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1965

Performance Icons: Ford Galaxie 1965

Ned Jarret, Charlotte 400, 1965 (Foto: Ford Motor Company)

A Ford americana começou uma série de homenagens chamada Performance IconsO primeiro deles é Ned Jarret que, entre seus grandes feitos, tem o recorde (que provavelmente nunca será batido) 14 voltas dadas no 2º colocado na Southern 500 de 1965.

Os Muscle Cars da Buick

Buick GSX 1970 (Fonte: http://www.flickr.com/photos/jjjcirone/)

O termo Muscle Car invariavelmente estará sempre associado a nomes como Charger, Camaros e Mustangs. O lançamento desses modelos, mais de 40 anos atrás, mudaram pra sempre a história automobilística americana. Não por acaso esses nomes ressurgiram atualmente, tamanha a sua força em todos os sentidos.  No entanto, outros eventos interessantíssimos – e mais obscuros do grande público – aconteceram em Detroit entre 1964 e 1972. Um dos que mais gosto é a entrada da Buick para o mundo da alta performance.

O primeiro GS, 1965.

Antes, é preciso dizer que a Buick, em sua seus 99 anos da história, raramente – ou de forma muito pontual – esteve associada a performance. Nos Estados Unidos, naquela época e ainda hoje, a marca é associada a luxo e conforto, quase que o oposto do que se espera de um Muscle Car. Talvez isso tenha sido sua maldição e redenção.

1966: Público Jovem, sós queremos vocês.

Quando o GTO foi lançado em 1964, o mercado americano foi pego de surpresa, nem a própria Pontiac ou GM esperava tamanho sucesso do seu carro médio com excesso de potência no motor. As demais divisões da GM, assim como Chrysler e Ford, começariam ali um páreo para ver quem conseguia colocar mais cavalos dentro do capô de seus respectivos carros.  O frenesi foi tanto que até, a então conservadora e luxuosa Buick estava disposta a entrar na corrida mais divertida da história da indústria americana. Nascia assim, o pacote GS (Grand Sport).

Com $200 a mais, você adquiria o pacote GS que era oferecido, a princípio, para o médio Skylark, que compartilhava o A-Body da GM com o Chevelle, Tempest e Cutlass. Entre os itens de luxo que só a Buick poderia oferecer estava o V8 top de linha de 400 polegadas cúbicas (6.5L) e 375 hp. O pacote também chegou a ser oferecido para o intermediário Riviera, mas foi com os Skylarks é que ficou realmente popular. Talvez “popular” não seja o termo adequado, porque além de requintados, não eram exatamente baratos e, em 1965, as vendas do GS eram apenas 1/4 do número de GTOs comercializados.

1967.

Para 1966 o A-Body era remodelado, ganhando linhas mais harmoniosas e musculosas. Em 1967  mudanças estéticas sutis e campanhas de marketing um pouco mais ousadas. Mas a grande mudança estaria por vir na geração seguinte, que debutou em 1968, não só estéticamente como na engenharia. Além de receber uma belíssima carroceria, os Skylarks GS contavam também com os motores Stage I e II de 455 polegadas cúbicas ou escandalosos 7.4 Litros! Esses motores contavam com o carburador quádruplo rochester quadrijet.

Mas foi apenas em 1970 que a Buick entrou de cabeça e alma no jogo. A imagem do carro à aquela altura contava muitos pontos par se se construir uma reputação. Os GS, até então, embora com potência e performance respeitáveis, tinham um visual bem discreto. Muitas revistas da época o chamavam de “Sleeper” por causa de sua aparência nada condizente com o seu desempenho. Foi assim que nasceram os GS-X, o carro esporte definitivo da Buick. Naquele ano, era oferecido apenas em duas cores, Branco “Apollo White” e Amarelo “Yellow Saturn”, com faixas gigantes e tacômetro no Capô, spoiler na frente e aerofolio na traseira (ambos funcionais).

Dentro do capô, toda a brutalidade que você não esperava de um Buick. O 455 rende 360 hp e 510 lb-ft ou 690 nm de torque, o maior da história entre automóveis americanos. Maior até que o cultuado 426 Hemi com 430 hp e 472 lb/ft ou 639 nm. Outra vantagem em relação ao todo poderoso Mopar era o preço da apólice de seguros. Em 1970, para assegurar um Plymouth Barracuda Hemi, o orgulhoso comprador teria que desembolsar para a seguradora astronômicos US$ 12.ooo, já um Buick GS, apenas US$ 200. A fama de “carro de tiozão”, dessa vez foi mais que benéfica para os pessoal de Flint, em Michigan.

GS 1970.
1970.

Se por um lado o dono economizava no seguro, não poderia reinvestir no desempenho do seu “B(Q)uick”, pois era impossível melhorar a performance, já que não haviam peças de preparação para os seus motores. As modificações ficavam restritas a alguma coisa de comando e cabeçote.

1971.

A perseguição e alta taxação das seguradoras, juntamente com a escalada do preço do petróleo foram o tiro de misericórdia nos carros supra potentes da daquela época e um a um eles foram sendo descontinuados, a maioria de forma digna, como o caso dos GS em 1972.

Ford Mustang Shelby GT350 Prototype 1965

Charles McHose e o "primeirão".

Fotos: The Shelby American Automobile Club (SAAC).

O 5S319 ou Shelby American GT350 1965 foi o protótipo para os modelos do ano seguinte e dirigido por Charles McHose, chefe de estilo da Ford nos anos 60. McHose também foi responsável pelo desenho dos Gt350 1967.

Um detalhe que se destaca nesse protótipo é o aerofólio traseiro que, dois anos mais tarde, seria peça que diferenciaria os Shelby dos demais. Há quem diga que foi a primeira vez que tl aparato fora usado em um carro americano.

Apesar de ser um protótipo, o 5s319 utilizava um sistema funcional de ventilação para os freios traseiros na laterais, vidros nas laterais, faixas Shelby próximo as caixas de rodas e barras de tração. Todas essas modificações foram usadas no modelo 1966, exceto o spoiler traseiro, que só seria usado no ano seguinte.

Como intem de conforto, um raro rádio genuíno Ford de 8 pistas, espaço onde ficava o banco traseiro (os primeiros Shelbys não tinham para economizar peso) carpetado, volante em madeira e um medalhão Shelby no portaluvas.

Em 1966, 2378 dessas belezas foram produzidas pela Shelby.

Para se ter uma ideia do valor histórico desse protótipo, em 1965 foram produzidos apenas 562 GT350 enquanto que no ano seguinte o número salta para 2378. Experts fãs de Shelbys qualificam essa unidade como o modelo histórico mais importante da fábrica.

Pontiac GTO 1965 Pro-Touring

Esse é um daqueles casos onde um acontecimento leva a outro e, no fim das contas, o resultado é totalmente diferente. Em uma noite qualquer, Josiah Coy estava à procura de um Chevrolet Chevelle 1965 no Craiglist (espécie de Mercado Livre americano). O carro seria o ponto de partida para promover sua oficina, que Coy estava prestes à inaugurar. Durante a pesquisa, o empresário se deparou com um belo Pontiac GTO do mesmo ano. A paixão foi tão arrebatadora que na manhã seguinte Josiah fechou negócio. A história toda está no site da Hot Rod Magazine.

A princípio, a ideia era substituir o motor V8 de 455 pol.³  (7.4 Litros) por outro idêntico, novinho em folha. Mas antes, Josiah resolveu pintar o cofre do motor e ajustar alguns detalhes do interior. Ao remover os bancos, percebeu que havia massa no painel do assoalho do banco de motorista. A partir daí, Josiah percebeu que precisaria fazer uma restauração de funilaria completa. Josiah decidiu também deixar o Pai dos Muscle Cars com um visual e desempenho nos moldes do Pro-Touring, mas sem desfigurar o clássico. O resultado ficou muito além do satisfatório, pra quem queria apenas um “pacato” Chevelle 1965.

Miniaturas Ertl: American Muscle

Talvez esse blog não existiria se não fosse a Ertl Company, empresa especializada em miniaturas de veículos agrícolas. Explico, no começo da década de 90, mais precisamente em 1994, esse que vos escreve, então com 12 anos, passava na Rua Augusta em frente a uma tabacaria no extinto Promocenter. Lá, vi um Ford Mustang 1964 1/2 em escala 1:18 que, mais tarde,  seria meu presente de aniversário. O modelo era fabricado pela Mira, mas foi o ponto de partida para o início de minha coleção e, consequentemente, paixão pelos carros americanos, especialmente os Muscle Cars.

Pouco tempo depois começaram a aparecer os verdadeiros Muscle Cars, fabricados pela Ertl Company. Lembro que o meu irmão mais velho apareceu em casa com um Chevrolet Chevelle SS 454 1970. Não demorou muito, um Plymouth Road Runner 1969 se juntava a coleção. O meu primeiro exemplar do “Aço de Detroit” foi um Buick GSX 1970. Também fazem parte da coleção, um Shelby Cobra 1965, Chevrolet Corvette Stingray 1965, Pontiac GTO The Judge 1969, Chevrolet El Camino 1970, Chevrolet Impala SS 1964, Dodge Challenger 1970, Chevrolet Monte Carlo 1970, Ford Torino GT 1971, Pontiac Trans Am Firebird 1973,  Plymouth Duster 1973, Oldsmobile 442 1970, Chevrolet Chevelle 1867 e um Chevrolet Bel Air 1955 (Ufa, acho que me lembrei de todos dessa fabricante. A maioria está guardada). Me recordo de ficar fascinado com o “novo” mundo automobilístico que se revelava para nós naqueles tempos. Veja bem, hoje qualquer garoto de 12 anos acessa a Internet e, ao alcance de alguns cliques, consegue toda a história e põe um Charger como papel de parede em seu LapTop. Mas há 17 anos, nossas fontes era um dicionário português-inglês e as informações que estavam verso da caixa desses “carrinhos”.

Mas e as revistas? Naqueles tempos, a Quatro Rodas só falava de carros de mercado. Eu e, principalmente meu irmão mais velho costumávamos ler as publicações que, muito raramente, dedicavam algumas linhas para os V8 americanos. Houve uma edição, da extinta, mas  muito boa, “Oficina Mecânica” que falava sobre um Dodge Challenger 1974 e um Coronet Super Bee 1970. Este último, se bem me recordo, adquirido pelo proprietário a preço de banana em um leilão da Receita Federal no fim dos anos 80.  Uma publicação, mais tarde naquela década, que começou a dar destaque aos Muscle Cars e carros antigos em geral, chegando a criar uma publicação à parte, foi a excelente Auto & Técnica.

Mas voltando as miniaturas, com o passar dos anos, os espaços em casa bem como no bolso foram diminuindo em proporção inversa à escalada do dólar. Isso foi preponderante para que eu encerrasse por tempo indeterminado a minha coleção. No começo, com o Real recém lançado e mais forte que o poderoso dólar, as réplicas custavam entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do modelo e fabricante. Hoje em dia, ultrapassam fácil os R$ 250. Muita grana pra quem tem um Chevrolet Opala 1977 em escala “1:1”. Os HotWheels ajudam a combater a “crise de abstinência”, mas ainda babo quando frequento sites como o Die Cast Muscle Cars. Vocês colecionam alguma coisa?

Chevrolet Heavy Chevy: O SS dos Pobres

Toda a linha Chevelle em 1972. O Heavy Duty é o segundo, amarelo, de cima pra baixo.

Além de ser um dos modelos mais emblemáticos e populares mundialmente hoje, o Chevelle foi também um dos nomes mais bem sucedidos comercialmente na época de ouro dos carros americanos. Para se ter uma ideia, entre os 10 Muscle Cars mais vendidos, o médio da Chevrolet figura em quatro  posições com os modelos 1964, 1965, 1966 e 1969.

Heavy Chevy e Nova Rally: Quanto menor fosse o motor, menor era a taxa cobrada pelas companhias de seguro.

Em 1971,  as empresas de seguro já pegavam pesado com os Muscle Cars. O custo anual de se ter um carro equipado com o motor mais potente poderia chegar até 1/4 do seu preço total. Atenta a isso, a Chevrolet passou a oferecer uma versão bem espartana, mas de viés esportivo, do seu Best Seller Chevelle, com o inusitado nome de Heavy Chevy. A intenção, assim como foi feito com o Chevy Rally Nova e o Oldsmobile Rallye 350, era vender um carro simples, sem muitos itens, mas com ar de esportividade.  O curioso é que este Chevelle “Pé de Boi” apareceu apenas um ano depois, da marca da gravata, ter oferecido ao público americano o carro de passeio mais potente do mundo daquele ano: O Chevelle SS 454 LS6.

Heavy Chevy e SS 1972: Primo Pobre e Primo Rico.

Introduzidos no meio daquele ano, o pacote Chevy Heavy, código RPO YF3, era uma resposta óbvia a mudança de atitudes, bem como uma tentativa de vender a imagem de desempenho para aqueles que, provavelmente não poderiam se dar ao luxo de pagar as altas taxas dos seguros para os poucos Muscle Cars remanescentes da Chevrolet.

Heavy Chevy 1971. Diferença sutil na grade em relação ao 1972.

Características incluídas nos Heavy Chevy era o capô idêntico ao dos Chevelles Super Sport – isso incluia os famosos os pinos. Haviam ainda listras adesivadas na lateral e decalques com a inscrição “Heavy Chevy” sobre o capô, pára-lamas e tampa do porta malas. Outra características era a grade e molduras dos faróis pretas, As rodas eram as esportivas Rally 14×6 sem sobre aros.

"Poor Man SS". Esse era o apelido do Heavy Chevy. Algo como "SS do cara Pobre". O da foto é a propaganda de 1972.

No seu ano de estreia, foram 6.727 Chevelles “Heavy Chevy”  contra 19.293  Super Sports. Números baixíssimos para os padrões americanos, tornado-os altamente colecionáveis hoje em dia. Apesar dos RPO YF3 serem um esportivo de fachada, o alto nível de personalização que se poderia obter naqueles tempos, era possível que o comprador optasse equipa-los com qualquer V8, desde o Turbo Fure de 307 polegadas cúbicas padrão (5.0L) até o Turbo Jet LS3 400 (6.5L). O LS5 estava disponível. O Hevay Chevy durou apenas dois anos e foi descontinuado, junto com a bela carroceria de segunda geração do Chevelle, que havia estreado em 1968.

American Road Warriors – Classic Muscle Cars

Horas em diversão e treino de inglês.

Uma das mais respeitadas revistas norte americanas sobre carros – a Car And Driver – compilou os testes de época e decidiu re-publicar, em forma de livro, os principais Muscle Cars que passaram por suas páginas. Além de fotos, antigas e modernas, há ainda as propagandas originais e análise atual do que foi o fenômeno.  O resultado foi o ótimo Car and Driver’s American Road Warriors – Classic Muscle Cars.

2+2: Comparativo de sobrenomes.

O ponto alto do livro é o comparativo feito entre um Pontiac Catalina 2 + 2 1965 e uma Ferrari 330 GT 2 + 2 também 1965. O teste era a segunda parte do duelo promovido pela revista que,  um ano antes, havia feito o comparativo entre a Ferrari GTO e o Pontiac de mesmo sobrenome.

Catalina 2+2 e GTO, em 1965, tinham nomes e performance de super esportivo italiano.

O que mais me chamou a atenção foram os assombrosos números do Catalina. Equipado com o V8 de 421 Polegadas Cúbicas (6.8 Litros) o enorme Pontiac com seus 5.4 metros e 1.9T foi capaz de acelerar da imobilidade aos 100 km/h em incríveis 3.9 segundos em sua melhor passagem! A Ferrari, com seus 4.8m, 1.5T e motor V12 4.0 em alumínio ficou nos 4.7s. Nos 400m, quintal dos Muscle Cars, a surra continua com 13.8 segundos do Catalina ante 14.6 da Ferrari.

Catalina 65' e seus 5 metros e 48 centímetros de pura performance.

Aí você pode pensar, como eu mesmo me indaguei. “Ah, em linha reta todos sabem que os Muscle Cars são rápidos, mas em um circuito são presas fáceis”. De fato, esses carros não são conhecidos por contornar curvas em alta velocidade, nem foram construídos para esse propósito.  Mas ao que parece, esse Pontiac estava possuído! Reproduzo a seguir um trecho do livro. “…novos testes com tempos começaram. Walt (o piloto de testes)saiu com o Pontiac para um série de quatro voltas (O teste aconteceu no circuito de Bridgehampton) – a mais rápida fora respeitáveis 2:01.33. Ele então, pegou a Ferrari para a mesma série de quatro voltas – desta vez, com um melhor tempo de 2:00.85. A Ferrari foi menos de meio segundo mais rápida que o Pontiac!”

Ferrari 330GT 1965: Performance de Pontiac a preço de quase três Cadillacs.

Vale lembrar que a Ferrari estava equipada com pneus Radiais enquanto o Pontiac com os antiquados pneus Diagonais com pomposas faixas brancas. Será que a diferença seria essa se o Pontiac estivesse calçado com tênis de corrida ao invés de mocassins? Creio que não. O preço dos dois carros resume bem o que foi a era dos Muscle Cars. A Ferrari custava, em 1965, astrônomicos 14 mil dólares, 10 mil a mais que o Catalina. Para se ter uma ideia, nessa época, um Cadillac de luxo custava em torno de 5 mil! Ou seja, no começo da era Muscle Car era possível ter performance de Ferrari a 1/3 do preço.

Um Polyglass da Goodyear ou um Wide Oval da Firestone poderiam ter feito diferença, mas ainda não eram itens opcionais nessa época.

Enfim, essa é apenas uma passagem de 8 páginas num livro de 140, vale cada centavo investido se você é fã. Outra grata surpresa é a capa móvel que, em sua parte de trás, se transforma num belo poster de um Pontiac GTO 1969 “The Judge”, que aqui em casa dará origem a um belo quadro.

Vende-Se: Pontiac GTO “Royal Bobcat” 1965

Em novembro do ano passado, coloquei aqui um Pontiac GTO 1969 que foi vendido e pertencia a Jim Wangers, homem responsável pelo marketing da Pontiac nos anos 60. Abaixo vai uma breve biografia de quem foi Wangers, traduzida do GeeTOTiger.com, site que mostra todos seus carros que estão a venda:

Jim Wangers entende a importância do marketing criativo, talvez, assim como qualquer um na indústria automobilística de hoje. O lendário “homem propaganda” da Pontiac e publicitário responsável pelo Pontiac GTO e vários outros modelos da subsidiária, Wangers ajudou a estabelecer os “Muscle Cars” dos anos sessenta ao seu nicho  na história no marketing dos carros americanos. Não, ele não inventou o GTO. O crédito vai para John DeLorean, Russ Collins Gee e Bill, mas Wangers foi certamente o homem que criou a mística que envolve o Muscle Car original da América. Agora que muitas das pessoas que eram adolescentes quando o primeiro GTO saiu em 1964 são mais velhos e ricos o suficiente para pagar um modelo quase perfeito e versões restauradas de sua máquina dos sonhos, Wangers é mais conhecido e requisitado do que nunca.

Como deu pra notar, um GTO que pertence a Wangers, tem um valor alto histórico. No caso desse GTO 1965, adicione a equação, o fato de ser um “Royal Bobcat”, pacote de preparação especial, que foi oferecido somente em uma concessionária em Royal Oak, em Michigan. O nome “Bobcat” veio dos emblemas improvisados criados na concessionária, usando os nomes de outros modelos, o Bonneville e o Catalina. O GTO Bobcat parte da imobilidade até os 100 km/h em 4.6 segundos.

No outro post, sobre o GTO ’69, lembrei que o Jay Leno nunca se desfez de um carro, mas agora, colocando em perspectiva, não seria prudente Wangers, um senhor de 85 anos de idade, dirigir um carro com essas características. O site não fala sobre preços, só deixou email e telefone para contato. Infelizmente, não será uma ligação minha que eles irão receber.

O Outro Lado do Rio Detroit

Os longos braços da General Motors, já na década de 60, alcançavam os quatro cantos do mundo. Bem antes do termo globalização se tornar popular, a estrela maior de Detroit se via representada, praticamente, em todos os continentes. No seu vizinho do outro lado do rio Detroit, o Canadá, ao contrário do que se possa imaginar, a GM criou modelos próprios para o mercado daquele país graças as leis rígidas de importação. O mais notável deles, foi o Pontiac Beaumont SD.

A Pontiac canadense era uma espécie de “cruzamento” da marca com os Chevrolets. Os modelos usavam a carroceria e conjunto de transmissão / motor da marca engravatada, com interior e elementos estilísticos da divisão de nome indígena. Os nomes de alguns modelos também eram mais pomposos, como Parisienne e Laurentian. Bem ao gosto mais europeizado do canadense médio.

O Beaumont fez sua primeira aparição em 1964, ainda como uma versão do já estabelecido – Acadian – e usava a unidade de força ecãbio do vizinho, Chevelle SS. Já o painel era cortesia do Pontiac Tempest. Assim como os SS nos Estados Unidos, o comprador canadense podia optar pelo pacote SD (Super Deluxe) na concessionária Pontiac mais próxima, embora o manual ou material de divulgação pouco mencionasse o nome da divisão.

Em 1966, o Beaumont tornou-se um modelo único, usando a mesma carroceria base nos médios americanos daquele ano, como o Chevrolet Chevelle, Pontiac GTO, Buick Skylark e Olds Cutlass. O carro tornava ainda mais evidente a relação “incestuosa” entre as divisões americanas. Era uma mistura clara de Pontiac GTO com Chevrolet Chevelle.

No ano seguinte, com a ascensão das cilindradas em ambos os lados da fronteira, o Beaumont já podia ser encomendado com o V8 de 396 cilindradas cúbicas (6.4 L) de 350 hp junto com o câmbio manual Muncie M20 de quatro marchas. No entanto, os canadenses não podiam encomendar a versão desse motor com 375 hp, que era oferecida na terra do Tio Sam.

Para 1968, o Beaumont se tornou mais parecido com o Chevelle daquele ano, com diferenças mais sutis. A frente lembra muito a linha Pontiac daqueles tempos, mas o restante do carro é muito parecido com o Chevy médio. Os mesmo motor ainda era oferecido até o ano seguinte. A GM teve que criar esses carros únicos devido as leis de exportação e importação entre os dois Países. Com o relaxamento dessas normas em 1970, o Beaumont e toda sua “mistura” se tornaram desnecessários e o modelo foi descontinuado.

Para mais informações sobre os V8 Canadenses acesse o fórum Canadian Poncho. Se você quiser ver outras fotos relacionadas a esse post, acesse nossa página no Facebook.

Vende-Se: Holman Moody NASCAR Galaxie 1965

Em 1965, o então novato Dick Hutcherson, pilotando este Ford Galaxie conquistou 9 pole-positions e 9 vitórias na Nascar Grand National Series, ficando com o vice campeonato daquele ano. O modelo foi preparado pela Holman Moody, empresa responsável pela divisão esportiva da Ford nos anos 60. Este Galaxie está sendo leiloado no E-Bay pela California Cars.

O trabalho de restauração ficou por conta da Kim Haynes Racetorations que, fielmente, reproduziu a inusitada combinação de cores dourada e branca. O interior apresenta toda a simplicidade dos carros de corridas daquela época.

O volante era o original de fábrica, apenas enrolado num composto, aparentemente, de borracha. Os padrões de segurança eram mínimos, como cintos abdominais e um banco sem encosto pra cabeça.  Outro dispositivo de segurança, aparentemente mais efetivo, presente é a gaiola de capotagem, conhecido também como santo-antônio.

O motor, em consonância com as dimensões do carro, era o gigantesco V8 de 427 polegadas cúbicas (7.2 Litros). Os emblemas e pinturas da H-M espalhado por todo o bloco comprovam a autenticidade do carro que, não vai ser vendido a preço de ocasião. Você pode conferir mais fotos na página do Parachoques Cromados no Facebook.

Seu Por: US$ 85.100,00 (R$ 136.330,00 sem impostos)

Onde Comprar: E-Bay Motors

Mustang Shelby Cobra GT “351” 1966

O que mais me admira na trajetória de Caroll Shelby é a sua visão globalizada do automobilismo, ainda nos longínquos anos 60. Basta ver sua trajetória, mesmo nascido no rincão dos Estados Unidos (Texas), Shelby sempre buscou mostrar suas idéias além das terras do Tio Sam. Uma de suas mais icônicas criações, o Cobra, é a junção do que havia melhor na Europa – a carroceria leve da AC – e o resistente motor V8 americano.

Na minha humilde opinião, uma de suas mais belas criações, é o Mustang Shelby Cobra GT 350 1965 e 1966. O Mustang nas fotos, ano 1966, tem o curioso decalque “351” que faz referência à cilindrada cúbica do motor. Digo curiosa porque esse motor só foi oferecido três anos mais tarde, quando o seu acordo com a Ford cessou. Não consegui mais informações, além das fotos que, assim como o modelo, são belíssimas.

Vende-Se: Chevrolet Chevelle SS 1965

O que é melhor? Preservar a originalidade do carro ou apimentar as coisas e dar mais saúde à performance do antigo? Seriam dois conceitos excludentes ou é possível aliar as duas correntes de pensamento. Cada um tem seu conceito de carro ideal. O meu, é exatamente o que foi feito nesse belíssimo Chevelle Malibu SS 1965.

Um ano antes, a indústria americana era pega de surpresa pelo sucesso do Pontiac GTO, precursor dos Muscle Cars, o que fez com que todas as montadores e subsidiárias oferecessem a sua própria versão “quente” dos, até então, pacatos modelos. É o caso do Chevelle Malibu, que também ganhou sua versão esportiva, ou melhor, super esportiva, conhecida simplesmente como Super Sport.

O modelo das fotos é a perfeita simbiose entre originalidade e performance. Um belo exemplo é a ausência de rodas extravagantes em um tamanho exagerado e com visual moderno. Ao invés disso, foi feita a reprodução das rodas originais em um tamanho ligeiramente  maior (17″), mas preservando as calotas cromadas de época. Calçando elas, pneus 215 na frente e gigantescos 255 no conjunto traseiro, todos com o famoso “redline”.

Para torná-lo ainda mais estável, foram instalados conjuntos de suspensão da Hotchckis e freios á disco nas quatro rodas, criando uma configuração completa, seja para acelerar em linha reta ou contornar estradas mais sinuosas. Nosso “sumido” colaborador Rodrigo Tavares nos mostrou, ano passado, do que esse conjunto de suspensão é capaz.

Exceto por alguns instrumentos a mais, colocados estratégicamente abaixo do painel, o interior em nada revela a verdadeira natureza esportiva, bem além das expectativas desse carro. Mesmo porque os bancos baixos, originais, contam apenas com os cintos de segurança abdominais. E por falar em natureza esportiva, o motor é small block V8 de 383 cilindradas cúbicas (6.2L) com sistema de ignição MSD, filtro e tampas de válvulas cromados.

Este Chevelle Malibu, na cor “Mystic Blue” é o típico lobo em pele de cordeiro. Seu visual predominantemente original consegue mascarar suas capacidades na pista, mas, ao mesmo tempo, lhe confere um ar clássico, quase inofensivo, podendo deixar satisfeitas as diferentes correntes de estilo. Agrada o avô que o levará a um encontro de antigos em um domingo pela manhã até o neto que sonha pilotá-lo em um circuito no mesmo dia à tarde.

Onde Comprar: Best Of Automotive

Seu Por: US$: 54.900,00 ou R$ 92.561,37 (Sem Impostos)

Muscle GTA

A polêmica série de jogos Grand Theft Auto é um marco na história dos video games. Além do conteúdo politicamente incorreto, como o próprio nome sugere (Furto de Carro), os jogos da franquia ganharam fama pelo seu estilo não linear e pela possibilidade de modificar o seu conteúdo.

Para quem não está familiarizado, cada edição contém um tema e se passa em um período específico. O GTA Vice City, por exemplo, retrata a Miami dos anos 80, já o GTA San Andreas se passa em Los Angeles no começo da década de 90 e o mais recente da série, o GTA IV, é a Nova York dos tempos atuais.

Em cada um, os carros são retratados quase que fielmente, de acordo com suas eras. Obviamente, as montadoras não acham apropriado para sua imagem se associar a um jogo cujo o nome é “Furto de Carros”, logo os modelos encontrados no jogo são quase idênticos aos reais, com pequenas mudanças para evitar eventuais processos.

Com a possibilidade de modificação de parte do conteúdo do jogo, oferecida pela sua própria produtora, não demorou para que os fãs reproduzissem para o jogo, modelos que realmente existam. Existem dezenas de sites que reproduzem, inclusive nacionais, mas o mais interessante que eu encontrei – por acaso – foi o Muscle GTA, que é especializado em recriar essas belas máquinas para a série.

Mas se video games não é a sua praia, tudo bem, o site ainda pode ser útil de outra forma, pois, apara modelar os carros em 3D, é preciso os seus “Blueprints”, uma espécie de “Planta” dos carros mais legais já produzidos por Detroit.

 

Chevy Gasser


Dois Chevy Bel Air 1956 no melhor estilo Gasser.
Um Chevy Bel Air 1955 "brigando" a aderência na pista.
Reparem no eixo frontal rígido e coletores encurtados desse Bel Air 1956.
Sem os parachoques: Era uma regra básica, aqui em um Chevy Bel Air 1957.
Intruso entre os Chevy: Este Mercury Comet 1965 é um exemplo não muito comum de Gasser.

Sempre achei estranho, quando folheava revistas ou assistia programas e via carros dos anos 50, geralmente Bel Airs dos três anos clássicos do modelo (favoritos para essas modificações), 1955, 56 e 57, sem os parachoques frontais e suspensão de eixo rígido na frente. Descobri depois que se tratavam dos ‘Gasser’, uma espécie de “homem das cavernas” das arrancadas.

Mais especificamente, era uma classe da NHRA (National Hot Rod Association), entidade que responsável pelas provas de arrancada na américa até hoje. Criada no final dos anos 50 – entidade e categoria – era comum ver carros dos anos 30, 40 e, obviamente, 50. O objetivo com essas modificações, de forma rudimentar, era aliviar o peso dos carros. Essas alterações seguiram até o começo dos anos 70. A história completa da categoria, você pode conferir no site Gasser Madness (em inglês).

Tigres & Autmóveis

Tigre: Empresta seu fascínio a postos de gasolina, carros, cereais e até canos e tubulações...

Associar um animal ou algumas de suas características às qualidades de um produto, no nosso caso o automóvel, não é uma tática de marketing exatamente nova, mas na maioria das vezes funciona. Cavalos, Touros, Onças e até Morcegos foram e são usados para passar parte de sua credibilidade para determinada marca ou modelo.  O Tigre foi recentemente usado na nova, e muito boa por sinal, propaganda do VW Crossfox, que associa o veículo à vida selvagem do felino.

O interessante é que há mais de 40 anos, o mesmo animal foi usado para vender um carro completamente diferente, o pai de todos os Muscle Cars, o Pontiac GTO.

Dessa vez, o Tigre empresta ao carro sua agressividade e rugido, este último comparado ao grande motor V8 de quatro carburadores e 345 hp. A empatia do animal perdura até hoje, com rabos de pelúcia colocados no porta-malas do GTO. Outra similaridade, essa mais triste, é que ambos – GTO’s de primeira geração e Tigres – já não vagam em grandes números pelo planeta. Vale lembrar também que o grande felino asiático também já nomeou um carro anglo-americano, que já passou por aqui, o Sunbeam Tiger.

 

 

Linha do Tempo: Dodge Dart (EUA)

De 1960 a 1976 o Dodge Dart foi o “pãozinho francês” da Chrysler, vendendo milhões durante anos. O sucesso foi tanto que o Dart virou o carro mundial da montadora, vindo parar até aqui no Brasil. Além de nossas terras, o modelo foi fabricado no Canadá, México, Colômbia e Austrália. O nome ‘Dart’ ainda foi usado em um outro modelo, similar, na Argentina e Espanha. Nos Estados Unidos, o Dart passou de Full Size, para médio e depois para compacto, isso, nos padrões de gigantismo da indústria americana da época. Ganhou versões esportivas inesquecíveis como o GTS e o Hemi e, mais tarde,  o Sport, e o Demon. Deixou de ser fabricado por lá em 1976, mas o último automóvel com o nome ‘Dart’ fabricado no planeta é brasileiro, como você pode conferir aqui.

Os 10 Muscle Cars Mais Vendidos

Ou deveria ser a Linha do Tempo entre GTO e Chevelle? Bom, já vimos qual foram os 10 mais valorizados e os 20 mais rápidos, mas quais foram os mais lucrativos? Segundo o site MuscleCarClub.com estes são os mais vendidos da história. Pela lista, dá pra notar a dominância da GM nesse nicho de mercado.

10º. Pontiac GTO 1969 - 72,287 Unidades
09º. Chevrolet Chevelle 1966 - 72,272 Unidades
08º. Chevrolet Chevelle 1965 - 72,500 Unidades
07º. Pontiac GTO 1965 - 75,342 Unidades
06º. Chevrolet Chevelle 1964 - 76,860 Unidades
05º. Pontiac GTO 1967 - 81,722 Unidades
04º. Plymouth Road Runner 1969 - 82,109 Unidades
03º. Chevrolet Chevelle 1969 - 86,307 Unidades
02º. Pontiac GTO 1968 - 87,684 Unidades
01º. Pontiac GTO 1966 - 96,946 Unidades

Somente Muscle Cars puros foram considerados, ou seja, carros médios (para o padrão da época) com motores de alta cilindrda. Os Poney Cars como o Camaro e o Mustang não foram inclusos. Incluí apenas os 10 primeiros. A lista original conta com 13.

Linha do Tempo: Opel GT

Um esportivo de dois lugares, muito parecido com o Corvette, foi a menina das olhos da Opel entre 1968 e 1973. O GT era o que havia de mais excitante no elenco da montadora, mas, em comparação ao seu primo americano, suas dimensões e motores eram muito mais modestos, adequados ao combustível caro e vias estreitas da Europa.

1968
1969
1970

O Opel GT surgiu em 1965, apenas como um estudo de design, mas chegou as linhas de montagens três anos mais tarde. A empresa francesa Brissonneau & Lotz era responsável pela construção dele.

Haviam duas opções do motores, o 1.1 e o 1.9 L, ambos quatro cilindros. A opção de 1.9 L era a que mais saia das concessionárias, pois eram 102 hp de potência, 35 a mais do que a motorização básica de 1.1 L.

1971
1972
1973

Por fazer parte de uma fatia de mercado pouco lucrativa, que mais agrega valor a marca a longo prazo, do que dinheiro vivo nos cofres, fez com que a produção do GT chegasse ao fim. A necessidade de um reestilização, bem como o fim do contrato com a Brissonneau & Lotz acabaram com a vida do Opel GT em 1973.

Vende-Se: Nascar Chevrolet Impala 1965

Este Impala parece implorar pra ser salvo.

Mais uma gema do divertido Bring A Trailer. Desta vez, um Chevy Impala 1965 que teve seus dias de glória nas pistas circulares da Nascar. Segundo o proprietário, que está com o carro há 30 anos, o #46 fazia parte da equipe Tom Hunter e era pilotado por Roy Mayne nas temporadas de 1965 e 1966.

É impressionante que, mesmo muito enferrujado, este impala exala muito mais personalidade do que as cascas em fibra de vidro atuais.

O site informa que Mayne era bom em virar a esquerda múltiplas vezes. Na temporada de 1965 terminou entre os cinco em dez oportunidades e conseguiu também um 4º lugar em Darlington. Aparentemente, não há registros que comprovam que o carro mostrado nas fotos é o mesmo que atingiu esses resultados.

O nome do seu último piloto ainda resiste à ação do tempo.

O carro passou as últimas três décadas em uma fazenda em Royston, no estado da Georgia. O vendedor é um senhor de 72 anos que, só agora, percebeu que não teria condições de terminar a restauração.

Ao fundo, sua antiga morada.

Este exemplar está sem o motor original, um  V8 de 409 cc³ de 4 velocidades,  mas o ancião proprietário afirma manter contato com o dono da equipe, Tom Hunter, que não só tem o motor original como ainda está em funcionamento.

Os pneus originais parecem bem resistentes, no mínimo, aos 30 anos de inatividade..

A porta do passageiro foi substituída, mas o alinhamento continua bom. O BaT conseguiu resgatar, no site FloridaStockCars.com, uma foto tirada em Daytona no ando de 1967 junto com outros carros da equipe. A imagem mostra uma pintura similar. O site Daytona Intl Speedway, o carro largou 47ª posição e terminou a corrida em 13º, ganhando a fabulosa quantia de Us$ 2.250,00. A corrida foi vencida or um tal de Mario Andretti dirigindo um Ford.

Aparição nas 500 de Daytona, 1967.

O interior mantém o clássico Santo Antônio e o volante original revestido de forma rudimentar para garantir algum tipo de segurança. O painel matém alguns dos furos onde estavam os mostradores e, apesar de alguma ferrugem, os painéis de metal continuam em bom estado. Há também duas rodas estepe por lá.

Grande parte do grid tinha essa visão com Mayne pilotando.

Caso o carro encontre um mecena, seria interessante ver todo o processo de restauração. O contato com Tom Hunter com certeza enriquecerá históricamente esse Impala com suas histórias e informações mais específicas. Mais informações sobre o piloto Roy Mayne, falecido em 1998, podem ser encontras aqui e aqui.

Seu por: US $ 3,850,00 ( R$ 6.906,89 sem impostos)

Onde Comprar: eBay

Sunbeam Tiger

Sunbeam Tiger V8: Conversível e uma loira. Que original.

Casar o corpo esguio e ágil de um roadster  europeu à força bruta do V8 americano foi uma tendência de sucesso nos anos 60, iniciada pelo emblemático Shelby Cobra. Outras companhias se aventuraram nesse tipo de matrimônio automobilístico, mas sem a mesma fama de seu contemporâneo peçonhento. Esse é o caso do Sunbeam Tiger, fabricado pela Sunbeam, do Rootes Group, de 1964 a 1967. A idéia veio do vendedor Ian Garrad, de uma concessionária da marca na costa oeste dos Estados Unidos. Garrad  achava que o Alpine  – nome do modelo em solo europeu – tinha o visual e apelo esportivos, mas a performance de um carro de passeio comum.

Outra cor novidade para conversíveis, a cor vermelha.

Após  estudo com os motores V8 disponíveis na época, Garrad e Walter McKenzie, gerente de serviços da loja, escolheram o então novo Ford V8 Windsor de 230 cc³ (4.3 L) e 164 hp, pois se encaixaria perfeitamente às longarinas e ao cofre do motor. Com a experiência bem sucedida do Cobra, a Sunbeam encomendou a Carrol Shelby um  protótipo com essa configuração. Orçado em US$ 10.000,00, quantia considerável pra época, o carro ficou pronto e foi considerado bom o bastante para receber o aval da sede, na Inglaterra.

O Anúncio para o público britânico avisava que a Sunbeam havia soltado o Tigre.

Para ter certeza de que tudo se encaixaria, um outro Alpine foi enviada ao piloto, contrutor e ex-funcionário da Shelby, Ken Miles. Em suas próprias instalações, Miles foi capaz de fazer toda a adaptação – instalação do V8 e câmbio automático de duas marchas – em uma semana, com um custo relativamente baixo, US$ 600. Este segundo protótipo ficou com o grupo Rootes e, posteriormente, foi vendido para um comprador particular.

Antigamente os emblemas metiam medo.

Depois de todos os testes de engenharia, o grupo Rootes contratou outra empresa britânica, a Jensen, para fazer a produção em massa do Sunbeam Tiger. A produção total do carro foram 7.085 unidades. Destes, 536 foram equipados com o V8 de 289 cc³ (4.7 L) e 200 hp. Por sua raridade, esta é uma série muito desejada por colecionadores hoje em dia.Segundo o wikipedia, os dois protótipos, um produzido pela Shelby e outro por Ken Miles, sobrevivem até hoje.

Sunbeam Alpine: Idêntico, mas com cilindros a menos.

A produção do Sunbeam Tiger chegaria ao seu fim mais por um detalhe técnico do que desejo do fabricante. Em 1967, a Sunbeam havia sido comprada pela Chrysler que, obviamente, nãoi rira vender carros com o motor do concorrente. A princípio, a solução seria adaptar o V8 small block da própria Chrysler – como o de 318 cc³ (5.2 L) – no carro, mas diferentemente dos V8 Ford,  o distribuidor nesses motores ficavam atrás, tornando impossível o encaixe.  Os únicos motores que possuiam o distribuidor na frente eram os de bloco grande que, por questões óbvias, não cabiam no cofre do Tiger.

Ah, nada como o ronco grave do V8.

O Sunbeam Tiger era mais prático e foi mais bem sucedido em vendas do que o AC Cobra, mas, nas pistas,  não havia nem comparação. Mesmo assim, o Tiger cumpriu seu dever de elevar o patamar esportivo de sua marca.

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