Don Yenko

Donald "Don" Yenko (esq.) e sua Obra Prima.

Para se tornar uma Lenda é preciso ir além. Mesmo com toda a fartura equestre dos V8 na década de 60, Donald “Don” Yenko – piloto e proprietário de concessionária Chevrolet – deu o próximo passo.  Em 1957 Don já oferecia, na loja do pai, serviços exclusivos de modificação dos carros. Também era possível deixar seu Chevy aos cuidados dos mecânicos especialistas em corridas.

Em 1966 Don Yenko foi adiante em suas modificações e o seu primeiro grande projeto foi o Corvair. Don melhorou o desempenho do carro, aumentando a potência e retirando o banco traseiro e levando o modelo pras pistas. Após suas intervenções, o carro passaria a se chamar Yenko Stinger.

Yenko Stinger em ação.

Com a ascensão dos Muscle Cars e o lançamento do Camaro em 1967, Yenko percebeu a oportunidade que tinha de colocar seu talento em prática. Mas em seu caminho, uma norma da Chevrolet: Nenhum dos modelos médios e compactos (para os padrões da época, Camaro incluso) poderiam ser equipados com um motor que gerasse mais de 400 cilindradas³ ou 6.6L. Esta regra da General Motors estava colocando o seu Poney Car em grande desvantagem, pois seus concorrentes diretos como o Ford Mustang, Plymouth Barracuda e Dodge Dart não tinham tal limitação.

Faixa lateral do lendário Camaro Yenko 69. O "SC" significa Sports Car.

Para contornar a incômoda situação, Don Yenko encomendou Camaros SS e, na oficina de sua concessionária, substituiu o motor original  V8 396 (6.5L) de 375 hp, pelo, também V8 427 (7.0L) de 425hp disponível na época apenas para os Corvettes. Outras modificações eram o diferencial de 4.10, suspensão traseira reforçada e capô em fibra de vidro. Contudo, esses Camaros não podiam competir nas provas de arrancada, por não terem sido produzidos pela Chevrolet. Para reparar o erro, a General Motors produziu, sob encomenda, os Camaros COPO (Central Office Production Order) e, desse modo, puderam correr nas provas em 1969.

Chevrolet Camaro Yenko 1967: Raro, aproximadamente 50 exemplares.

O sucesso de seus primeiros Camaros fez com que Don continuasse com as modificações.  Mecânicamente o carro permanecia o mesmo. Don continuou fazendo a troca de motores naquele ano. No entando, há a notícia de que para 1968, um único Camaro saiu da Chevrolet equipado com o 427. Naquele ano Yenko substituiu o capô por um de duas entradas, tornando seu visual mais agressivo.

Chevrolet Camaro Yenko 1968: O melhor estaria por vir.

A homologação dos Camaros COPO pela Chevrolet tornou o trabalho de Don mais fácil. Em 1969 sua concessionária recebia os modelos já equipados com o motor 427 de fábrica. Agora, além do Camaro, Yenko estendia suas modificações para o Chevelle e o Nova, que também continham em seu cofre o poderoso 7.0 da Chevrolet. No exterior, Yenko ousou no visual colocando faixas e emblemas com o seu nome além de um pequeno spoiler, tornando seus carros únicos.

Yenko Camaro 1969: Apenas 201 produzidos.
Yenko Chevelle 1969: Só 99 exemplares com a benção de Don.
Yenko Nova 1969: Apesar de muitos clones, apenas 37 dessas belezas foram feitas.

A partir de 1970 as companhias de seguro e órgãos de segurança no trânsito apertaram o cerco contra os carros de alta cilindrada. Don deixaria de fazer alterações no Camaro e no Chevelle, produzindo apenas por mais um ano os Novas. Em 1971 Yenko  passaria a oferecer ao público dali em diante peças e acessórios de alta performance, de adesivos a motores 427, idênticos aos da Chevrolet. Com o lançamento do Vega naquele ano, Yenko produziu versões modificadas do modelo até 1973.

Vega 1972, um dos últimos modelos feitos por Yenko.

Em 1981 foi a última vez em que Don alterou carros de produção, o fazendo nos Camaros daquele ano, o Yenko Turbo Z Stage I e II. Seis anos mais tarde, Don Yenko perderia a vida em um acidente aéreo, enquanto pilotava o seu Cesna.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Luiz disse:

    Acho o Nova muito parecido com o Opala. O tom de azul daquele Chevelle 69, é Azul LeMans ?

    1. Luiz,

      O desenho dos primeiros Opalas foram muito baseados no Nova (frente) e também no Chevelle (principalmente o 1967). A partir de 1975 o Opala se inspirou muito nos Chevelles 1971 e 72.

      Quanto a cor, acredito que você esteja certo. Dê uma olhada: http://chevellestuff.com/1969/paint.htm

      Abraço!

      1. Luiz disse:

        Valeu Daniel. To querendo comprar um Opala para restaurar, e quero pintá-lo de Azul LeMans, e colocar Teto de Vinil preto, igual ao do Chevelle Yenkoo. Obrigado. Abraço.

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