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Japão

Ken & Mary

É curiosa a maneira como o Nissan Skyline entrou para o panteão de carros desejáveis mundo afora. Embora o modelo tenha mais de 50 anos de história na Ásia, foi apenas no final dos anos 90 que o esportivo japonês ganhou notoriedade no ocidente, graças a série de jogos Gran Turismo.  Tão curiosa quanto a trajetória esse “Rice Rocket” chegou ao estrelato nessa metade do globo, é a história envolvendo as personagens de suas propagandas a partir de 1972. Eu já havia até escrito sobre esse modelo há alguns anos, mas os bastidores da campanha é sensacional.

Naquele ano, o Skyline ganhou uma nova carroceria (muito parecida com os esportivos americanos da época) e uma campanha publicitária que virou uma sensação cultural no país. Com o desenho bem americanizado, para a Nissan, fazia sentido dar aos comerciais, um Feeling Yankee. A idéia da campanha era mostrar um casal, curtindo suas viagens no belíssimo Skyline. O nome do casal? Ken e Mary. A escolha dos nomes também não foi por acaso, inverta a ordem para Mary & Ken e você tem uma sonoridade próxima de “American”.

Para tanto, a agência de publicidade contratada pela montadora foi atrás de jovens americanos que estudavam no Japão. Uma adolescente, chamada Diane Krey, filha de um piloto comercial, ex-combatente da força aérea, tinha apenas 16 anos quando foi escolhida, quase que por acaso para o papel de “Mary”. Já para o papel de Ken foi dado ao ator teen na época – já falecido – Jimmy Zinnai. Meio Russo, meio Japonês, Jimmy atuava em uma novela e aquela altura já era um ídolo adolescente no Japão, com apenas 15 anos.

Antes relegada aos fãs hardcore dos JDM (Japanese Domestic Cars – Carros Japoneses Nacionais) e com contornos de mito, as imagens da campanha de Ken & Mary ganharam movimento e som graças ao marido de Diane, que as disponibilizou no Youtube.

O sucesso da campanha foi tão estrondoso que essa geração de Skylines foi imortalizada pelos fãs de “Kenimeri” (Ken & Mary). O casal atingiu o status de celebridade em todo o Japão. A loucura foi tanta que Mary (ou Diane) não podia a ir num show, que era tão assediada quanto o artista.  O filho do imperador pediu, inclusive para conhecê-la. Diane conta que nunca trabalhou tanto, quanto naqueles tempos. Por dois anos o casal viajou para diversos pontos naturais do Japão com diversos Skylines para fazer fotos. Em uma oportunidade, a equipe bateu dois dos carros, e as fotos foram feitas somente pela traseira porque a frente estava toda amassada.

Depois da trágica morte de Jimmy Zinnai (O Ken), em um acidente de moto, Diane decidiu não renovar o contrato, abalada com o acontecido. Em 1975, ela voltou para os Estados Unidos e teve que se adaptar ao seu país natal, onde as pessoas trancavam as portas de casa e “festejar” significava fumar maconha.

Os incríveis detalhes dessa história só foram possíveis, pois a excelente publicação voltada para o mundo dos antigos – Hemmings – conseguiu entrevistar Diane Krey, hoje, professora de ciências no norte da Califórnia, nos Estados Unidos.

O Compacto da America

Só não tinha a versão "Cross".

É no mínimo curioso chamar um Dart de “compacto”, mas há 42 anos, essa era a realidade da América. Bem diferente da nossa, no mesmo período. Por lá, um modelo simples de acesso ao trabalhador médio americano, aqui só não era mais caro que o Galaxie. Aliás, esse é um aspecto que não mudou muito em quatro décadas. Vender carros simples de outros mercados com pinta de luxuoso é uma prática feita ainda hoje, vide Civic, Corolla, Fusion etc. Enfim.

É dificíl de acreditar, mas naqueles tempos, carros como o Dodge Dart e o Ford Maverick competiam contra o Fusca e a invasão dos importados japoneses, que mudaria o mercado americano pra sempre.

Martíres de Hollywood

No post Destaques em Fast Five, nosso assíduo parceiro Gian, levantou uma questão interessante ao saber que nenhum Chevrolet Opala foi usado nas filmagens da última edição do filme. Disse ele nos comentários “Bom, se não tiver algum Opala no filme tanto melhor, pois não corre o risco de acabar destroçado ou algo do tipo…“. Entendi perfeitamente o sentimento do nosso colega, pois não é raro o fim trágico de clássicos em produções hollywoodianas.

Falando específicamente da cine-série Velozes e Furiosos, há vários exemplos de como os antigos são massacrados. No primeiro filme, não há como se esquecer do Dodge Charger 1970 “voando” de ponta cabeça sobre o Toyota Supra e capotando algumas vezes ao “aterrisar”.

Já no segundo, um Dodge Challenger 1970 Hemi perde uma porta e também bate de frente contra uma pick-up, Na mesma película, a réplica (assim espero) de um Chevy Yenko Camaro 1969 “pousa” sobre um barco.

No terceito foi a vez de um Chevy Monte Carlo 1971 capotar repetidas vezes e um Mustang Fastback com motor de Nissan Silvia (Argh!) é praticamente destruído após várias batidas contra um Nissan 350z.

Na quarta edição, talvez a mais trágica pros Muscles, são vítimados um Buick GNX 1986, Chevy Chevelle 1970 (explosão), Um Plymouth Satellite 1970 (capotamento), Dodge Charger 1970 (De novo!!!), réplica do Chevy Camaro F-Bomb e um Ford Torino 1972, esses três últimos, em batidas violentas.

Embora não seja nada agradável ver um pedaço da história indo para o espaço para a diversão do grande público, há um lado positivo nisso. Não há melhor propaganda para um carro do que a aparição em um filme de sucesso. Pode se dizer que, da série, os Muscle Cars eram cultuados apenas por um número restrito de aficcionados e hoje, já fazem parte da cultura pop mundial.

Isso contribui para a valorização e resgate da memória dos carros antigos, principalmente com as gerações mais novas. O melhor exemplo disso é a Eleonor do filme 60 Segundos. O sucesso foi tão grande que empresas se propuseram a fazer réplicas do Mustang Fastback 1968. A princípio, os fãs do modelo torceram o nariz, mas ao descobrir que carros estavam sendo salvos da ferrugem eterna para voltarem as ruas, logo mudaram de idéia.

Destaques em Fast Five

Há dois anos, quando comecei a escrever por aqui, um dos primeiros posts foi sobre os veículos usados no filme Velozes e Furiosos 4. Para não fugir a tradição, aqui vão algumas linhas sobre o elenco relevante do filme, ou seja, os carros! A quinta versão do filme virá para nós com o sugestivo nome Velozes e Furiosos 5: Operação Rio. Conforme anunciado, há algum tempo, grande parte da película foi rodada na cidade Maravilhosa, fato esse que criou muita expectativa em relação aos veículos que seriam usados.

Em entrevista ao site de cinema – Screen Hunt – o responsável pela escolha e montagem das máquinas, Dennis McCarthy, revelou detalhes sobre os seus critérios e função dos veículos no filme. Pensando na trama do filme, McCarthy optou por carros não tão chamativos pois, desta vez, os personagens principais estão refugiados no Brasil e com pouca grana.

Maverick do Fast Five. Massa e Freios a disco nas quatro rodas.

Começando pelo que nos é familiar, um conhecido nosso estará na telona, o Ford Maverick. McCarthy explica o porque da escolha. “O personagem Han tem um Ford Maverick, o que parece ser uma escolha estranha, mas se você olhar para os carros da América do Sul, e Rio, na cultura de carros local, o Maverick é um dos muscle cars top. Foi um dos carros que a Ford produziu por lá”. O curioso é que o Maverick presente no filme é, na verdade, importado, ano 1970.

A notícia ruim para alguns é a ausência do Opala que, ao que parece, quase entrou para o elenco. “Infelizmente, nós tentamos conseguir um outro (carro) aqui. Nós temos um carro chamado Chevy Opala. Estes (Opala e Maverick)  são os Muscle Cars da Chevy e Ford na América do Sul”, completa McCarthy.

Surreal: Impressão minha ou tem um Ford Corcel ali do lado?

Entre os velhos conhecidos, estará o Dodge Charger 1970 de “estimação” do personagem de Vin Diesel, Dom. “Não é tão chamativo. Ele não tem o motor saltado no capô. Dom está tentando torná-lo um pouco mais discreto para que ele pudesse passar desapercebido”, explica McCarthy. Bom, pode estar do jeito que for, um Dodge Charger 1970 nunca passaria desapercebido por mim, pelo menos. Na mesma cena, Paul Walker dirige um Nissan Skyline 1972.

O lendário GT 40 está presente e, segundo McCarthy, é original.
Walker e Diesel "surfam" no Corvette.

Entre os antigos, presentes no filme, vale destacar também o Ford GT40, uma Detomaso Pantera 1971 e um Chevrolet Corvette Grand Sport 1965. Como de costume, alguns modelos terão mais destaques e tempo de aparição que outros, então, não se anime demais. Como é um filme de ação desmiolado, não espere também por uma obra prima da sétima arte.

A lista com os 21 veículos:

  • 1963 Ford Galaxy
  • 1966 Ford GT40
  • 1966 Corvette Grand Sport
  • 1967 International Scout
  • 1970 Charger
  • 1970 Ford Maverick
  • 1972 Nissan Skyline
  • 1972 Pantera Detomaso
  • 1996 Toyota Supra
  • 2002 Porsche GT3
  • 2006 GMC 2500 Yukon
  • 2009 Nissan 370Z
  • 2010 Dodge Challenger
  • 2010 Subaru STi
  • 2010 Lexus LFA
  • 2010 Modified Vault Chargers
  • 2011 Dodge Charger Police Interceptor
  • Gurkha LAPV
  • Ducati Street Racer
  • Train Heist Truck
  • Koenigsegg CCX

Linha do Tempo: Dodge Challenger

1970

1971

1972
1973

1974

O desafio da Dodge em entrar no mercado dos pony cars, pelo menos em termos econômicos, não foi lá essa coisas. Ainda assim, quatro décadas depois, mesmo sendo um fracasso de vendas (confira os detalhes), o Challenger ganhou uma releitura, graças ao status de mito que ganhou durante todo esse tempo. Acima, os modelos que ajudaram a construir sua imagem durante seus breves anos de fabricação.  De 1978 a 1983, graças a um acordo da Chrysler com a Mitsubishi, a Dodge ressucitou o nome da lenda, colocando-o no modelo da montadora nipônica, Galant Lambda. Mas que me perdoe a história e Lee Iacocca, me recuso a chama-los de Challenger.

Japonese Nostalgic Chases

Toyota Mark II Corona

Perseguições Hollywoodianas estamos bem acostumados de ver. Grandes barcas americanas, com a frente pesada, traseira leve e suspensão de feixes de mola tentando fazer curvas de 90º povoam nossa imaginação quando pensamos em algo do gênero.

Mas já parou para pensar como a indústria de cinema de outros países faziam suas perseguições? No Japão tais seqüencias copiam todos os acertos e clichês dos filmes americanos, mas com o seu próprio charme. Os carros são menores, menos potentes, mas os dublês não são menos hábeis.

Nissan Cedric 1969

O ótimo site que descobri há pouco tempo, chamado Japonese Nostalgic Car tem publicado toda sexta-feira uma dessas perseguições de filmes obscuros da Terra do Sol Nascente.  Na primeira delas, dezenas de Toyotas Mark II Coronas e Cressidas da polícia são sucateados numa sequência que muito lembra os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers).

Na última sexta foi a vez de um assaltante, aparentemente, fugir num Toyota Corona Taxi que troca tinta e empurrões com um Nissan Cedric da polícia. Impressionantes são as manobras de evasão dos dublês com cavalos de pau em marcha rá seguidos de um 180º de tirar o fôlego.

RT102 Toyota Corona vs 230 Nissan Cedric

Mesmo os  pouco impressionáveis  não ficarão indiferentes com a manobra. Ambos vídeos são diversão garantida, seja pelos carros pouco conhecidos, atuações exageradas e leis da física ainda mais alopradas.

Linha do Tempo: Nissan Skyline GT-R

O apresentador Jerey Clarkson, do conceituadíssimo programa de TV britânico da BBC, Top Gear, disse certa vez que o Nissan Skyline foi a única grande contribuição do Japão para o mundo dos super carros.

1ª Geração: 1969-71 - Estréia do Coupê foi em 1971.
1ª Geração: 1969-71 (Na única versão quatro portas da sigla GT-R)
1ª Geração 1969-71: Os primeiros GT-R eram 4 portas.

Apesar de polêmica , a declaração mostra a relevância e a imagem que o modelo ostenta fora de seu País. Foram cinco gerações e, mais recentemente, a separação do nome Skyline da sigla GT-R, transformando-a em um novo modelo. As primeiras duas gerações do GT-R foram de 1969-72 e 1972 a 1973.

2ª Geração (1972-73)
2ª Geração (1972-73)
2ª Geração (1972-73)

Após 16 anos, a sigla voltou ao Skyline em 1989, em sua terceira geração (1989-94). Nessa época, o modelo ganhou o apelido – que perdura até hoje – de Godzilla de uma publicação australiana. Nas pistas, o Skyline GT-R dominou a categoria de turismo no Japão. Na mesma categoria da Austrália, foi tão dominante de 1990 a 92 que foi literalmente banido em 1993.

3ª Geração: 1989-94
3ª Geração: 1989-94
3ª Geração: 1989-94

O Skyline GT-R de 4ª geração (1995-98) foi o primeiro carro de produção a completar uma volta nos 22km de Nurburgring – circuito também conhecido como “Inferno Verde” – abaixo dos 8 minutos.

4ª Geração: 1995-98
4ª Geração: 1995-98
4ª Geração: 1995-98

O casamento do Skyline com a sigla GT-R terminaria em 2002, em sua 5ª geração (1998-2002), com a Nissan anunciando a separação do GT-R para, em 2008, se transformar no Nissan GT-R, em produção até hoje.

5ª Geração: 1999-2002
5ª Geração: 1999-2002
5ª Geração: 1999-2002
  • Nissan GT-R

Mesmo com a ausência do nome Skyline, o GT-R, ainda que um novo veículo, mantém a mesma plataforma do seu antecessor. O Nissan GT-R, diferentemente dos Skylines, exportados até então só para a Oceania.

Nissan GT-R: 2008 – Presente.

Nissan GT-R: 2008 - Presente.
Nissan GT-R: 2008 - Presente.

É o primeiro da “raça” a ser exportado mundialmente. O modelo atual mantém sua herança e ligação com os modelos anteriores pelo código de sua plataforma, CBA-R35, ou apenas R35.

Nissan Skyline 1972

Skyline 1972 "Kenimeri"

Esses JDM (Japonese Domestic Market) me reservam gratas surpresas… Antes de virarem ícones pop com o Gran Turismo e a franquia Velozes e Furiosos, os Skylines já faziam sucesso na Ásia e Oceânia. A quarta geração do modelo, os C110, tinham um estilo bem marcante.

Como já frisei no post anterior, no final da década de 60, começo da de 70, em termos de design, quem dava as cartas era o Tio Sam. O próprio C110 parece um cruzamento de Ddoge Challenger 1970 com o Plymouth Barracuda 1969, a frente do primeiro e a lateral do segundo. Foi nessa geração que, pela primeira vez, apareceram as macantes luz de freio redondas na traseira.

Impossível ficar indiferente. São as linhas que mais destoam dos demais Skylines.

Eram oferecidos em uma linha completa, com sedan, coupe e perua. Em termos de venda, foram muito bem sucedidos mercadológicamente também. De 1972 a 1977, saíram das linhas de montagem da cidade de Tochigi, mais de 600 mil unidades. A campanha publicitária do Skyline 1972 ajudou na sua popularização também.

"Escairaino" Sedan.

O modelo foi apelidade de  “Ken and Mary” ou “Kenimeri” no país de origem. Isso, graças ao casal ocidental relaxando em um cenário bucólico enquanto as linhas e detalhes do Skyline são mostradas em outras cenas. O curioso é que o casal, apenas no final, aparece junto ao carro.

Havia uma grande variedade de motores, que iam do pacato 4 cilindros em linha de 1.6 litros ao bravo 6 cilindros, também em linha de 2.4 litros e 160 hp. Este último equipava o top de linha, GT-R. Esta versão durou pouco tempo – setembro de 1972 a março de 1973, graças ao embargo da Opep.

Belas Linhas. Quem diria.

No mercado Australiano, o GT-R competia com o Ford Falcon pelo gosto do consumidor. Embora tenha vendido bem na terra do Canguru, hoje em dia mais raros que o Tigre da Tasmânia. Os GT-Rs só voltariam a cena, 16 anos mais tarde, com o BNR31 em 1989.

O Simpático Mazda Savanna RX3

1971

Confesso a vocês que, quando mais jovem, cultivava uma certa rejeição em relação aos carros japoneses. Para mim, não passavam de carros de mercado, sem tradição ou carisma. Pura besteira juvenil.

Com o tempo, percebi que a indústria automobilística nipônica fez um trabalho incrível da metade do século passado em diante. Não é por acaso que a maior empresa de automóveis tem sede lá.

1972

Arrisco dizer que a virada de mesa para os japoneses começou na década de 70. Acostumados a racionalizar tudo desde o final da II Guerra, quando ficaram em frangalhos, o Japão aplicou essa mentalidade do uso racional dos recursos em cada aspecto de sua cultura. Com os automóveis não foi diferente.

Quando seus primeiros carros chegaram importados aos Estados Unidos, foram vistos com dúvida. Bastou a primeira Crise do Petróleo para que os automóveis orientais, aos poucos, passassem a dividir se pequeno espaço com os transatlânticos sobre rodas Yankees.

1971: Estréia no mercado americano.

O Mazda Savanna RX3 faz parte dessa primeira geração de automóveis nipônicos que desembarcaram nos Estados Unidos. Um ilústre desconhecido para nós. Bom, pelo menos pra mim. Foi lançado em 1971 nas verões Sedã, Coupê e Perua. Era equipado com os enigmáticos (alguém aí sabe como eles funcionam?) motores Rotary. Não demoraram para cair no gosto, pásmem, dos americanos.

1975

Mas vendo as linhas do carro, não é difícil de imaginar o porquê. As linhas, principalmente do coupe, são claramente inspiradas nos carros americanos que, naqueles tempos, eram referência.

Um belo exemplo da influência americana no design nipônico é o Nissan Skyline 1973. Não é preciso ser nenhum Pinifarina para perceber que suas linhas são claramente inspiradas no Dodge Challenger 1970.

1974

Voltando ao Mazda RX3, além das belas linhas, era um carro compacto e leve, com 4 metros de comprimento e apenas 884 kgs. Apenas dois anos depois de sua estréia, a frota do Tio Sam sentiu o golpe desferido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Perua Esportiva, 1972.

Seu motor, apesar de parecer minúsculo perto dos rinocerontes que habitavam os cofres de motor na América, cumpria muito bem o seu papel. A unidade de força 12A, que passou a equipar os Rx3 em 1973 (ano da crise) desenvolvia 130 hp. De 0 a 100km/h, o RX3 levava cerca de 11 segundos. O quarto de milha na casa dos 17 segundos.

1972: Dois RX3 e um RX2 Capella ao centro.
1976

Nesse contexto bicudo para os V8, carros como o RX3 passaram a ganhar a confiança do consumidor americano médio. Para fechar a equação, some o prestígio adquirido pelo carrinho em corridas de Rally e Turismo por toda a Ásia, Oceania e, posteriormente, no próprio Estados Unidos.

1971

No Japão, os pilotos de Nissan Skyline conheciam a traseira do Rx3 em detalhes. Foram 50 vitórias consecutivas do Mazda no campeonato de turismo daquele país em 1972. Na mesma categoria em solo americano de 1975, esteve em 4 das cinco primeiras posições para a sua classe.

1977

Em 1977, o RX3 deixou as linhas de montagens após mais de 900 mil unidades comercializadas somando Ásia, Oceania e América. Passou o bastão para o legendário Mazda RX8, que faria sua estréia em 1978.

A Batalha dos 100K

Seja lá quem for o vencedor, não terei bala para ter nenhum dos dois. Não faz muito tempo, o presidente da GM, anunciou a importação oficial do Camaro. A instabilidade das relações comerciais entre EUA e Brasil podem por um fim a esses planos, mas enquanto isso não acontece, não custa nada sonhar. Supondo que o poney da Chevrolet visite as concessionárias brasileiras, seu principal concorrente, pelo menos na faixa de preço – R$ 100.000 – será o Honda Civic Si.

Em Breve?

Chevrolet Camaro V6 2010

Preço: R$ 48 mil (estimado, EUA)

Motor: V6, 3.564 cc 24V, 304 cv a 6.400 rpm, 37,7 kgfm a 5.200 rpm

Transmissão: Seis marchas, automático, tração traseira

Suspensão: MacPherson na frente e multi-link traseira

Peso: 1.691 kg

Comprimento/largura/altura: 4.836/1.918/1.377 mm

Desempenho: 0 a 100 km/h em 6.1 s, máxima de 240 km/h (est), 10,5 km/l (est), 264g/km de CO2.

Seu por R$ 100 mil.

Honda Civic Si 2010

Preço: R$ 97.000

Motor: 4 cil, 1.998 cc 16v, 192 cv a  7.800 rpm, 193 nm a 6.100 rpm

Transmissão: Seis marchas manual.

Suspensão: Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com braços triangulares sobrepostos.

Peso: 1.322 kg

Comprimento/largura/altura: 4.490/1.750/1.450mm

Desempenho: 0 a 100 km/h em 8.3 s, máxima de 225 km/h, 10/km/l.

Números de performance parecidos, concepções completamente diferentes. Qual você prefere?

Gran Turismo 4 versus Realidade

Será que os simuladores de jogos de carros são reais mesmo? E o melhor deles, o Gran Turismo, condiz com a realidade? Foi o que os produtores do melhor programa sobre automóveis, Top Gear, se perguntaram. Para tal, o apresentador Jeremy Clarkson jogaria Gran Turismo e depois tiraria a prova na vida real. O circuito escolhido foi Laguna Seca, já o carro o lendário Honda NSX. O Resultado? Assista o vídeo.

Mais Celicas Clássicos

Bem amigos, ao ver o post sobre o Celica, não resisti, lembrei de vários altamente modificados que vi espalhados pela internet e vou ter que compartilhar com vocês.

Mustang japonês em um evento de Drift

Esse é um modelo 1975, equipado com o motor 2T-G, original do modelo, mas com diversas modificações e alimentado por dois carburadores Weber 45.

O "coração" é opcional.
O coração é opcional.

Bem JDM (Japonese Domestic Market, o "tuning" japonês)

E este “G-Machine japonês”? O motor original foi substituído por um SR20DET, que originalmente equipava um Nissan Silvia, juntamente com a suspensão dianteira e o cambio de cinco marchas. A traseira é um upgrade que está na lista de próximas melhorias. Lembrando que é um carro extremamente leve (cerca de 890kg), e com tração traseira

Sim, ele está em solo americano!
Bem interessante, não?
"Híbrido": 2.0 16v Turbo da Nissan.

Linha do Tempo: Toyota Celica

O último post feito com fotos da primeira geração do coupe japonês me inspirou a buscar fotos, ano a ano de cada modelo, até o fim de sua produção, em 2006. O interessante sobre o Celica é que em 1978 foi lançado o Toyota Celica Supra, que depois daria origem a um outro modelo esportivo, apenas chamado Supra, este, falecido em 2002. É uma pena que a montadora da cidade de Aichi, no Japão, tenha desistido de produzir carros com uma abordagem mais esportiva.

Toyota Celica 1970

Pode soar até heresia para um fã de Muscle Cars, mas alguns carros japoneses são muito interessantes. Independente de qualquer tendência ou corrente de pensamento automobilístico, minha paixão maior é por carros.  A primeira geração do Toyota Celica é um bom exemplo de uma época em que a indústria automobilística nipônica começava a criar corpo. Separei algumas fotos do modelo, que era comercializado como hardtop e Fastback, ambas com um design inspirado nos esportivos americanos, numa época em que os Ianques eram símbolos de potência e não de ineficiência, como hoje em dia. Abaixo uma galeria com algumas imagens. E por falar em design inspirado em esportivos americanos, reparem como o Fastback lembra muito o Mustang Mach 1, ou seja, não teria como sair ruim.

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Vega Baldwin Motion 1971

A pintura completava o visual dramático dos Baldwin Motion.

No meio da década de 60, o competitivo mercado americano começava a receber diversas opções no segmento de compactos. Fuscas, Corollas e, mais tarde, os Civics sorrateiramente se estabeleciam na terra e no gosto dos ianques. Atenta a esse avanço, a Chevrolet concebeu o Vega em 1967 para combater a invasão dos importados, principalmente dos japoneses, no mercado americano. O “carrinho” faria sua estréia em 1971 e deixaria a linha de produção em 1977. As opções de motor eram todas de 4 cilindros com bloco de alumínio. Começavam com o 2.0L e o mais “bravo” era um 2.3L com carburador de corpo duplo.

V8 350 C.i. ainda não era o suficiente para a Motion.

Até aí, nada demais. Mais um carro fruto de uma fase decadente de Detroit. Mas não demoraria para alguém olhar pro carrinho e se perguntar: E se colocássemos um V8 nele? A Baldwin Motion não só se fez a mesma pergunta, como foi mais adiante. A idéia foi equipar o subcampacto com o motor V8 da Chevrolet de 350 c.i. Haviam três opções de cavalaria chamadas Phase I, II e III, está última com absurdos 425 h. A Motion é tão ousada no projeto quanto na hora de promover o carro. Para o 1/4 de milha a empresa garante que é um carro de 10s, caso contrário, eles o comprariam de volta!

O interior relativamente simples não reflete o que o carro é capaz.

Outras alterações feitas pela Baldwin Motion eram volante de três raios esportivo em madeira, conta giros, câmbio Hurst de 4 marchas, rodas Cragar modelo S/S  e capô em fibra de vidro estilo “L-88″ com pinos de competição. Nas rodas era calçado com pneus 15×4.5 da marca Moroso na frente  e 15x 7.5 BF Goodrich nas traseira, ambos próprios pra arrancada. O Vega  Baldwin Motion era algo muito além do que a General Motors imaginou para o modelo. De um carro compacto e sem graça, concebido para conter a invasão estrangeira, para ser um dos carros de rua mais rápidos nos 400 metros.

Os 10 Mais Vendidos da História

A indústria automobilística tem passado por maus bocados ultimamente. Ano passado foi a crise econômica que acertou em cheio o setor e fez com que nomes tradicionais do jogo, como Chevrolet e Chrysler, quase deixassem de existir. Recentemente foi o Recall que detonou uma crise na toda poderosa Toyota. Este post é pra lembrar como os fabricantes de automóveis chegaram até esse ponto. Ou melhor, quais modelos – do jeito que vieram ao mundo – foram os best-sellers do século passado até hoje.

Chevrolet Impala 1958

10º – Chevrolet Impala (1958 – 1996 / 1999 – Atualmente): São aproximadamente 14 milhões de unidades comercializadas do ex-gigante da Chevrolet e ex mais vendido dos EUA. Em 1964, foram 1,074,925 unidades comercializadas, recorde mundial de vendas de um só modelo em um único ano. Marca que provavelmente nunca mais será batida.

Volkswagen Passat 1973

9º – Volkswagen Passat (1973 – Atualmente): O Passat foi o carro que ajudou a Volks “superar” o Fusca. Foi o primeiro modelo da marca a trazer a tração dianteira e refrigeração a Ar. Com 14.1 milhões de unidades vendidas, o modelo teve diferentes nomes mundo afora, como Dasher, Magotan, Corsar, Carat e, o nosso conhecido, Santana.

Honda Accord 1976

8º – Honda Accord (1976 – Atualmente): O modelo japonês é um dos carros mais comercializado em diferentes mercados. Com 15.8 milhões de unidades comercializadas, o Accord foi o primeiro automóvel fabricado em solo americano (1982). Por lá virou símbolo de confiabilidade e qualidade, até esse ano, típicos dos carros japoneses.

Ford Modelo T (1908 - 1927)

7º – Ford Modelo T (1908 – 1927): Inquestionavelmente, o carro mais influente do século XX.  Foi o primeiro automóvel produzido em massa, usando o sistema de linha de produção, foi o primeiro carro acessível a classe média americana. O carro que colocou a “América sobre Rodas”, foi um sucesso sem paralelos, os 16.5 milhões de exemplares criou uma demanda por ruas e estradas que interligariam todo o Estados Unidos.

Honda Civic 1972

6º – Honda Civic (1972 – Atualmente): O carro que simboliza a econômia na América. É um dos carros mais vendidos por mais de 35 anos, oferecendo conforto, eficiência no consumo e um espaço interno relativo em relação ao seu pequeno tamanho. Em 2008, com o preço da gasolina nas alturas na terra do Tio Sam, o Civic tomou a primeira colocação das pick ups Ford. São 17.7 milhões de automóveis da família Civic vendidos até hoje.

Ford Escort 1968

5º – Ford Escort (1968 -2003): O primeiro carro mundial da Ford. Em seu país de origem, a Inglaterra, foi um sucesso de vendas absoluto. Com a escalada mercadológica dos modelos nipônicos no mercado Americano, foi trazido para aquele mercado em 1981. Durante os seus 35 anos de produção foram 20 milhões de unidades vendidas mundo afora.

Volkswagen Sedan 1938

4º – Volkswagen Sedan (Fusca) (1938 – 2003): Com 20.3 milhões de unidades vendidas, o “Carro do Povo” talvez tenha sido o único legado positivo da Alemanha Nazista. Com sua durabilidade e conforto entre seus pares, foi sucesso em toda a Europa. Como um inseto, o Besouro logo se espalhou por todo o mundo. Tem o recorde disparado de maior tempo de produção de uma mesma carroceria. O último Fusca produzido saiu da linha de montagem da VW do México.

Volkswagen Golf 1974

3º – Volkswagen Golf (1974 – Atualmente): O sucessor natural do Fusca carrega seu legado com louvor. Em 36 anos de produção já se somaram cerca de 25 milhões de Golfs vendidos por todo o planeta, graças a sua mecânica confiável e preço acessível.

Ford Pick-Up Série F 1948

2º – Ford Pick-Up Série F (1948 – Atualmente): A única caminhonete da lista. As Pick Ups série F da Ford são seus modelos mais bem sucedidos comercialmente. Capitaneada pela F-150, a série F é o véiculo mais vendido dos Estados Unidos por 23 anos e Pick Up mais comercializada por 31 anos. Dizem que, por muitos anos, esse modelo era responsável por metade de todo o lucro da montadora americana. Não por acaso, em 62 anos de serviços prestados, são 30 milhões de caminhonetes vendidas.

Toyota Corolla 1966

1º – Toyota Corolla (1966 – Atualmente): O carro mais vendido de todos os tempos, até esse ano, usufruiu do que havia de melhor na fama da indústria japonesa de automóveis: Durabilidade, qualidade e economia. Apesar dos recentes e estapartfudios espisódios com os recalls, o Corolla tem números impressionantes. O modelo é produzido em 16 países e, a cada 40 segundos, um novo Corolla sai das linhas de montagem. Em 44 anos de produção, foram 32 milhões de consumidores agraciados com o carro símbolo da montadora japonesa.

Camaro 2010 no Brasil

Camaro 2010: Em uma concessionária perto de você?

Caros amigos, desculpe pelo tempo afastado do blog, mas tive que resolver algumas coisas pessoais e outras automtivas, logo mais postarei as novidades.

Mas ontem, navegando pela Internet, li uma noticia capaz de arrepiar os pelos da nuca do entusiastas. Ainda para esse ano, a GM confirmou que irá importar o novo Camaro para o Brasil. Ainda não foi definido a motorização e o preço, mas, para se ter uma idéia de preços nos EUA, o V6, basico (LS), custa apatir de U$22,280. Já o SS V8, apartir de U$33,945.

Lembrando que o V6 já vem com 304hp, o V8 manual 426hp e o automatico, 400hp. Esta última com desempenho mais que satisfatorio que as outras duas versões. A V6 faz de o-96 km/h em 6,1 segundos, a V8 mecânico em 4,9s  e a automática em 4,6s.

Agora só a nossas preces serão para que a GM traga – a um preço convidativo – este ícone da indústria mudial. Imaginem andar de Camaro V6 todo pelo preço de um New Civic SI, com a vantagem de 100hp a mais e tração traseira.

Chrysler 300H 1970

Chrysler 300H: Da Proa à Popa.

Pouca gente conhece este prédio sobre rodas. Após o sucesso na década de 50, com os 300 C, a Chrysler tentou reviver esse tempo áureo, pegando carona na onda Muscle Car. O 300H, foi feito em parceria com a Hurst (sempre eles) e, por um problema de comunicação, foi pouco divulgado na época. A montadora da  cinco pontas achou que a Hurst faria a promoção do carro, enquanto que a preparadora pensou o inverso. No fim das contas, muitas concessionárias desconheciam a existência do modelo. Apesar dos desajeitados 5m60, o 300 H não fazia feio. Cobre os 402 metros em respeitáveis 15.3 segundos. para se ter uma idéia, o Hoda Civic Si fabricado aqui, faz 15.6s. O 0-100 em 7.1 segundos. Debaixo da mesa de ping-pong, digo, capô, o estúpido V8 440 de 375 hp. Foram fabricados entre 485 e 500 unidades. Devido a esse problema de divulgação do carro, especialistas divergem sobre o número final.

Arte Alfa

Nessa não estou sozinho. Um dos carros mais bonitos já feito, na minha opinião e na do jeremy Clarkson também, foi testado pelo excelente Top Gear. A Alfa Romeo 8C recebeu elogios rasgados à sua aparência e foi também avaliada em seu desempenho e o resultado foi… Péssimo. Em outras palavras, é linda, porém ordinária. As melhores partes do vídeo é fruto da genialidade de Clarkson em fazer parábulas. “Comprar uma Alfa Romeo 8C pela sua funcionalidade é mesma coisa que comprar um filme pornô pela sua trama” e pra fechar “Se os fabricantes de automóveis fossem partes do corpo humano a Toyota seria o cérebro, a Aston Martin o rosto, a Cadillac o estômago e a Alfa Romeo o coração e a alma”.

O Futuro do Presente II

Para ler a primeira parte de “O Futuro do Presente“, clique aqui.

Corvettes e Ford GTs sempre serão desejáveis

Jay Leno acredita que carros como Ford GT e Corvettes são colecionáveis à partir do momento em que estão disponíveis nas concessionárias. “Nos anos 60 quem imaginaria um Corvette de 638 cavalos que faz 8,5 kilômetros com um litro? Inimaginável”, recorda.

Ford GT e Corvette: Desejáveis desde o 1° dia.
Corvette e Ford GT: Desejáveis desde o 1° dia.

Leno sugere também que alguns modelos inimagináveis hoje podem vir a ser colecionáveis. O Honda Insight, por exemplo, teve uma vendagem ínfima, de apenas 18 mil unidades mundialmente. “Olhando para eles agora você pensa: Nossa! Um carro de dois lugares que faz 29 kilômetros com um litro, tem um formato interessante e é muito aerodinâmico. Colecionadores querem carros que estejam a frente do seu tempo ou que tenha uma falha interessante.

Honda Insight.
Honda Insight 29km com um litro.

Carros que tenham um aspecto esquisito ou que foram comercialmente desastrosos também são alvo de colecionadores. Assim como o esquisitão Ford Edsel ou os carros de Nerd Ford Pinto ou AMC Gremilin são desejáveis hoje em dia o Pontiac Aztek será no futuro.  Jay Leno setencia “Estes carros tem personalidade”.

Pontiac Aztek: Feio + Fracasso = Prato cheio pros colecionadores.
Pontiac Aztek: Feio + Fracasso = Prato cheio pros colecionadores.

Outro modelo a ser observado é a versão mais recente do Cadillac CTS-V com um câmbio de seis marchas. Jay tem um palpite interessante. “No futuro, carros com câmbio manual serão quase uma curiosidade. Pessoas que conseguirem engatar uma marcha serão vistos como indivíduos talentosos que sabem dirigir um carro velho”. O apresentador continua exercitando a imaginação. “Em 2025 as pessoas perguntarão: Você consegue dirigir um Cadillac CTS-V 2009 de 556 cavalos e câmbio manual?” Se, em uma era onde os carros serão todos automáticos, até lá você possuir um Cadillac com um anacronismo parecerá inacreditável.

Cadillac CTS-V: Câmbio automático será coisa do passado.
Cadillac CTS-V: Câmbio automático será coisa do passado.

O próximo modelo é símbolo de tudo que possa ser mais politicamente e ambientalmente incorreto. Símbolo da era Bush, o Hummer tem tudo pra entrar na lista dos colecionadores. Hoje eles estão armagando a estadia nos pátios das revendas e são o símbolo do péssimo comportamento ecológico. Mas, Leno já consegue vislumbrar o que poderá acontecer daqui uns 15 anos. “Quando estivermos dirigindo nossos carros movido a hydrogênio em 2025, alguém vai olhar para o Hummer e dizer ‘O que é aquilo?!?’ O Hummer será o Cadillac Eldorado 1959 de 2025″ imagina o apresentador. Leno acredita que o Hummer foi de muito desejado pra muito odiado. Algum dia o pêndulo da história fará o caminho de volta.

Hummer: Consumo e dimensões indecorosos.
Hummer: Consumo e dimensões indecorosos, assim como o...
...Cadillac Eldorado 1959.
...Cadillac Eldorado 1959.

E por falar em Cadillac e SUV’s, esses Cadillacs Escalades no estilo DUB podem ser colecionávies um dia também. Os jovens que se exibem com esse tipo de veículo com rodas exageradas e cromados brilhantes podem desejar ter uma ‘Slade novamente quando tiverem nos seus 50, 60 anos. Segundo Jay haverão homens grisalhos nesses trapeizongas de exibindo pelo bairro daqui a alguns anos.

Cadillac Escalade: Rodas com mais polegadas do que sua TV.
Cadillac Escalade: Rodas com mais polegadas do que sua TV.

Para Leno, comprar uma Ferrari moderna como um carro de colecionador não é uma boa idéia. Do meio dos anos 90 até hoje é impossível você mesmo trabalhar no carro, só a montadora italiana tem o expertise pra isso, ao contrário dos modelos dos anos 50 / 60 nos quais os próprios donos podiam trabalhar. Em um carro comum, o diagnóstico de um problema eletrônico custa de US$ 600 a 1000. Para uma Ferrari, alerta Jay, é algo em torno de US$ 22,500, só a mão de obra. Então para alguém que faz a manutenção de seus próprios carros não é capaz de tocar em uma Ferrari atual. “Qualquer lucro que você acha queterá não vai acontecer”, conta Leno.

Ferrari California: Modelo mais recente da montadora italiana.
Ferrari California: Modelo mais recente da montadora italiana.

Um último Colecionável? Tudo o que sua namorada ou esposa achar bonitinho.Um Ford Fiesta 1979? Essas carrinhos urbanos bonitinhos sempre serão desejáveis, a exemplo do novo Mini e do Smart. “As coisas não mudam. Se uma mulher era bonita 20 atrás será bonita hoje. O mesmo acontece com carros”, completa Jay Leno.

Fiesta 1979: Carro Cuti-Cuti das mulheres.
Fiesta 1979: Carro Cuti-Cuti das mulheres.
Smart e Mini: Bonitinhos daqui a 20 anos.
Smart e Mini: Bonitinhos daqui a 20 anos.

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