Dicas?

15 05 2009
O encontro de titãs. O encontro de titãs.

Sempre que possível nós, do Parachoques Cromados, publicamos dicas de matérias ou vídeos correlatos aos nossos amados carros antigos. Navegando pela web, me deparei com uma que, a princípio, ficaria perfeita para o PC, no site da Car and Driver nacional. Com o título “Quadrilha do Asfalto” e a foto de um Dodge Challenger Branco 1974 seguido por seu sucessor moderno, o Challenger S-RT 8 2008 e os Mustangs Fast Back 1967 e outro Bullit 2008. Me ocorreu, na mesma hora, colocar o link aqui, mas, antes, precisava ler seu conteúdo.

A idéia da matéria era comparar os modelos antigos com suas reeleituras atuais, criando um gancho com os filmes “Vanishing Point” (Corrida contra o Destino) e “Bullit”, nos quais,  Challenger e Mustang eram as principais estrelas, respectivamente.

O repórter teve o privilégio de dirigir as quatro máquinas e, em seu texto, dá detalhes ricos e precisos sobre as impressões ao dirigir. O que sobrou de informações ao sentir a dirigibilidade os carros, faltou na hora de apurar, algumas informações básicas.

Leiam e desfrutem da matéria, realmente está muito boa, mas antes faço duas considerações. A primeira delas é em relação ao ano Challenger antigo. Diferente do que é dito na matéria, o modelo guiado pelo autor é 1974 e não 1970, como é informado pelo site.

Challenger 1974: Lateral frisada.

A principal diferença entre os dois modelos é a lateral. Em 1974, o Challenger ostentava quatro “furos” horizontais e retangulares. Não entendi como o repórter não percebeu essa diferença, pois na própria diagramação da matéria é mostrado a foto do modelo 1970, usado no filme “Vanishing Point”. 

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Tudo bem, erros acontecem, pensei comigo mesmo.

A matéria, depois dos Challengers, volta sua atenção aos Mustangs. O tom preciso de avaliação é o mesmo. No entando, leio outro deslize do autor. Ao falar sobre as alterações estéticas do carro usado no filme o repórter crava: “…alguns frisos foram removidos, colocadas rodas foscas mais largas usadas nos Mustang Shelby e sacaram o cavalo cromado da grade do radiador, já que a Ford não soltou grana de patrocínio para o filme”.

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Isso também está incorreto. É justamente o contrário.

 Em 2003, o jornal San Francisco Chronicle fez uma matéria sobre os 35 anos do filme e sua épica perseguição pelas ruas da cidade. O diário convidou pessoas envolvidas no filme para revisitar as ruas onde tudo aconteceu. 

Vejam o que a matéria gringa diz:

“The bad guys’ car was supposed to be a different Ford model (the automotive company had a deal with the studio), but it couldn’t handle the pounding. Local car lots were searched and production started with two identical Mustangs and three sturdy Dodge Chargers.”

Em livre tradução livre algo como:

“O carro dos dois bandidos era para ser um modelo Ford diferente (Um Galaxie?) (a companhia de automóveis tinha um contrato com o estúdio), mas o modelo não manejava como o esperado. Revenda de carros locais foram procuradas e a produção começou com dois Mustangs idênticos e três Dodge Charges robustos.”  

Já li em algum lugar que a remoção do cavalo da grade frontal do Mustang foi idéia do próprio Steve McQueen. A intenção era mostrar que o policial que usava seu próprio carro no serviço não tinha tempo nem dinheiro pra fazer os reparos necessários. Também é creditado a Steve a idéia da adoção dos Dodges Charges pois, com o patrocínio da Ford, ficaria inverossímel se todo carro mostrado no filme fosse mesma marca.

De qualquer forma, mesmo com esses dois delizes, sempre que tenho a oportunidade, leio a C/D Brasil. É uma das melhores revistas do mercado sobre automóveis em minha insignificante opinião.





Mustang Bullit 2008

8 11 2007

Na América, os únicos Mustangs que levantavam voo eram os P-51, na Segunda Grande Guerra. Isso mudou um pouco, quando, em 1968, a Warner Bros convocou Steve McQueen para ser o protagonista do filme policial Bullit. Na película, Mcqueen atua na perseguição mais famosa da história do cinema, onde seu Mustang Fastback 68 caça um Dodge Charger do mesmo ano, pelas ruas íngrimes de São Francisco. Sessenta anos depois do fim da Segunda Guerra mundial, 40 depois do filme, um Mustang volta a desafiar a gravidade. A Ford anunciou ontem o Mustang Bullit 2008. Serão apenas cerca de 7.000 unidades produzidas. Para mantê-lo fiel ao filme, todos os logos do “GT” e inclusive o Cavalo, marca registrada dos Mustangs, foram retirados, mas as rogas da American Racing Torq Thurst estão lá. Para dar ainda mais autenticidade para o novo ‘pégasus’, engenheiros da Ford analisaram cópias restauradas do filme e desenvolveram um sistema de exaustão que reproduz o mesmo som de escapamento do Mustang usado nas filmagens. Debaixo do capô, o motor 4.6 desenvolve 315 hp, segundo dados da própria montadora. Em 2003, correu um boato sobre a refilmegem do filme e que no papel de Frank Bullit estaria Brad Pitt. Segundo esta notícia, mais recente, Pitt já teria aceitado. Duvido, mas não custa sonhar.

Mustang antes do encontro com o Charger: Em torno de 750 hps duelando nas ruas de São Francisco. Intenso.

Em 2001, a Ford lançou esta versão do Bullit que, convenhamos, lembra muito pouco o original.

 

Novembro de 2007 a Mustang Airlines volta à operação.

Detalhe da placa de identificação: Bullit legítimo.

V8 - 4.6 Litros - 315 hp - 44,9 m,kgf.

Crossover de imagens, interior do novo Mustang com a cena do filme original - Pelo visto, o Charger escapou. Cadê o motorista?

 

"Ele de novo?! Não!", diriam os bandidos no Charger

Reprodução de uma sequência clássica. Burnout de ré!

Na original cena original, McQueen evita colisão com motoqueiro e vai para o acostamento.

Outra reprodução de uma cena original, desta vez, sem o motoqueiro barbeiro

Remake: Atrás do volante estaria Brad Pitt?