Li’l Red Truck Express

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Dodge Li'l Red Truck Express 1979: Já que os carros não podiam ser mais divertidos...

No final da década de 70, se algum engenheiro em Detroit tivesse a idéia de criar um carro com um motor enorme, corria o risco de ser chamado de louco e perder o emprego. Afinal, o mundo, eprincipalmente os Estados Unidos, ainda se recuperavam dos efeitos da primeira crise do petróleo. Leis federais e de mercado tornavam proibitiva a fabricação de carros com alta cilindrada.

A propaganda nem fazia muito alarde em seu ano de estréia.

Veja bem, eu disse carros. Com os utilitários as coisas eram um pouco diferente. Como a economia da América não podia parar, caminhões e pick-ups eram isentos de qualquer sanção em relação ao tamanho de seus motores ou consumo de combustível. E como diria Mano Brown, no épico, Diário de um Detento, “Era a brecha que o sistema queria…”

A pintura não deixava dúvidas de que se tratava de algo mais exclusivo.

A Chrysler, diante dessa ‘falha’ na lei, criou, em 1978 a Li’l Red Express, que era uma série especial das pick ups Dodge Série D.  O objetivo era cativar o consumidor que usava esse tipo de veículo para o uso diário e não para o trabalho pesado. Mas como a brecha na lei federal era para os motores, a Dodge não parou só no visual, como éfeito de costume por aqui. Debaixo do capô tinha um V8 de 360 cilindradas cúbicas, dois carburadores de corpo duplo, capaz de gerar 225 hp a 3.800 rpm. Como os americanos, as vezes, pensam com o acelerador e não com o bolso, o modelo fez sucesso, com 2.188 unidades comercializadas naquele ano.

Qualquer bocó pode ter uma pick up com as duas gatas. Pelo menos foi essa leitura que fiz da foto.

Diante do sucesso, a Chrysler prosseguiu com a Li’l Red Truck para 1979 e vendeu mais que o dobro, com 5.118 unidades. As mudanças seguiram a reestilização das pick ups Série D da Dodge, que basicamente era uma frente nova. Outros detalhes que diferenciavam a Lil Red Truck, como os escapes cromados, estilo de caminhão, atrás da cabine, a caçamba meia tonelada e os pneus e as rodas esportivas, além da inscrição em dourado nas portas, “Li’l Red Truck” permaneceram intactos.

Interior simples, bem acabado e completo. Fiat, agora que vocês compraram a Chrysler, veja se aprendam.

Três fatores principais fizeram com que a Chrysler deixasse de fabricar o simpático utilitário. O primeiro deles, era a sua reestruturação financeira promovida pelo Lee Iacocca, além de uma legislação mais abrangente, bem como, uma segunda crise energética, acabaram culminando com o fim dessa série especial, que durou apenas dois anos.

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2 comentários Adicione o seu

  1. grapiglia disse:

    bonito esse mini caminhão (:

  2. Bruno disse:

    Uma caminhonete que eu gostaria de ter!

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