Tributo A Mercury

É fechar os olhos e escolher.
Mercury Cyclone GT: Tão obscurto quanto belo.

Neste mês, o último Mercury saiu da linha de montagem em St. Thomas, em Ontário, no Canadá. O fim já havia sido anunciado em junho do ano passado, mas foi só agora que o último veículo, um Grand Marquis, marca o fim da subsidiária da Ford. Os argumentos são os mesmos de sempre: baixas vendas, prejuízos, corte de gastos, etc.

Cyclone, Motor V8 351 de 250 hp só para começar.
Cyclone GT. V8 429 de 375 hp para acabar com a brincadeira.

O que acontece é que a maioria dessas divisões eram montadoras independentes que, ao longo do tempo, foram adquiridas por grupos maiores. Naqueles tempos a competição, no já competitivo mercado americano, se dava em um nível doméstico, permitindo inclusive que as subsidiárias brigassem entre si. Foi na busca por novas fatias de mercado, por exemplo, que fez com que o chefe da Pontiac dos anos 60, John DeLorean, desobedecesse ordens da General Motors e criasse o GTO, o que daria início a toda era dos motores de alta performance a preços acessíveis.

O raríssimo Mercury Cougar Eliminator

Com crise do petróleo aliada a chegada da concorrência dos importados, principalmente dos carros japoneses, a América viu lentamente a decadência de seus carros. Motivos? Pode-se apontar vários, entre eles a busca de lucro negligenciado a qualidade, falta de planejamento e uma certa arrogância das montadoras, o que fez com que suas subsidiárias fossem caindo, uma a uma. Plymouth, Oldsmobile, Pontiac e a agora a Mercury, marcas que, apesar de tudo, deixaram o mercado pra entrar na história.

E esses opcionais???

 

E esses motores???

As imagens que ilustram esse post são para homenagear a defunta Mercury é o folder de promoção dos dois Muscle Cars mais excitantes produzidos pela marca (e pouco conhecidos também), o Cyclone GT e o Cougar Eliminator, ambos 1970.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Charlinho disse:

    Realmente essas marcas não tem mais sentido de existência hoje em dia, fica a lembrança dos tempos áureos pré-crise do petróleo. Falando em marca finada, li não sei onde que a Chrysler patenteou uso do nome Barracuda. Será que haverá um novo Cuda baseado no novo Challenger?

    1. Interessante isso… Vendo o documentário sobre a criação do Ford GT vi que a montadora não pôde usar o nome GT40 porque uma empresa de ferramentas havia patenteado o nome depois do legendário carro de corrida. Vai ver a Chrysler quer evitar algo do gênero. Caso surja um novo ‘Cuda, ele terá o prefixo Chrysler?

      Abs.

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