Clássicos Argentinos: Chevrolet 400

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Chevrolet 400: O "Nueva" argentino.

Embora vizinhos, Brasil e Argentina tem uma histórica automobilística muito particular. Há 30, 40 anos os “hermanos” pareciam ter um mercado muito promissor, à frente até do nosso. Naqueles tempos havia uma grande variedade, levando se em conta que se tratava de um país de dimensões e população pequenas e industrialização recente. As montadoras, principalmente as americanas, pareciam enxergar um grande potencial mercadológico para o país que, um dia, foi chamado de Europa da América do Sul.

Chevrolet 400 1969: SS's Mundo afora usavam a mesma roda.

A General Motors – para não ficar atrás de Chrysler e Ford, ambas já estabelecidas no país – ofereceu aos argentinos um carro de passeio já no ano de 1962, o Chevrolet 400. O mesmo só aconteceria aqui, seis anos mais tarde, com o lançamento do Opala. O Chevrolet 400, nada mais era do que a primeira geração do Chevy II estadunidense, que mais tarde passaria a se chamar Nova na terra do Tio Sam. Na Argentina, no entanto, apenas a versão 4 portas foi fabricada. A única opção de motor, até então, era o 6 cilindros em linha de 3.185 cilindradas cúbicas (194 c.i.) e 106 cavalos. O câmbio era de três marchas na coluna de direção.

De 1964 a 1966: Nova frente, versão Súper de Luxo.

Em 1964, o modelo ganharia duas opções de acabamento, Special e Súper, com algumas mudanças estéticas mínimas, como a ausência de alguns frisos. A motorização da versão Special era a mesma, já o Súper – Top de Linha – tinha 21 cavalos adicionais (127) e sua capacidade volumétrica aumentada para 3.769 cilindradas cúbicas (230 c.i.), o mesmo dos primeiros Opalas. O desenho de ambos  permaneceu igual até 1966.

De 1967 a 1968, mudanças estéticas mais dramáticas e  novas opções de acabamento estariam disponíveis na linha. Naquele ano, o modelo ganhava duas lanternas a mais e um novo desenho na grade frontal, lembrando muito o Impala 1963. A versão de entrada, a Special, era oferecida para taxistas e a linha comercial contaria com mais versões: Súper, Súper De Luxe, Súper Sport 230/ 250. Esta última, a mais interessante.

RS 1972: Reparem no conjunto ótico e moldura idênticos ao do Opala.

O Súper Sport, com o opcional 250 – o mesmo 4.1 que também viria equipar o nosso Opala anos mais tarde – rendia 155 cavalos e era equipado com uma nova caixa de câmbio com 4 marchas. Um carburador duplo da  Holley deixavam as coisas ainda mais divertidas para o “Coche Musculoso” porteño. Outra versão esportiva oferecida era a Rally Sport, ou simplesmente RS. Era equipado exatamente com o mesmo motor da versão SS, mas, à partir de 1972, essa versão sofreu um decréscimo na potência, passando  dos 155 para os 127 cv.

Contudo, em 1969, a chegada do Chevy (a geração mais recente do Nova americano) começou uma incômoda disputa interna que levaria à descontinuação do Chevrolet 400 cinco anos mais tarde. No total, segundo o site Coche Argentino, de 1962 a 1974, foram fabricadas 102.537 unidades, somando-se todas as versões.

Esta é a primeira parte de uma série em que eu e o Rodrigo vamos falar sobre os clássicos produzidos no país vizinho. Aguardem.

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