a Xtreme Motorsports 2009. E como o nome sugere, o que se vê lá são extremos. É uma diferença tênue entre o bom e  mau gosto quando o assunto é a personalização de carros. Particularmente, tenho várias reservas em relação a isso. Partilho da opinião do colecionador Jay Leno. Para ele, quanto mais original melhor. Afinal, quando nos apaixonamos por um modelo de automóvel, precisamos lembrar que ele é fruto de anos de estudo e desenvolvimento dos engenheiros. Sendo assim, se for para alterar, que seja algo de bom gosto e que respeite as características do carro e sua época. Minha insignificante opinião.

Um Opala Comodoro simplesmente perfeito.

Um Opala Comodoro simplesmente perfeito.

Os nomes – nacionais e internacionais – de destaque nessa indústria multi-bilionária são profissionais que  respeitam aspectos como a identidade do carro e sua época Logo ao entrar na feira, me deparei com algumas obras de arte do construtor Batistinha. A melhor delas, um Opala Comodoro de extremo bom gosto, uma melhores projetos ali exposto.

Mais a frente, uma fila gigantesca circundava o estande da Pirelli. No começo dela estava o mais conhecido dos construtores, Chip Foose. Seu carisma parece ser do mesmo tamanho de seu talento. Pacientemente, o americano atendia a cada uma das pessoas, sempre com um sorriso e muita boa vontade. Gostaria muito de ter um autógrafo do ‘mestre’, mas uma moça – com uma cara de má vontade – disse que não poderiam entrar mais pessoas. Paciência.

Opala Foose

Detalhe das rodas Foose no Opala, ainda em construção, concebido pelo designer.

O impressionante é que, durante as duas horas e pouco que fiquei na feira, tudo o que Foose fez foi atender o público. Um comportamento louvável. Muito diferente daqueles proprietários arrogantes que aparecem no encontro da Luz. Humildade não faz mal a ninguém.

Opala de arrancada na cor mais bonita: Azul Hawaii.

Opala de arrancada na cor mais bonita: Azul Hawaii.

Mais ao centro, encontrei o Opala desenhado pelo Foose em construção. Gostei muito do resultado e da inspiração nos Muscle Cars americanos. Como havia dito no post anterior, Chip acerta em 99% de suas criações e com o Opala não foi diferente. Cheguei imaginar que um motor V8 seria o propulsor do carro, mas acabaram optando pelo 6cc. O que não foi uma má escolha, o motor também estava lindo. É uma pena o Discovery ter descontinuado o programa Overhaulin. Justo quando Chip tinha planos de expandi-lo para outros países.

Em outros estandes, muitos carros. Caros, importados, nacionais, antigos, enfim, cada um em sua característica. Extremo mau gosto também. Como não poderia ser diferente, apenas os antigos me chamavam a atenção. O meu saudosismo é virtual, pois não era vivo quando os carros que mais gosto foram lançados. Mas aqui, nesse espaço, isso é apenas um detalhe.





Opala by Foose

16 10 2009
Opala 1976, segundo Chip Foose. Foto: Quatro Rodas.

Opala 1976, segundo Chip Foose. Foto: Quatro Rodas.

Está rolando nesse fim de semana o X-Treme Motorsports, que reúne novidades na área de personalização de carros. A grande estrela é o designer Chip Foose, famoso por aqui por causa da ótima – e tão clonada –  série Overhaulin.

Em sua terceira visita ao país, Chip vai por a mão na massa, ou melhor, na lata. Foose desenhou e orientará na construção de um clássico da indústria nacional, o Chevrolet Opala. Inspirado nos Muscle Cars americanos, o carro só ficará pronto ao final do evento, mas já pra notar algumas das idéias de Foose.

Na traseira, a inspiração para o posicionamento das luzes de freio vem do Corvette Stingray, bem como a pintura. O volante também é típico dos chevys dos anos 60, muito semelhante ao usado no próprio Opala SS.

Resta saber qual motor preencherá o cofre do Opalão. Acho o uso do V8 350 já comum. Seria interessantíssimo vê-lo com um 454, já pensaram? A idéia é que eu apareça por lá e diga aqui o foi o evento. Quem sabe o tio Fosse goste da idéia e transforme o meu Opala 77 em algo especial.





Não é Mera Coincidência

8 10 2009

Meu caro, não estamos sozinhos.

Meu caro, não estamos sozinhos.

Enquanto meu Opala passa por uma cirurgia (troca da embreagem) passei algum tempo pesquisando sobre detalhes  mecânicos e afins na comunidade do modelo no Orkut. Eis que me deparo com o seguinte depoimento, de um usuário chamado Bruno Violeiro. Embora o termo “Opaleiro”, pelo menos pra mim, seja uma alcunha já desgastada, Bruno fez um interessante perfil do que é ter ou gostar de um carro antigo. O tópico em questão era “O que é ser Opaleiro”, mas suas palavras são bem abrangentes. Tomei a liberdade de reproduzí-las aqui.

Ser Opaleiro é”, por Bruno Violeiro:

  • Economizar cada centavo, seja com roupas, baladas, revistas; fazer um acordo no trabalho pra poder sacar o FGTS e poder comprar o carro dos seus sonhos;
  • Escutar toda vez: “Você é louco, pra que um carro velho. Compra um golzinho. Opala bebe muito…”;
  • Fazer da comunidade a primeira a ser visitada quando vc entra no orkut;
  • Espionar o perfil alheio e admirar o carro dos colegas e pensar: o próximo a ter um Opala serei eu;
  • É dormir e acordar pensando no dia que certamente será um dos dias mais felizes da minha vida: O dia em que eu comprar o meu Opala e ter na garagem o melho carro de todos os tempos.
  • E o melhor de tudo: escutar da sua namorada que foi com você que ela aprendeu a gostar de carros antigos;

Em poucas palavras, ser dono não só de um carro, mas sim de um sonho. Sonho esse que para muitos pode ser bobo ou sem sentido, mas que para muitos mais é um prazer e um estilo de vida. À GM do Brasil, eternamente, OBRIGADO.

Se isso o que ele relata já aconteceu com você, relaxa.

É bom saber que não estamos sozinhos.