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1969

Chevrolet Monte Carlo 1971(2) do Fast and Furious: Tokyo Drift Está a Venda

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A cine-série Velozes e Furiosos divide opiniões com os fãs mais ferrenhos de automóveis, por outro lado, é um sucesso estrondoso com o público em geral.  Já foram 7 filmes e um oitavo está em pré-produção enquanto escrevo este texto.

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Independente de sua opinião como obra cinematográfica, não da pra negar a influência sobre o mundo automotivo.  Embora eu não vá no cinema assistir um dos episódios dede a terceira versão, sempre vou conferir o elenco automotivo da série.

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Esqueçam o Charger, presente em quase todos filmes, o Ford Mustang 1969, do 6° ou o Chevrolet Camaro Yenko 1969 e Dodge Challenger 1970 do 2°, o meu favorito sempre foi o Chevrolet Monte Carlo 1972 (Caracterizado como 1971) do 3° Filme. Recentemente descobrimos que também é o carro favorito do Dennis MacCarthy, o coordenador de veículos da série.

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Um dos, 11 modelos produzidos, para a curta cena de ação tinha o gigantesco V8 de 572 polegadas cúbicas (9.3 litros), mas todos os outros tinham simples V8 small blocks para manter o custo baixo. Um dos motivos para McCarthy eleger este Monte Carlo como o seu favorito é o fato de todos eles serem funcionais.

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O atual proprietário, David Martino, colocou o “Hero Car” (Carro do Herói) que não se envolve nas cenas mais perigosas a venda no Hemmings. Dos 11 carros feitos, estima se quatro ou cinco tenham sobrevivido a filmagem.

O Primeiro e Único Ford Mustang de Motor Central

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Algumas histórias da indústria automobilística ficam ocultas por décadas. Afinal de contas, nenhuma grande empresa gosta acha estratégico divulgar projetos que não deram certo. Este foi o curioso caso do Ford Mustang 1970 de motor central.

No ano de 1969, em meio a efervescência da era Muscle Car, a Ford já planejava lançar um Mustang com o maior motor disponível na época, o V8 de 429 polegadas cúbicas. Mas uma das questões apontadas desde o início era a distribuição de peso do carro, já que uma pesada unidade de força de 7.0 litros montado na frente poderia comprometer o manejo deste cavalo selvagem.

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Diante desta situação, a Ford recorreu a Kar Kraft, empresa associada que construía os modelos de performance, (os 1358 modelos BOSS entre 1969 e 70 foram montados lá) para uma missão inusitada: construir um Mustang com motor central com o menor orçamento possível.

O projeto ficou conhecido internamente como LID (Low Investment Drivetrain) em tradução livre “Unidade de Tração de Baixo Investimento”.  A ideia era fazer esta transformação inusitada apenas com peças disponíveis para manter os custos baixos.

Em linhas gerais, que foi tecnicamente realizado foi inverter a transmissão C6 automática junto com o motor padrão Boss 429. Ambos instalados em um sub-chassis traseiro removível, com o motor centrado diretamente sobre o eixo traseiro.

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Externamente não havia nada que denunciasse se tratar de carro com um configuração tão diferente. Era idêncito ao Mustang Sportsroof 1969. Já por dentro, o assento traseiro foi retirado e a área coberta com carpete preto, enquanto no compartimento do motor abrigava a bateria, radiador, e condensador de climatização, com ventiladores elétricos para fornecer refrigeração.

Para o acesso ao enorme V8,  o vidro traseiro foi substituído por um conjunto de persianas esportivas montadas sobre dobradiças e suportes dobráveis. O projeto LID foi um sucesso completo no ponto de vista da construção. A distribuição de peso do Boss 429 foi alterada de 60/40 na frente para 40/60 atrás.

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Diferente das expectativas dos engenheiros, com exceção de uma uma melhora na tração, não houve mudanças significativas no desempenho. A partir destas conclusões, o programa Mustang LID cancelado.

Assim como nós, você deve estar se perguntando: E o que aconteceu com esta única unidade produzida? Bem, segundo um artigo da Motor Trend em 1970, o modelo aguardava ser destruído em um ferro velho na área de Detroit.  Após 45 anos, o modelo não ressurgiu na mão de um colecionador ou escondido em algum celeiro, provavelmente deve ter tido este fim fatídico.

Primeiro e Único?

Em 1967, a Ford fez um protótipo de dois lugares e motor traseiro que poderia ser um substituto, mercadologicamente , do Cobra. O Modelo foi chamado de Ford Mustang MACH II, mas nunca saiu dos salões de automóveis.

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Em 2012 a empresa de customização Eckerts Rod and Custom apresentou no SEMA um projeto semelhante, mas o Mustang 69 deles recebeu o motor do Ford GT 2006. Embora ainda lembre o Mustang, houveram muitas mudanças na altura do teto que, na nossa opinião, deformaram o carro.

Dodge Daytona: Quase Um Milhão de Dólares

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Fotos: Cortesia Mecum Auctions

Os antes rejeitados, Dodge Chargers Daytona 1969 / Plymouth Road Runner Superbird 1970 tem crescido em popularidade e, principalmente, preço na última década. No último fim de semana, esses valores chegaram a novos patamares na casa de leilões Mecum Auctions. Um exemplar, dos apenas 20 Daytonas encomendados com câmbio manual de quatro marchas e motor 426 Hemi, foi vendido por 900 mil dólares.

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A Dodge construiu 503 Daytonas em 1969 para homologar a participação desses modelos na Nascar. Naqueles tempos, a categoria exigia das montadoras que os modelos apresentados nas pistas tivessem versões de rua para o consumidor. A Chrysler fabricou o número mínimo exigido. Destes, apenas 70 modelos eram 426 Hemi, 50 com câmbio automático e outros 20 com câmbio manual, como já havia mencionado.

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O exemplar do leilão sofreu algumas alterações no decorrer dos últimos 46 anos, tirando-o de suas características originais. Isto pode ter sido sua salvação, pois a customização o transformou em um modelo mais de exposição do que de uso.

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Em 1988 este Daytona recebeu uma restauração completa, abandonando o estilo Street Machine dos anos 70 para original de fábrica. Graças ao seus dias de “Show Car” hoje estão registrados apenas 6435 milhas ou 10.356 km rodados, possivelmente o mais bem conservado Daytona Hemi que se tem notícia.

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Segundo o site de fofocas TMZ, foi o ator David Spade, que interpretou o protagonista no filme Joe Dirt (que na fita também dirige um Daytona) o feliz novo proprietário que desembolsou quase um milhão de dólares.

Dukes of Trader

Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.
Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.

Quem acompanha o blog a mais tempo sabe o que eu penso sobre a série “The Dukes of Hazzard”, aqui no Brasil chamada de “Os Gatões”. Sempre que eu imagens de Dodge Chargers 1969 caracterizados como “General Lee” é um misto de emoções.

Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.
Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.

Não nego que é incrível ver o clássico americano fugindo da polícia e fazendo drift – muito antes da gente sonhar que essa palavra existia – ao som de um V8 no fundo. O problema é quando aparecem as cenas de saltos, que nas edições, são sempre bem sucedidas, mas que na verdade sabemos que aquele modelo foi severamente danificado. Em muitos casos, de forma irreversível.

Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.
Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.

Ou seja, a experiência de assistir Dukes of Hazzards – ou suas recriações – é emocionante como ver seu filho dar os primeiros passos mas e cima do parapeito de um prédio de 50 andares. Algo está prestes a dar muito errado.

O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.
O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.

Tudo isso se repete na campanha publicitária da Auto Trader, site compra e venda de automóveis dos Estados Unidos. A empresa contratou a dupla de atores original da  série, Tom Wopat e John Schnider como, Luke e Bo Duke, respectivamente.

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Foram usados também dois Dodge Chargers 1969 originais da série e outros quatro para serem sacrificados em manobras mais arriscadas e nos famigerados saltos. Outros seis Chargers da geração atual marcaram presença como carros de Polícia.

Saltos são legais... Não espera.
Saltos são legais… Não espera.

Todos os saltos mostrados nas propagandas e nos bastidores foram feitos com os carros de verdade, sem qualquer auxílio de computação gráfica.  Em um desses saltos , uma rampa de madeira com 1.80m de altura foi construída para que o Charger saltasse a 80 km/h. Foram usadas 200 caixas de papelão grandes para amortecer a queda.

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Já na segunda rampa, feita de terra, O charger atingiu 3.55 metros de altura e outros 15 de distância., mas desta vez, sem qualquer tipo de amortecimento externo.

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O terceiro e último salto é feito dentro de uma concessionária a 40km/h.  Em todos esses pulos é possível notar que, mais uma vez, um Charger é sacrificado para o entretenimento das pessoas.

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A segunda geração do Dodge Charger foi lançada em 1968 e teve um facelift no ano seguinte.  Em 1969, ano do modelo usado na série, foram fabricados pouco mais 89 mil unidades. Não se sabe ao certo quantos sobreviveram aos anos 80. Este fórum de donos de Chargers especula sobre a quantidade de sobreviventes. Os mais otimistas acreditam que 2/3 tenham sobrevivido, já os pessimistas chutam que apenas 1/3 ainda estão por aí rodando. Um fato é concreto e triste: esta contagem está em regressão há 45 anos. Nos resta é torcer para que empresas como a Dynacorn se anime em produzir novas carrocerias B-Body.

Colecionador Leiloa Parte de Seu Acervo de 130 Clássicos

Chevrolet Chevelle SS 396 Conversível 1969. (Foto: RM Auctions)
Chevrolet Chevelle SS 396 Conversível 1969. (Foto: RM Auctions)

Nos próximos dias 14 e 15 de novembro, Sam Pack, respeitado homem de negócios do Texas irá leiloar, parte se sua imensa coleção de carros. São nada menos que 130 carros! Em sua grande maioria clássicos americanos das décadas de 40, 50 e 60.

Mercury Wagon Kustom 1951.  (Foto: RM Auctions)
Mercury Wagon Kustom 1951. (Foto: RM Auctions)

Dono de diversas concessionárias na região, Sam não é daqueles acumuladores que deixa suas relíquias longe dos olhares do público. Pelo contrário, tem um Museu, para exibir  ao grande público todo o seu acervo.

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Ford Mustang Shelby GT 350H Race Spec 1966. (Foto: RM Auctions)

A ideia de Pack é ter um uma quantidade de modelos mais gerenciável para se manter ativo no hobby. O site da RM Auctions, empresa responsável por esse e outros leilões incríveis, não especifica a quantidade total de automóveis do empresário.

Chevrolet Kustom 1952  (Foto: RM Auctions)
Chevrolet Kustom 1952 (Foto: RM Auctions)

“Eu tenho um caso de amor com os carros desde que eu era um adolescente. Está no meu DNA ” , diz Pack. “Felizmente, no meu caso, este caso de amor tem continuado através de minha carreira profissional e empresarial. É uma paixão compartilhada e apoiada pela minha família, os carros trazem tantas alegrias para eles como para mim” explica.

 

Chrysler Newport 1969: Um Pequeno e Gigantesco Investimento

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Chrysler Newport 1969: Uma Rara espécie. Foto: Clayton Seams

O mundo da ciência mudou radicalmente quando Charles Darwin escreveu o livro “A Origem da Espécies”. Em seu estudo, basicamente, Darwin propõe que as espécies que melhor se adaptam ao ambiente irão passar seu DNA adiante e, desse modo, garantir a sua preservação. Os seres que não se adaptassem, estariam fadados a extinção. É possível dizer que a indústria americana passou pelo mesmo processo. O que a natureza leva milhões de anos para executar, foram algumas décadas para que os Full Size americanos fossem extintos.

Se você não está familiarizado com o termo, Full Size, nada mais é do que o maior carro disponível na linha. Em português popular, são as barcas, banheiras, prédios sobre rodas, ou seja, automóveis com dimensões continentais. No fim da década de 60, este segmento reinava absoluto nas ruas e estradas retas da America do Norte. Os yankees entendiam que o carro deveria ser uma extensão de sua casa, ou sala de estar.

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Prestes a ser ressuscitado. Foto: Clayton Seams

Embora não sejam famosos como os Cadillacs ou  Lincolns, os Chrysler Newport são um perfeito exemplo de gigantismo desenfreado desse segmento, especialmente a  quinta geração que vai de 1969 e 1973. Para estes modelos a Chrysler apresentava ao mundo a sua linguagem de estilo chamada de ‘Fuselage’, que buscava inspiração na aviação, com grandes porções de metal na lateral do carro.

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Dono orgulhoso. Foto: Clayton Seams

Enquanto que ‘Cudas e Chargers da mesma época atingem valores estratosféricos e ainda geram interesse das novas gerações, os Newport sequer são reconhecidos nas ruas. Mas um modelo em particular não passou desapercebido por Clayton Seams, um jovem canadense de apenas 22 anos. Seams é uma espécie rara (ou a beira da extinção) hoje em dia. A sua geração, conhecida demograficamente como Geração Z, demonstram pouco ou nenhum interesse em carros. 

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Quatro dias de limpeza e ajustes e Voi La. Foto: Clayton Seams

Clayton, diferentemente de seus contemporâneos, é um ávido fã de automóveis desde muito cedo. Uma de suas primeiras lembranças quando criança era ter um Belair 1957. Com pouco mais de duas décadas, ele já foi proprietário dos seguintes modelos: Datsun 280ZX 1983, Pontiac Firebird Formula 1988, Suzuki Swift GTi 1989 e um Chevrolet Impala 1966.

Sofa Feelings. O passageiro em outro fuso horário. Foto: Clayton Seams
Sofa Feelings. O passageiro em outro fuso horário. Foto: Clayton Seams

No caso da sua última aquisição, o Chrysler Newport 1969, Seams conta que a princípio queria um carro antigo por um preço baixo.  “O Chrysler estava anunciado no site kijiji.ca na seção clássicos. Ele só tinha duas fotos e uma descrição muito vaga. Liguei para o proprietário do anúncio e negociamos um valor, comprei no momento em que o vi”, relata. Foi uma verdadeira barganha, Clayton pagou míseros US$ 1.700. Segundo ele, nestas condições, normalmente um carro destes vale em torno de US$ 4.000.

Motor V8 383 polegadas cúbicas.
Motor V8 383 polegadas cúbicas. Foto: Clayton Seams.

A apenas duas semanas com o modelo, Seams conta que não foi preciso fazer muita coisa com o carro.”Passei quatro dias fazendo a limpeza e corrigindo pequenos defeitos para fazê-lo funcionar perfeitamente. Agora ele precisa de alguma atenção no diferencial traseiro. Depois, pretendo rodar com ele durante todo o verão!”. Seams pretende deixar o carro todo original enquanto for o dono.

Com 5.70m de comprimento e 2m de largura, o Newport chama muito atenção por onde passa e Clayton notou isso na primeira vez em que dirigiu. “Eu voltava pra casa sem placas (o que é ilegal) logo depois que eu comprei e um policial me viu, mas apenas acenou! As pessoas sorriem quando vêem este carro. Chega a ser completamente hilário de tão grande que é! Tenho um uma Chevrolet Suburban de uso diário e o Chrysler é ainda maior!”.

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Foto: Clayton Seams.

O custo de manter um carro destes, segundo Seams é basicamente o do seguro, US$ 225 por mês. O proprietário conta que as pessoas da sua idade, de fato, demonstram pouco interesse. Perguntam coisas como quantos anos tem e se é caro de manter. “Me entristece. Eu passo meus dias pregando as virtudes dos carros antigos. Na verdade, eu comprei-o (O Chrysler Newport) para que eu pudesse mostrar às pessoas o quão acessível um clássico pode ser”, conclui.

 

A História de uma Foto

1967 Plymouth GTX - 1968 Dodge Charger - 1969 Dodge Super Bee

Os Muscle Cars parecem viver sua redenção nos dias de hoje. Primeiro foram objeto de desejo dos baby boomers, viraram vilões para as empresas de seguro, dos lobistas e vítimas da crise do petróleo. Vendidos a preço de banana no começo dos anos 80, tiveram uma valorização exponencial na última década. Ter um Muscle Car clássico hoje na garagem passou a ser um sonho para poucos. Já pensou em ter três de uma só vez? Essa foi a realidade de Scott Crawford, que já esteve aqui no Parachoques Cromados contando um pouco sobre a sua história com um dos mais belos Dodge Charger R/T 1968 que se tem notícia. Confiram abaixo a deliciosa história sobre a foto que ilustra esse post:

“Houve um período de 4 anos, de 1986 a 1990, quando esses 3 carros foram mantidos em companhia, escondido em um edifício de armazenamento recluso perto de uma área industrial em Yakima, no estado de Washignton.

Este terrível granulado da imagem (e impagável) narra o conto sobre como o Charger, um Super Bee 1969 ½ 440 Six-Pack e um Plymouth GTX 1967 440, de 4 marchas  estavam em um armazenamento juntos enquanto eu voltei para a faculdade, que ficava à milhas de distância.

No início de 1983 eu convenci meu pai que precisavamos de um projeto familiar, no qual  nós podíamos usar ferramentas juntos e, possivelmente, conseguir um lucro no final. Eu encontrei um Plymouth GTX 1967 em condições “difíceis”, mas que depois de 2 anos de suor, dinheiro e esforço, ficou excelente.

Inesperadamente, encontrei um antigo piloto de arrancada velho com um Dodge Super Bee 1969  ½ – bem conservado – 440 Six-Pack  (fazia o 1/4 de milha em 11s) em 1985, e com alguma sorte o convenci a vendê-lo para nós. Um ano mais tarde, com mais suor, mais dólares e mais esforço, ele também ficou excelente.

Este trio incrível permaneceram juntos, empoeiradando e congelados no tempo, até o início de 1991, quando tanto o Super Bee quanto o GTX foram vendidos.

Penso muitas vezes nesses tempos de glória, quando eu possuía, pelo menos parcialmente, quatro muscle cars clássicos, (meu carro de uso diário era um GTO 1969), mas algumas das minhas melhores lembranças são da época do meu pai e eu ficamos juntos restaurando o GTX e o Super Bee”.

Scott Crawford

Ford Mustang Limited Edition 600 1969

Ford Mustang Limited 600 1969

O Ford Mustang é uma daquelas histórias de sucesso que recheiam livros sobre como se dar bem no mundo dos negócios. Desde que surgiu,  em 1964, vendeu aos milhões e o modelo da marca de Dearborn que existe a mais tempo. Quem diria, o Stang, tido como um símbolo de liberdade e juventude, é quase um cinquentão. Mas mesmo entre tantos exemplares vendidos depois de quase cinco décadas, há aquelas versões mais raras. Este é o caso do Limited 600.

Em  maio de 1969, as concessionárias que faziam parte do distrito da Filadélfia, estipularam a meta de vender 600 Mustangs naquele mês sob encomenda.  Todos os exemplares seriam  vendidos ou na cor “Flower Power Red” ou “Groovy Green”.  Era possível só encomendar hardtops ou sportsroofs e, entre os itens opcionais havia o scoop de capô, retrovisor cromado, rádio AM, calotas especiais, pneus com faixa branca e emblemas com o número “600”, tudo por um preço especial. Alguns hardtops foram encomendados com teto de vinil.

Ford Mustang Limited 600 1969

O objetivo da promoção de vendas era vender 600 dessas unidades especiais, no entanto, somente 503 foram produzidos, claramente aquém da meta que o nome sugeria.  A grande maioria era equipada com motores mais mansos, muitos com o seis cilindros, mas, curiosamente, houve uma encomenda na cor “Groovy Green” de um Mach 1.

Ford Mustang Limited 600 1969

Todos os carros nesta promoção foram produzidos nos lotes entre 21 a 29 de abril de 1969. Muitos dos primeiros lotes foram entregues aos poucos na concessionária Morgan Ford (agora Medford Ford) em Meford NJ, para preparação do revendedor e fixar os emblemas na lataria.

Ford Mustang Limited 600 1969.

Todos os 600s serão identificados pela ausência de um código de cor e um DSO de 16 ou mais do 2,783 ao 2,788, por meio do número na placa de porta. A maioria dos 600s eram equipados por motores de seis cilindros, alguns eram 302 V8 e o maior motor disponível era o V8 351. A fim de catalogar os 600 sobreviventes, os donos desse raro modelo mantem uma página na internet, de onde foram retiradas as informações para a a elaboração desse texto. As fotos pertecem ao excelente site Mustangs Monthly.

Ford Mustang Composite

Ao ver as fotos desses dois Mustangs, um na cor Azul Grabber e outro na Vermelho CandyApple, o fã mais atento pode coçar a cabeça e não entender direito do que se trata. E a grata confusão é gerada por modelos únicos, no sentido mais literal que se possa imaginar da palavra. No final da década de 60, os departamentos de marketing das três grandes montadoras estavam agitados, tentando antecipar qual seria a próxima tendência entre os jovens. A Era Muscle Car atingia o seu auge. Vendas e reputação estavam em jogo.

No final de 1969, a parceria entre Carroll Shelby e Ford estava chegando ao fim. O lendário preparador de carros texano – falecido esse ano – já havia pedido o encerramento da produção dos Mustangs Shelby para aquele ano. Há quem diga que Shelby não havia ficado satisfeito com o rumo que o modelo levou, pois, em pouco mais de três anos, ganhou tamanho, peso, acessórios de luxo e poucos cavalos embaixo do capô.

A Ford, por sua vez, se concentrava em aprimorar seu produto mais rentável daquela década. De fato, o Mustang havia crescido no tamanho e nos dígitos da balança, mas algumas opções de motores poderiam compensar os quilinhos a mais. Um dos estudos feitos – comumente chamado de “Mulas” entre paredes da fábrica – foram esses dois Mustangs, apelidados pelos executivos de “Composite” (Composto). A razão do nome é bem compreensível, pois os modelos usavam os paralamas frontais exclusivos do modelo Shelby 1969, um motor V8 de 429 polegadas cúbicas – ou 7.0 – e painel do seu primo mais requintado, o Mercury Cougar.

Para a tristeza dos fãs, a idéia não foi adiante pois o próprio Mustang Shelby 1969 foi um fiasco de vendas. Inúmeros exemplares ficaram encalhados e precisaram ser vendidos como modelos do ano seguinte. Além disso, críticos da Ford diziam que a montadora já tinha carros esportes demais (como alguém pode criticar isso?). Portanto, qualquer possibilidade de se produzir o Ford Mustang Composite foi rechaçada. Os dois únicos exemplares fabricados hoje pertencem a – sortudos – colecionadores.

Os Muscle Cars da Buick

Buick GSX 1970 (Fonte: http://www.flickr.com/photos/jjjcirone/)

O termo Muscle Car invariavelmente estará sempre associado a nomes como Charger, Camaros e Mustangs. O lançamento desses modelos, mais de 40 anos atrás, mudaram pra sempre a história automobilística americana. Não por acaso esses nomes ressurgiram atualmente, tamanha a sua força em todos os sentidos.  No entanto, outros eventos interessantíssimos – e mais obscuros do grande público – aconteceram em Detroit entre 1964 e 1972. Um dos que mais gosto é a entrada da Buick para o mundo da alta performance.

O primeiro GS, 1965.

Antes, é preciso dizer que a Buick, em sua seus 99 anos da história, raramente – ou de forma muito pontual – esteve associada a performance. Nos Estados Unidos, naquela época e ainda hoje, a marca é associada a luxo e conforto, quase que o oposto do que se espera de um Muscle Car. Talvez isso tenha sido sua maldição e redenção.

1966: Público Jovem, sós queremos vocês.

Quando o GTO foi lançado em 1964, o mercado americano foi pego de surpresa, nem a própria Pontiac ou GM esperava tamanho sucesso do seu carro médio com excesso de potência no motor. As demais divisões da GM, assim como Chrysler e Ford, começariam ali um páreo para ver quem conseguia colocar mais cavalos dentro do capô de seus respectivos carros.  O frenesi foi tanto que até, a então conservadora e luxuosa Buick estava disposta a entrar na corrida mais divertida da história da indústria americana. Nascia assim, o pacote GS (Grand Sport).

Com $200 a mais, você adquiria o pacote GS que era oferecido, a princípio, para o médio Skylark, que compartilhava o A-Body da GM com o Chevelle, Tempest e Cutlass. Entre os itens de luxo que só a Buick poderia oferecer estava o V8 top de linha de 400 polegadas cúbicas (6.5L) e 375 hp. O pacote também chegou a ser oferecido para o intermediário Riviera, mas foi com os Skylarks é que ficou realmente popular. Talvez “popular” não seja o termo adequado, porque além de requintados, não eram exatamente baratos e, em 1965, as vendas do GS eram apenas 1/4 do número de GTOs comercializados.

1967.

Para 1966 o A-Body era remodelado, ganhando linhas mais harmoniosas e musculosas. Em 1967  mudanças estéticas sutis e campanhas de marketing um pouco mais ousadas. Mas a grande mudança estaria por vir na geração seguinte, que debutou em 1968, não só estéticamente como na engenharia. Além de receber uma belíssima carroceria, os Skylarks GS contavam também com os motores Stage I e II de 455 polegadas cúbicas ou escandalosos 7.4 Litros! Esses motores contavam com o carburador quádruplo rochester quadrijet.

Mas foi apenas em 1970 que a Buick entrou de cabeça e alma no jogo. A imagem do carro à aquela altura contava muitos pontos par se se construir uma reputação. Os GS, até então, embora com potência e performance respeitáveis, tinham um visual bem discreto. Muitas revistas da época o chamavam de “Sleeper” por causa de sua aparência nada condizente com o seu desempenho. Foi assim que nasceram os GS-X, o carro esporte definitivo da Buick. Naquele ano, era oferecido apenas em duas cores, Branco “Apollo White” e Amarelo “Yellow Saturn”, com faixas gigantes e tacômetro no Capô, spoiler na frente e aerofolio na traseira (ambos funcionais).

Dentro do capô, toda a brutalidade que você não esperava de um Buick. O 455 rende 360 hp e 510 lb-ft ou 690 nm de torque, o maior da história entre automóveis americanos. Maior até que o cultuado 426 Hemi com 430 hp e 472 lb/ft ou 639 nm. Outra vantagem em relação ao todo poderoso Mopar era o preço da apólice de seguros. Em 1970, para assegurar um Plymouth Barracuda Hemi, o orgulhoso comprador teria que desembolsar para a seguradora astronômicos US$ 12.ooo, já um Buick GS, apenas US$ 200. A fama de “carro de tiozão”, dessa vez foi mais que benéfica para os pessoal de Flint, em Michigan.

GS 1970.
1970.

Se por um lado o dono economizava no seguro, não poderia reinvestir no desempenho do seu “B(Q)uick”, pois era impossível melhorar a performance, já que não haviam peças de preparação para os seus motores. As modificações ficavam restritas a alguma coisa de comando e cabeçote.

1971.

A perseguição e alta taxação das seguradoras, juntamente com a escalada do preço do petróleo foram o tiro de misericórdia nos carros supra potentes da daquela época e um a um eles foram sendo descontinuados, a maioria de forma digna, como o caso dos GS em 1972.

A Coleção de Carros de Corrida da Bowden

Holden Monaro 1970
Ford Falcon 1970

A coleção de carros da Bowden  é a maior da Austrália com esportivos,Muscles e carros de turismo. Eles começaram fazendo seus próprios produtos para cuidados de carro há mais de 10 anos e agora partilha seu acervo com aqueles que são apaixonados por essas máquinas.

Ford Falcon 1971
Ford Falcon 1972

A família Bowden começou seu caso de amor com carros de corrida da Austrália, em 1973, quando adquiriu oprimeiro carro para sua coleção – o famoso Ford GTHO Fase IV. Desde então, os Bowden têm dedicado o seu sangue, suor e lágrimas para encontrar, recuperar e manter essas peças vitais da história do automobilismo australiano.

Ford Mustang 1966
Ford Mustang 1969

Para conferir estas e outras fotos, em alta resolução, da vasta coleção da família Bowden, basta se inscrever no site Bowdens Own.

One Boss Across

No final do Verão passado, eu tive a oportunidade de ir até Victoria e confirir este magnífico clone do Ford Mustang Boss 1969 . O propósito da viagem era para pegar o Mustang. O carro  inspecionado estava impecável, rebaixado, imponente, um  lendário Muscle Car me foi soberbamente apresentado.


Este clássico Mustang 1969 foi construído e inspirado no carro pilotado pelo lendário piloto australiano Alan Moffat. Tinha que ter conhecimento de carros e pedigree para rasgar o asfaltonas corridas Trans – para extrair desempenho de um Pony Car! A réplica alcançou o resultado esperado depois de muita marreta e  chutes e dores nos ombros … Não foi uma restauração barata.


Nenhum carro ferroviário, caminhão ou reboque passeio para esta máquina. Sob as instruções dos meus irmãos, eu dirigi o carro por 3.500 Km até a volta para Kalgoorlie. A base do motor 351 foi melhorada para 398 e estava cheio de preparos, apoiado em uma caixa de 5 velocidades. Mustang como eu suspeito que nunca fez da fábrica. Toda a suspensão do 1969 se foi, em seu lugar, uma frentekit completa RRS. O carro dirige como se fosse da era do novo milênio.


Fora na planície Nullarbor eu dei uma pisada. Sem nenhum lugar por perto e a todo vapor, atingiu as 150 mph  e ainda tinha muita lenha pra queimar… É uma máquina e tanto.

O Mustang  cruzou a Austrália sem nenhum problema significativo. Sempre fui um fã do Mustang 1969 e era o tipo de coisa que você sonha quando era criança e nunca esperar viver.

O depoimento (e as fotos) acima foi traduzido do site australiano The Interceptor Today, dedicado ao carro protagonista da cine série Mad Max. Modelo aliás, que nos deve uma visita.

Miniaturas Ertl: American Muscle

Talvez esse blog não existiria se não fosse a Ertl Company, empresa especializada em miniaturas de veículos agrícolas. Explico, no começo da década de 90, mais precisamente em 1994, esse que vos escreve, então com 12 anos, passava na Rua Augusta em frente a uma tabacaria no extinto Promocenter. Lá, vi um Ford Mustang 1964 1/2 em escala 1:18 que, mais tarde,  seria meu presente de aniversário. O modelo era fabricado pela Mira, mas foi o ponto de partida para o início de minha coleção e, consequentemente, paixão pelos carros americanos, especialmente os Muscle Cars.

Pouco tempo depois começaram a aparecer os verdadeiros Muscle Cars, fabricados pela Ertl Company. Lembro que o meu irmão mais velho apareceu em casa com um Chevrolet Chevelle SS 454 1970. Não demorou muito, um Plymouth Road Runner 1969 se juntava a coleção. O meu primeiro exemplar do “Aço de Detroit” foi um Buick GSX 1970. Também fazem parte da coleção, um Shelby Cobra 1965, Chevrolet Corvette Stingray 1965, Pontiac GTO The Judge 1969, Chevrolet El Camino 1970, Chevrolet Impala SS 1964, Dodge Challenger 1970, Chevrolet Monte Carlo 1970, Ford Torino GT 1971, Pontiac Trans Am Firebird 1973,  Plymouth Duster 1973, Oldsmobile 442 1970, Chevrolet Chevelle 1867 e um Chevrolet Bel Air 1955 (Ufa, acho que me lembrei de todos dessa fabricante. A maioria está guardada). Me recordo de ficar fascinado com o “novo” mundo automobilístico que se revelava para nós naqueles tempos. Veja bem, hoje qualquer garoto de 12 anos acessa a Internet e, ao alcance de alguns cliques, consegue toda a história e põe um Charger como papel de parede em seu LapTop. Mas há 17 anos, nossas fontes era um dicionário português-inglês e as informações que estavam verso da caixa desses “carrinhos”.

Mas e as revistas? Naqueles tempos, a Quatro Rodas só falava de carros de mercado. Eu e, principalmente meu irmão mais velho costumávamos ler as publicações que, muito raramente, dedicavam algumas linhas para os V8 americanos. Houve uma edição, da extinta, mas  muito boa, “Oficina Mecânica” que falava sobre um Dodge Challenger 1974 e um Coronet Super Bee 1970. Este último, se bem me recordo, adquirido pelo proprietário a preço de banana em um leilão da Receita Federal no fim dos anos 80.  Uma publicação, mais tarde naquela década, que começou a dar destaque aos Muscle Cars e carros antigos em geral, chegando a criar uma publicação à parte, foi a excelente Auto & Técnica.

Mas voltando as miniaturas, com o passar dos anos, os espaços em casa bem como no bolso foram diminuindo em proporção inversa à escalada do dólar. Isso foi preponderante para que eu encerrasse por tempo indeterminado a minha coleção. No começo, com o Real recém lançado e mais forte que o poderoso dólar, as réplicas custavam entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do modelo e fabricante. Hoje em dia, ultrapassam fácil os R$ 250. Muita grana pra quem tem um Chevrolet Opala 1977 em escala “1:1”. Os HotWheels ajudam a combater a “crise de abstinência”, mas ainda babo quando frequento sites como o Die Cast Muscle Cars. Vocês colecionam alguma coisa?

Ford Mustang 1969

Mais um blog – obrigatório – sobre nossos amados antigos é o Antigos Verde Amarelo, do Guilherme Gomes. Mais uma restauração concluída no Museu Tatos Garage! Enquanto o Oldsmobile Cutlass Supreme 1968 ia chegando ao fim da restauração (ver a matéria aqui), quem entrava na linha era o bravo Ford Mustang GT SportsRoof (Fastback) 1969, agora apresentado pronto! Clique aqui para continuar a leitura.

Rust Oleum’s Plymouth Satellite 1969

Fotos:  Steve Strope / Hot Rod Magazine.

No final dos anos 70, era comum os jovens customizar seus carros, geralmente Muscle Cars do final da década anterior, na época, apenas carros usados e sem valor com latas de spray. Uma grande empresa de aerosóis americana – King Rust Oleum – decide entrar para o mundo dos Hot Rods e, para resgatar esses tempos áureos e mostrar suas qualidades, era preciso escolher um automóvel. Steve Strope, da Pure Vision Shop e responsável pelo projeto, viu em um Plymouth Satellite 1969 o candidato perfeito. É o que conta essa matéria do site da Hot Rod Magazine.

O dono anterior desse Satellite queria transformá-lo num clone de Road Runner e, mecanicamente, estava muito bem encaminhado, equipado com motor V8 de 440 polegadas cúbicas, quatro marchas e diferencial Dana 60. Foi adquirido por módicos US$ 16.500.

O gigante Mopar precisava de reparos, então, teve o seu conjunto motor-transmissão todo refeito com produtos da King Rust-Oleum. Quando um grande pedaço de tinta do Satellite caiu do painel lateral traseiro, a Pure Vision também refez toda a sua pintura, usando a cor B5 Mopar Blue misturada com Auto Body Paint.

Para mostrar toda a qualidade dos seus produtos, a King Rust-Oleum também inscreveu o Satellite para a Power Tour, tradicional evento da Hot Rod que reúne as tendências de modificação apresentadas na publicação. Com o prazo apertando, a equipe só conseguiu fazer o 440 funcionar momentos antes de embarcar o Plymouth no trailer. Durante o evento, “era como se fosse 1978 de novo”, conta David Freiburge em seu artigo.

“Não havia nada de errado, nem o atraso da embreagem, costas suadas, freios que levam um campo de futebol para desacelerar o carro e um 440 que funciona como o original” relata David. No evento, era comum uma pequena multidão se formar em torno do carro, elogiando a ausência de rodas de 18 polegadas e dizendo “é assim que tem que ser!”.

O editor Jerry Pittssenbarger resumiu bem do que se tratava esse carro. “O carro é uma merda! Ele dirige como um tanque e nas curvas parece um guardanapo molhado, as é exatamente isso que o torna incrível!” concluiu.

Dodge D100 Dude 1970-71

No auge da era Muscle Car, muitos modelos não escaparam do visual chamativo daqueles tempos. Nem mesmo a pacata e “trabalhadeira” Dodge D-100 americana, que também foi fabricada por aqui, diga-se. Em 1969 a Chrysler passou a oferecer ao pacote de aparência esportiva para a picape, chamado de “Dude Sport Trim Package”.  Era essencialmente uma D100 de 1/2 tonelada com as faixas em “C” laterais, semelhantes as exibidas em alguns Coronet Super Bee’s e no Dodge Charger R/T 1971 nacional, e calotas estilo Dog Dish  (vasilha de cachorro em tradução livre).

Outra diferença para a D100 comum, era a tampa traseira, que  também contava com um decalque, mas sem as letras em relevo típicas da picape. O teto era oferecido na cor das faixas e era pintado com uma tinta texturizada. Nos folders de divulgação da época, também era oferecido o revestimento em vinil.

Os números de produção para a D100  são bem baixos, em relação a GM e Ford. Isto torna a versão “Dude” desejável para alguns colecionadores, principalmente as que saíram em 1970. Naquele ano, foram  38.857  e, em 1971, 33.487 veículos. Estima-se que entre 1.500 e 2000 “Dudes” tenham sido encomendados entre as quase 73 mil picapes fabricadas nesses dois anos em que foi oferecido o pacote. As opções eram mais variadas no que dizia a respeito da aparência do que em avanços de engenharia. Os motores oferecidos eram o Slant 6, o small block V8 318 (5.2L) e o big block V8 383 (6.2L). Havia uma grande variedade de cores e o comprador podia optar por bancos separados, com um console ao meio, e ar condicionado.

Propagandas da Chevrolet em 1969

Como você deve saber, a Chevrolet comemora 100 anos em 2011. Aparentemente, a empresa está se reestruturando depois da ameaça de falência que assombrou a mais tradicional montadora americana. Mas em 1969, a realidade era bem diferente. Se alguém projetasse que a GM poderia vir a  falência, venderia suas subsidiárias no exterior e desativaria  suas divisões, seria taxado de, no mínimo, maluco.

Não por acaso, naquele ano, a Chevrolet comercializou 2.092.947 de unidades. Somando todas as suas divisões (Buick, Pontiac, Oldsmobile e Cadillac), o grupo GM produziu, precisamente, 4.486.928 veículos. Todo o esplendor da marca e, de a indústria americana como um todo, está presente em suas peças publicitárias da época. Nas imagens deste post os Chevrolet Nova, Chevelle, Camaro e Corvette são alguns exemplos de como era bem mais fácil a vida dos publicitários com produtos tão fascinantes como estes.

Dois Destaques do Sema 2011

Nos dias 01 e 04 de novembro, em Las Vegas, Estados Unidos, aconteceu o SEMA (Specialty Equipament Market Association) ou simplesmente SEMA Show, evento onde fabricante de automóveis, oficinas, preparadoras e empresas ligadas a modificação e restauração de carros reúnem o que há  de novo nesse crescente mercados.

Entre centenas de carros modificados, sempre há alguns que se destacam, entre eles o Chevy Nova SS 1969, modificado pela Bill Thomas/Race Cars. Originalmente, este Chevy havia saído de fábrica com o respeitável V8 6.4 litros (396 polegadas cúbicas) e 375 hp que foi subistituído por outro V8 –ainda mais letal – de 7.6 litros (467 cubic inches) e 427 hp. No exterior, rodas Cragar Keystone Klassic e pneus redline. Uma modificação que não ficaria atrás de lendários nomes como Yenko ou Baldwin Motion.

Outro destaque, digno de nota, é o Plymouth Road Runner 1968 modificiado pela Hotchkis Suspension. Os Muscle Cars são conhecidos pela força desproporcional e velocidade… Em linha reta. Para mudar esse paradigma, a Hotchkis alterou e atualizaou todo o sistema de suspensão do carismático Papa-Léguas da difunta Plymouth. O resultado é uma dirigibilidade rápida e agressiva que pode fazer frente a qualquer carro moderno.

Chevrolet Heavy Chevy: O SS dos Pobres

Toda a linha Chevelle em 1972. O Heavy Duty é o segundo, amarelo, de cima pra baixo.

Além de ser um dos modelos mais emblemáticos e populares mundialmente hoje, o Chevelle foi também um dos nomes mais bem sucedidos comercialmente na época de ouro dos carros americanos. Para se ter uma ideia, entre os 10 Muscle Cars mais vendidos, o médio da Chevrolet figura em quatro  posições com os modelos 1964, 1965, 1966 e 1969.

Heavy Chevy e Nova Rally: Quanto menor fosse o motor, menor era a taxa cobrada pelas companhias de seguro.

Em 1971,  as empresas de seguro já pegavam pesado com os Muscle Cars. O custo anual de se ter um carro equipado com o motor mais potente poderia chegar até 1/4 do seu preço total. Atenta a isso, a Chevrolet passou a oferecer uma versão bem espartana, mas de viés esportivo, do seu Best Seller Chevelle, com o inusitado nome de Heavy Chevy. A intenção, assim como foi feito com o Chevy Rally Nova e o Oldsmobile Rallye 350, era vender um carro simples, sem muitos itens, mas com ar de esportividade.  O curioso é que este Chevelle “Pé de Boi” apareceu apenas um ano depois, da marca da gravata, ter oferecido ao público americano o carro de passeio mais potente do mundo daquele ano: O Chevelle SS 454 LS6.

Heavy Chevy e SS 1972: Primo Pobre e Primo Rico.

Introduzidos no meio daquele ano, o pacote Chevy Heavy, código RPO YF3, era uma resposta óbvia a mudança de atitudes, bem como uma tentativa de vender a imagem de desempenho para aqueles que, provavelmente não poderiam se dar ao luxo de pagar as altas taxas dos seguros para os poucos Muscle Cars remanescentes da Chevrolet.

Heavy Chevy 1971. Diferença sutil na grade em relação ao 1972.

Características incluídas nos Heavy Chevy era o capô idêntico ao dos Chevelles Super Sport – isso incluia os famosos os pinos. Haviam ainda listras adesivadas na lateral e decalques com a inscrição “Heavy Chevy” sobre o capô, pára-lamas e tampa do porta malas. Outra características era a grade e molduras dos faróis pretas, As rodas eram as esportivas Rally 14×6 sem sobre aros.

"Poor Man SS". Esse era o apelido do Heavy Chevy. Algo como "SS do cara Pobre". O da foto é a propaganda de 1972.

No seu ano de estreia, foram 6.727 Chevelles “Heavy Chevy”  contra 19.293  Super Sports. Números baixíssimos para os padrões americanos, tornado-os altamente colecionáveis hoje em dia. Apesar dos RPO YF3 serem um esportivo de fachada, o alto nível de personalização que se poderia obter naqueles tempos, era possível que o comprador optasse equipa-los com qualquer V8, desde o Turbo Fure de 307 polegadas cúbicas padrão (5.0L) até o Turbo Jet LS3 400 (6.5L). O LS5 estava disponível. O Hevay Chevy durou apenas dois anos e foi descontinuado, junto com a bela carroceria de segunda geração do Chevelle, que havia estreado em 1968.

Parceria Antigo Motors

Amigos,

Convido vocês a visitar o site Antigo Motors, que tem como missão, ser um grande portal sobre carros antigos. O espaço lá é amplo e você poderá encontrar todos os segmentos da vasta cultura antigomobilista. Contribuirei lá com textos, principalmente sobre os nossos amados Muscle Cars. Um Link permanente ficará na barra lateral.

Aproveitando o gancho do Camaro COPO 1969, à venda do último post, deem uma olhada na última matéria, escrita por eles, sobre um raro RS/SS, também 1969.

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