Linha do Tempo: Pontiac GTO

Os três responsáveis pela criação do GTO foram o engenheiro e especialista em motores Russell Gee, Bill Collins, engenheiro de chassis e o engenheiro chefe da Pontiac, John De Lorean (Sim, o mesmo criador do carro imortalizado na trilogia De Volta para o Futuro, mas isso é assunto pra outro post).  No começo da década de 60, a General Motors havia proibido o envolvimento de suas divisões em corridas, o que poderia ser um desastre para a Pontiac, já que boa parte do seu marketing se baseava nas competições. Esse cenário de potencial crise foi essencial para a criação do GTO, pois os executivos visionários da Pontiac iriam mudar o foco para a performance de rua.

O trio responsável pela criação  do modelo – Gill, Collins e Delorean – basicamente quebraram uma regra interna da GM, na qual, carros médios só poderiam usar motores V8 de no máximo 330 cilindradas cúbicas ou 5.4 L. Gee e Collins instalaram no médio e recém redesenhado Pontiac Tempest o V8 de 389 cilindradas cúbicas ou 6.4 L, que poderia somente equipar os modelos maiores como o Catalina e o Bonnevile. Depois de pronto esse “protótipo” ficou uma semana com De Lorean como carro de uso e o executivo simplesmente adorou. Daí veio a ideia de coloca-lo em produção, a princípio, como um pacote esportivo para o Tempest.

O nome GTO foi dado pelo próprio De Lorean, que se inspirou na Ferrari 250 GTO, que no começo daquela década, havia sido bem sucedida nas pistas. As três letras significam Gran Turismo Omologato, algo como homologação para carro de turismo. Para os tifosi da montadora italiana, tal inspiração era quase um sacrilégio.

Ferrari 250 GTO: O GTO que só alguns poucos poderiam ter.

A “invenção” enfrentou resistência dentro da própria GM. Mesmo com a aprovação do Gerente Geral da Pontiac, Elliot “Pete” Estes, o gerente de vendas Frank Bridge, muito cético em relação ao modelo, acreditando que não haveria um mercado, limitou sua produção a apenas 5.000 unidades. Se o GTO fosse um fracasso, Estes seria repreendido, mas a história conta que o modelo foi um sucesso absoluto.

O GTO é creditado como o principal responsável pela era Muscle Car. De Lorean, havia notado que os ‘Baby Boomers‘ (termo que se refere a geração nascida no pós Guerra entre 1946 e 1964) era um mercado jovem, até então inexistente, sedento por performance e cheio de dinheiro para gastar em tempos de prosperidade sem precedentes nos Estados Unidos. As demais divisões da GM, assim como as montadoras concorrentes, notaram todo o frenesi criado em torno do GTO e passaram a  oferecer suas próprias versões de automóveis médios com motores grandes a um preço acessível.

Em 2004, em visita a Holden, subsidiária da GM na Australia, Bob Lutz – então presidente da GM – dirigiu o Monaro, versão coupe do Commodore e decidiu levá-lo para a América com o nome GTO. A recepção por lá foi morna, assim como suas vendas e o ‘novo’ GTO foi descontinuado em 2006.

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3 comentários Adicione o seu

  1. grapiglia disse:

    valeu aí cara,muito bom teu blog ! 😀

  2. rafa disse:

    como vc adoro carros, e os antigos me tornam um nostalgico apaixonado por carro muitas vezes impossiveis de serem vistos rodando em ruas comuns. valeu querido muito bom teu blog!!!

    1. Obrigado rafa,

      Não vejo a hora das coisas ‘normalizarem’ e retomar nosso espaço.
      Enquanto isso, se quiser, tem bastante coisa que escrevi ao longo desses anos.

      Abs.

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