Dukes of Trader

Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.
Cerva de 300 Dodge Chargers 1969 tiveram um fim trágico na série original.

Quem acompanha o blog a mais tempo sabe o que eu penso sobre a série “The Dukes of Hazzard”, aqui no Brasil chamada de “Os Gatões”. Sempre que eu imagens de Dodge Chargers 1969 caracterizados como “General Lee” é um misto de emoções.

Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.
Charger fazendo que faz de melhor. Encantando Gerações a quatro décadas.

Não nego que é incrível ver o clássico americano fugindo da polícia e fazendo drift – muito antes da gente sonhar que essa palavra existia – ao som de um V8 no fundo. O problema é quando aparecem as cenas de saltos, que nas edições, são sempre bem sucedidas, mas que na verdade sabemos que aquele modelo foi severamente danificado. Em muitos casos, de forma irreversível.

Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.
Uma das frentes mais emblemáticas da história do automóvel.

Ou seja, a experiência de assistir Dukes of Hazzards – ou suas recriações – é emocionante como ver seu filho dar os primeiros passos mas e cima do parapeito de um prédio de 50 andares. Algo está prestes a dar muito errado.

O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.
O resultado se repete, seja na série, filme ou propaganda.

Tudo isso se repete na campanha publicitária da Auto Trader, site compra e venda de automóveis dos Estados Unidos. A empresa contratou a dupla de atores original da  série, Tom Wopat e John Schnider como, Luke e Bo Duke, respectivamente.

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Foram usados também dois Dodge Chargers 1969 originais da série e outros quatro para serem sacrificados em manobras mais arriscadas e nos famigerados saltos. Outros seis Chargers da geração atual marcaram presença como carros de Polícia.

Saltos são legais... Não espera.
Saltos são legais… Não espera.

Todos os saltos mostrados nas propagandas e nos bastidores foram feitos com os carros de verdade, sem qualquer auxílio de computação gráfica.  Em um desses saltos , uma rampa de madeira com 1.80m de altura foi construída para que o Charger saltasse a 80 km/h. Foram usadas 200 caixas de papelão grandes para amortecer a queda.

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Já na segunda rampa, feita de terra, O charger atingiu 3.55 metros de altura e outros 15 de distância., mas desta vez, sem qualquer tipo de amortecimento externo.

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O terceiro e último salto é feito dentro de uma concessionária a 40km/h.  Em todos esses pulos é possível notar que, mais uma vez, um Charger é sacrificado para o entretenimento das pessoas.

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A segunda geração do Dodge Charger foi lançada em 1968 e teve um facelift no ano seguinte.  Em 1969, ano do modelo usado na série, foram fabricados pouco mais 89 mil unidades. Não se sabe ao certo quantos sobreviveram aos anos 80. Este fórum de donos de Chargers especula sobre a quantidade de sobreviventes. Os mais otimistas acreditam que 2/3 tenham sobrevivido, já os pessimistas chutam que apenas 1/3 ainda estão por aí rodando. Um fato é concreto e triste: esta contagem está em regressão há 45 anos. Nos resta é torcer para que empresas como a Dynacorn se anime em produzir novas carrocerias B-Body.

4 comentários Adicione o seu

  1. Um pesadelo sem fim!

    Quando parece que vão para de destruir esses clássicos, surge um produtor babaca e põe tudo a perder e a chacina recomeça.

    Em uma era onde a computação gráfica se confunde com imagens reais, conseguiram colocar Sandra Bullock em orbita no filme Gravity, poderiam usufruir desses recursos e evitar essa destruição em massa de carros antigos. Isso sem contar que o custo poderia ser menor, com menos locação e aquele emaranhado de câmeras que a.

    Poderiam utilizar qualquer outro carro, ano 2012/2013, pintar de chroma key, usar os pontos de captura de movimento sei lá e destruí-lo a vontade.

    Mas enfim, as chances de eu ter um clássico desse são nulas e com a redução deles no mercado a probabilidade diminui mais ainda.

    O ponto positivo é que foi removida aquela bandeira grotesca dos confederados.

  2. Guilherme disse:

    Olha gosto muito do Dodge Charger, mas sao so carros, claro que destruíram muitas replicas do general lee (Charger) mas não tem por que se revoltar, e um filme muito antigo, alguns carros tiveram perda total sim mas deve haver uns 100 mil so nos EUA. Gente não se deixem levar, calma, alem disso e um filme muito bem feito… Pelo menos para mim.

  3. Uma pena terem destruído tantos exemplares apenas para entretenimento ou propaganda. Creio que, para um veículo considerado raro, tal situação não deveria se aceitável. Quanto à Bandeira dos Confederados, achei errado terem removido, já que fazia parte da pintura original do carro da série. A Bandeira Confederada nada tem a ver com racismo ou violência, pois ela é a representação da Cruz de Santo André, utilizada na Escócia pela primeira vez por William Walace em sua revolta contra os nobres. Sim, aquele cara do filme. A cruz em “x” na bandeira original escocesa é também conhecida como “saltire,” ou “St. Andrews Cross” e é o principal elemento da bandeira nacional da Escócia. Segundo a lenda, no primeiro século, o mártir cristão St. Andrew se considerava indigno para ser executado da mesma forma como Jesus e convenceu seus executores romanos de usar uma cruz diferente para sua crucificação. Foi ele então crucificado numa estrutura em forma de “x”. St. Andrew é o santo padroeiro da Escócia e a “saltire” na bandeira confederada batalha reflete a ascendência escocesa de muitos sulistas que imigraram da Escócia para o novo mundo. As 13 estrelas brancas representam os 11 estados confederados – Carolina do Sul, Mississippi, Flórida, Alabama, Geórgia, Louisiana, Texas, Virgínia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee, além de aliados Kentucky e Missouri. Na época da Guerra de Secessão, os Confederados consideravam que o norte os estava invadindo e a bandeira tal como foi desenhada significava para eles liberdade, fim da opressão, fé e o apego às suas origens escocesas. Assim, a Bandeira Confederada não tem nada, absolutamente nada a ver com racismo, como pregam a imprensa e muita gente ignorante. Muito pelo contrário, significa fé, respeito, dignidade e humildade. Na época que William Walace a desfraldou, passou a significar o fim da opressão e a esperança de liberdade. E é uma pena que a onda do “politicamente correto”, baseado em falsas premissas, condenem símbolos como esse a desparecerem e as pessoas acreditem nisso sem sequer se darem ao trabalho de pesquisar na internet.

    1. Basicamente o sul na época era extremamente dependente da escravidão, pois sua economia baseada na agricultura e dependia dos negros escravizados para se manter. O norte já era mais industrializado, defendia o fim da escravidão e da mão de obra assalariada para movimentar a economia.

      Mesmo depois do fim da guerra, diversos estados sulistas adotaram a bandeira confederada para demonstrar seu descontentamento com os negros. Até a meio da década de 60, estava nas leis sulistas a segregação dos negros . Locais publicos como escolas e até bebedouros eram separados por cor. O presidente Kennedy precisou intervir com ajuda do exército para que os primeiros negros pudessem frequentar uma universidade destinada à brancos. Não por acaso, os grupos de extrema direita como a Ku Klux Klan e os White Power e racistas do sul dos Estados Unidos até hoje usam a bandeira confederada, quer queira você ou não, um símbolo racista e genocída.

      Abaixo alguns exemplos.

      Será que é racista?

      Não convencido?

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