GMC Sprint SP 1971

"Olha! Uma El Cami... Espera, o que é isso?"

Transformar carros de passeio em picapes não é exatamente uma novidade. No final do mês passado, por exemplo, a General Motors do Brasil apresentou a nova picape Montana, que passou a ter a cara do hatch Agile e não mais do Corsa. A versão mais potente vem com o motor de 4 cilindros, 1.4 L e 102 hp.

Outros tempos... A GMC Sprint SP 1971 esbanjava com seus 5.25 metros e motor de 7.4 Litros.
A Chevrolet Montana tem 4.51 metros e motor de 1.4 Litros.

Há 39 anos, a General Motors Company fazia a mesma coisa e lançava a sua própria versão da já tradicional El Camino, renomeando a de Sprint. Menos famosa que sua irmã, a primeira vista, a GMC Sprint é quase idêntica a El Camino, mudando apenas em pequenos detalhes como a substituição dos emblemas por GMC.

O emblema "GMC" confunde os mais afoitos.
O raro 454 desenvolvia 365 hp. A maior potência de uma picape leve da GMC.

Naquele ano, o controle de emissões já começava sondar a dominância dos V8, mas ainda assim, a Sprint contava com uma vasta opção de motores. O menor deles era o mesmo que equipou nossos Opalas, o 6 em linha de 250 polegadas cúbicas (4.1 L) e 145 hp. O restante eram todos V8 chamados de “Invader” de 307, 350, 400 e 454 polegadas cúbicas de 5.0, 5.7, 6.5 e 7.4 L respectivamente.

As diversas opções de fábrica é uma característica da indústria americana, mesmo há 39 anos. No detalhe, o volante esportivo de 4 aros com o nome "Sprint" ao centro.
No interior, muito espaço, mesmo para apenas dois ocupantes.

A versão “SP” era equivalente a “SS” da família Chevelle / El Camino e tinham um tratamento estético muito semelhantes, como faixas decorativas e rodas rally idênticas. Tal opção era pouco conhecida, mesmo nas concessionárias, fazendo com que das 5536 Sprint produzidas em 1971, apenas 249 eram “SP”.

Em toda a literatura referente ao modelo, como manuais e catálogos há alguma menção do que possa significar as duas letras. O site Chevelles.Com especula que SP significa “Special Package”, Pacote Especial em tradução livre. Dos 249 “SP”, míseras 25 unidades vieram com o motor V8 de 7.4 L, que desenvolve 365 hp. Destas, só se tem notícia de 16 sobreviventes.

8 comentários Adicione o seu

  1. ccrotti disse:

    Quando eu era menino, os famosos carrinhos de ferro que hoje se tornaram itens de colecionador, não passavam de brinquedos ! No meu caso eram os favoritos das minhas brincadeiras. Eu vivia roubando o esmalte da minha mãe para pintá-los de diversas cores. Já fazia funilaria e pintura naquela época. E o meu carrinho preferido era uma El camino na cor vinho que eu tinha ganhado de meus pais !
    Desculpe a nostágica lembrança, mas este seu post me fez lembrar deste momento !
    Enfim, eu venderia minha alma ao tinhoso por uma caminhonete El Camino ! Sempre achei este modelo de carro dotado de uma beleza rara !
    Abraços

    1. Crotti,

      Não se desculpe por lembranças nostalgicas. Especialmente em um blog de carros antigos! Os comentários estão aqui pra isso.

      Abs.

  2. sentinelamopar disse:

    até piada comparar a monstrana com uma sprint dessas, isso que nem citei a qualidade dos materiais internos…

  3. Silva disse:

    Eu ainda não tinha visto a GMC Sprint, mas a Chevrolet El Camino já é mais conhecida. Ainda mais pelo fato de eu ter uma miniatura.
    A nova “Monstrana” nada mais é que a antiga Montana, montada sobre a plataforma da família Corsa e com novas perfumarias para deixá-la com a cara (feia) do Agile. A motorização é única, o bom, porém defasado, 1,4 litro flex de 105 cv.
    É injusto comparar a musculosa a Sprint com a Montana. Melhor nem citar os enormes motores, mas o acabamento e a qualidade dos materiais utilizados na veterana dão um banho no quesito qualidade.

  4. Pedro do Opala e do Kadett disse:

    Pelamor, uma versão GMC da ElCAmiño dividindo o mesmo post com esse lixo de Montana! Olha a decadência da GM!!!

    Saudades da GM de outros tempos…

    1. Pedro e Silva,

      Pois é, achei inusitado porque a Sprint estava na ‘pauta’ e calhou de coincidir a postagem com a época de lançamento da Montana. Achei curiosa a diferença entre as eras e mercados, embora ambas (guardadas as enormes proporções) sejam do mesmo segmento.

      Abs.

      1. Silva disse:

        A ideia de colocar as duas picapes na mesma pauta ficou muito interessante. Hoje em dia, picape tem o custo-benefício como fator de compra. Ou seja, alguém que necessite de um veículo leve de trabalho pensa no consumo de combustível, manutenção, seguro, etc. Imagine que inusitado (e interessante) se as empresas utilizassem picapes do naipe da Sprint.

    2. Acho que nos Estados Unidos, uma picape leve V8 ainda é viável, mas não é da cultura deles. As picapes ‘natas’ são todas V8, mesmo a Toyota Tundra. abs.

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