Busca

Tag

Road Runner

Dodge Daytona: Quase Um Milhão de Dólares

04

Fotos: Cortesia Mecum Auctions

Os antes rejeitados, Dodge Chargers Daytona 1969 / Plymouth Road Runner Superbird 1970 tem crescido em popularidade e, principalmente, preço na última década. No último fim de semana, esses valores chegaram a novos patamares na casa de leilões Mecum Auctions. Um exemplar, dos apenas 20 Daytonas encomendados com câmbio manual de quatro marchas e motor 426 Hemi, foi vendido por 900 mil dólares.

02

A Dodge construiu 503 Daytonas em 1969 para homologar a participação desses modelos na Nascar. Naqueles tempos, a categoria exigia das montadoras que os modelos apresentados nas pistas tivessem versões de rua para o consumidor. A Chrysler fabricou o número mínimo exigido. Destes, apenas 70 modelos eram 426 Hemi, 50 com câmbio automático e outros 20 com câmbio manual, como já havia mencionado.

03

O exemplar do leilão sofreu algumas alterações no decorrer dos últimos 46 anos, tirando-o de suas características originais. Isto pode ter sido sua salvação, pois a customização o transformou em um modelo mais de exposição do que de uso.

05

Em 1988 este Daytona recebeu uma restauração completa, abandonando o estilo Street Machine dos anos 70 para original de fábrica. Graças ao seus dias de “Show Car” hoje estão registrados apenas 6435 milhas ou 10.356 km rodados, possivelmente o mais bem conservado Daytona Hemi que se tem notícia.

01

Segundo o site de fofocas TMZ, foi o ator David Spade, que interpretou o protagonista no filme Joe Dirt (que na fita também dirige um Daytona) o feliz novo proprietário que desembolsou quase um milhão de dólares.

Vai um Mopar aí?

01 (2) 01 02 03 04 05

 

Enquanto o grupo FCA (Fiat Chrysler Autmobiles) orquestra a morte lenta da PentaStar, vale a pena relembrar porque amamos tanto os Mopars, especialmente no ventre das Cegonhas.

Wing Cars em 1971?

5425

Até o final da década de 60, vencer corridas no automobilismo era uma estratégia importante para se vender carros. A Chrysler levou isso até as últimas consequências com a criação dos Wing Cars. Enormes, com um uma frente em cunha e um enorme aerofólio traseiro, estes carros (Charger Daytona e Road Runner Superbird) foram muito bem sucedidos na Nascar.

Já tratamos sombre eles aqui no Parachoques Cromados. O irônico é que estes carros em particular foram um fiasco de vendas, pois a sua comercialização não atendia nenhuma demanda especifica do público, e sim, a uma regra da Nascar.

A categoria máxima do automobilismo americano acabaria por bani-los ao final de 1970, por usarem recursos aerodinâmicos (depois de uma enorme pressão da Ford, que inclusive ameaçou deixar a competição). Sendo assim, a Chrysler também abandonou o programa de carros aerodinâmicos naquele ano.

Para 1971, a empresa das cinco pontas reestilizou tanto o Dodge Charger e o Plymouth Road Runner, porém, suas versões de competição nunca tiveram acessórios aerodinâmicos como na geração anterior… Pelo menos até a empresa 71 Wing Cars aparecer.

A proposta da companhia é um divertido exercício de “E se” o programa de carros aerodinâmicos tivesse continuado? Ou seja, Eles transformam Chargers e Road Runners 1971 em Wing Cars, quase como se fossem de uma realidade paralela ou futuro alternativo. Veja mais em 71WINGCARS.COM

Plymouth Road Runner 1970 no Brasil

Talvez tenham sido os quatro anos mais excitantes da indústria automobilística americana desde que a Pontiac lançou, em 1964, o Pontiac GTO. As três grandes (GM, Ford e Chrysler), mais a AMC, ano a ano, se empenhavam em envenenar cada vez mais seus carros. Mas nesse período, a ideia original dos Muscle Cars – carros médios com motores enormes – começava a se descaracterizar. Com o ganho de popularidade e principalmente vendas, as montadoras começavam a oferecer cada vez mais opcionais, o que fazia com que os carros ganhassem peso e principalmente um aumento no seu valor final.

A Chrysler por meio da, hoje extinta, Plymouth, foi a primeira grande montadora a identificar esse distanciamento ideológico dos Muscle Cars de suas raízes. A divisão sofisticou o conceito original. O seu novo modelo não seria mais um carro médio com um motor grande. Ele teria que atingir 160 km/h nos 400 metros e custar menos de US$ 3.000.

Para cumprir sua diretriz ousada, a divisão da Chrysler precisou retirar qualquer item “supérfluo” que adicionaria peso e preço ao produto final. Os carros teriam interior simples, somente com o essencial. Tapetes, bancos individuais e até o rádio foram retirados.

Para cruzar o quarto de milha em tal velocidade, eram oferecidos os motores V8 que iam do já exagerado 383 (6.3), passando pelo gigantesco 440 (7.2) até chegar no mítico 426 hemi (7.0).

Surgia assim, em 1968, um dos modelos mais importantes da era Muscle Car, o Plymouth Road Runner. O modelo era a epítome do hot Rod vindo de fábrica. A sua relevância para história dos Muscles está diretamente ligada a sua volta à fórmula original de modelos de desempenho, com preços acessíveis e imagem impactante.

Por falar em imagem, à escolha do nome é um capítulo à parte. A montadora pagou US$ 50 mil ao estúdio Warner Brothers para chamar seu carro de Road Runner (aqui no Brasil, esse é o nome do Papa-Léguas). Foram necessários outros US$10 mil para desenvolver uma buzina que fizesse o famoso “Beep-Beep”, som característico da veloz ave do desenho animado, quando acionada.

“A Voz do Papa-Léguas” diz o sistema de Buzina em inglês.

Foi um sucesso estrondoso que também se traduziu em vendas. Segundo o site MuscleCarClub.com, o modelo 1969 figura no quarto lugar entre os mais vendidos de todos os tempos, com 82.109 unidades vendidas.

A concorrência tentou captar a essência da imagem do Road Runner, mas sem o mesmo sucesso comercial. A Ford criou o Torino Cobra, cuja propaganda mostrava o Réptil atropelando uma ave. A Pontiac criou o The Judge, mas nenhum deles conseguiu igualar o sucesso do “Papa-Léguas”.

O paulista Maurício Fontanetti, grande entusiasta dos modelos antigos da Chrysler, se apaixonou pelo modelo após viagem aos Estados Unidos. “Fui à um encontro Mopar e, enquanto todos falavam sobre Chargers e Challengers, foi  um Road Runner 1968 que chamou minha atenção”, conta. Fontanetti então começou uma cruzada para conseguir trazer um modelo para o Brasil.

Após muita pesquisa, Fontanetti encontrou um modelo 1970. Para aquele ano o Road Runner ganhava uma novo desenho na frente e traseira, além de um visual mais agressivo e cores mais chamativas, típicos da época. O carro estava em Ohio, nos Estados Unidos, e precisava de reparos na pintura e no seu motor big block 383, de 6.3 litros.

Foram necessários 12 meses para que o Road Runner de Fontanetti, depois de um banho de tinta e restauração do motor, voltasse à sua forma esplendorosa de 42 anos atrás. Aliás, o carro ficou pronto na semana do evento mais importante para modelos Chrysler antigos, o IX Mopar Nationals em Atibaia, realizado nos dias 28, 29 e 30 de setembro. “O último emblema, a inscrição “Plymouth” da grade frontal, chegou exatamente na semana do evento. Abri o sedex empolgado, mas estava partido. Fizemos uma solda e no fim deu tudo certo” explica Fontanetti. Não por acaso, o carro do Maurício foi eleito o destaque do evento.

O prêmio do evento é mais do que justo. A configuração do carro de Fontanetti é bem única. O primeiro dono optou pelo teto de vinil, acessório disponível pela primeira vez nos Road Runners daquele ano e pela cor “Vitamin C”, um laranja bem vivo. Por falar em exclusividade, o modelo já não é tão comum nos Estados Unidos pois as vendas declinaram em relação a 1968 e 69. No Brasil, o exemplar do Maurício é uma unidade, das duas que se tem notícia no País até o momento. O ronco do motor V8 383 de 6.3 litros e 340 cv, aliado aos escapamentos Flowmasters é o prenúncio de que quando você ouvir o “Papa-Léguas” dizer “Beep-Beep”, é hora de liberar a passagem.

Miniaturas Ertl: American Muscle

Talvez esse blog não existiria se não fosse a Ertl Company, empresa especializada em miniaturas de veículos agrícolas. Explico, no começo da década de 90, mais precisamente em 1994, esse que vos escreve, então com 12 anos, passava na Rua Augusta em frente a uma tabacaria no extinto Promocenter. Lá, vi um Ford Mustang 1964 1/2 em escala 1:18 que, mais tarde,  seria meu presente de aniversário. O modelo era fabricado pela Mira, mas foi o ponto de partida para o início de minha coleção e, consequentemente, paixão pelos carros americanos, especialmente os Muscle Cars.

Pouco tempo depois começaram a aparecer os verdadeiros Muscle Cars, fabricados pela Ertl Company. Lembro que o meu irmão mais velho apareceu em casa com um Chevrolet Chevelle SS 454 1970. Não demorou muito, um Plymouth Road Runner 1969 se juntava a coleção. O meu primeiro exemplar do “Aço de Detroit” foi um Buick GSX 1970. Também fazem parte da coleção, um Shelby Cobra 1965, Chevrolet Corvette Stingray 1965, Pontiac GTO The Judge 1969, Chevrolet El Camino 1970, Chevrolet Impala SS 1964, Dodge Challenger 1970, Chevrolet Monte Carlo 1970, Ford Torino GT 1971, Pontiac Trans Am Firebird 1973,  Plymouth Duster 1973, Oldsmobile 442 1970, Chevrolet Chevelle 1867 e um Chevrolet Bel Air 1955 (Ufa, acho que me lembrei de todos dessa fabricante. A maioria está guardada). Me recordo de ficar fascinado com o “novo” mundo automobilístico que se revelava para nós naqueles tempos. Veja bem, hoje qualquer garoto de 12 anos acessa a Internet e, ao alcance de alguns cliques, consegue toda a história e põe um Charger como papel de parede em seu LapTop. Mas há 17 anos, nossas fontes era um dicionário português-inglês e as informações que estavam verso da caixa desses “carrinhos”.

Mas e as revistas? Naqueles tempos, a Quatro Rodas só falava de carros de mercado. Eu e, principalmente meu irmão mais velho costumávamos ler as publicações que, muito raramente, dedicavam algumas linhas para os V8 americanos. Houve uma edição, da extinta, mas  muito boa, “Oficina Mecânica” que falava sobre um Dodge Challenger 1974 e um Coronet Super Bee 1970. Este último, se bem me recordo, adquirido pelo proprietário a preço de banana em um leilão da Receita Federal no fim dos anos 80.  Uma publicação, mais tarde naquela década, que começou a dar destaque aos Muscle Cars e carros antigos em geral, chegando a criar uma publicação à parte, foi a excelente Auto & Técnica.

Mas voltando as miniaturas, com o passar dos anos, os espaços em casa bem como no bolso foram diminuindo em proporção inversa à escalada do dólar. Isso foi preponderante para que eu encerrasse por tempo indeterminado a minha coleção. No começo, com o Real recém lançado e mais forte que o poderoso dólar, as réplicas custavam entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do modelo e fabricante. Hoje em dia, ultrapassam fácil os R$ 250. Muita grana pra quem tem um Chevrolet Opala 1977 em escala “1:1″. Os HotWheels ajudam a combater a “crise de abstinência”, mas ainda babo quando frequento sites como o Die Cast Muscle Cars. Vocês colecionam alguma coisa?

Rust Oleum’s Plymouth Satellite 1969

Fotos:  Steve Strope / Hot Rod Magazine.

No final dos anos 70, era comum os jovens customizar seus carros, geralmente Muscle Cars do final da década anterior, na época, apenas carros usados e sem valor com latas de spray. Uma grande empresa de aerosóis americana – King Rust Oleum – decide entrar para o mundo dos Hot Rods e, para resgatar esses tempos áureos e mostrar suas qualidades, era preciso escolher um automóvel. Steve Strope, da Pure Vision Shop e responsável pelo projeto, viu em um Plymouth Satellite 1969 o candidato perfeito. É o que conta essa matéria do site da Hot Rod Magazine.

O dono anterior desse Satellite queria transformá-lo num clone de Road Runner e, mecanicamente, estava muito bem encaminhado, equipado com motor V8 de 440 polegadas cúbicas, quatro marchas e diferencial Dana 60. Foi adquirido por módicos US$ 16.500.

O gigante Mopar precisava de reparos, então, teve o seu conjunto motor-transmissão todo refeito com produtos da King Rust-Oleum. Quando um grande pedaço de tinta do Satellite caiu do painel lateral traseiro, a Pure Vision também refez toda a sua pintura, usando a cor B5 Mopar Blue misturada com Auto Body Paint.

Para mostrar toda a qualidade dos seus produtos, a King Rust-Oleum também inscreveu o Satellite para a Power Tour, tradicional evento da Hot Rod que reúne as tendências de modificação apresentadas na publicação. Com o prazo apertando, a equipe só conseguiu fazer o 440 funcionar momentos antes de embarcar o Plymouth no trailer. Durante o evento, “era como se fosse 1978 de novo”, conta David Freiburge em seu artigo.

“Não havia nada de errado, nem o atraso da embreagem, costas suadas, freios que levam um campo de futebol para desacelerar o carro e um 440 que funciona como o original” relata David. No evento, era comum uma pequena multidão se formar em torno do carro, elogiando a ausência de rodas de 18 polegadas e dizendo “é assim que tem que ser!”.

O editor Jerry Pittssenbarger resumiu bem do que se tratava esse carro. “O carro é uma merda! Ele dirige como um tanque e nas curvas parece um guardanapo molhado, as é exatamente isso que o torna incrível!” concluiu.

Dois Destaques do Sema 2011

Nos dias 01 e 04 de novembro, em Las Vegas, Estados Unidos, aconteceu o SEMA (Specialty Equipament Market Association) ou simplesmente SEMA Show, evento onde fabricante de automóveis, oficinas, preparadoras e empresas ligadas a modificação e restauração de carros reúnem o que há  de novo nesse crescente mercados.

Entre centenas de carros modificados, sempre há alguns que se destacam, entre eles o Chevy Nova SS 1969, modificado pela Bill Thomas/Race Cars. Originalmente, este Chevy havia saído de fábrica com o respeitável V8 6.4 litros (396 polegadas cúbicas) e 375 hp que foi subistituído por outro V8 –ainda mais letal – de 7.6 litros (467 cubic inches) e 427 hp. No exterior, rodas Cragar Keystone Klassic e pneus redline. Uma modificação que não ficaria atrás de lendários nomes como Yenko ou Baldwin Motion.

Outro destaque, digno de nota, é o Plymouth Road Runner 1968 modificiado pela Hotchkis Suspension. Os Muscle Cars são conhecidos pela força desproporcional e velocidade… Em linha reta. Para mudar esse paradigma, a Hotchkis alterou e atualizaou todo o sistema de suspensão do carismático Papa-Léguas da difunta Plymouth. O resultado é uma dirigibilidade rápida e agressiva que pode fazer frente a qualquer carro moderno.

Scat Pack & Rapid Transit System

A simpática abelhinha do Super Bee simbolizava todo o Scat Pack.

No auge da era Muscle Car, a Chrysler não estava totalmente satisfeita, mesmo com seus motores potentes e o sucesso nas pistas. Afinal de contas, o Tio Sam que saber do lucro e a marca da estrela de cinco pontas buscava a liderança em vendas no segmento. A fim de fidelizar os consumidores e diferenciar do restante, o departamento de marketing da Dodge, criou o Scat Pack, uma espécie de clube de seus modelos esportivos. A ideia foi tão bem sucedida que a Plymouth fez o mesmo e criou o Rapid Transit System.

O trio parada dura que inaugurou o clube.

O Scat Pack, criado em 1968, não fazia alterações nos carros de alta performance da Dodge, apesar das faixas Bumblebee presente em todos eles, o decalque duplo poderia ser excluído pelo comprador, caso optasse. No início daquele ano, faziam parte do grupo o Charger R/T, Coronet R/T, Dart GTS e Swinger 340 e o Super Bee. O “clube” fazia sua divulgação por meio de propagandas em revistas, adesivos e até vestimentas.

Em 1970, com o reposicionamento mercadológico de alguns e o lançamento de novos modelos, houveram mudanças nos “sócios” do Scat Pack. Eram eles o Dart Swinger 340, Coronet Super Bee, Charger R/T, Challenger e o Charger Daytona. No ano seguinte o Charger Super Bee assumiu e substituiu essa versão do Coronet e o Demon 340 passou a ser sócio. O ano de 1971 marca também o último ano do Scat Pack.

Assistindo ao sucesso da Dodge, que aquela altura já havia vendido cerca de 100.ooo Chargers, a outra divisão da Chrysler, a Plymouth, também criou uma lista de carros que passariam a fazer parte de um “clube”. Nascia assim o Rapid Transit System, que se presumia ter uma relação com a nomenclatura R/T (Road/Track), mas não passava de um jogo de palavras. A terminação R/T pertencia exclusivamente aos modelos da co-irmã Dodge.

Já no Scat Pack, o ponto alto foi em 1970, quando a Dodge criou incrementou o Clube, com uma Newsletter. Também foi criada uma mala direta, por meio de um catálogo, disponível aos membros sem custo e um pacote exclusivo “Scat Package” de peças da Mopar. Isso incluía o Showboat (Roupas), Read Out (Medidores), cartão de membro, emblemas para bordar em jaqueta, um guia de 40 páginas sobre automobilismo, um informativo mensal Dodge Performance News, e um quinzenal Dodge Scat News. O custo total de todas essas regalias eram 3 dólares por ano, o que em dinheiro de hoje, seria algo em torno de 17 dólares.

No outro lado do muro, a Plymouth descrevia o Rapit Transit System da seguinte forma:

Nós da Plymouth que, projetamos e construímos carros de alto desempenho, temos sido inspirados a ir além da simples oferta de carros com motores grandes, suspensões e freios bons com  pneus gordos.

Agora temos um sistema (System). Um programa integrado… É um conceito de alta performance de transporte total, que combina as lições aprendidas nas competições, uma rede de informação, de pessoas que entendem de alta performance, peças e produtos de alta gama. O Rapid Transit System são anos de experiência de corrida em Daytona, Indianapolis, Riverside, Irwindale, Cecil County. São os próprios carros de corrida, de Drag,  Grand National, rally e modelos campeões. É toda experiência adquirida em todas estas corridas.

O Rapid Transit System é a informação – um canal direto de nós com você – sobre como ajustar e modificar o seu carro, qual o equipamento a utilizar e como configura-lo para corridas. (Isso inclui tudo, desde catálogo com peças alta performance, Clínicas com Super Carros, decalques para o Road Runner e dicas para os Hemis de corrida). … O System são peças de alta performance – Coletores especiais, escapes, pistões, rolamentos, etc – que estão agora mais facilmente disponível por meio de autorizadas localizados estrategicamente em todo o país.

O Sistema é mesmo um pouco da ação para os iniciantes. Vamos dizer que você ainda está alguns anos longe de uma carteira de motorista, mas isso não diminuiu seu entusiasmo por carros. O seu desenho animado favorito é o Road Runner (Papa-Léguas), o seu carro favorito é Road Runner e você só queria que sua garagem fosse um pouco maior. Bem, talvez você não tem idade suficiente para dirigir, mas com certeza você pode vestir um Jaqueta de corrida Plymouth. E você também pode pegar – ou enviar para alguém – vários de nossos decalques, etiquetas, catálogos e informatios…

Acima de tudo, o Rapid Transit System é o produto, que abrange tudo para um “subestimado” Plymouth Duster V8 com 340 polegadas cúbicas, passando pelo gigante V8 de 440 polegadas cúbicas  do Sport Fury GT, até o Hemi-‘Cuda com um tremendo Air Grabber exposto.

E, entre eles, há Road Runners e os GTXs, disponíveis com  tripla carburação dipla, e sistemas de vácuo, de indução. Os ‘Cudas com baixo pesoe V8 340. Cada um é um carro de alta performance completa. Com suspensão, freios, transmissão e pneus para corresponder. (O System não permite que um carro que não faça curva, não pare ou não corresponda quando ficar sob pressão quando você está nele.)

Assim como o Scat Pack, 1971 seria o último ano do Rapid Transit System. Faziam parte do clube  os, mais que felizes, proprietários de Road Runners, ‘Cudas, GTXs, Dusters 340 e o Sport Furys GT.

Talladega x Daytona

Daytonas, um Torino e um Charger 500. Retrato perfeito do que foi o período.

A Nascar, há mais de 40 anos, rendia duelos muito interessantes dentro e fora das pistas. O mais notável deles acontecia entre a Ford e a Chrysler, representadas principalmente por Torinos e Chargers respectivamente. De 1962 a 1967, o Torino era um modelo intermediário que, até então era uma versão mais barata do Fairlane.

Ford Torino 1969 e suas linhas aerodinamicamente privilegiadas.

A partir de 1968,  as coisas mudaram para o modelo que, mercadologicamente, trocou de lugar com o Fairlane.  Nas pistas da Nascar, graças a aerodinâmica de seu desenho fastback, fez muito sucesso nos anos de 1968 e 69. O Torino foi tão dominante que a Chrysler precisava reagir no campeonato.

Em 1968 o Charger apareceu renovado, mas...

A Chrysler havia lançado um Charger totalmente remodelado em 1968. Suas novas e belíssimas formas eram muito pouco funcionais nos ovais. A começar pela grade frontal que, com sua grande abertura, sugava uma grande quantidade de ar,  deixando o mais lento que seu principal adversário. Outro detalhe que atrapalhava o popular carro da Dodge eram as extensões de sua coluna C. Tal aparato estilístico causava turbulência em altas velocidades.

Os pouco valorizados Muscles da Ford.

Diferente de hoje em dia, onde todos os carros são “bolhas”  idênticas, com a mesma motorização que pouco lembram os carros de rua, a Nascar em 1969, para homologar a participação de um modelo específico, exigia que as montadoras fabricassem, pelo menos, 500 unidades para serem vendidas ao grande público naquele ano. para 1970, esse número saltaria para 3.000.

... precisou da versão especial "500" para reagir nas pistas...

Amparada por essa regra, a Dodge, criou uma versão específica do Charger para a Nascar, “corrigindo” seus “defeitos” de design. Surgia assim, uma das versões mais belas – na humilde opinião de quem vos escreve – o  Dodge Charger 500 1969. Esse modelo tinha uma grade fixa e sem as tais extensões em suas colunas. Essas mudanças surtiram pouco efeito dentro das pistas, e o Torino continuou dominante.

Ford destacava seu sucesso em 1969 nas pistas com diferentes modelos.

Não por acaso. além de seu desenho aerodinâmico, o modelo – cujo o nome era inspirado na cidade de Turim, na Itália, considerada a Detroit daquele país – era equipado, na versão Tallagega, com os gigantescos e poderosos V8 de 428 e 429 polegadas cúbicas (7.o).

...a resposta só veio com o Daytona.

A resposta definitiva da Chrysler veio do túnel de vento ainda em 69. A marca da estrela de cinco pontas instalou um nariz pontudo e um aerofólio enorme na traseira do Charger e lhe deu o nome de Daytona. No ano seguinte o mesmo aconteceu com o Roadrunner, que ganharia o sobrenome de Superbird.

Fred Lorenzen com seu Daytona, 1969.

À partir daí, a Chrysler se tornou tão dominante em 1969 e 1970 que a Ford ameaçou deixar a categoria, o que fez a Nascar proibir qualquer acessório aerodinâmico, matando assim, os Wing Cars (Carros Asa) da Dodge e Plymouth.

Desvalorizado hoje, o que para alguns, pode ser o melhor investimento para o amanhã.

O curioso desse duelo é que, todos esses anos depois, o Torino não conseguiu, mesmo com toda sua tradição nas pistas, a mesma valorização de outros Muscle Cars sem esse pedigree. Especialistas creditam essa derrota à seus problemas de corrosão que vieram nos anos seguintes. Segundo publicações da época, o Torino era o intermediário mais desvalorizado da década de 70.

Os 10 Piores Muscle Cars

Tirem as crianças da frente do computador! Em janeiro de 1990, o jornalista da revista MUSCLECAR, Jim Campisano, elegeu os 10 piores carros do gênero. Tecnicamente falando, não se tratam mais de Muscle Cars, são modelos que usaram os mesmos emblemas, mas sem os requisitos para os credencia-los como tal.. Com muito humor, Jim expõe, na verdade, o que aconteceu com os carros esportivos americanos, depois da verdadeira era Muscle Car. Como ele bem explica “São 10 exemplos do porquê americanos dirigem carros japoneses hoje em dia”. Se os anos 60, e começo dos 70, foram o auge , o que viria a seguir seriam os tempos mais sombrios da indústria americana de automóveis. Os scans da matéria (em inglês) você pode ler aqui, aqui, aqui e aqui.

Ford Mustang Cobra 1978.

Ford Mustang II Cobra II 1976-78 ou King Cobra 1978: Segundo Jim, esses Ford Pintos disfarçados de Mustang com faixas do GT 350 afundaram o nome “Cobra’ na lama. Esses carros não andavam, muito menos controlavam. O seu interior era inadequado para um carro esportivo. Para o jornalista, esses Mustangs II disputavam com os Pontiac Trans AM quem tinham as maiores e piores decalques.

Pontiac Turbo 301 Trans Am 1980-81.

Pontiac Turbo 301 Trans Am 1980-81: Os carros da era Disco foram marcados pelo excesso de peso e motores fracos. Com os Trans Am não foi diferente. Ao invés da imponente Fênix no capô, ‘Galinha Gritando’  foi o apelido jocoso dado pelos americanos. Para Jim, esses modelos do começo da década de 80 deveriam ter um porco. Eram 1.800 quilos, (400 deles só em decalques). Segundo Jim, esses carros poderiam ser superados por qualquer Taxi Mopar com um 318.

Corvette 1980.

Corvette 305 1980 (Vendido somente na California): “Ainda bem” disse Jim ao fato desse Corvette ter sido vendido somente naquele Estado americano. Graças a lei de emissões do Estado, o V8 350 foi reduzido para 305 polegadas cúbicas e 180 hp. Para Jim, Deus puniu os californianos por lançar modas demais, advogados e todo o resto. Os demais Estados americanos poderiam comprar o ainda decente L82. Segundo Jim,  este Corvette marca o fundo do poço da indústria americana.

Pontiac GTO 1974

Pontiac GTO 1974: O carro símbolo da era Muscle Car, para aquele ano, apareceria sem a força e o charme de antes. O GTO 74 era Chevy Nova cheio de boas intenções, como a redução de peso para melhorar a performance. Mas para Jim lembra que a estrada para o inferno é feita de boas intenções. Há quem argumente “Não era tão ruim assim”, mas o jornalista rebate usando o GTO dez anos mais antigo como exemplo. “Será que alguem teria feio uma música ou nomeado um perfume em referência ao GTo 1974? Sem chance!”.

Plymouth Volare Road Runner (acima) e Super Coupe (abaixo) 1978.

Plymouth Volare Road Runner / Dodge Aspen R/T Super Coupe 1976-80: Para Jim, estes são um dos piores do grupo. Assustador, para o jornalista (pra qualquer um, imagino), que cinco anos antes, 440 e Hemis equipavam estes sobrenomes. Estes modelos resumem o que foram aqueles anos,  um festival de spoilers estranhos, excesso de peso, motores fracos e decalques de gosto duvidoso.

Dodge Charger Daytona 1976-77.

Dodge Charger Daytona 1976-77: “A única semelhança com os Daytonas 1969 é o nome”, sentencia Campisano. Basicamente eram Dodge Cordobas de dois tons com um esquema de pintura horrendo. Os motores eram os 318, 360 e 400, dos quais, nenhum era capaz de empurrar esse mastodonte obeso para qualquer coisa que lembrasse velocidade. Não havia opção de câmbio manual.

Mercury Montego GT 1972.

Mercury Montego GT 1972: A Mercury não era exatamente lembrada pelos seus carros de performance, salvo algumas excessões, como as versões do Cougar e Cyclone. Em 1972 a divisão da Ford colocou uma frente estilo Mark IV no seu modelo médio e lhe arrancou o máximo de potência que pode. O inadequado V8 302 era o motor padrão, mas havia ainda as opções do 351, 400 e 429. “Dali em diante, as palavras “Mercury” e “Desempenho” nunca mais seriam usadas na mesma frase”, disparou Jim.

AMC AMX 1979.

AMC AMX 1979: “Gremlin Mutante” é só mais um dos ‘elogios’ de Jim ao carrinho da extinta American Motors.  O motor básico, nem V8 era. Um 6 cilindros com 256 polegadas cúbicas e parcos 110 hp. Não que o oito cindros 304 fosse muito melhor, essa opção entregava incríveis 125 hp.  O quarto de milha ficava na casa dos 17 para ambos. O jornalista diz: “Com esses tempos, eu poderia andar pela pista mais rápido e parecer menos constrangedor”. Para sorte da AMC o AMX que ficou na memória foram os dos começo da década.

Chevrolet Camaro Rally 1976.

Chevrolet Camaro Rally 1976-80: Este Camaro era tão lento que uma revista especializada, após o teste dos 400m, voltou para a concessionária achando que o carro tinha algum problema. No entando, mais tarde foi diagnosticado o problema: Os 155hp do V8 small block. Outro foguete de 17 segundos no quarto de milha.

Ford Maverick Stallion 1976.

Ford Maverick Stallion 1976: Mais um exemplo da péssima relação peso x potência que assolava Detroit em meados dos anos 70. Por incrível que pareça, essa versão “esportiva” do Maverick americano era mais fraca que o Nacional, com apenas 138 hp. O esquema de pinturas e decalques era, no mínimo, polêmico. Para o jornalista, o carro teve uma “boa e merecida morte em 1977″.

Oldsmobile 442 1978.

Oldsmobile 442 1978-79: E uma menção honrosa (ou desonrosa) vai para este carro, que é difícil de se acreditar que alguém, lúcido, teve a coragem de chamar de 442. “Os mais espertos se mantiveram longe das concessionárias Oldsmobile e restauraram os 442 dos anos 60 e começo dos 70″.

13 Razões

Treze razões para ganhar na Mega Sena e arrematar este Plymouth Road Runner 1968 no leilão da Mecum Auction.

  • Em 68′ apenas 29,240 coupes 2 portas fabricados.
  • Foi o primeiro ano do Road Runner.
  • Todas as características originais que constam no nº do chassi preservadas.
  • É um Muscle clássico.
  • Restauração feita noss últimos 5 anos.
  • O carro mantem toda a maior parte da lataria original.
  • Sólido assoalhoe porta malas.
  • O carro foi lixado até a lata e repintado em sua cor original.
  • Tem o motor 383 (6.2L) e direção hidráulica.
  • Sistema de adimissão e carburador novos da Edelbrock.
  • Transmissão 727 Torqueflite 3 marchas automático.
  • Sistema de escape da Flowmaster.
  • Rodas de magnésio novas.

Dica do parceiro Luís Gustavo Martin. Eu e ele não ganhamos na Mega Sena.

Muscle Cars À Venda

A economia do nosso País deve estar muito melhor do que eu imagino. Explico. Não é raro nos comentários da seção “Vende-Se”, aqui do Parachoques Cromados, leitores perguntarem quanto eu quero, se aceito troca ou coisas do gênero. Hoje mesmo me foi perguntado isso. Muito desses comentários percebo que a pessoa não leu o Post, mas, para ajudar esses ávidos compradores de Muscle Cars que de vez em quando aparecem por aqui, vou indicar os dois principais sites que consulto, quando quero alimentar a seção de “Vende-Se”.

Fast Lane Classics

Localizada em Montana, ao norte dos Estados Unidos e, aparentemente com uma loja física, a Fast Lane Classics tem um grande inventário de carros clássicos americano, incluindo os muscle cars. Vou colocar abaixo alguns dos carros, das três grandes montadoras, que estão à venda:

Plymouth Road Runner Hemi 1968 - US$ 88.500
Ford Torino Cobra 1970 - US$ 46.995
Chevrolet Chevelle SS 1971 - US$ 33.995

Caso queira entrar em contato com eles, clique AQUI.

RK Motors Charlotte

Como o nome mesmo sugere, a loja física está situada em Charlotte, na Carolina do Norte. A revendedora além de comercializar, restaura carros clássicos. Também é possível encontrar carros  de alta performance mais recentes. E, é claro, muitos muscle cars, desde em seu estado original até os mais modificados. Abaixo, três exemplos do que se pode encontrar por lá:

Dodge Charger R/T Hemi 1969 - US$ 169.900
Ford Mustang Boss 302 1970 - US$ 119.900
Chevrolet Camaro Z/28 1969 - US$ 109.000

Se você é rico, gosta de clássicos ou ganhou na Mega Sena recentemente, entre em contato com eles por AQUI.

Destaco ainda o Bring A Trailer, que é um site de indicações de carros à venda, em sua maioria no E-Bay Motors (Uma mistura de Web Motors e Mercado Livre gringo), de carros clássicos do mundo todo, separados por país. Se você tem a grana, a vontade e bom gosto, opções não faltam na web.

Os 10 Muscle Cars Mais Raros

 

01. Dodge Coronet R/T 1967 Conversível Hemi: 02 Unidades.
01. Dodge Coronet Hemi 1970 Conversível: 02 Unidades.
03. Chevrolet Corvette ZL-1 427 1969: 03 Unidades.
03. Plymouth Road Runner Hemi 1970 Conversível: 03 Unidades.
05. Dodge Coronet Hemi (Com Colunas) 1970: 04 Unidades.
06. Dodge Coronet Hemi 1966 Conversível: 06 Unidades.
07. Plymouth Hemi 'Cuda 1971 Conversível: 07 Unidades.
08. Pontiac Firebird 1969 400 RA IV: 08 Unidades.
09. Dodge Coronet Hemi 1968 Conversível: 09 Unidades.
10. Dodge Challenger R/T Hemi 1970 Conversível: 09 Unidades.

Na última década os Muscle Cars tiveram uma valorização exponencial, alguns deles chegando na casa dos milhares de dólares. Esta é uma lista muito interessante feita pelo Muscle Car Club, que mostra quais foram os modelos mais raros produzidos na era clássica dos carros de alta cilindrada.

Notem que os carros conversíveis são comuns nessa lista. Naqueles tempos, um veículo com essas características era tudo o que o típico comprador de Muscle Cars não queria, principalmente os equipados com o motor Hemi. Eram caros (opção e motor), mais pesados e geralmente tinham pouca velocidade final.

Não por acaso, os modelos Hemi conversíveis são os mais raros Muscle Cars. Para se ter uma idéia, durante a era de ouro dessa motorização – 1966 à 71 – a Chrysler produziu 8.420.000, destes, apenas 179 (um a cada 47.000), tinham essa configuração.

Os critérios da lista não incluem modelos especiais de concessionárias ou para corridas, como Yenko, Baldwin Motion e Cobras 427. Constam apenas carros que qualquer comprador poderia escolher em qualquer concessionária, separados por ano, motor e tipo de carroceria.

Os mais atentos notarão que os carros retratados em algumas das fotos não são a versão exata da descrição, mas, convenhamos, um modelo com apenas duas unidades entre milhões, é realmente difícil de se encontrar. É mais fácil achar uma foto do Pé Grande ou do cadáver do Jimmy Hoffa.

A lista completa, com os 46 Muscle Cars mais raros, você encontra no Muscle Car Club.

 

 

Plymouth Road Runner 1970 528 Hemi

Quem não gostaria de passar pela garagem toda manhã e se deparar com um Plymouth Road Runner 1970 Hemi em condições perfeitas? Para muitos já seria o sonho de uma vida, mas e se eu disser que o motor foi insanamente modificado? Pois é, foi o que os caras da BTO Cars (Better Than Original) – algo como “Melhor que o Original” – fizeram.

As já mosntruosas 426 cilindradas cúbicas (7.0 L) foram aumentadas para 528, absurdos 8.6 Litros! A potência, foi dos “módicos” 425 hp para ameaçadores 742 hp e o melhor de tudo, sem Scoops exagerados, vidros ou carrocerias em fibra ou qualquer artíficio de gosto duvidoso que denuncie a verdadeira natureza deste Plymouth.

O carro foi completamente desmontado e meticulosamente restaurado.  Todas as chapas de metal foram jateadas e tratadas com substâncias para previnir ferrugem. O processo de recuperação foi documentado com um diário e fotos. No site há uma lista completa do que foi feito e, segundo o mesmo, desde que a restauração foi finalizada, o carro não rodou uma milha sequer.

A indústria de restauração de Muscle Cars no Estados Unidos movimenta milhões de dólares por ano. Por lá, não é difícil encontrar empresas que reúnem e fabricam peças, emblemas, motores ou até mesmo carrocerias inteiras.Com a competição ferrenha, algumas empresas ficam pelo caminho, e a a BTO Cars parece ter padecido desse mal.

O motivo de sua saída do mercado não é explicitada em seu site.

Dodge Charger Daytona 1969

Há tempos gostaria de ter colocado várias fotos do Dodge Daytona e finalmente encontrei algumas fotos para compartilhar com vocês. No processo, acabei me deparando com um site muito legal, chamado Carro de Corrida, onde retirei algumas das fotos abaixo. O Daytona, assim como seu co-irmão Superbird -derivados do Charger e Road Runner respectivamente – eram praticamente “Licenças Poéticas” da Chrysler para ganhar corridas na Nascar.

Nas pistas deu tão certo e foram tão dominantes que acabaram se tornando ilegais pela própria Nascar. Nas concessionárias, no entanto, tiveram vendas muito modestas. O fracasso comercial geralmente é creditado ao preço e o visual extravagante demais. Hoje em dia são modelos altamente valorizados, graças a sua história nas pistas e vendas escassas.

Salão do Automóvel dos Sonhos: Plymouth Road Runner 1968

Plymouth Road Runner 1968

Road Runner. Performance Brilhante. E o preço é justo. É o significado do “Fora de Série”. Entenda Isso. O Road Runner tem um motor tão exclusivo que você não encontrará em um outro Plymouth. É chamado de Road Runner 383. Tem um carburador quadrúplo. Tudo isso e muito mais num coupe de duas portas que é exclusivo entre os Plymouths. Se você optar pelo teto Hardtop, terá vidros laterais sem colunas e janelas traseiras que se abrem. Por pouco, você pode ter o emblema Road Runner no painel e no porta malas. Outro, nas portas. Mais um desenho do Road Runner (Papa Léguas) no porta malas, portas e painel de instrumentos.

Enquanto eu não tenho tempo (nem dinheiro) pra ir no Salão do Automóvel, fico imaginando quais carros gostaria de ver pessoalmente e ainda não vi. O Plymouth Road Runner 1968 é um desses casos. Qual carro você gostaria de ver pessoalmente e ainda não pôde?

XV Motorsports

Por fora Vintage, por dentro Hi-Tech. (foto: Mopar Muscle)

Que tal ter um carro que tenha a aparência de 1970 e a dirigibilidade de 2010? Basicamente é isso que promete a XV Mortorsports, XV de Xtreme Velocity. A empresa é especializada em restaurar E-Body (Cuda e Challenger) e B-Body (Charger, Road Runner, GTX e Super Bee) com esse conceito em mente.

Que venham as curvas! (Foto: Mopar Magazine)

Deixá-los o mais próximo da aparência original e atacando os pontos dos Muscle Cars, ou seja, frenagem e (a ausência de) dinâmica nas curvas.

Com a troca de quase todos os componentes mecânicos por peças mais modernas, a empresa ainda ressalta a possibilidade do uso diário desses carros sem maiores problemas.

Se não fossem pelas rodas, você diria que é um Challenger "comum". (Foto: Mopar Magazine)

Você pode pedir um carro inteiro, restaurado pela companhia e com toda a parafernália inclusa. Pode ainda, comprar só o que for do seu interesse. Isso vai de uma simples máscara de painel até os modernos V8 Hemi de 5.7 e 6.1 litros, que podem gerar de 440 a 600 hp, respectivamente.

São 440 hp de saída. Com algumas modificações é possível chegar aos 600.

Há os dois lados da moeda em casos como esses. Os mais puristas dirão que são, na maioria, carros raros e que deve se manter a originalidade. Outros argumentarão que são empresas como esta que salvam carrocerias, condenadas à ferrugem eterna, de um celeiro no meio-oeste americano.

No site, não encontrei o preço dos carros lá anunciados. O Challenger 1970 das fotos acima é o primeiro carro deles e está a venda. Acredito, puro palpite, que deva ser quase uma centena de milhares de dólares.

Os 10 Muscle Cars Mais Vendidos

Ou deveria ser a Linha do Tempo entre GTO e Chevelle? Bom, já vimos qual foram os 10 mais valorizados e os 20 mais rápidos, mas quais foram os mais lucrativos? Segundo o site MuscleCarClub.com estes são os mais vendidos da história. Pela lista, dá pra notar a dominância da GM nesse nicho de mercado.

10º. Pontiac GTO 1969 - 72,287 Unidades
09º. Chevrolet Chevelle 1966 - 72,272 Unidades
08º. Chevrolet Chevelle 1965 - 72,500 Unidades
07º. Pontiac GTO 1965 - 75,342 Unidades
06º. Chevrolet Chevelle 1964 - 76,860 Unidades
05º. Pontiac GTO 1967 - 81,722 Unidades
04º. Plymouth Road Runner 1969 - 82,109 Unidades
03º. Chevrolet Chevelle 1969 - 86,307 Unidades
02º. Pontiac GTO 1968 - 87,684 Unidades
01º. Pontiac GTO 1966 - 96,946 Unidades

Somente Muscle Cars puros foram considerados, ou seja, carros médios (para o padrão da época) com motores de alta cilindrda. Os Poney Cars como o Camaro e o Mustang não foram inclusos. Incluí apenas os 10 primeiros. A lista original conta com 13.

Plymouth Satellite 1970

É um Road Runner? Um GTX? Não, é um Satellite!

Foram nove anos, três carrocerias e alguns re-posicionamentos de mercado. Em 1970 o Satellite era uma versão intermediária entre o Road Runner e o GTX. Várias opções de motor V8 estavam disponíveis também, do calmo 318 ao gigantesco 440 “Comando”.

Intermediários. Carro e motor.

Magnum 500 e BF Goodrich: O café com leite, o arroz com feijão, o pão com manteiga... Bom, vocês entenderam.

Pequenos detalhes estéticos separavam o Satellite dos outros dois modelos da linha, tornando eles muito similares a primeira vista. Confundí-los entre si é comum, se você não se atentar as diferenças.

A foto fala por si.

Há quarenta anos, quase todas as versões ofereciam algum pacote esportivo, com o Satellite não foi diferente. O diferencial é que o pacote “sport” para o modelo era oferecido tanto no coupe duas portas como no sedan 4 portas. As belas fotos do modelo foram retiradas daqui, aqui e aqui

.

AMC Hurst S/C Rambler 1969

AMC Hurst SC Rambler: O Muscle Car "Alternativo".

Quando você ouve falar no termo “Muscle Car” qual modelo vem a sua cabeça? Não seria fora da realidade supor que você pensou em um Charger, Camaro ou algo do gênero. De certo mesmo, não foi o AMC Hurst S/C Rambler 1969 que veio à sua cabeça. Mas não se preocupe, a quarta força entre as montadoras americanas naqueles tempos (hoje já não existe mais), a American Motors Company ficou conhecida mesmo pelos carros econômicos.

Esquema de pintura "A", causou estranheza.
O esquema "B" era um pouco mais discreto.

O frenesi criado pela corrida de cavalos em Detroit fez com que até a AMC entrasse no páreo. Com alguma experiência em performance com o Javelin, a montadora decidiu que era hora de competir com carros de port médio. No seu elenco, quem fazia esse papel era o Rambler. A receita foi simples, mandaram esse carro (que pra mim lembra um Dart com o corpo do Chevy II) para a Hurst Performance Research Inc. e encaixaram nele o maior motor V8 disponível da American Motors, no caso, um de 390 polegadas cúbicas (6.3 L) e 315 hp.

V8 de 6.3 Litros e 315 hp.

O câmbio de quatro marchas era produzido pela Born Warner e completando o sistema, obviamente, a própria Hurst. O modelo ainda recebeu suspensões reforçadas de anti-rolagem, pneus Goodyear Polyglass e, como opcional, frios a disco na frente.

Seta indica para onde o ar deve ir?

O carro estreou na metade daquele ano eficou longe de ser um sucesso de vendas. O seu esquema de cores – branco com uma grossa faixa vermelha na lateral, com uma outra fina cruzando o carro do capô ao porta malas – foi alvo de críticas nas revistas especializadas, assim como o seu alto nível de ruído. O público também pareceu não ter gostado, afinal apenas 1.512 foram produzidos.

Os emblemas naquela época serviam para intimidar a concorrência.

Na pista, o Rambler não fazia feio. O 1/4 de milha ficava na casa dos 14 segundos baixos. O 0-100 era cumprido em 6.3 segundos. Nada mal para um Muscle Car obscuro de um uma montadora que nem existe mais. A revista Road Test disse na época “ele (o Rambler) vai mostrar seu emblema Hurst na traseira de alguns GTOs, Cobra Jets, Road Runners e Mach 1s”.  Para ver fotos que não entraram nesse post, acesse nossa Página no Facebook.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com. | O tema Baskerville.

Acima ↑