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Performance Insuspeita

Chevrolet Biscayne 1968

Não é um Impala. Antes que vocês perguntem. Este é um Chevrolet Biscayne 1968 muito peculiar. Entre os grandes sedans da Chevrolet, este era o mais simples que se podia comprar.

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Era comum, nesse nível de acabamento e preço mais baixo, que o Biscayne fosse o favorito entre frotistas e carros de serviço, como Polícia e Taxis, na versão quatro portas. Por ser o modelo de entrada entre os sedans, muitos eram equipados com o motor 6 cilindros.

Chevrolet Biscayne 1968

No entanto, na América dos anos 60, os carros eram altamente configuráveis. Na concessionária era possível encomendar itens como vidros elétricos (já disponíveis desde a década de 50), teto de vinil, rodas e pneus mais esportivos, bancos individuais e o mais importante: o tamanho do motor,  tudo  ao alcance de um simples “X” dentro do quadrado no folheto.

Chevrolet Biscayne 1968.

Portanto, ainda que pouco comum ou economicamente não tão vantajoso, era possível escolher o acabamento de carroceria mais simples, como o Biscayne, deixar todos os outros opcionais em branco e, no folheto dos opcionais, selecionar “apenas” o maior motor disponível na época.

Chevrolet V8 L72

No caso da linha Chevrolet, o V8 L72 de 427 polegadas cúbicas ou 7.0 Litros e 435 cv. Simplificando, era possível encomendar um sleeper de fábrica. Pra quem não está familiarizado com o termo “Sleeper” é um carro cuja aparência sugere que ele seja lento,mas na realidade é o extremo oposto.

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A lenda em torno do exemplar das fotos é um tanto quanto curiosa. O carro foi comprado na Georgia em 1968, mas seu dono não teve muito tempo para aproveitar a aquisição. pois foi parar na cadeia. Todo o inventário do meliante foi confiscado na época, menos o carro, que permaneceu escondido das garras da lei.

Chevrolet Biscayne 1968

Contos a parte, o fato é que se trata de um carro raríssimo. Para se ter uma ideia, em 1968, a Chevrolet produziu, só nesse segmento de sedans gigantes (Entre Impalas, BelAirs e Biscaynes), 1.2 milhões de carros. Como essa configuração pé-de-boi / motorzão não era a escolha mais economicamente “racional”, estima-se que apenas 124 unidades foram encomendadas dessa forma.

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O Biscayne dessas fotos tem apenas 720 milhas rodadas (ou 1158km). Possivelmente o modelo mais bem preservado que se tem notícia. (Fotos: Mecum Auction)

Chrysler Newport 1969: Um Pequeno e Gigantesco Investimento

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Chrysler Newport 1969: Uma Rara espécie. Foto: Clayton Seams

O mundo da ciência mudou radicalmente quando Charles Darwin escreveu o livro “A Origem da Espécies”. Em seu estudo, basicamente, Darwin propõe que as espécies que melhor se adaptam ao ambiente irão passar seu DNA adiante e, desse modo, garantir a sua preservação. Os seres que não se adaptassem, estariam fadados a extinção. É possível dizer que a indústria americana passou pelo mesmo processo. O que a natureza leva milhões de anos para executar, foram algumas décadas para que os Full Size americanos fossem extintos.

Se você não está familiarizado com o termo, Full Size, nada mais é do que o maior carro disponível na linha. Em português popular, são as barcas, banheiras, prédios sobre rodas, ou seja, automóveis com dimensões continentais. No fim da década de 60, este segmento reinava absoluto nas ruas e estradas retas da America do Norte. Os yankees entendiam que o carro deveria ser uma extensão de sua casa, ou sala de estar.

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Prestes a ser ressuscitado. Foto: Clayton Seams

Embora não sejam famosos como os Cadillacs ou  Lincolns, os Chrysler Newport são um perfeito exemplo de gigantismo desenfreado desse segmento, especialmente a  quinta geração que vai de 1969 e 1973. Para estes modelos a Chrysler apresentava ao mundo a sua linguagem de estilo chamada de ‘Fuselage’, que buscava inspiração na aviação, com grandes porções de metal na lateral do carro.

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Dono orgulhoso. Foto: Clayton Seams

Enquanto que ‘Cudas e Chargers da mesma época atingem valores estratosféricos e ainda geram interesse das novas gerações, os Newport sequer são reconhecidos nas ruas. Mas um modelo em particular não passou desapercebido por Clayton Seams, um jovem canadense de apenas 22 anos. Seams é uma espécie rara (ou a beira da extinção) hoje em dia. A sua geração, conhecida demograficamente como Geração Z, demonstram pouco ou nenhum interesse em carros. 

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Quatro dias de limpeza e ajustes e Voi La. Foto: Clayton Seams

Clayton, diferentemente de seus contemporâneos, é um ávido fã de automóveis desde muito cedo. Uma de suas primeiras lembranças quando criança era ter um Belair 1957. Com pouco mais de duas décadas, ele já foi proprietário dos seguintes modelos: Datsun 280ZX 1983, Pontiac Firebird Formula 1988, Suzuki Swift GTi 1989 e um Chevrolet Impala 1966.

Sofa Feelings. O passageiro em outro fuso horário. Foto: Clayton Seams
Sofa Feelings. O passageiro em outro fuso horário. Foto: Clayton Seams

No caso da sua última aquisição, o Chrysler Newport 1969, Seams conta que a princípio queria um carro antigo por um preço baixo.  “O Chrysler estava anunciado no site kijiji.ca na seção clássicos. Ele só tinha duas fotos e uma descrição muito vaga. Liguei para o proprietário do anúncio e negociamos um valor, comprei no momento em que o vi”, relata. Foi uma verdadeira barganha, Clayton pagou míseros US$ 1.700. Segundo ele, nestas condições, normalmente um carro destes vale em torno de US$ 4.000.

Motor V8 383 polegadas cúbicas.
Motor V8 383 polegadas cúbicas. Foto: Clayton Seams.

A apenas duas semanas com o modelo, Seams conta que não foi preciso fazer muita coisa com o carro.”Passei quatro dias fazendo a limpeza e corrigindo pequenos defeitos para fazê-lo funcionar perfeitamente. Agora ele precisa de alguma atenção no diferencial traseiro. Depois, pretendo rodar com ele durante todo o verão!”. Seams pretende deixar o carro todo original enquanto for o dono.

Com 5.70m de comprimento e 2m de largura, o Newport chama muito atenção por onde passa e Clayton notou isso na primeira vez em que dirigiu. “Eu voltava pra casa sem placas (o que é ilegal) logo depois que eu comprei e um policial me viu, mas apenas acenou! As pessoas sorriem quando vêem este carro. Chega a ser completamente hilário de tão grande que é! Tenho um uma Chevrolet Suburban de uso diário e o Chrysler é ainda maior!”.

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Foto: Clayton Seams.

O custo de manter um carro destes, segundo Seams é basicamente o do seguro, US$ 225 por mês. O proprietário conta que as pessoas da sua idade, de fato, demonstram pouco interesse. Perguntam coisas como quantos anos tem e se é caro de manter. “Me entristece. Eu passo meus dias pregando as virtudes dos carros antigos. Na verdade, eu comprei-o (O Chrysler Newport) para que eu pudesse mostrar às pessoas o quão acessível um clássico pode ser”, conclui.

 

Chevrolet El Camino SS 1968: De Filho Para Pai

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Fotos por Tom Bursian

No meio da década de 60, a Chevrolet americana (ao contrário das últimas décadas) parecia não dar uma bola fora. Pelo contrário, tudo o que a montadora fazia era na medida exata, tanto no aspecto técnico, como no mercadológico. Quando Detroit conseguiu decifrar que, o recém-formado publico jovem, também conhecido demograficamente como “baby-boomers”, queriam carros “pequenos” com motores grandes, a marca da gravata encaixou um V8 com mais de 5 litros em quase toda a sua linha de carros.

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Com a El Camino, que é uma picape (mas derivada de um carro) não foi diferente. Lançada em 1959, em resposta a Ford Ranchero, o utilitário leve teve boa aceitação do mercado, superando em vendas a sua concorrente, mas foi nove anos mais tarde que as coisas ficaram realmente interessantes. Inicialmente derivada do Impala, a El Camino passou, em 1963, a ser derivada do médio Malibu-Chevelle. Mas foi só em 1968 que – uma das picapes mais legais já feitas – recebeu os lendários emblemas SS. Naquele ano, as El Camino SS tinham a opção V8 Big Block de 396 polegadas cúbicas (6.4 Litros) com três opções de potência: 325, 250 e 375 hp.

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Três anos mais tarde e a mais de 7 mil kilômetros de distância de Detroit, nascia na Alemanha, terra onde foi inventado e onde são fabricados os melhores o automóveis, Tom Bursian. Mas foi viajando com seu pai para os Estados Unidos, aos sete anos de idade, que Tom descobriu sua paixão por carros estava na América. “Minha tia nos pegou no aeroporto com um carro clássico. Logo de cara me apaixonei pelo  carro,   um Ford, Grenada. Especialmente o banco  para três pessoas, era algo que eu nunca havia visto antes”, se recorda.

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De volta a Alemanha, muitos anos depois, a paixão de Tom pelos carros americanos permanecia a mesma, mas ainda tinha dúvidas sobre qual carro pretendia adquirir. Em março de 2010, a banda virtual Gorillaz lança o video clipe “Stylo”, no qual, Bruce Willys dirige uma El Camino 1968 e, a partir daquele momento em que viu o vídeo, Tom estava decidido que queria a picape em sua garagem para ter seu Pai, que havia ajudado a despertar sua paixão pelos carros americanos 32 anos antes, como co-piloto.

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Infelizmente, no meio tempo entre escolher um modelo em boas condições e importá-lo dos EUA para Alemanha, o maior incentivador de Bursian, seu pai, faleceu. Tom só pode concluir a compra do modelo bem depois. Por uma dessas coincidências carregadas de significados, a El Camino finalmente chegou no país europeu exatamente um ano depois da morte do Pai de Tom.

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Segundo a Motor Trend Classic, nos Estados Unidos, as El Caminos, como a de Tom (1968-72), ainda são fáceis de achar e baratas para se manter, com uma grande gama de peças novas e usadas disponíveis. Também costumam custar menos que os Chevelles coupes, dos quais, ela deriva.

O Primeiro Chevrolet Impala 1967 Kustomizado

Na caça por histórias interessantes, fotos raras ou aquele modelo que desconhecido da grande parte do público, vejo diariamente centenas de fotos por dia.  Com um tempo, você começa a formar uma espécie de banco de dados na sua cabeça e começa a identificar modelos que mais chamam sua atenção. Foi assim que conheci o Charger do Scott e também foi o caso deste Chevrolet Impala 1967, o qual, já havia visto mais de uma vez no Tumblr, mas foi só muito recentemente que pude descobrir mais sobre sua história.

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Alimentando a página do Parachoques Cromados no Facebook, coloquei a foto deste belo Impala e um dos fãs o identificou como sendo o lendário carro de um senhor chamado Howard Gribble, o marcando na publicação. Curioso que sou, mandei uma mensagem para o sr. Gribble, perguntando qual era a história dele com aquele exemplar da Chevrolet. Depois de alguns dias, recebi uma resposta muito gentil, contando a história do carro, o que, pra minha surpresa, deve ter sido o primeiro Chevy Impala 1967 “Kustom” de que se tem notícia.

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“Comprei o carro novo em abril de 1967. Depois de 3 meses, já instalado suspensão hidráulico e instalado as rodas cromadas. Um ou dois meses depois, os frisos e as maçanetas foram removidos e o carro foi pintado numa cor fúcsia brilhante. Mais tarde, os painéis de renda foram adicionados e o esboço com pinstriping foi feito pelo meu amigo Walt Prey”, conta Gribble. O carro passou a chamar muita atenção e sua primeira exposição foi no centro de convenções Palladium, em Hollywood, Los Angeles.

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O carro ainda viria a participar de exposições em Long Beach e na arena de esportes de Los Angeles. “O carro nunca apareceu em nenhuma revista, porque não faziam muitos artigos sobre lowrider e/ou carros personalizados na época”, explica Gribble. A relação de Howard foi curta, u ano mais tarde, Gribble vendeu o Impala e comprou um Buick Riviera 1966, que também, foi personalizado.

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Ainda assim, mesmo quase meio século depois, aquele Impala 1967 desperta a curiosidade de qualquer um. Para mais imagens, acesse a página do Howard Gribble no Flickr, seu username lá é KID DEUCE.

Chevrolet Impala 1964 até de Olhos Vendados

O site da Lowrider Magazine, especializada nos bólidos que literalmente “andam baixo” acredita que um fã da cultura pode estar em qualquer lugar. Desde um professor primário, passando por um médico ou até mesmo um policial. Segundo a experiência deles, você nunca sabe quem é o dono da caranga mais legal do bairro.

Um exemplo, é o ex-jogador da NBA, Cedric Ceballos, que durante anos, está envolvido com os lowriders. Quem imaginaria Ceballos, que atuou pelos Los Angeles Lakers e Phoenix Suns, conhecido pelas suas enterradas, gostava de passar tanto tempo rodando próximo ao solo? Indagou a publicação.

O fascínio do ex-atleta pelos lowriders está diretamente ligado a sua infância. Cedric  cresceu cresceu em Los Angeles e, antes de voar até o aro, precisava ir andando até a escola, no bairro de Compton.  Nessas viagens até o estabelecimento de ensino, as imagens dos carros andando em três rodas, pulando com as rodas da frente ou apenas rodando bem perto do solo, ficaram gravadas em sua retina.

Mesmo com seu talento para o basquete, sua Mãe fez do possível e impossível para que Ceballos chegasse a universidade de Cal State Fullerton para ter uma educação formal. Mesmo não sendo uma universidade tradicional para o recrutamento de jogadores, Cedric atraiu a atenção dos “olheiros” da NBA e foi escolhido pelos Phoenix Suns em 1990. Em sua carreira pela liga americana, jogou em mais quatro times e depois na Europa. Depois de pendurar o tênis, retornou aos Suns onde ocupa um cargo executivo.

Um, dos três maiores sonhos de Cedric Ceballos só foi realizado recentemente. O primeiro deles foi enfrentar Michael Jordan nas finais de 1992-93. Já o segundo, foi ter vencido o campeonato de enterradas quando realizou uma com os olhos vendados, há exatos, 20 anos. O terceiro e último era ver o seu Chevrolet Impala 1964 nas páginas da Lowrider Magazine.”É verdade!” disse Ceballos. “Desde que peguei a primeira edição da revista, sonhava em ver meu carro em suas páginas”.

American Graffiti

Estou ainda sob os efeitos do filme American Graffiti, do diretor George Lucas. Por qualquer motivo, ainda não havia assistido esse filme e me arrependo amargamente. A película retrata uma noite na vida de um grupo de jovens californianos no verão de 1962.

É a crônica de uma América inocente dos Baby Boomers e movida pela som grave e confortante dos motores V8 de carros customizados e, é claro, do bom e velho Rock and Roll. Uma obra prima. American Graffiti foi lançado em 1973 e foi um sucesso de critica e bilheteria. Com o custo inicial de US$ 775.000,00 o filme faturou US$ 200.000.000,00 nas bilheterias, isto sem contar o merchandising. Em 1995, a Biblioteca do Congresso Americano deu a fita o título de “Culturalmente, historicamente e esteticamente significante”.

Como não poderia deixar de ser, os automóveis são personagens fundamentais. Destaques pro emblemático Ford 1832 Deuce Coupe, um Chevy 1955 e o Impala 1958 customizado. As fotos acima são frames do filme em tamanhos bem generosos. Clique para vê-las enchendo sua tela.

Wheels Are Everything

Qual a importância de um bom jogo de rodas tem na estética de um carro? E altura em relação ao solo? Para o blog Wheels Are Everything, como o nome sugere, tudo! Lá você encontrará foto de carros antigos calçando rodas esportivas clássicas e com a tal “Acrofobia” (medo de altura).. O autor do blog ainda criou uma sessão My Photoshop Fun, onde rebaixa e coloca rodas incríveis em fotos e anúncios antigos de carro. Vale a pena conferir. (Via The Magnetic Brain).

Anúncios Antigos da Chevrolet

Estávamos usando a linha temática – ‘Chevrolet lhe dá esse sentimento de certeza’ – para todos os anúncios de 1967. Foi uma idéia de Ken Jones, que era o novo diretor criativo da conta Chevy. Ken tinha sido encarregado dos comerciais de TV antes de sua promoção a diretor de criação. Foi um movimento por parte da administração para começar a integrar TV e mídia impressa. Hoje a idéia de que a imprensa e a televisão poderiam ser dois departamentos diferentes parece loucura, mas era naquela época. Louco também.

Ken começou a tentar integrar os dois grupos, mas não com muito sucesso. Havia ainda escritores para TV e escritores de impressão. Diretores de arte para impressão e os produtores de TV. Os caras de impressão não foram muito bons na TV e os caras da TV não eram bons em impressão. Levaria vários anos – e  várias pessoas – para se acertarem. Eu acho que pode ter feito este anúncio. Eu gosto do tipo grande e eu acho que os diretores de arte de hoje, em breve vir ao redor para ver o valor da mesma. Diretores de arte mais atual parecem estar se escondendo suas manchetes com fontes minúsculas. Eu aposto que a maioria dos escritores  gostariam de ver suas manchetes grandes e em negrito.

Esta e outras estórias você encontra no About Old Chevy Ads, blog de Jim Bernardin (em inglês), que foi diretor de arte e diretor criativo responsável pelas propagandas da Chevrolet americana em seus tempos áureos. A dica eu vi (advinha) no Carros Antigos.

Dez Filmes (Com Carros) Essenciais

Nesses quase três anos de Parachoques Cromados, passaram por aqui algumas dicas de filme. Resolvi compilar dez deles em forma de lista, mas, de forma alguma, se trata de um ranking, mesmo porque, seria impossível escolher “O” melhor. Pelo menos esse que vos escreve não consegue fazer esse tipo diferenciação. Acredito que cada filme, música, carros ou qualquer coisa que eu se goste muito te cativa de uma forma única. Eis os 10:

Encurralado, 1971 (Duel) – Bem antes dos tubarões, et’s e dinossauros, Steven Spielberg estreava para o mundo cinematográfico transportando angústias para as salas escuras em “Duel”, de 1971, aqui no Brasil intitulado ”Encurralado”. A trama do filme é bem simples e o seu acerto é transformar um desentendimento corriqueiro de trânsito, entre um motorista e um caminhoneiro misterioso, em uma caçada doentia. O carro, um Plymouth Valiant 1971 é guiado pelo personagem principal, interpretado por Dennis Weaver. Já o caminhão, um Peterbil 281 1955 tem um condutor misterioso cujo rosto nunca aparece

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Viver e Morrer em Los Angeles, 1985 (To Live and Die in L.A.) – A trama da fita é baseada no livro escrito por Gerald Petievich, que também ajudou na confecção do roteiro. O filme conta a história de dois agentes, interpretados por William L. Petersen e John Pankow que tem a missão de prender um falsificador. O auge dos acontecimentos é quando os dois agentes são surpreendidos por bandidos enquanto interrogavam um suspeito. A bordo de um Chevrolet Impala 1981 os dois começam a tentar escapar de um Mercury Grand Marquis 1985, que ganha o reforço ainda de um Caprice 1981 e um Malibu 1979.

O Esquadrão Implacável, 1973 (The Seven Ups) – trata de um filme policial estrelado por Roy Scheider, o mesmo que atuou em “Tubarão”.  Scheider é um tira renegado que faz parte da “Seven-Ups”, uma força paralela da polícia que usa táticas não ortodoxas. O auge do filme é protagonizado por dois Pontiacs, ambos 1973. Em fuga é um Grand Ville e o e perseguindo  um Ventura Coupe. Toda a sequência foi filmada em Nova York e há uma semelhança com as cenas em Bullit e não é por acaso. A qualidade e realismo da perseguição deve ser creditada a Philip D’Antoni. O produtor e diretor desse filme, tem em seu currículo, a produção das cenas de perseguição em Bullit e French Connection (Operação França).

Operação França, 1971 (The French Conection) – Em uma das cenas climáticas do filme, James “Popeye” Doyle interpretado por Gene Hackman, confisca um Pontiac LeMans de um civil e inicia uma perseguição alucinante à um metrô, em via suspensa, nas ruas do Brooklyn, em Nova York. O realismo da cena faz com que ela seja lembrada frequentemente como uma das melhores quando o assunto é perseguição nos cinemas. Segundo o site wikipedia, o carro sobrevivente usado no filme foi leiloado e arrematado por U$ 350 mil pelo rapper David Banner.

Bullitt, 1968 – Onde você estava em 1968? Você poderia ter aberto a seção de cinema do jornal e ler uma resenha sobre o recém-lançado filme Bullitt. O National Observer, disse: “Tudo o que você já ouviu falar sobre a cena de perseguição de automóveis em Bullitt provavelmente é verdade … uma história comovente, aterrorizante e ensurdecedor.” A revista Life, escreveu: “… um filme policial com um toque de gênio … uma seqüência de ação que deve ser comparado aos melhores da história do cinema.” Um Dodge Charger e um Ford Mustang na tela grande do cinema, não poderia ser outro resultado.

60 Segundos, 1974 (Gone In 60 Seconds) – Visionário, louco, astuto, diretor, roteirista, dublê, ator e corajoso, muito corajoso. Estas são algumas das qualidades que H.B. Halicki (guarde bem este nome) conseguiu reunir durante as filmagens de “Gone In 60 Seconds (1974). Sim, você não leu errado, 1974. Esqueça aquela refilmagem babaca com Nicolas Cage e Angelina Jolie, feita em 2000. Com menos recursos monetários e tecnológicos do que seu homônimo mais recente, o Gone In 60 Seconds, de 36 anos, atrás produziu a cena mais longa de perseguição da história do cinema, com 34 minutos. O mais impressionante é que tudo foi feito de forma independente.

Corrida Contra o Destino, 1971 (Vanishing Point) – O filme, produzido em 1970 e lançado nos Estados Unidos em 15 de janeiro de 1971, é sobre um motorista de entrega de carros, James Kowalski (interpretado por Barry Newman). James trabalha para a Argo’s Car Delivery Service e, após entregar um Chrysler Imperial preto, é sugerido pelo chefe que descanse. Mas Kowalski ignora a sugestão e insiste em fazer sua próxima tarefa na mesma noite: Entregar um Dodge Challenger R/T em São Francisco.

Fuga Alucinada, 1974 (Dirty Mary, Crazy Larry) – No fim da década de 60, começo de 70, um gênero de filme fazia sucesso com o público americano, eram chamados de ‘Road Movies’. Essas fitas, normalmente envolviam personagens anti-heróis a bordo de um V8, fugindo da polícia e cruzando pelos Estados Unidos. Assim como Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1971), Fuga Alucinada (Dirty Mary, Crazy Larry, 1974) tinha todos os elementos que fazem um fã de Muscle Car sorrir. Em um primeiro momento, os personagens estão à bordo de um Impala 1966 4 portas SS, equipado com o mais poderoso V8 disponível de fábrica, o 427 cu in de 7 L. Para despistar seus perseguidores, os personagens fazem uma troca de carros. Em uma fazenda um Dodge Charger R/T 1969 os aguardava para fazer companhia pelo resto do filme.

Fear Is The Key, 1973 – A trama é baseada em um livro britânico de mesmo nome, escrita em 1961. Um homem – Barry Newman, o astro de Corrida Contra O Destino (1971) – quer vingança e busca os responsáveis pela morte de seus pais, mortos em uma queda de avião. Para tanto,  Newman se passa por um criminoso para se aproximar da organização que deu sumiço na carga da aeronave. Na sequência em que faz o filme aparecer em nosso blog, Newman e a atriz Suzy Kendall fogem da polícia a abordo de um enorme, cerca de 5.27m, Ford Torino 1972. Pelo lado da lei, e não menos gigantescos (5,63m), alguns Pontiac Catalina do mesmo ano tentam manter os fugitivos por perto em mais uma perseguição clássica da era de ouro para esse tipo de cena.
Corrida Sem Fim, 1971 (Two-Lane Blacktop) –  O enredo é bem simples. Dois amigos, retratados apenas como “Motorista” (James Taylor, músico) e “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys), viajam pelo país – em um Chevy 55 preparado artesanalmente – e sua única forma de renda vem de apostas em corridas. Em uma dessas viagens, são desafiados por um corredor (Warren Oates) a bordo de um Pontiac GTO. Este personagem também é apenas retratado como “GTO”. O desafio consiste em uma corrida até Washington D.C., onde o perdedor, perde o carro. Em meio a tudo isso, os três personagens “Motorista”, “Mecânico” e “GTO”, disputam a atenção da “Garota”, interpretada por Laurie Bird.

 

 

Plymouth Sport Fury GT 1970-71

Sport Fury GT, cheio de superlativos: 5.48m e um motor de 7.2 litros.

De 1961 a 1969, a Chevrolet reinou praticamente sozinha, em um segmento inusitado, o de Full Sizes (carros do tamanho de uma quadra de tênis)  esportivos. Os  Chevy Impala SS era o que havia de mais rápido à partir dos 5.30m. Em 1970, a GM decidiu passar os emblemas SS para os “médios” como o Chevelle e o Nova.

De 1970 em diante, a Chrysler, por meio da Plymouth, quis fazer a sua parte em fazer  transatlânticos acelerar que nem um jet ski. O Plymouth Sport Fury GT tinha uma concepção simples, o maior carro da divisão com o maior motor, o V8 de 440 polegadas cúbicas (7.2L).

Modelo 1971, mais ousado no visual, nem tanto na cavalaria.

As motorizações começavam com o Sport Fury S/23, com o velho conhecido V8 de 318 polegadas cúbicas (5.2L) e ‘modestos’ 230 hp. Era o mesmo motor que equipava os Dodge Dart brasileiros. O Sport Fury GT mais desejado, tinha um carburador de corpo quadruplo e desenvolvia e desenvolvia 350 hp. Como opção, o mesmo V8 440, mas com o “Six Pack”, este, com três carburadores de corpo duplo que aumentavam a potência em 40 hp. Visualmente, o Fury era mais discreto que seus contemporâneos, apenas finas faixas e inscrições simples e pequenas.

Plymouth Sport Fury GT 1971 junto com o GTX, integrantes do Rapid Transit System.

No ano seguinte, o Tio Sam enquadrou os motores de alta performance causando decréscimo na potência. Os Sport Fury GT 1971 passaram a render 335 hp no 440 comum e 385 no Six Pack. Os números de produção são baixíssimos. Foram 666 Furys, apenas 61 com o Six Pack e 689 unidades do S/23. Em 1971, a produção caiu quase pela metade, com apenas 375 modelos fabricados.

O Plymouth Fury não era uma resposta a uma tendência de mercado, nem inaugurou uma, mas, com certeza, criou um potencial clássico.

Nostalgia em Miniatura

Costumo separar os amantes de carros antigos em dois grandes grupos. O primeiro, são os que viveram, de fato, a era de ouro do automóvel e recordam com carinho da máquina mais carismática já criadas pelo homem. Já o segundo, onde me incluo, são os que tem a sensação de que nasceram tarde demais e que se fascinam com a simplicidade de outros tempos.

Sr. Smith e sua criação: Muitas de suas fotos usam luz e cenários naturais para maior veracidade.

Michael Paul Smith faz parte do primeiro grupo e seu trabalho agrada a qualquer um. O sr. Smith reproduz com perfeição e em miniatura, cenas cotidianas da década de 40, 50 e 60. Os principais personagens são réplicas, em escala, de automóveis e o cenário são maquetes de casas, lojas e até concessionárias. Essa arte também é conhecida como diorama.

Até o projeto experimental do Chrysler Turbine Car 1963 não escapou das lentes de Smith.

O esmero nos detalhes e a qualidade do seu hobby, fez com que sua página na rede social de compartilhamento de fotos, o Flickr, se tornasse um grande hit, com mais de 20 milhões de visitas. O sucesso lhe rendeu, em maio do ano passado, uma matéria no respeitadíssimo NY Times.

A minha favorita: Concessionária Chevrolet, "em 1961".

Em referência ao dia do amigo, celebrado no último dia 20 julho, este post foi escrito ao som “With A Little Help From My Friends” de Joe Cocker e é dedicado a todos aos Amigos (de primeiro ou segundo grupo) do Parachoques Cromados.

So-Cal Speed Shop Pomona

A So-Cal Speed Shop Pomona é uma das mias tradicionais oficinas de Hot Rods dos Estados Unidos. Situada em Pomona, sul da Califórnia (South California = So-Cal) desde 1946, ela é responsável por criações bem interessantes. Além dos tradicionais Hot Rods, a oficina modifica carros mais recentes. O Discovery Turbo exibe um reality show chamado “Hard Shine”, onde apenas um, entre no grupo de jovens aspirantes seria escolhido para trabalhar lá. As minhas “obras de arte” favoritas da oficina, entre muitas, estão nas fotos acima.

To Live and Die in L.A.

Poster do pouco lembrado Viver e Morrer em Los Angeles

Quando o assunto é perseguição de carros em filmes, é comum os mais entendidos citarem Bullit (1968) ou, talvez, French Connection (Operação França, 1971). Até aí, tudo bem, são dos exemplos clássicos, de fato.

Mas em meados dos anos 80, uma sequência memorável – e pouco lembrada – foi filmada nas ruas de Los Angeles no filme To Live and Die in L.A. ( Viver e Morrer em Los Angeles, 1985).

O pacato e desajeitado Impala é colocado a toda prova.

A trama da fita é baseada no livro escrito por Gerald Petievich, que também ajudou na confecção do roteiro. O filme conta a história de dois agentes, interpretados por William L. Petersen e John Pankow que tem a missão de prender um falsificador.

O auge dos acontecimentos é quando os dois agentes são surpreendidos por bandidos enquanto interrogavam um suspeito. A bordo de um Chevrolet Impala 1981 os dois começam a tentar escapar de um Mercury Grand Marquis 1985, que ganha o reforço ainda de um Caprice 1981 e um Malibu 1979.

Chevy Impala: Onipresente nos EUA como carro de polícia e taxi na década de 80.

A título de curiosidade, a opção de motorização mais potente para o Impala 1981 era um V8 de 350 polegadas cúbicas (5.7 L) e cerca de modestos 155 hp. Mas não se deixe enganar, as cenas falam por si só.

A cena da perseguição na contra-mão foi a última a ser filmada e levou cerca de 6 semanas para ficar pronta. O diretor William Friedkin – o mesmo de French Connection – teve a idéia para a cena após de vivenciar algo parecido acidentalmente.

Friedkin cochilou ao volante no dia 23 de fevereiro de 1965 e acordou somente quando transitava na pista contrária. Após a experiência quase traumática ele pode fazer algo na ficção quase 10 anos mais tarde.

Friedkin disse ao coordenador de dublês Joe Hooker que a sequênica precisaria ficar melhor do que a em French Connection, caso contrário, nem entraria no filme. O ator Willian L. Petersen fez grande parte das cenas sozinho e as reações de pânico John Pakow, no banco de trás, foram reais. O atraso nas filmagens custou ao filme 1 milhão de dólares adcionais.

Chevrolet Fullsize 1971

Ausência de colunas centrais, um charme.

Os Full Size sedans foram os ‘best-sellers’ da Chevrolet durante toda a década de 70 nos Estados Unidos. Mesmo depois da crise energética que estaria por vir, a marca da gravata conseguiu manter o primeiro lugar nesse segmento.

Já me deparei com um desses no Encontro da Estação da Luz. Fácil de se apaixonar e difícil de enquadrar para fotos.

Para se ter uma idéia do que foi o racionamento naqueles tempos, os preços do combustível na América dobraram de preço de 1973 a 1979. A indústria automobilística daquele país sofreu uma queda de 20% entre 1973 e 74.

Versão conversível de um grande sedan? Esqueça, nunca mais.

Pela primeira vez no século XX, o número de carros de passeios nas estradas americanos diminuiu.

Em 1975 o Impala teve sua pior performance em vendas desde seu ano de estréia, 1958.

O Bel Air era a opção barata. Reparem que a grade e a inscrição "Chevrolet" devem ter servido de inspiração para o "nosso" Comodoro.

Em 1971, as coisas ainda iam bem. A gama de motores oferecidos para os modelos fullsize iam do 6 cilindros em linha de 250 polegadas cúbicas (4.1 Litros) e 145 hp ao V8 de 400 cilindradas cúbicas (6.5 Litros) e 355 hp.

Interessantes opções, principalmente de motores.

A família era dividida em três modelos. O mais simples era o Bal Air, sendo o Caprice o intermediário e o Impala o Top de linha. Um detalhe que acho incrível nos modelos dessa época é a ausência de colunas centrais mesmos nas versões quatro portas de alguns carros.

Escola

Pátio do Colégio Ferguson

Nessas duas semanas de treinamento, finalmente tomei coragem e fui com meu carro antigo até a academia. O Opala estava um tempinho sedentário  e acabou fazendo bem pra ele o curto trajeto de casa até o local. Depois de estacioná-lo e andar até a entrada, dei uma olhada pra trás e pensei em como é brutal e gritante a diferença que um carro antigo faz em um estacionamento cinza e repetitivo.

Antigamente era como na foto acima, na escola Ferguson, onde as  cores e variedade exalavam a personalidade de casa dono. Achei o site por acaso, com fotos de época do tal colégio e algumas mostram o que Detroit produzia de melhor.

A seguir, a deliciosa legenda da foto, traduzida:

Patti Dykes manobra seu Ford Fairlane 1957 fora do estacionamento ao lado do Chevy Impala 1957  (à sua direita) e o Buick azul e branco 1956 (a sua esquerda). Estacionado nas sombras na parte de trás é um Chevy 55,   Studebaker 1954 e um Dodge 1956. Esta foto foi tirada pela janela sala de estudo, no segundo andar, olhando para o espaço logo a ser preenchido com o novo complexo de escritórios administrativos. Os alunos abandonam a escola em uma tarde de setembro 1959 sexta-feira. O Fairlane da Patti era considerado um carro muito elegante, porque foi um dos primeiros cupês “hardtop”, assim chamado porque não havia pilares laterais entre a frente e as janelas traseiras. Isto era suposto para lhe dar a aparência de um conversível, mantendo o calor e o conforto de uma capota rígida. Aviso sobre o pára-choque traseiro do suporte de placa é deslocada para a direita, outra opção esportiva. Os alunos de Ferguson, do ano escolar 59-60, constantemente debatiam se o Ford da Patty, o Chevy Impala branco, o Chevy do Haskell Sullivan ou o Shoebox Ford 1951 eram os carros mais quente da cidade.

Vende-Se: Nascar Chevrolet Impala 1965

Este Impala parece implorar pra ser salvo.

Mais uma gema do divertido Bring A Trailer. Desta vez, um Chevy Impala 1965 que teve seus dias de glória nas pistas circulares da Nascar. Segundo o proprietário, que está com o carro há 30 anos, o #46 fazia parte da equipe Tom Hunter e era pilotado por Roy Mayne nas temporadas de 1965 e 1966.

É impressionante que, mesmo muito enferrujado, este impala exala muito mais personalidade do que as cascas em fibra de vidro atuais.

O site informa que Mayne era bom em virar a esquerda múltiplas vezes. Na temporada de 1965 terminou entre os cinco em dez oportunidades e conseguiu também um 4º lugar em Darlington. Aparentemente, não há registros que comprovam que o carro mostrado nas fotos é o mesmo que atingiu esses resultados.

O nome do seu último piloto ainda resiste à ação do tempo.

O carro passou as últimas três décadas em uma fazenda em Royston, no estado da Georgia. O vendedor é um senhor de 72 anos que, só agora, percebeu que não teria condições de terminar a restauração.

Ao fundo, sua antiga morada.

Este exemplar está sem o motor original, um  V8 de 409 cc³ de 4 velocidades,  mas o ancião proprietário afirma manter contato com o dono da equipe, Tom Hunter, que não só tem o motor original como ainda está em funcionamento.

Os pneus originais parecem bem resistentes, no mínimo, aos 30 anos de inatividade..

A porta do passageiro foi substituída, mas o alinhamento continua bom. O BaT conseguiu resgatar, no site FloridaStockCars.com, uma foto tirada em Daytona no ando de 1967 junto com outros carros da equipe. A imagem mostra uma pintura similar. O site Daytona Intl Speedway, o carro largou 47ª posição e terminou a corrida em 13º, ganhando a fabulosa quantia de Us$ 2.250,00. A corrida foi vencida or um tal de Mario Andretti dirigindo um Ford.

Aparição nas 500 de Daytona, 1967.

O interior mantém o clássico Santo Antônio e o volante original revestido de forma rudimentar para garantir algum tipo de segurança. O painel matém alguns dos furos onde estavam os mostradores e, apesar de alguma ferrugem, os painéis de metal continuam em bom estado. Há também duas rodas estepe por lá.

Grande parte do grid tinha essa visão com Mayne pilotando.

Caso o carro encontre um mecena, seria interessante ver todo o processo de restauração. O contato com Tom Hunter com certeza enriquecerá históricamente esse Impala com suas histórias e informações mais específicas. Mais informações sobre o piloto Roy Mayne, falecido em 1998, podem ser encontras aqui e aqui.

Seu por: US $ 3,850,00 ( R$ 6.906,89 sem impostos)

Onde Comprar: eBay

A Cultura Lowrider

Impala 1964: Ícone entre os Lowriders.

A Costa Oeste dos Estados Unidos é o berço de importantes tendências quando o assunto é modificação de carros. Talvez a mais famosa delas entre os entusiastas sejam os Hot Rods. Mas é de lá também que vem um outro tipo de modificação que cresce muito em popularidade, os Lowriders.

Chevrolet 1947: No começo, os carros eram só rebaixados.

Em meados dos anos 50, “rodar baixo”, ao pé da letra, era o que os descendentes de mexicanos que moravam na periferia de Los Angeles, faziam para, entre outras coisas, chamar a atenção das garotas. No princípio as modificações eram simples, como a remoção de alguns elos da suspensão. Os corpulentos carros do começo da década de 40 eram os escolhidos. Do ponto de vista social, os lowriders, passaram a representar parte da cultura chicana nos Estados Unidos.

Ilustração mostra como era a cultura em seu começo.

Com o passar dos anos, as modificações começaram a ficar cada vez mais complexas e a principal delas foi a adição de dispositivos hidráulicos às suspensões, tecnologia proveniente da aviação. Um sistema elétrico, alimentado por algumas baterias de carros instaladas no porta malas, era ligado a esses dispositivos independentes e hidráulicos em cada roda. Um dispositivo, com interruptores, era instalado no painel para que o motorista tivesse o controle de todo o sistema ligado às suspensões.

O sistema de baterias que alimenta os cilindros hidráulicos fica no porta-malas.

A escolha de modelos então, passou a ser bem mais abrangente e também eram utilizados carros dos anos 50 e 60. Os Impalas da década de 60 passaram a ser um dos modelos mais usados, talvez “o” mais usado devido a característica do seu seu chassis, que é em “X”. Isso permite uma maior flexibilidade do carro para fazer as estripulias que as suspensões hidráulicas são capaz de fazer, como andar em três rodas e fazer o carro saltar parado.

Impala 1964 Lowrider com muitas características originais preservadas.

Os Lowriders passaram a ganhar mais notoriedade mundial graças, em parte, a cena de Rap de Los Angeles. No final da década de 80, começo de 90, uma tendência no gênero conhecida como Gangsta Rap foi muito popular nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Um dos nomes mais populares era Dr. Dre, ex-integrante do grupo NWA. Em seu disco solo de estréia, The Chronic (1992), Dre produziu clipes  que faziam referências explícitas aos Lowriders que, aquela altura, já eram bem popular nas periferias de Los Angeles, e rodaram o mundo.

No clipe da música “Let Me Ride”, Dre desfila pelas ruas de Los Angeles à bordo de um Impala 1964. O refrão, com ajuda de outro tubarão do gênero Snoop Dogg diz: “Rodando no meu ’64. E meus manos dizem. Dre pare e me dê uma carona”. A partir daí, Dre abriu um precedente, e virou uma espécie de tendência no Rap do Oeste americano a aparição das barcas lowriders.

Ice Cube, também ex-NWA, é outro rapper da região que imortalizou um Impala 1964 em um dos seus clipes. Na música “Today Was a Good Day”, o outrora bad boy, roda pelos subúrbios de Los Angeles em um belo exemplar verde.

O filme “Dia de Treinamento” (Training Days – 2001) ajudou também a cultura Lowrider ficar popular. O policial corrupto Alonzo, interpretado magnificamente por Denzel Washington, é dono de um Monte Carlo 1977 equipado com as suspensões que fazem o carro dançar. A cena a seguir, é a mais emblemática do filme ao som de Dr. Dre.

As gerações mais novas entraram em contato com toda essa cultura por meio do video game. O terceiro jogo da série Grand Theft Auto, o San Andreas (2004), ajudou a consolidar de vez os Lowriders na cultura pop mundial. Por se tratar de um jogo polêmico, a produtora do GTA não tinha a licença para reproduzir os carros fielmente. Mas, no mundo virtual, é possível colocar os ‘hydraulics‘ em veículos que lembram muito os Impalas dos anos 60.

Imagem do promocional do jogo GTA: San Andreas, mostra o típico Chicano com um carro que lembra um Impala 1963.

Os estusiastas de carros antigos mais puristas torcem o nariz ao ver um clássico da indústria americana saltitando pelas ruas. Sou da opinião de quando um trabalho é bem feito e sem exageros, porque não? A cultura lowrider ajuda na restauração e ressucitação desses carros e, a não ser pelas rodas  de 13″, as vezes 12″, a suspensão e a pintura, procura manter a maioria das características originais do carro o que, pra mim, é bastante positivo.

Futuro Clássico: Chevrolet Caprice 1991

Chevrolet Caprice 1991

O último Chevrolet Full Size, uma espécie em extinção. Em 1991, a GM introduziu o Caprice com um novo desenho, mais aerodinâmico em relação ao seu angular antecessor, cuja a carroceria remontava o ano de 1977. A esperança da ex-Gigante era passar um aspecto de modernidade, mas o público americano já não era mais o mesmo de duas décadas atrás.

Apesar de ter sido escolhido o carro do ano pela revista Motor Trend,  o modelo recebeu apelidos jocosos do público como “Baleia Encalhada” e “Banheira de Cabeça pra Baixo”. A Chevrolet fez algumas mudanças estéticas, como a abertura da caixa de roda traseira, para dar um ar menos pesado. Com apenas motores V8, tração traseira e câmbio automático, entre taxistas e policiais deixou saudades.

Caprice já com as alterações estéticas. Esse tá com cara de viatura a paisana.

Em 1996, parou de ser produzido por diversas razões. Entre elas, as vendas do Lumina, modelo abaixo, o pressionavam e a liberação de espaço na linha de montagem para o crescente mercado de SUV.

Raio-X do meu favorito: Chevrolet Impala SS 1996

Particularmente sou fã do modelo. Principalmente da versão Impala SS. Anos atrás, vi um desses com placas  do Corpo Consular, provavelmente representando os EUA ou o Canadá. Por ser o representante da Chevrolet e uma fatia de mercado praticamente extinta, acredito que em algumas décadas esse carro passará a ser desejado colecionadores, isso é, se os modelos existentes conseguirem sobreviver as customizações de mau gosto.

Os 10 Muscle Cars Mais Valorizados

É muito comum, anunciarem listas por aí. Qual os 10 albúns mais importantes da história? E os melhores jogadores de futebol? Os motivos e critérios são os mais variados, questionáveis e subjetivos possíveis. Geralmente, são feitas para se mostrar o quanto o veículo que as publica é influente. A lista a seguir, ao menos segue parâmetros mais lógicos e foi feita pela CNN Money, o braço para assuntos financeiros da gigante de comunicação, CNN, com sede em Atlanta. Com ajuda do especialista Phil Skinner – editor de uma publicação voltada para o mercado de coleção chamada Kelley Blue Book – para ajudar na credibilidade, e com um texto, ás vezes, pra lá de jocoso, a matéria, publicada em de 2006, mostra quais foram os Muscle Cars mais valorizados de 2000 até aquele ano.

Basicamente, a lógica de mercado é a mesma para qualquer objeto antigo, e com os brutos de Detroit não é diferente. Quanto menos unidades produzidas, maior o valor. O que impressiona é a escalada de preço de alguns modelos. Os mais valorizados já chegaram na casa do milhão, como é o caso do primeiro colocado. Mas sem mais enrolação, vamos a eles, por ordem decrescente.

10. Oldsmobile 442 W-30 1970

No ano do auge da era Muscle Car, 1970, mesmo as divisões mais conservadoras e avessas a esportividade queriam sua fatia no bolo do mercado jovem, recém formado. A Oldsmobile que, tradicionalmente, produzia carros de tiozão, entrou no jogo com uma mistura de performance e luxo. O 442 era o seu representante e tinha essa alcunha numeral para representar seus quatro carburadores,  as quatro marchas e o escapamento duplo. A opção W30, em números oficiais, adicionava cinco cavalos ao V8 de 455 cilindradas cúbicas e 365 hp. Mas há quem diga que esses números são bem modestos e não condizem com a realidade, talvez para driblar as companhias de seguro e o mala do Ralph Naider. Números ofisiosos dizem algo em torno de 410 na versão “comum” e 420 hp com o opcional. Os Olds, ainda, não desfrutam do mesmo prestígio que seus co-irmãos de GM, mas, segundo o especialista ouvido pela CNN Money, tem um grande potencial.

Preço em 2000: US$ 21.300,00

Preço em 2006: US$ 85.960,00

09. Pontiac GTO Judge 1969 Conversível

Tido, cinco anos antes, como o precursor de toda a brincadeira de carros médios (para os padrões da época, é bom que se diga) com motores enormes, em 1969, o GTO, pelo menos em vendas, já não obtinha o mesmo sucesso de seus predecessores. Parte da perda de credibilidade entre os compradores da época deve se a “luxurização” do modelo e pouco ganho de potência. Para reverter essa percepção, os caras da Pontiac lançaram o pacote “Judge” que, em sua versão de topo de linha, oferecia aversão Ram Air III, aumentando a potência de 350 para 366 hp. Naqueles tempos, pelo menos entre os Muscles Cars, as versões conversíveis eram pouco procuradas. Ao que parece, o comprador da época não gostava desembolsar uma boa grana a mais, para ter um teto, a menos. Essa raridade de modelos descapotados fazem os preços dessas versões muito mais caras do que se podia imaginar em 41 anos atrás.

Preço em 2000: US$ 36.750,00

Preço em 2006: US$ 205.200,00

08. Ford Torino Talladega 1969

O Torino Talladega 1969 faz parte de uma espécie especial de carro, daqueles que tem o DNA das corridas em sua engenharia. A começar pela aerodinâmica (sim alguém pensou nisso naquela época) que lhe trouxe muito sucesso nas corridas de Nascar, ficando com o título daquele ano. Na verdade, toda a produção do modelo era uma desculpa para atender as normas de homologação daquela competição, que exigia que os veículos competidores fossem modelos de fábrica, com um número mínimo de produção. Foram fabricados, 11 protótipos e 743 para o público.  Destes, 286 na cor “White”, 258 “Royal Maroon” e 199 na “Presidential Blue”, todos equipados com o motor 428 Cobra Jet. O V8 da Ford é capaz de gerar -em números oficiais -335 hp, mas em uma aferição qualquer chega-se, fácil aos 410 hp.  Embora tenha uma história rica de disputas com os “Aero Cars” da Chrysler – Superbird e Daytona – o Talladega ainda não chegou ao mesmo nível de valorização. Especula-se que isso não aconteceu, ainda, pela natureza espalhafatosa de seus rivais. Mesmo assim, é outro modelo com um grande potencial de valorização futura.

Preço em 2000: US$ 23.800,00

Preço em 2006: US$ 37.100,00

07. Plymouth Superbird 440 1970

A resposta da Chrysler para o Torino Talladega foi quase uma apelação. Depois de enfrentar problemas nas pistas com o instável Charger R/T em 1968 e de tentar um paliativo pouco efetivo com o Charger 500 no ano seguinte, a marca das cinco pontas colocou seus Best-Sellers – Charger e Road Runner – no túnel de vento e apresentaram dois dos carros mais ultrajantes da história automobílistica dos Estados Unidos: o Daytona e o Superbird, derivados dos modelos acima, respectivamente. Mais uma vez, estes carros só chegaram as concessionárias para cumprir a tal homologação da Nascar. Com um número limitado de produção e vendas tímidas na época, fazem dos Aero Cars um dos mais valorizados. A matéria da CNN Money cita o exemplo de um Superbird que, sequer foi vendido e ficou “encalhado” em uma concessionária durante décadas, até ser leiloado. O jornalista ainda faz uma piada de mau gosto, comparando sua asa traseira a um “banco de ponto de ônibus para girafas”. Mal sabe ele que a piada oficial é chamar o aparato de “mesa de passar roupa”. As versões com o motor 426 Hemi, de 425 hp, mais raras, portanto, mais caras, estão no topo da cadeia alimentar.

Preço em 2000: US$ 39.000,00

Preço em 2006: US$ 170.000,00

06. Mustang Shelby GT-500-KR 1968 Conversível

Mais uma vez, a equação número baixo de produção, mais versão exclusiva e limitada, adicionada a ausência de um teto, faz do Shelby GT 500 KR (King of the Road, Rei da Estrada) um dos campões de supervalorização do seu preço. A parceria de sucesso entre a Ford e o texano Carrol Shelby vinha rendendo bons frutos, tanto nas pistas como comercialmente. Carrol, criado nos autódromos, torcia um pouco o nariz para o ganho de opcionais e, consequentemente, peso dos Mustangs que levavam o seu nome. Os modelos da segunda geração da era clássica, ainda tentavam balancear os dois conceitos. No cofre o mesmo V8 de sete litros  que equipava o Torino citado acima. A potência? Cerca de 410 hp, mascarados oficialmente para 335. A geração seguinte ganhou ainda mais peso, tamanho, faixas decorativas, mas perdeu o mais importante: potência. Descontente com o rumo dos modelo, Carrol Shelby encerrou o acordo com a montadora de Dearborn em meados de 1969. Os Shelbys, vendidos em 1970, na verdade, eram sobras do ano anterior. A parceria voltaria com toda força em 2006, poucos anos depois da remodelação retrô do Pony da Ford.

Preço em 2000: US$ 64.500,00

Preço em 2006: US$: 191.000,00

05. Shelby Cobra 289 Roadster 1964

Não há um consenso ou uma verdade definitiva sobre o termo Muscle Car. Geralmente, se refere aos carros americanos, produzidos entre os meados da década de 60 até o começo da década seguinte. Mas, mesmo dentro desse período de tempo, haviam outras designações como os Pony Cars, os Full Sizes que fogem das características clássicas da origem do termo Muscle Car como automóvel médio de quatro lugares, com motor grande e preço acessível. Para exemplificar, as revistas americanas da época classificavam o Camaro como “Pony”, o Chevelle como “Muscle” e o Impala como “Full Size”. O termo Muscle Car acabou  ficando mais abrangente na medida em que os cavalinhos e as banheiras passaram a ganhar bastante potência também. Bom, coloquei toda essa ladainha de nomes e classificações porque há um debate sobre como classificar o Shelby Cobra. Há quem diga que ele é mais Inglês, pelo fato da carroceria ter sido desenhada pela AC e há a corrente que o trata como americano, porque todo o acabamento mecânico era feito nas entranhas da Ford, em Dearnborn, Michigan. As primeiras versões, “mais mansas”, equipadas com o mesmo V8 289 – que equipou também ‘nossos’ primeiros Galaxies – tem recebido uma valorização crescente. Mas pornográfico mesmo foi o preço pago por uma versão de corrida, que disputou a famosa corrida de Le Mans, estratosféricos US$ 1.647.000,00!

Preço em 2000: US$ 175.000,00

Preço em 2006: US$ 329.100,00

04. Chevrolet Chevelle SS 454 LS-6 Conversível 1970

Por falar no Chevelle, olha o meninão aí. O modelo 1970 é considerado por muitos o ápice em termos de design e potência de toda aquela geração. O motor V8454, com a opção LS6 era, pelo menos declarado oficialmente, a unidade de força mais potente já produzida naqueles tempos, com impressionantes 450 hp. Para se ter uma idéia, nem a Lotus de F1, guiada por Emerson Fittipaldi naquele ano, chegava a essa quantidade de cavalaria. Guardada as proporções e mau comparando, era o Bugatti Veyron de seu tempo, com a vantagem de que você não precisava ser um rico e excêntrico morador do principado de Mônaco para ter um em sua garagem. Como não podia ser diferente, as rareadas versões conversíveis ganharam valor de mercado, quando equipadas com a versão top de motorização. Se os números do chassis condizerem com os opcionais, além de detalhes como rádio de 8 pistas de época, o preço pode alçar vôos ainda mais altos.

Preço em 2000: US$28.700,00

Preço em 2006: US$ 369.000,00

03. Chevrolet Camaro Z28 1969

Criado com intuito de combater o Mustang, o Camaro com o tempo, adquiriu personalidade própria e muita popularidade. Você podia encomendar um com 6 cilindros e ter o visual esportivo ou podia engambelar a GM e sair dirigindo da concessionária com a estúpidez sobre rodas, chamada Camaro COPO. Enfim, o Camaro era o carro para todo mundo. A versão Z28 de 1969 era mais uma daquelas estórias sobre homologação. A diferença era que, ao invés de virar para a esquerda duas vezes por volta na Nascar, o Camaro encarava circuitos sinuosos na Trans-Am.  O pacote Z28 contava com o V8 “Small Block” 302 de 290 hp e câmbio Muncie de quatro marchas no assoalho. O Camaro é um dos carros mais representativos de seu tempo e isso tem se refletido proporcionalmente na escalada do seu valor.

Preço em 2000: US$ 18.450,00

Preço em 2006: US$ 91.700,00

02. Dodge Charger RT 440 1969

Se o Camaro é um dos modelos mais representativos da era Muscle Car, arrisco dizer que o Charger R/T (de 1968-70) é “O” mais representativo. Por que? Bom, basta lembrar das aparições dramáticas nas telas de cinema e seriados de TV, que lhe conferiu a eterna fama de anti-herói com o passar dos anos. Lembre também que a atuação do modelo nos cinemas só ganhou veracidade graças a sua performance nas ruas e pistas de arrancada. Some, ainda, a tudo isso um dos designs mais intimidadores que a indústria automobilística já produziu. Não é difícil de imaginar que todos elementos jogam a favor da valorização do rei dos Mopar. O pacote R/T (Road & Track, algo como Estada e Pista) oferecia duas motorizações, o gigantesco V8 de 440 cilindradas cúbicas e 375 hp ou o famoso e popular (em popularidade, não economia) 426 HEMI de 425 hp. Essa última opção de motorização, devidamente documentada, pode quase quadruplicar o preço do eterno Vilão.

Preço em 2000: US$ 39.000,00

Preço em 2006: US$ 170.000,00

01. Plymouth Hemi 'Cuda Conversível 1971

As companhias de seguro no encalço dos V8, aliadas as vendas tímidas e a descontinuação em 1972, fazem do ‘Cuda HEMI 1971 conversível o cálice sagrado dos Muscle Cars. Foram produzidos apenas algumas centenas de ‘Cudas conversíveis. Com o opcional HEMI, esse número cai drasticamente. São míseras 11 dessas máquinas destruidoras de penteados, sendo que apenas sete foram vendidas dentro dos Estados Unidos. Isso o torna não só o Muscle Car mais valioso, mas também o carro americano mais caro de todos os tempos. Segundo a Forbes, um desses modelos, com apenas 282 milhas (453 km) no odômetro e toda a documentação de época,  foi leiloado na RM Auctions a ridículos US$ 4.000.000,00! E pensar que há 39 anos ele custava módicos US$ 5.000,00… A própria publicação especula que, além da óbvia raridade do veículo, o fator ‘patriotismo’ acabou inflacionando seu valor final.

Preço em 2000: US$ 49.600,oo

Preço em 2006: (Começa a) US$ 2.000.000,00

Sujos e Loucos

No fim da década de 60, começo de 70, um gênero de filme fazia sucesso com o público americano, eram chamados de ‘Road Movies’. Essas fitas, normalmente envolviam personagens anti-heróis a bordo de um V8, fugindo da polícia e cruzando pelos Estados Unidos. Assim como Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1971), Fuga Alucinada (Dirty Mary, Crazy Larry, 1974) tinha todos os elementos que fazem um fã de Muscle Car sorrir.

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A história gira em torno de  Peter Fonda, Susan George, Adam Roarke e o vilão Vic Morrow. Os personagens de Fonda e Roarke, aspirantes a piloto e mecânico, respectivamente, decidem extorquir  o dono de um supermercado para conseguir a grana necessária para catapultar suas carreiras no mundo da velocidade. Na fuga, Susan George os convence a levá-la junto. À partir daí, começa a uma perseguição que dura todo o filme.

Em um primeiro momento, os personagens estão à bordo de um Impala 1966 4 portas SS, equipado com o mais poderoso V8 disponível de fábrica, o 427 cu in de 7 L. Apesar do visual mais discreto, o enorme sedan da Chevrolet atua em diversas cenas de ação. Em um tempo onde a Computação Gráfica ficava no imaginário dos fãs da série Star Trek, o Impala vôa sobre uma ponte, uma cena inimaginável para os padrões atuais de filmagem (para o azar dos mais jovens). Ao ver as cenas, é difícil não se impressionar com o trabalho dos Dublês. Fazer o que eles fizeram com essas barcas os tornam, pelo menos pra mim, verdadeiros heróis.

Para despistar seus perseguidores, os personagens fazem uma troca de carros. Em uma fazenda um Dodge Charger R/T 1969 os aguardava para fazer companhia pelo resto do filme. Na verdade foram usados 3 Chargers, dois 1969 e um 1968. Entre outras diferenças entre esses dois anos, está a grade bi-partida do 1969 e a inteiriça no 1968, que podem ser em diferentes cenas. Um dos 1969 foi completamente destruído nas filmagens, o 1968 ficou inutilizado e o outro 69 restante foi vendido para um membro da equipe do filme. Este, só durou mais alguns anos, pois foi destruído num acidente de trânsito no final daquela década.

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