Busca

Categoria

Filmes

Chevrolet Monte Carlo 1971(2) do Fast and Furious: Tokyo Drift Está a Venda

15544

A cine-série Velozes e Furiosos divide opiniões com os fãs mais ferrenhos de automóveis, por outro lado, é um sucesso estrondoso com o público em geral.  Já foram 7 filmes e um oitavo está em pré-produção enquanto escrevo este texto.

15542

Independente de sua opinião como obra cinematográfica, não da pra negar a influência sobre o mundo automotivo.  Embora eu não vá no cinema assistir um dos episódios dede a terceira versão, sempre vou conferir o elenco automotivo da série.

15543

Esqueçam o Charger, presente em quase todos filmes, o Ford Mustang 1969, do 6° ou o Chevrolet Camaro Yenko 1969 e Dodge Challenger 1970 do 2°, o meu favorito sempre foi o Chevrolet Monte Carlo 1972 (Caracterizado como 1971) do 3° Filme. Recentemente descobrimos que também é o carro favorito do Dennis MacCarthy, o coordenador de veículos da série.

15540

Um dos, 11 modelos produzidos, para a curta cena de ação tinha o gigantesco V8 de 572 polegadas cúbicas (9.3 litros), mas todos os outros tinham simples V8 small blocks para manter o custo baixo. Um dos motivos para McCarthy eleger este Monte Carlo como o seu favorito é o fato de todos eles serem funcionais.

15541

O atual proprietário, David Martino, colocou o “Hero Car” (Carro do Herói) que não se envolve nas cenas mais perigosas a venda no Hemmings. Dos 11 carros feitos, estima se quatro ou cinco tenham sobrevivido a filmagem.

Pontiac Firebird Trans-Am 1977: Bandit Vai a Leilão

01 (2)

04

Ainda na semana passada informamos que o Chevy 1955 do filme Two Lane Blacktop (Corrida sem Fim) vai a leilão em 2015. Agora é a vez de outro ícone do cinema ser vendido

05

03

É nada mais nada menos que o Pontiac Firebird Trans Am 1977 usado na promoção do filme Smokey and The Bandit (Agarra-me Se Puderes), que atualmente pertence ao próprio, Burt Reynolds, ator protagonista da fita, será leiloado em Las Vegas junto com outros pertences do artista.

02

01

Após o lançamento do filme, em um 1º de janeiro de 1977, este exemplar viajou os Estados Unidos para promover a película. É equipado com o motor V8 de 400 polegadas cúbicas (6.5 Litros) e 12 mil milhas (pouco mais de 19 mil kilômetros). Possui ainda uma placa dourada com os dizeres “1977 Pontiac Trans Am Owned By Burt Reynolds” (Pontiac Trans Am 1977 propriedade de Burt Reynolds).

06 08

07

O leilão acontece no próximo dia 11 de dezembro, em Las Vegas. Além do automóvel, outros itens pessoais de Reynolds, como roupas, troféis , brinquedos etc serão vendidos.

Chevy 55 do filme “Corrida Sem Fim” será Leiloado

10539
Chevrolet 1955. Foto: Barrett Jackson.

Hoje com o status de “cult” o filme “Corrida Sem Fim” (Two-Lane Blacktop, 1971) é daquelas fitas obrigatórias se você curte o combo motores V8, Hot Rods e Muscle Cars. Embora divida opiniões quanto ao seu enredo ou ritmo não-hollywoodiano, em um quesito consegue agradar a todos: O Chevrolet 1955 Gasser em Primer Cinza, que tem um papel fundamental na trama.

Chevrolet 1955. Foto Barrett Jackson.
Chevrolet 1955. Foto Barrett Jackson.

No aniversário dos 40 anos do filme, este blog o dedicou algumas linhas. “O enredo é bem simples. Dois amigos, retratados apenas como “Motorista” (James Taylor, músico) e “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys), viajam pelo país – em um Chevy 55 preparado artesanalmente – e sua única forma de renda vem de apostas em corridas.

10543

Em uma dessas viagens, são desafiados por um corredor (Warren Oates) a bordo de um Pontiac GTO. Este personagem também é apenas retratado como “GTO”. O desafio consiste em uma corrida até Washington D.C., onde o perdedor, perde o carro.”

Bastidores da Filmagem. 1970-71.
Bastidores da Filmagem. 1970-71.

No total foram usados três exemplares do Chevy, dois Hero-Cars e um Stunt Car. Os dois primeiros foram usados em cenas mais calmas geralmente com os próprios atores. O terceiro foi usado em cenas de velocidade, na mãos de dublês.

10537

V8 454; Foto: Barret Jackson.
V8 454; Foto: Barret Jackson.

10542

O modelo a ser leiloado foi preparado pelo mecânico da Universal Studios Richard Ruth. Além de um motor V8 de 454 polegadas cúbicas (ou 7.4 litros), as modificações incluem suspensão de eixo rígido na traseira, tunel da transmissão adaptado para o câmbio M-22 Muncie Rock Crusher e diferencial de Oldsmobile do começo da década de 60.  Visualmente um dos carros mais Bad Ass  e subestimados de Hollywood mantém sua cor Cinza Primer, frente e vidros laterais corrediços em fibra.

Interior minimalista. Foto:  Barret Jackson.
Interior minimalista. Foto: Barret Jackson.

Após as filmagens o carro foi vendido para um membro da equipe de mecânicos e teve diferentes donos ao longo desses 43 anos. O último deles, Walt Bailey, é um fã e historiador do filme, que localizou o exemplar no Canadá em 2000.

10540
“Motorista” de joelhos (James Taylor, músico) e o “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys).

Com a ajuda de Richard Ruth, que certificou a autenticidade do veículo, realizou uma restauração que visou preservar ao máximo as peças originais. O modelo em questão foi usado para filmagens onboard  e ainda preserva a peça onde a câmera ficava presa, no banco do passageiro.

O Chevy será leiloado pela Barret-Jackson em janeiro de 2015.

Dukes of Trader

Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.
Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.

Quem acompanha o blog a mais tempo sabe o que eu penso sobre a série “The Dukes of Hazzard”, aqui no Brasil chamada de “Os Gatões”. Sempre que eu imagens de Dodge Chargers 1969 caracterizados como “General Lee” é um misto de emoções.

Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.
Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.

Não nego que é incrível ver o clássico americano fugindo da polícia e fazendo drift – muito antes da gente sonhar que essa palavra existia – ao som de um V8 no fundo. O problema é quando aparecem as cenas de saltos, que nas edições, são sempre bem sucedidas, mas que na verdade sabemos que aquele modelo foi severamente danificado. Em muitos casos, de forma irreversível.

Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.
Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.

Ou seja, a experiência de assistir Dukes of Hazzards – ou suas recriações – é emocionante como ver seu filho dar os primeiros passos mas e cima do parapeito de um prédio de 50 andares. Algo está prestes a dar muito errado.

O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.
O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.

Tudo isso se repete na campanha publicitária da Auto Trader, site compra e venda de automóveis dos Estados Unidos. A empresa contratou a dupla de atores original da  série, Tom Wopat e John Schnider como, Luke e Bo Duke, respectivamente.

9999

Foram usados também dois Dodge Chargers 1969 originais da série e outros quatro para serem sacrificados em manobras mais arriscadas e nos famigerados saltos. Outros seis Chargers da geração atual marcaram presença como carros de Polícia.

Saltos são legais... Não espera.
Saltos são legais… Não espera.

Todos os saltos mostrados nas propagandas e nos bastidores foram feitos com os carros de verdade, sem qualquer auxílio de computação gráfica.  Em um desses saltos , uma rampa de madeira com 1.80m de altura foi construída para que o Charger saltasse a 80 km/h. Foram usadas 200 caixas de papelão grandes para amortecer a queda.

10006 10007

Já na segunda rampa, feita de terra, O charger atingiu 3.55 metros de altura e outros 15 de distância., mas desta vez, sem qualquer tipo de amortecimento externo.

10008 10009

O terceiro e último salto é feito dentro de uma concessionária a 40km/h.  Em todos esses pulos é possível notar que, mais uma vez, um Charger é sacrificado para o entretenimento das pessoas.

9997

A segunda geração do Dodge Charger foi lançada em 1968 e teve um facelift no ano seguinte.  Em 1969, ano do modelo usado na série, foram fabricados pouco mais 89 mil unidades. Não se sabe ao certo quantos sobreviveram aos anos 80. Este fórum de donos de Chargers especula sobre a quantidade de sobreviventes. Os mais otimistas acreditam que 2/3 tenham sobrevivido, já os pessimistas chutam que apenas 1/3 ainda estão por aí rodando. Um fato é concreto e triste: esta contagem está em regressão há 45 anos. Nos resta é torcer para que empresas como a Dynacorn se anime em produzir novas carrocerias B-Body.

Pontiac GTO 1969 The Judge: Sex Drive

1259

1262

1261

1260

1264

1263

Ainda acho que o GTO merece um filme melhor, embora a fotografia dessa comédia adolescente, Sex Drive, não é das piores, pelo menos nos momentos em que o Pontiac foi retratado.

 

 

Salvem o Chrysler Imperial 1966

Esses dias tive a oportunidade de assistir o filme Green Hornet (Besouro Verde) na TV a Cabo. Como obra cinematográfica, não é nada demais, apenas mais uma comédia non-sense com algumas cenas de ação. O filme é uma releitura da série dos anos 60 estrelada pelo Bruce Lee, no papel de Kato. Outro personagem  na antiga série é um Chrysler Imperial 1966. Quando se decidiu fazer a releitura da série para as telonas, algumas empresas ofereceram carros novos, mas os produtores acharam que nenhum deles era tão legal quanto o original.

Dennis McCarthy – responsável pelos carros usados em filmes como os da cine-série Fast In Furious – foi incumbido de caçar Chrysler Imperial 1966 pelos Estados Unidos como um pesqueiro japonês abate baleias no pacífico. Para a produção foram usados 28 Chrysler Imperial 1966, destes, apenas dois não foram usados pelo departamento de dublês. Os outros 26 tiveram um fim trágico, como se observa no filme.

Apenas dois carros foram usados no seriado e ambos existem até hoje.
Já no filme, foram usados 28 carros.

O par que restou tinha um interior funcional e foi mantido em condições perfeitas (com aquele visual que lembra o carro da série original). A caçada pelo luxuoso Mopar foi de San Diego até o Canadá e, segundo McCarthy, a maioria dos carros estava em péssimas condições. Quando prontos, foram equipados com o o motor V8 454 da Chevrolet, imagino que por questão de custos, pois o mesmo artifício foi usado pelo produtor quando colocou o V8 350 da Chevy nos Chargers destruídos de Fast & Furious.

26 Imperiais tiveram fim semelhante ou pior.

No fim da produção, com 26 raros Chrysler Imperial a menos, McCarthy declarou: “Nós definitivamente acabamos com boa parte dos Imperiais que restaram no planeta. Se houver um segundo filme, será difícil encontrar outros 25″. Para o bem do cinema e do modelo, tomará que não haja. Nessa história trágica para quem gosta de carros antigos, um alento. Na busca por peças, McCarthy encontrou um excêntrico senhor de 80 anos que colecionava Imperiais. O produtor queira convencê-lo a vender alguns dos carros. “O cara não iria se separar deles (os carros). Ele não nos venderia um carro completo sob qualquer circunstância. Ele só nos vendia peças”, disse McCarthy.  “Ainda bem”, disse eu.

American Graffiti

Estou ainda sob os efeitos do filme American Graffiti, do diretor George Lucas. Por qualquer motivo, ainda não havia assistido esse filme e me arrependo amargamente. A película retrata uma noite na vida de um grupo de jovens californianos no verão de 1962.

É a crônica de uma América inocente dos Baby Boomers e movida pela som grave e confortante dos motores V8 de carros customizados e, é claro, do bom e velho Rock and Roll. Uma obra prima. American Graffiti foi lançado em 1973 e foi um sucesso de critica e bilheteria. Com o custo inicial de US$ 775.000,00 o filme faturou US$ 200.000.000,00 nas bilheterias, isto sem contar o merchandising. Em 1995, a Biblioteca do Congresso Americano deu a fita o título de “Culturalmente, historicamente e esteticamente significante”.

Como não poderia deixar de ser, os automóveis são personagens fundamentais. Destaques pro emblemático Ford 1832 Deuce Coupe, um Chevy 1955 e o Impala 1958 customizado. As fotos acima são frames do filme em tamanhos bem generosos. Clique para vê-las enchendo sua tela.

One Boss Across

No final do Verão passado, eu tive a oportunidade de ir até Victoria e confirir este magnífico clone do Ford Mustang Boss 1969 . O propósito da viagem era para pegar o Mustang. O carro  inspecionado estava impecável, rebaixado, imponente, um  lendário Muscle Car me foi soberbamente apresentado.


Este clássico Mustang 1969 foi construído e inspirado no carro pilotado pelo lendário piloto australiano Alan Moffat. Tinha que ter conhecimento de carros e pedigree para rasgar o asfaltonas corridas Trans – para extrair desempenho de um Pony Car! A réplica alcançou o resultado esperado depois de muita marreta e  chutes e dores nos ombros … Não foi uma restauração barata.


Nenhum carro ferroviário, caminhão ou reboque passeio para esta máquina. Sob as instruções dos meus irmãos, eu dirigi o carro por 3.500 Km até a volta para Kalgoorlie. A base do motor 351 foi melhorada para 398 e estava cheio de preparos, apoiado em uma caixa de 5 velocidades. Mustang como eu suspeito que nunca fez da fábrica. Toda a suspensão do 1969 se foi, em seu lugar, uma frentekit completa RRS. O carro dirige como se fosse da era do novo milênio.


Fora na planície Nullarbor eu dei uma pisada. Sem nenhum lugar por perto e a todo vapor, atingiu as 150 mph  e ainda tinha muita lenha pra queimar… É uma máquina e tanto.

O Mustang  cruzou a Austrália sem nenhum problema significativo. Sempre fui um fã do Mustang 1969 e era o tipo de coisa que você sonha quando era criança e nunca esperar viver.

O depoimento (e as fotos) acima foi traduzido do site australiano The Interceptor Today, dedicado ao carro protagonista da cine série Mad Max. Modelo aliás, que nos deve uma visita.

Dez Filmes (Com Carros) Essenciais

Nesses quase três anos de Parachoques Cromados, passaram por aqui algumas dicas de filme. Resolvi compilar dez deles em forma de lista, mas, de forma alguma, se trata de um ranking, mesmo porque, seria impossível escolher “O” melhor. Pelo menos esse que vos escreve não consegue fazer esse tipo diferenciação. Acredito que cada filme, música, carros ou qualquer coisa que eu se goste muito te cativa de uma forma única. Eis os 10:

Encurralado, 1971 (Duel) – Bem antes dos tubarões, et’s e dinossauros, Steven Spielberg estreava para o mundo cinematográfico transportando angústias para as salas escuras em “Duel”, de 1971, aqui no Brasil intitulado ”Encurralado”. A trama do filme é bem simples e o seu acerto é transformar um desentendimento corriqueiro de trânsito, entre um motorista e um caminhoneiro misterioso, em uma caçada doentia. O carro, um Plymouth Valiant 1971 é guiado pelo personagem principal, interpretado por Dennis Weaver. Já o caminhão, um Peterbil 281 1955 tem um condutor misterioso cujo rosto nunca aparece

.

Viver e Morrer em Los Angeles, 1985 (To Live and Die in L.A.) – A trama da fita é baseada no livro escrito por Gerald Petievich, que também ajudou na confecção do roteiro. O filme conta a história de dois agentes, interpretados por William L. Petersen e John Pankow que tem a missão de prender um falsificador. O auge dos acontecimentos é quando os dois agentes são surpreendidos por bandidos enquanto interrogavam um suspeito. A bordo de um Chevrolet Impala 1981 os dois começam a tentar escapar de um Mercury Grand Marquis 1985, que ganha o reforço ainda de um Caprice 1981 e um Malibu 1979.

O Esquadrão Implacável, 1973 (The Seven Ups) – trata de um filme policial estrelado por Roy Scheider, o mesmo que atuou em “Tubarão”.  Scheider é um tira renegado que faz parte da “Seven-Ups”, uma força paralela da polícia que usa táticas não ortodoxas. O auge do filme é protagonizado por dois Pontiacs, ambos 1973. Em fuga é um Grand Ville e o e perseguindo  um Ventura Coupe. Toda a sequência foi filmada em Nova York e há uma semelhança com as cenas em Bullit e não é por acaso. A qualidade e realismo da perseguição deve ser creditada a Philip D’Antoni. O produtor e diretor desse filme, tem em seu currículo, a produção das cenas de perseguição em Bullit e French Connection (Operação França).

Operação França, 1971 (The French Conection) – Em uma das cenas climáticas do filme, James “Popeye” Doyle interpretado por Gene Hackman, confisca um Pontiac LeMans de um civil e inicia uma perseguição alucinante à um metrô, em via suspensa, nas ruas do Brooklyn, em Nova York. O realismo da cena faz com que ela seja lembrada frequentemente como uma das melhores quando o assunto é perseguição nos cinemas. Segundo o site wikipedia, o carro sobrevivente usado no filme foi leiloado e arrematado por U$ 350 mil pelo rapper David Banner.

Bullitt, 1968 – Onde você estava em 1968? Você poderia ter aberto a seção de cinema do jornal e ler uma resenha sobre o recém-lançado filme Bullitt. O National Observer, disse: “Tudo o que você já ouviu falar sobre a cena de perseguição de automóveis em Bullitt provavelmente é verdade … uma história comovente, aterrorizante e ensurdecedor.” A revista Life, escreveu: “… um filme policial com um toque de gênio … uma seqüência de ação que deve ser comparado aos melhores da história do cinema.” Um Dodge Charger e um Ford Mustang na tela grande do cinema, não poderia ser outro resultado.

60 Segundos, 1974 (Gone In 60 Seconds) – Visionário, louco, astuto, diretor, roteirista, dublê, ator e corajoso, muito corajoso. Estas são algumas das qualidades que H.B. Halicki (guarde bem este nome) conseguiu reunir durante as filmagens de “Gone In 60 Seconds (1974). Sim, você não leu errado, 1974. Esqueça aquela refilmagem babaca com Nicolas Cage e Angelina Jolie, feita em 2000. Com menos recursos monetários e tecnológicos do que seu homônimo mais recente, o Gone In 60 Seconds, de 36 anos, atrás produziu a cena mais longa de perseguição da história do cinema, com 34 minutos. O mais impressionante é que tudo foi feito de forma independente.

Corrida Contra o Destino, 1971 (Vanishing Point) – O filme, produzido em 1970 e lançado nos Estados Unidos em 15 de janeiro de 1971, é sobre um motorista de entrega de carros, James Kowalski (interpretado por Barry Newman). James trabalha para a Argo’s Car Delivery Service e, após entregar um Chrysler Imperial preto, é sugerido pelo chefe que descanse. Mas Kowalski ignora a sugestão e insiste em fazer sua próxima tarefa na mesma noite: Entregar um Dodge Challenger R/T em São Francisco.

Fuga Alucinada, 1974 (Dirty Mary, Crazy Larry) – No fim da década de 60, começo de 70, um gênero de filme fazia sucesso com o público americano, eram chamados de ‘Road Movies’. Essas fitas, normalmente envolviam personagens anti-heróis a bordo de um V8, fugindo da polícia e cruzando pelos Estados Unidos. Assim como Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1971), Fuga Alucinada (Dirty Mary, Crazy Larry, 1974) tinha todos os elementos que fazem um fã de Muscle Car sorrir. Em um primeiro momento, os personagens estão à bordo de um Impala 1966 4 portas SS, equipado com o mais poderoso V8 disponível de fábrica, o 427 cu in de 7 L. Para despistar seus perseguidores, os personagens fazem uma troca de carros. Em uma fazenda um Dodge Charger R/T 1969 os aguardava para fazer companhia pelo resto do filme.

Fear Is The Key, 1973 – A trama é baseada em um livro britânico de mesmo nome, escrita em 1961. Um homem – Barry Newman, o astro de Corrida Contra O Destino (1971) – quer vingança e busca os responsáveis pela morte de seus pais, mortos em uma queda de avião. Para tanto,  Newman se passa por um criminoso para se aproximar da organização que deu sumiço na carga da aeronave. Na sequência em que faz o filme aparecer em nosso blog, Newman e a atriz Suzy Kendall fogem da polícia a abordo de um enorme, cerca de 5.27m, Ford Torino 1972. Pelo lado da lei, e não menos gigantescos (5,63m), alguns Pontiac Catalina do mesmo ano tentam manter os fugitivos por perto em mais uma perseguição clássica da era de ouro para esse tipo de cena.
Corrida Sem Fim, 1971 (Two-Lane Blacktop) –  O enredo é bem simples. Dois amigos, retratados apenas como “Motorista” (James Taylor, músico) e “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys), viajam pelo país – em um Chevy 55 preparado artesanalmente – e sua única forma de renda vem de apostas em corridas. Em uma dessas viagens, são desafiados por um corredor (Warren Oates) a bordo de um Pontiac GTO. Este personagem também é apenas retratado como “GTO”. O desafio consiste em uma corrida até Washington D.C., onde o perdedor, perde o carro. Em meio a tudo isso, os três personagens “Motorista”, “Mecânico” e “GTO”, disputam a atenção da “Garota”, interpretada por Laurie Bird.

 

 

Christine, 28, Filmada, Destruída e Imortalizada

Se você gosta de carros antigos e é jovem,  talvez já tenha ouvido falar. Quem sabe, até assistido. Se cresceu nos anos 80, com certeza deve ter vibrado ao ver aquele Plymouth alvi-escarlate, com suas barbatanas majestadas e cara de mau. O filme Christine, de 1983 atingiu o status de cult, mesmo entre quem não curte carros. Isso graças a direção primorosa de John Carpenter, baseada no livro do mestre do suspense, terror e fantasia, Stephen King.

No ano passado, escrevi aqui sobre algumas diferenças entre os automóveis descritos no livro e os representados na versão cinematográfica. O site AllPar.com, em 2003, quando o filme completou 20 anos, entrevistou proprietários dos Christines que sobreviveram à filmagem. Ao todo, foram usados 23 carros, entre Furys, Savoys e Belvederes, destes, apenas três unidades restaram.

Martin Sanchez, resgatou um destes exemplares em 1984 por U$900. O carro estava encostado em depósito do estúdio e tinha data para ser destruído. “Meu Plymouth Fury 1958 foi um dos mais de vinte carros usados ​​no filme Christine. Ela era o carro dublê na cena do beco, perseguindo Moochie e o encurralando na doca de carregamento”, revelou o proprietário.

Por ser um carro usado em cenas mais agitadas, Sanchez conta que este exemplar tinha algumas diferenças curiosas. “Quando eu comprei o carro não tinha interior, apenas uma gaiola simples  e um assento de plástico tipo de corrida. As janelas estavam todas pintadas de preto por dentro com exceção de uma pequena parte coberta apenas por um pedaço de vidro fumê, por onde o dublê podia enxergar. A maioria dos frisos inoxidáveis e acabamento eram de borracha ou plástico”, conta.

Outras Curiosidades

  • Anúncios foram colocados em todo o Estados Unidos para comprar Plymouths 1958 disponíveis. Um total de 23 Plymouths 1958 foram comprados e personalizados para ficarem parecidos. Apenas 16 foram utilizados para a filmagem, os outros serviram para doar as peças. Belvederes e Savoys foram usados ​​junto com Furys para a filmagem. Todos foram pintados de vermelho e branco (quando necessário) e a grade dourada foi pintada de prata ou feita para os carros que não a usaram. O interior do Fury também foi alterado para combinar com o exterior. Não custa lembrar que foram produzidos apenas 5.300 Plymouth Furys em 1958.
  • A filmagem de abertura, com Christine sendo montada, a retrata como o único Fury vermelho. Esta cena teve que ser filmada primeiro, para que os outros carros adquiridos pelo estúdio pudessem ser re-pintados. Se você olhar atentamente, o Furys não tem frisos dourados ou a palavra “Fury” no rabo-de-peixe. A grade dos carros do filme já haviam sido pintadas de prata para a transformação que ocorreria após esta cena ser filmada.
  • A produção começou no dia 25 abril de 1983. O filme estreou com bastante rapidez, no dia 9 de dezembro de 1983. Foi descrito pela Time como “o melhor filme de John Carpenterdesde Halloween.”
  • Várias pessoas transformaram  Plymouths 1958 em clones de Christine. Alguns Furys foram pintadas de vermelho, enquanto alguns Belvederes tiveram seus motores substituídos pelos do Fury. É difícil diferenciar um Christine clone de ume Belvedere que saiu de fábrica vermelho e branco, a não ser que você conheça o Fury muito bem.
  • As letras na placa de Christine  são “CQB”, um acrônimo militar para “Close Quarters Battle”,  algo como Batalha em Quarteirões Fechados, onde os alvos estão muito próximos. Esse encontro é, geralmente, muito violentamento, deixando a vítima com pouca chance de retirada e / ou sobrevivência.
  • Em nenhum dos 23 veículos foram usados controles remotos. Ao se transformar na Christine má, os vidros eram pintados de preto. com apenas um filete fumê escuro no parabrisas para que os dublês pudessem enxergar. Os carros não tinham retrovisores e eram muito difíceis de serem pilotados nas cenas à noite, mostrando todo o valor dos profissionais que os dirigiram.
Fantasia versus Fatos
No livro, King descreve Christine como quatro portas quando, na realidade, em 1958, os Furys eram oferecidos apenas com duas portas. Outra discrepância está na cor. Apenas os Belvederes, modelo logo abaixo do Fury, era oferecido com as cores “vermelho toreador” e “branco iceberg”. No entanto, o livro menciona que Christine era uma encomenda especial. A publicação também chama a transmissão de Hydramatic, equipamento dos carros GM. Na Chrysler, os carros usavam o câmbio Torqueflite. E por fim, uma passagem diz: “Eu vi a alavanca de cãmbio de Christine mudar para Drive”. Em 1958, esses modelos da Chrysler usavam a tecnologia “Push Button Drive”, ou seja, não havia uma alavanca, mas sim botões. Perguntado porque há tantas diferenças, King disse que escreveu primeiro o meio do livro e, alguns anos mais tarde escreveu o começo e o fim. Ele precisava encontrar um modelo e achou o Fury 58′ adequado.
Refilmagem
Alguns sites publicaram este ano que uma refilmagem do clássico estaria em pré-produção. Os boatos contam que o responsável pelo roteiro, Cristopher Landon, tentará ser mais fiel ao livro do que Carpenter foi em 1983. No filme original, Christine é retratada como uma entidade com vida própria, que acaba por amaldiçoar seus eventuais proprietários.
Já Lanon, segundo boatos, quer se concentrar na história da publicação, onde o Plymouth Fury 1956 é hospedeiro do espírito maligno de Roland D. LeBay, seu primeiro proprietário. Será que valerá a pena destruir mais algumas dezenas desse clássico da Chrysler e manchar o nome de um filme Cult? Tenho minhas dúvidas.

Ford Mustang 1968: Edição Bullitt

No último post falamos como o cinema contribui para a criação de mitos automobilísticos. Um dos maiores ícones sobre rodas da sétima arte, agora está ao alcance de alguns poucos afortunados.

A empresa especializada em customização, Gateway Classic Mustang, em parceria com os detentores da marca Steve McQueen, irão recriar um número limitado de réplicas do famoso carro, guiado pelo ator, no filme Bullitt.

A empresa promete entregar um carro visualmente idêntico, mas com algumas melhoras técnicas, principalmente em termos de performance e dirigibilidade. A começar pelo motor V8 de alumpinio, comissionado pela Roush, que produz 450 hp, 27 % a mais que a unidade força original.

As famosas rodas American Racing também estão presentes, calçadas por pneus BF Goodrich, atrás delas, freios a disco Baer de 11″ na frente e 12″ na traseira. O câmbio é Keisler manual de cinco marchas com dupla embreagem hidraulica. O carro ainda conta com ar condicionado e sistema de som, tudo respeitando a originalidade do clássico Mustang 1968.

Se você não mora em San Francisco, não é uma estrela Hollywoodiana, não tem um Dodge Charger 1968 na sua captura e muito menos a grana, clique nas fotos, todas em uma boa resolução.

Martíres de Hollywood

No post Destaques em Fast Five, nosso assíduo parceiro Gian, levantou uma questão interessante ao saber que nenhum Chevrolet Opala foi usado nas filmagens da última edição do filme. Disse ele nos comentários “Bom, se não tiver algum Opala no filme tanto melhor, pois não corre o risco de acabar destroçado ou algo do tipo…“. Entendi perfeitamente o sentimento do nosso colega, pois não é raro o fim trágico de clássicos em produções hollywoodianas.

Falando específicamente da cine-série Velozes e Furiosos, há vários exemplos de como os antigos são massacrados. No primeiro filme, não há como se esquecer do Dodge Charger 1970 “voando” de ponta cabeça sobre o Toyota Supra e capotando algumas vezes ao “aterrisar”.

Já no segundo, um Dodge Challenger 1970 Hemi perde uma porta e também bate de frente contra uma pick-up, Na mesma película, a réplica (assim espero) de um Chevy Yenko Camaro 1969 “pousa” sobre um barco.

No terceito foi a vez de um Chevy Monte Carlo 1971 capotar repetidas vezes e um Mustang Fastback com motor de Nissan Silvia (Argh!) é praticamente destruído após várias batidas contra um Nissan 350z.

Na quarta edição, talvez a mais trágica pros Muscles, são vítimados um Buick GNX 1986, Chevy Chevelle 1970 (explosão), Um Plymouth Satellite 1970 (capotamento), Dodge Charger 1970 (De novo!!!), réplica do Chevy Camaro F-Bomb e um Ford Torino 1972, esses três últimos, em batidas violentas.

Embora não seja nada agradável ver um pedaço da história indo para o espaço para a diversão do grande público, há um lado positivo nisso. Não há melhor propaganda para um carro do que a aparição em um filme de sucesso. Pode se dizer que, da série, os Muscle Cars eram cultuados apenas por um número restrito de aficcionados e hoje, já fazem parte da cultura pop mundial.

Isso contribui para a valorização e resgate da memória dos carros antigos, principalmente com as gerações mais novas. O melhor exemplo disso é a Eleonor do filme 60 Segundos. O sucesso foi tão grande que empresas se propuseram a fazer réplicas do Mustang Fastback 1968. A princípio, os fãs do modelo torceram o nariz, mas ao descobrir que carros estavam sendo salvos da ferrugem eterna para voltarem as ruas, logo mudaram de idéia.

John Delorean em Três Takes

* O grande John Z. DeLorean, um dos principais jogadores responsáveis por aquilo que muitas pessoas consideram o primeiro verdadeiro muscle car, o Pontiac GTO, e mais tarde o Firebird , era uma estrela na história de Detroit. Ame ou odeie, desde sua ascensão ao topo da GM para a sua queda em desgraça e pena de prisão por dois anos,  foi um cara importante na história do automóvel. Agora, logo após sua morte em 2005, sua história de vida pode atingir a grande tela. O único problema é que três cineastas distintos estão tentando produzir filmes separados sobre a vida do executivo.

Quando Delorean era o chefe de divisão da GM que construiu o icônico DMC-12, também conhecido como o DeLorean, que ficou famoso a partir da trilogia De Volta para o Futuro. Quando a empresa ia mal das pernas, ele foi acusado de contrabandear drogas para pagar as contas e cumpriu dois anos de prisão por tráfico de drogas. Se viu em acusações de que ele foi vítima de conspiração do governo. O homem viveu uma vida interessante para dizer o mínimo.

Brett Ratner, o diretor de X-Men Confronto Final e A Hora do Rush, está trabalhando com James Toback e o produtor Robert Evans para o primeiro filme. Steve Lee Jones foi trabalhar com David Permut em um segundo filme. Jones garante que tem o direito sobre a biografia junto ao advogado de DeLorean, aí você pensaria que as possibilidades terminam em duas outras criações, mas não. O terceiro a se envolver é a Time / XYZ Films cujos amigos e familiares de DeLorean estão ajudando, de acordo com a Variety.

Então, quem você acha que seria o melhor ator para interpretar DeLorean? As negociações estão a favor de George Clooney, mas nada está confirmado ainda.

* Livre tradução de notícia publicada originalmente no site da Hot Rod Magazine.

Corrida Sem Fim – Two-Lane Blacktop

Este poderia ser mais um filme sobre carros, estrada e corridas, mas não é. Conceitualmente, Two-Lane Blacktop (Corrida Sem Fim, 1971) convida o telespectador  a uma reflexão existencial, assim como outros Road Movies, entre eles, Vanishing Point (Corrida Contra o Destino, 1971) e Easy Rider (Sem Destino, 1969), cada um a sua maneira. Uma bela análise cinematográfica foi feita no Multiplot, vale a pena a leitura.

O enredo é bem simples. Dois amigos, retratados apenas como “Motorista” (James Taylor, músico) e “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys), viajam pelo país – em um Chevy 55 preparado artesanalmente – e sua única forma de renda vem de apostas em corridas. Em uma dessas viagens, são desafiados por um corredor (Warren Oates) a bordo de um Pontiac GTO. Este personagem também é apenas retratado como “GTO”. O desafio consiste em uma corrida até Washington D.C., onde o perdedor, perde o carro. Em meio a tudo isso, os três personagens “Motorista”, “Mecânico” e “GTO”, disputam a atenção da “Garota”, interpretada por Laurie Bird.

Quanto aos carros, nosso arroz com feijão, o filme também não decepciona. O Chevy 1955 150 tem uma aparência típica de Hot Rod e Gasser, com a pintura em primer, motor V8 de bloco grande e ausência de parachoque frontal. Já o Pontiac GTO “The Judge” 1970 era totalmente stock, o que não é nenhum demérito em se tratando de um Muscle Car. Nas cenas de ação, seu motor V8 de 455 cilindradas cúbicas (7.4 Litros) e 370 hp tiveram sua “sinfonia” captada pelos microfones. O mesmo aconteceu com o Chevy.

O filme não foi um sucesso na época do seu lançamento, incompreendido, talvez, pela sua linguagem mais densa do que o usual. No entanto, com o passar dos anos, adquiriu o status de cult e clássico “Road Movie”, principalmente por ter várias cenas na antiga Rout 66. Se você procura um filme profundo, por vezes sombrio, com diálogos minimalistas e temática existencial, este é o filme. Mas se você quer encher seus olhos com imagens de carros clássicos e ouvidos com o som de motores V8, esse também é “O” filme.

 

 

Jogada de Gênio

São Paulo, verão e fim de tarde. Uma combinação que, para quem mora aqui, significa uma coisa: Chuva. Você, a bordo do seu carro, ao perceber algumas gotas no seu para-brisa, tem, basicamente, três opções de velocidade para o limpador. Ao notar que se trata apenas de uma garoa, aciona o modo intermitente.

O que você talvez não saiba ao escolher o modo intermitente é que, até o final dos anos 60, os carros tinham apenas duas opções para o limpador de para-brisa, ou seja, independentemente da intensidade da chuva, você só poderia deixá-lo ligado ou desligado.

 

No filme, Kearns é interpretado pelo competente Greg Kinnear.

Uma idéia simples e útil, mas que nenhuma montadora fora capaz de conceber até quarenta anos atrás. Robert Kearns, professor universitário e inventor de Detroit, apresentou a idéia do projeto para a Ford. Mesmo sem um acordo com Kearns, a fábrica de Dearborn introduziu a invenção do professor em seus automóveis. O mesmo fez a Chrysler e a GM.

Além da batalha jurídica que se estendeu por décadas, a história de Robert Kearns virou filme. “Jogada de Gênio” ou Flash of Genius (2008) conta toda a saga do professor que, em busca de justiça, quase foi a loucura. Uma interessante história sobre automóveis, grandes corporações, sonhos e justiça, não necessariamente nessa ordem.

Peter Yates (1929-2011)

Morreu nessa segunda, o cineasta britânico Peter Yates, aos 72 anos. Em sua filmografia está o legendário filme Bullit. Para relembrar sua obra, há algum tempo, fiz a tradução de uma antiga matéria sobre os bastidores do filme mais icônico do diretor, você pode conferir clicando aqui.

O Elenco em “Dazed and Confused”


Pontiac GTO "The Judge" 1970: Aparece em boa parte do filme.

Como pude me esquecer desse… Dazed and Confused (Jovens, Loucos e Rebeldes, 1993) é um ótimo filme sobre o último dia no colegial de um grupo de adolescentes no “longínquo” ano de 1976, no subúrbio de Austin, no Texas. O título, em inglês, é uma referência direta a música de mesmo nome do Led Zepplin. Já o elenco da película é lembrado por ser o primeiro trabalho de algumas estrelas de Hollywoodianas, como Matthew McConaughey, Ben Affleck e Milla Jovovich.

O belo Ford Maverick Grabber 1971 é guiado por uma adolescente. Cena difícil de se imaginar nos dias de hoje.

O filme trata dos dilemas típicos do fim da adolescência e começo da vida adulta, de forma leve, mas sem ser superficial. Mas o que traz essa película a este blog não são os dramas adolescentes (ainda bem) e nem o elenco de futuras promessas, mas sim uma outra relação de astros muito mais interessante, os carros.

Outro "astro" é este Plymouth Duster 1973 envenenado.

Em Dazed and Confused é um prazer a parte vê-los em “ação”. Entre áspas mesmo, pois não espere cenas de perseguição ou coisas do gênero. No máximo, uma acelerada ou um racha, típicos daquela época. No entanto, é um prazer á parte ver e identificar o elenco sob quatro rodas, que desfila toda a elegância e beleza que, em um determinado período da história, os automóveis americanos tinham de sobra.

Esta Chevrolet Cheyenne 1972 tem uma participação logo no começo. Particulamente, gosto muito dessa geração de pick-ups da GM.

O destaque fica para o Chevrolet Chevelle SS 1970 dirigido pelo personagem de Matthew McConaughey, chamado, carinhosamente pelo dono de “Melba Toast” (Torrada).

Em uma determinada cena, David Wooderson (personagem de Matthew) abre o capô do Chevelle e começa a falar sobre as modificações feitas no seu V8 LS5 de 390 hp.

O fotogênico Chevrolet Chevelle 1970 em uma das poucas cenas de "Pé na tábua".

“Let me tell you what Melba Toast is packin’ right here, alright? We got 411 Positrac outback, 750 double pumper Edelbrock intakes, bored over 30, 11 to 1 pop-up pistons, turbo-jet 390 horsepower. We’re talkin’ some fucking muscle.” (David Wooderson)

Fast Five (Velozes e Furiosos 5)

Tirem suas próprias conclusões. Que tal a viatura da polícia civil carioca?

Os Bastidores de Bullitt: Última Parte

Para as cenas dentro do carro, duas câmeras foram montadas e pintadas de preto. O ranger das aterrisagens depois que os carros estavam voando são o resultado das câmeras que estavam sendo fortemente protegidas. O efeito foi mais do que McQueen esperava. “É uma coisa engraçada”, disse a revista Motor Trend. “Isso foi o que me chocou e eu não esperava, pois estava usando um frame de 185 que é uma estrutura muito pequena. Nós nem usamos uma super grande Panavision . Mesmo no 185, eles (o público ) saltaram de seus assentos. Eu não fiz as cenas pulando as ladeiras abaixo, me tiraram fora do carro. Bud Elkins quem as fez. “

Na entrevista a Motor Trend, McQueen lembrou que houveram alguns quase erros e incidentes que pareceram bons no filme, mas não foram exatamente planejadas para acontecer, algumas das quais ocorreram em seqüências memoráveis morro abaixo. “Lembra daquelas batidas roda a roda? Isso foi a cerca de 100 mph. Eu estava batendo” em Bill. Meu carro estava se desintegrando. as maçanetas caíram, os dois parachoques da frente quebraram, a barra de direção  quebrou e minha folga era de 45 cm. O Mustang começou realmente a desmoronar. “

Houve um incidente que alertou a equipe de produção, que tomou precauções extras ao fazer a perseguição. “Uma criança”, Riner nos disse, “talvez com cinco anos de idade, saiu de um prédio e correu para a rua. Paramos e trouxe mais gente e mais carros dublês e acho que a teoria era se alguém tinha um problema , eles fazem uma barricada para fora dos veículos. O problema nunca veio à tona novamente, ou eu nunca vi. ” Incrível, considerando que havia apenas dois policiais na cena em comparação com os 40 policiais utilizados para a caça em MAD MAD WORLD. Carey Loftin diz, “os acréscimos foram de grande ajuda. Se houvesse um beco ou qualquer outro lugar que não foi coberto, eles vem e me diz. Eles eram realmente bons.”

 

Legado: O filme rendeu versões "Bullitt" dos Mustang mais recentes.

Algumas das cenas de dublê foram tão bem orquestrada, que passaram desapercebidas. Recorda Carey Loftin: “Vários anos depois de Bullitt, um extra (em um outro set) estava falando sobre  Bullitt, e ele estava dizendo como ele era incrível como acidentes aconteceram no filme e ele dizia que a melhor que já havia visto foi a cena em que Bud Elkins foi derrubado da motocicleta. Deixei-o ir em frente e continuar contando. Ele disse que “os policiais estavam observando a ação e não foram vigiar ao tráfego e esse cara da motocicleta caiu completamente, e a cena e acabou entrando pro filme”. Eu disse, “você realmente acha que foi isso o que aconteceu?’ O extra disse, ‘Eu sei, eu vi, eu estava lá. ” E eu disse que era pra parecer daquele jeito, porque não para parecer uma cena de dublê. ” Ron Riner comentou sobre a cena, “Eu não sabia que era uma cena de dublê e eu deveria ter a informação!”

Haviam três carros correndo loucamente pelas ruas de San Francisco, fazendo a história da perseguição, embora apenas dois são vistos no filme. O terceiro veículo, um carro-câmara, foi pilotado por Pat Houstis, enquanto o cineasta Bill Fraker manipulava a câmera. , Disse Ron Riner, “Pat Houstis foi excelente e que ele estava em seu auge na época.” Carey Loftin só tem elogios para o Sr. Houstis em uma lembrança divertida. “Pat Houstis, um motorista fantástico, havia apenas construído o carro da câmara, e ele o mostrou para mim. Ele fez um trabalho muito bom sobre ele. Era um chassi de Corvette que tinha tirado todas as coisas fora e foi construído uma boa suspensão , bom motor e tudo mais. Mas a aparência era do inferno. “

Sua confiança no Sr. Houstis era evidente, como ele relata em outro incidente.”Nós tivemos uma cena onde Pat estava seguindo Steve em Guadalupe Canyon Highway, uma estrada muito bonita. Queríamos algumas imagens do Mustang realmente queimando nas curvas. Fizemos isso várias vezes. O operador da câmara disse, ‘Steve não está descendo o pé, ele é um piloto melhor do que isso.” Fui para Steve e disse: ‘você sabe Pat Houstis é um excelente motorista. Steve disse: ‘sim, sim ele é. “Eu disse, ‘ele sabe da responsabilidade também. Você sabe o que o homem faria o que fosse preciso se estivesse dirigindo o carro na frente dele e nada iria acontecer? Ele ia correr para um carro estacionado e bateria em uma árvore só para não me atingir. Agora pense o que ele faria para a estrela? Agora entre naquele carro e enfia o pé nele! ‘conseguimos a imagem para o próximo take. “

Uma cena em particular que impressionou Balchowsky Max foi o tiro de espingarda no Mustang  que fragmenta o lado direito do pára-brisa. “O cara que fez os efeitos especiais concebeu bolas  estourar o pára-brisa do Mustang. Eu pensei que era terrível quando o cara chicoteia para fora espingarda ea forma como o companheiro de efeitos especiais concebidos como aqueles seixos quebrou o pára-brisa e ele tornou tão realista como ele realmente disparou contra o pára-brisa. Com certeza feita de vidro Ford boa aparência. “

O cavalheiro no carro, atuando como parceiro Bill Hickman no crime, foi o ator Paul Genge. De acordo com Ron Riner, o Sr. Genge, interpretou um cara muito durão “, parecia que ele mal tinha visto uma arma antes. Eles o assustaram muito. Nas cenas no Charger com Hickman, ele estava morrendo de medo. Após duas ou três vezes que quase tive que colocar  tranquilizentes nele, e colocá-lo no carro. Sr. Hickman foi um dos melhores pilotos que eu já conheci. ” Max Balchowsky nos diz, “havia uma cena em que o Charger passou um caminhão, e só queria deixar muito espaço de um lado, e Hickman fez isso perfeitamente quando ele se aproximou e pegou o pára-choque do caminhão. Isso foi uma ótima tomada. Durante as seqüências de perseguição, algunas delas foram acidentes, mas, elas pareceram fantásticas – Hickman foi fantástico. “

Para alcançar a conclusão impressionante à perseguição em que o Charger perde o controle, pula uma cerca e arados em um posto de gasolina, Loftin montaram um reboque  escondido da vista da câmara entre o Mustang e o Charger. Vestido como dublê de McQueen, Loftin lateralmente rebocou o Charger de 90 km/h com os seus dois passageiros manequim e no momento certo, lançou o Charger no Posto de Gasolina. Infelizmente, o Charger não acertou o posto, mas as explosões foram acionadas, graças a alguns efeitos de edição conseguiu-se  o efeito desejado que foi adicionado ao filme.

Parecia haver uma atmosfera geral de profissionalismo e de admiração mútua no set. Loren Janes nos disse: “Eu gostava de ver um monte de pequenas coisas nos filmes de Steve. As melhores coisas pequeninas vieram dele, a melhor coisa eram as ideias de Steve. Como quando eles (Hickman e Genge) subindo o morro e eles estão atrás de Steve e de repente ele desaparece e eles não podem vê-lo e o cara (Hickman) olha para cima e Steve aparece em seu espelho retrovisor. Em outras palavras, ele mudou, agora ele está a persegui-los. Bem, foi uma grande virada de eventos. Foi fantástico. Foi uma condução selvagem e imprudente, mas foi planejada e coordenada. Havia classe para a perseguição de Bullitt, havia uma razão para isso, e essa é uma das  coisas chave para não esquecer: as maiores cenas de ação no mundo são inúteis se não houver uma razão ou uma história  e Bullitt tinha um bom argumento até o fim.

As cenas duras entre o Charger e o Mustang poderosos fizeram história. As seqüências foram fruto de uma imaginação, quase que infantil, de Steve McQueen. Ele sabia o que queria e como queria que ele parecesse no filme. Ninguém repetiu a tensão ou a ferocidade selvagem que se manifesta nas cenas de perseguição de Bullitt, e é improvável que alguém consiga.

Os Bastidores de Bullitt: Parte 2

Com o diretor Peter Yates preparado para começar a filmar as cenas de perseguição, houveram quatro motoristas, McQueen, Bud Elkins, Bill Hickman, e em algumas cenas, Carey Loftin. Loren Janes disse “, Carey Loftin era facilmente o melhor motorista no ramo. Ele trouxe Bill Hickman para participar e conduzir o outro carro.” Loftin recorda: “Eu perguntei (ao estúdio) que tipo de cara que eles estavam procurando e eles descreveram Bill Hickman, que estava trabalhando no Love Bug (Se Meu Fusca Falasse), ao mesmo tempo. Bem, eu disse, ele está sentado bem aqui Eles realmente descreverram Bill Hickman. “

O roteiro do filme foi escrito por Alan Trustman, baseado no romance, Mute Witness por Robert L. Pike. Mas a história, de acordo com Ron Riner não foi o elemento chave para o sucesso do filme. Riner diz: “Eu acho que, basicamente, a história foi longa e confusa, então, quando a perseguição veio foi tão bom que deu mais consistência ao filme. Eu acho que realmente salvou o filme, porque a maioria das pessoas não se lembra da história, lembram-se da perseguição. Você realmente não podia lembrar a história completa, se alguém lhe perguntasse, se você não leu o roteiro, porque o roteiro era muito melhor e fez mais sentido. “

Conforme as filmagens da caçada progrediram, Loftin queria ver o trabalho diário. Ele foi informado que o Sr. McQueen não ia gostar disso. Loftin insistiu e ameaçou abandonar a menos que ele pudesse ver o trabalho diário. “Funcionou muito bem”, Loftin disse com um sorriso. “Porque, como vimos o corre-corre, você poderia ouvir um alfinete cair. Eu estava sentado 3 ou 4 fileiras na frente dele (McQueen) e quando acabou, ele veio, estendeu a mão e disse:” Sr. Loftin, quando você precisar de mim para uma foto que você vai me avisar, não vai? “

Quanto aos carros, Max Balchowsky nos diz: “Eu sugeri um GT 390. Eu tinha sugerido usar um Mustang e um Dodge Charger, ou então haveriam muitos Fords no filme. Eu pensei que iria misturar-se os carros. ” Os dois Mustang fastbacks 1968, de quatro marchas  adquiridos principalmente porque, promocionalmente, eles eram o melhor negócio do momento. Bud Elkins se lembra, da razão pela qual eles usaram o Mustang foi porque “eles queriam que se parecesse com um carro da polícia. Esta foi a sua viatura pessoal e ele não era um cara rico, ele não tinha um carro bom de verdade. E foi idéia do Steve para colocar um grande amassado no pára-choque, para mostrar que o carro era usado e ele não tinha dinheiro suficiente ou o tempo para consertá-lo. “

A Warner Brothers comprou dois Dodge Chargers de quatro marchas… “Em uma concessionária da Chrysler em Glendale na Califórnia”, lembra Ron Riner. Ele também disse que os Dodge Chargers tiveram de ser comprados, sem considerar qualquer tipo de promoção, mas depois do sucesso do filme e do aumento das vendas do Charger, a Chrysler estava mais do que disposta a ser generosa com os seus veículos cedidos a Warner Brothers para futuros projetos. Sr. Riner usa uma premissa interessante: “Você percebeu que não haveria um carro 01 (o General Lee dos ‘Os Gatões’) se não tivéssemos feito Bullitt e os Dodge Chargers vendido tanto?”

Antes da filmagem ser feita, o Charger e o Mustang precisavam de preparação. Um dos melhores mecânicos do cinema, Max Balchowsky, lembra que o Mustang, em particular, precisava de modificações consideráveis para que ele pudesse suportar o espancamento implacável levaria durante as filmagens. “Carey disse que ia fazer um monte de saltos com ele e que tinha que ser forte. Então, eu estava um pouco hesitante. Eu não sabia se queria passar por ladeiras com 15 metros de altura. Eu não tinha idéia do que eles queriam fazer até que eu cheguei lá”. Para reforçar o Mustang, Balchowsky começou com a suspensão, reforçando as os amortecedores, acrescentando travessas e reforços, trocaram as molas, substituindo-as por outras maiores, com taxas de deformação, retirando as de fábrica  e colocando da Koni. Todas as peças da suspensão foram retrabalhadas e substituídas, sempre que necessário. O motor também recebeu algumas modificações, incluindo os cabeçotes, acrescentando um sistema de ignição de de alta performance, novo carburador.

Sobre o Mustang, o Sr. Balchowsky recorda, “todo mundo sugeriu que eu colocasse um Holley no Mustang, era melhor que o carburador Ford. Eu sempre tive sorte com Fords, e não quer gastar dinheiro, se fui eu tivesse que colocar um Holley. O original funcionou bem, precisava apenas de alguns ajustes pequenos. Troquei o distribuidor e tudo, mas, basicamente, nunca teve o motor além da Ford. ” Ron Riner lembra “o  Mustang teve modificações na suspensão, não só para o filme, mas por Steve McQueen. Steve gostou do som do carro e ele queria rodas de magnésio. Nós instalamos porque Steve queria ver o carro pular. Ele ainda era uma criança. “

Balchowsky lembra “Eu não tinha quase nada para o motor da Dodge, mas o que me preocupava era a resistência da frente”. Para escorar a frente, Balchowsky revisou as barras de torção, reforçaram o controle das hastes e acrescentou suspensões duras. Assim como o Mustang, todas as peças foram trocadas. Para a  traseira, Balchowsky nos disse: “Eu tinha algumas molas traseiras especiais, o que você chama de mola alta, plana, sem qualquer arco, o carro iria permanecer baixo. É similar aos mesmos sistemas que uso em carros de polícia, que é uma boa combinação. Quando a polícia queria um pacote específico, eles têm mais de mola aqui, um pouco maior do freio ali, um pouco mais nos amortecedores, e se faz um bom carro. Mas o diretor do Bullitt queria um carro novo, em vez de um carro de ex-policiais, então eu tinha as molas de um amigo na Chrysler. Tivemos reforços para soldar debaixo dos braços do Dodge. Fizemos o Charger perder um monte de calotas. colocávamos as calotas de volta, mas acho que ele provavelmente teria sido melhor se tivéssemos tirado todas elas. “

“Eu vou te dizer isso”, disse Max Balchowsky “Fiquei realmente impressionado com o Mustang depois do que fiz com ele. Eu não acho que faria muita diferença prepará-lo. Mais tarde, pegamos dois carros e fui brincar com eles em Griffith Park (perto de Los Angeles). O Dodge, que estava praticamente original, só deixou o Mustang para trás de uma maneira que você não iria acreditar. ” Ron Riner tem lembranças semelhantes. “O Charger era muito mais rápido que o Mustang. Nós diminuímos a dimensão dos pneus (do Charger), que praticamente o fez parecer com uma bicicleta, para tentar “segurar” Hickman, e Bill apenas executar as cenas.” Carey Loftin também lembra, “Nós testamos o carro no Griffith Park, perto do Observatório, até uma colina longa. E se você pode fazer o carro subir e descer a colina sem dó, é porque está funcionando muito bem.”

“Um dia antes das cenas de perseguição serem filmagens, fomos até a Santa Rosa e alugamos uma pista”, disse Balchowsky. “Steve queria testar o carro. Um gerente de produção teria cortado sua garganta se você quiser fazer algo parecido com isso. Um acidente teria arruinado os carros, e nós tínhamos progamado para a manhã de segunda-feira, às 6h00, começar a filmar. Hickman e Steve zumbiam em torno das pista, e era bonito mesmo. McQueen e Hickman ficaram maravilhados com os carros. Então, felizmente, tudo deu certo. “

Geralmente, todos pareciam concordar que a perseguição correu bem, apesar de filmagem ter sido “um pouco lenta”, lembra Bud Elkins. “Yates e Steve eram únicos. Você poderia ensaiar uma e teria de ser coreografado, então você deve ensaiar novamente, e se parecesse bom, eles filmariam. Ensaiávamos a  1/4 da velocidade ou 1/2,  para filmá-la, era em plena velocidade. “

Blog no WordPress.com. | O tema Baskerville.

Acima ↑