Argentinos Clássicos: K180 e Taunus

Opel K 180 argentino. Mudaria seu nome para Chevette em 1980.

Continuando a série sobre os automóveis clássicos da Argentina, decidi fazer um apanhado geral, mostrando diferentes modelos nesse post. Há de se convir que, mesmo sendo um país vizinho, de modo geral, poucos brasileiros conhecem a indústria argentina atual, limitando-se a conhecer carros que são fabricados lá e trazidos para o Brasil. A linha de veículos de 40 anos atrás então, é algo totalmente obscuro. Mas o interessante é que, se hoje existem alguns carros em comum entre os dois países, antigamente a história era bem diferente.

Mas há as excessões, mesmo antigamente, alguns modelos eram feitos nos dois países. Um exemplo é o Opel K-180, que nada mais é que um Chevette da primeira geração com os faróis quadrados. A grande diferença está no motor. Como o nome sugere, o propulsor de um dos primeiros carros mundiais da GM tinha a capacidade de 1.8 litros. Este motor era o 4 cilindros que equipava o Opala, mas com sua capacidade diminuída. Foi fabricado por lá de 1974 a 1978.

Taunus 1974: Por pouco, não foi fábricado por aqui. Ainda bem.

Outro modelo que nossos hermanos tiveram foi o Ford Taunus. Sua produção começou em julho de 1974 e foi o primeiro compacto europeu fabricado naquele país. Era oferecido nas versões coupê e sedan quatro portas. A primeira tinha 3 versões: GT, GT Automático e SP. A GT era equipada com um motor 4 cilindros 2.2 de 114 cv. Em 1981, quando houve uma reestilização e a potência subiu 10 cavalos. A versão Sedan também tinha três versões: L, GLX e GLX automático. Na L, mais simples, o motor era um um 2.0 com 93 cv. Na GLX, incluindo a automática, o motor era a mesma da versão GT.

Taunus GT: "Tudo o que um carro esportivo deve ser" dizia o anúncio.
Interior do GT

Curiosidade: No inicio da década de 70, a Ford do Brasil necessitava de um modelo intermediário entre o popular Corcel e o luxuoso Galaxie, para concorrer contra Opala. Em uma clínica, o gosto do brasileiro por automóveis de origem européia já se evidenciava e o Taunus foi o escolhido pelo publico. Porém, o modelo europeu exigiria um novo motor e a Ford só teria capacidade de produzi-lo quando sua fábrica em Taubaté ficasse pronta, 5 anos mais tarde. A Ford do Brasil não poderia esperar e, mesmo sendo preterido pelo público, o Maverick em começou a ser fábrica por aqui em 1973 como modelo 74. A seguir, mas modelos fabricados pelos hermanos.

5 comentários Adicione o seu

  1. Guilherme Farias disse:

    gostei dos bancos, a idéia é boa, claro que não listrado assim..

    1. Daniel Sanchez disse:

      só cintos abdominais, assim que é.

  2. Juninho Fonseca disse:

    Interessante.
    Ainda bem que ficou sendo o Maverick no Brasil mesmo
    hehe
    Mas seria melhor se os 2 tivessem sido fabricados aqui.

    1. Daniel Sanchez disse:

      Não poderia concordar mais. O único inconveniente foi a Ford ter equipado o Maveco com os obsoletos 4 e 6cc.

      1. Barroso disse:

        O 4 cilindros não era obsoleto, ao contrário, era o que Ford tinha de mais moderno na época. Era inclusive o motor desse Taunus. O 6 cil sim era um motor bem obsoleto.

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