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Oficina Rota V8

Quando estive no Salão Internacional de Veículos Antigos do ano passado, a convite da Tunneo Hot Volante Personalizados, não pude deixar de notar, em um dos estandes, um imponente Chevrolet Monte Carlo 1972. O clássico Chevy, era só mais um dos inúmeros projetos de restauração da Oficina de Restauração Rota V8. Ontem, finalmente a convite do Anderson Viana – um dos sócios proprietários juntamente com o Ricardo Alamazan e o Arley – pude conhecer o trabalho da empresa de perto e, se você é fã dos carros que roncam grosso, o lugar é um pedaço do paraíso na Rua Baltar 1103, na Vila Prudente, aqui em São Paulo.

Em seu início, a empresa era especializada na restauração dos queridos Ford Mavericks, mas com o passar do tempo, expandiu suas operações e hoje em dia são capazes de restaurar qualquer veículo antigo, nacional ou importado. Se o seu sonho está na na terra natal dos carros de grande cilindrada e consumo nada modesto, sem problemas, a divisão da empresa – Rota V8 Imports – também traz dos Estados Unidos virtualmente qualquer veículo com mais de 30 anos. Além de importar e restaurar – outro braço da Rota V8 – a Dreams Customs – é capaz de customizar o carro de acordo com o gosto do cliente.

Como eu dizia anteriormente, a visão ao adentrar nas dependências da oficina é de se encher os olhos. Graças a reputação adquirida com os Ford Mavericks, muitos donos confiam seus carros a oficina. É uma cena incrível ver uma dezena desses modelos reunidos, mesmo que em diferentes estágios de restauração.

Dividindo o espaço com os Mavericks estava alguns exemplares do  “primo rico”, o Ford Mustang. Logo na entrada, um belíssimo exemplar 1967 Fastback na cor preta, completamente restaurado por eles. Segundo Anderson, a restauração levou um ano inteiro para ser concluída. O resultado você pode conferir nas fotos.

Às portas da Oficina, um quarentão de sobrenome inconfundível chama a atenção de quem passar pela rua residencial com ares de subúrbio americano dos anos 70.

O Dodge Charger SE 1972 foi trazido pela empresa para restauração e, depois de pronto, ser comercializado. Anderson me explicou que o carro estava em Salt Lake, no estado de Utah, nos Estados Unidos e pertencia a um mecânico.

Se não fossem pelas rodas American Racing Torq Thurst e os monstruosos BF Goodrich 295 na traseira, este Charger seria um legítimo “Sleeper” (carros com uma aparência que oposta a sua performance). isto porque seu dono anterior substituiu o respeitável V8 383 (6.2L) pelo monstruoso, também V8 440 (7.2L).

Outro projeto interessante da Oficina, desta vez envolvendo envolvendo pessoas, é a formação de jovens especializados em funilaria de carros antigos. A ideia é passar para a próxima geração a paixão e o conhecimento necessário para manter viva a memória desses incríveis carros. Rota V8 – Rua Baltar, 1103 – Vila Prudente, São Paulo – SP. Telefones: (11) 9426-3024 / 6332-3992 / 9159-4545.

Miniaturas Ertl: American Muscle

Talvez esse blog não existiria se não fosse a Ertl Company, empresa especializada em miniaturas de veículos agrícolas. Explico, no começo da década de 90, mais precisamente em 1994, esse que vos escreve, então com 12 anos, passava na Rua Augusta em frente a uma tabacaria no extinto Promocenter. Lá, vi um Ford Mustang 1964 1/2 em escala 1:18 que, mais tarde,  seria meu presente de aniversário. O modelo era fabricado pela Mira, mas foi o ponto de partida para o início de minha coleção e, consequentemente, paixão pelos carros americanos, especialmente os Muscle Cars.

Pouco tempo depois começaram a aparecer os verdadeiros Muscle Cars, fabricados pela Ertl Company. Lembro que o meu irmão mais velho apareceu em casa com um Chevrolet Chevelle SS 454 1970. Não demorou muito, um Plymouth Road Runner 1969 se juntava a coleção. O meu primeiro exemplar do “Aço de Detroit” foi um Buick GSX 1970. Também fazem parte da coleção, um Shelby Cobra 1965, Chevrolet Corvette Stingray 1965, Pontiac GTO The Judge 1969, Chevrolet El Camino 1970, Chevrolet Impala SS 1964, Dodge Challenger 1970, Chevrolet Monte Carlo 1970, Ford Torino GT 1971, Pontiac Trans Am Firebird 1973,  Plymouth Duster 1973, Oldsmobile 442 1970, Chevrolet Chevelle 1867 e um Chevrolet Bel Air 1955 (Ufa, acho que me lembrei de todos dessa fabricante. A maioria está guardada). Me recordo de ficar fascinado com o “novo” mundo automobilístico que se revelava para nós naqueles tempos. Veja bem, hoje qualquer garoto de 12 anos acessa a Internet e, ao alcance de alguns cliques, consegue toda a história e põe um Charger como papel de parede em seu LapTop. Mas há 17 anos, nossas fontes era um dicionário português-inglês e as informações que estavam verso da caixa desses “carrinhos”.

Mas e as revistas? Naqueles tempos, a Quatro Rodas só falava de carros de mercado. Eu e, principalmente meu irmão mais velho costumávamos ler as publicações que, muito raramente, dedicavam algumas linhas para os V8 americanos. Houve uma edição, da extinta, mas  muito boa, “Oficina Mecânica” que falava sobre um Dodge Challenger 1974 e um Coronet Super Bee 1970. Este último, se bem me recordo, adquirido pelo proprietário a preço de banana em um leilão da Receita Federal no fim dos anos 80.  Uma publicação, mais tarde naquela década, que começou a dar destaque aos Muscle Cars e carros antigos em geral, chegando a criar uma publicação à parte, foi a excelente Auto & Técnica.

Mas voltando as miniaturas, com o passar dos anos, os espaços em casa bem como no bolso foram diminuindo em proporção inversa à escalada do dólar. Isso foi preponderante para que eu encerrasse por tempo indeterminado a minha coleção. No começo, com o Real recém lançado e mais forte que o poderoso dólar, as réplicas custavam entre R$ 50 e R$ 100, dependendo do modelo e fabricante. Hoje em dia, ultrapassam fácil os R$ 250. Muita grana pra quem tem um Chevrolet Opala 1977 em escala “1:1″. Os HotWheels ajudam a combater a “crise de abstinência”, mas ainda babo quando frequento sites como o Die Cast Muscle Cars. Vocês colecionam alguma coisa?

Martíres de Hollywood

No post Destaques em Fast Five, nosso assíduo parceiro Gian, levantou uma questão interessante ao saber que nenhum Chevrolet Opala foi usado nas filmagens da última edição do filme. Disse ele nos comentários “Bom, se não tiver algum Opala no filme tanto melhor, pois não corre o risco de acabar destroçado ou algo do tipo…“. Entendi perfeitamente o sentimento do nosso colega, pois não é raro o fim trágico de clássicos em produções hollywoodianas.

Falando específicamente da cine-série Velozes e Furiosos, há vários exemplos de como os antigos são massacrados. No primeiro filme, não há como se esquecer do Dodge Charger 1970 “voando” de ponta cabeça sobre o Toyota Supra e capotando algumas vezes ao “aterrisar”.

Já no segundo, um Dodge Challenger 1970 Hemi perde uma porta e também bate de frente contra uma pick-up, Na mesma película, a réplica (assim espero) de um Chevy Yenko Camaro 1969 “pousa” sobre um barco.

No terceito foi a vez de um Chevy Monte Carlo 1971 capotar repetidas vezes e um Mustang Fastback com motor de Nissan Silvia (Argh!) é praticamente destruído após várias batidas contra um Nissan 350z.

Na quarta edição, talvez a mais trágica pros Muscles, são vítimados um Buick GNX 1986, Chevy Chevelle 1970 (explosão), Um Plymouth Satellite 1970 (capotamento), Dodge Charger 1970 (De novo!!!), réplica do Chevy Camaro F-Bomb e um Ford Torino 1972, esses três últimos, em batidas violentas.

Embora não seja nada agradável ver um pedaço da história indo para o espaço para a diversão do grande público, há um lado positivo nisso. Não há melhor propaganda para um carro do que a aparição em um filme de sucesso. Pode se dizer que, da série, os Muscle Cars eram cultuados apenas por um número restrito de aficcionados e hoje, já fazem parte da cultura pop mundial.

Isso contribui para a valorização e resgate da memória dos carros antigos, principalmente com as gerações mais novas. O melhor exemplo disso é a Eleonor do filme 60 Segundos. O sucesso foi tão grande que empresas se propuseram a fazer réplicas do Mustang Fastback 1968. A princípio, os fãs do modelo torceram o nariz, mas ao descobrir que carros estavam sendo salvos da ferrugem eterna para voltarem as ruas, logo mudaram de idéia.

Vende-Se: Fast & Furious Monte Carlo 1971

Torque sendo transformado em fumaça.

Esses dias fiquei sabendo que, no próximo mês, Vin Diesel e toda a turma do Fast and Furious desembarcam no Rio de Janeiro para filmar a fita mais recente da franquia. Estou curioso para saber quais carros serão usados por aqui, resta aguardar.

Os Yankees do terceiro filme.

Não sou fã da série, mas, fou o braço a torcer para as escolhas que a equipe de produção faz para os Muscle Cars. Uma das mais acertadas, infelizmente, foi uma das menos usadas, o Monte Carlo 1971 do terceiro filme (Tokyo Drift / Desafio em Tóquio).

A única peça nova é o motor V8 de 560 hp.

O visual sujo, feio, mal pintado contrastando com a mecânica perfeita me chamou muito a atenção. A ideia da produção era aproximar a aparência do Monte Carlo com os que competiram na Nascar. Por dentro, só o básico, bancos, um volante e velocímetro. Tudo protegido por uma gaiola de proteção.

Por dentro, só o necessário.

Embora a tampa de válvula diga “Hardcore 632″ na verdade se trata de um V8 de 454 cilindradas cúbicas, aumentadas para 502, o equivalente a monstruosos 8.3 Litros. A potência? Cerca de 560hp. Assim como na Nascar da época, foram removidos os paralamas internos para acomodar os gigantescos Goodyears tipo biscoito.

Se os outros carros do filme foram equipados com peças importadas do Japão, o Monte Carlo recebeu o que parecia estar disponível no circuito oval mais próximo, como os freios a disco nas quatro e rodas Cragar de 15″ em aço e pintadas de preto.

Não se engane pelo visual ou pelo maior capô da linha Chevrolet da linha 71, porque esse Monte Carlo é muito rápido. Os 0-100 km/h fica em 4.4 segundos e o 1/4 de milha em 12 segundos a 189 km/h.

Participação triunfal do Monte Carlo.

Ao todo, foram feitas 9 unidades idênticas para o filme. Uma delas com os 560 hp já citados e outra com absurdos, 700 hp, esta com um V8 de 572 cilindradas cúbicas ou ridículos 9.3 litros! Imaginem os números dessa belezinha… As outras sete cópias foram equipadas com V8 small block e uma delas é que está a venda.

Onde Comprar: Ultimate Car Collection

Seu Por: US$ 15.000 (R$ 25.575,01 sem impostos)

Os Jovens Quarentões

Costumamos associar, gêneros musicais, moda, valores e até carros a determinada década. Esses grupos de 10 anos são ligados a acontecimentos históricos, econômicos ou comportamentos de uma geração que, na verdade, não aparecem ou desaparecem só porque o ano que está pra começar, termina com o algarismo zero.

A década de 70 é o melhor exemplo nesse tipo de associação que costumamos fazer e, para os Muscle Cars, pode-se dizer que 1970 foi o auge e um ano do começo do fim. As mudanças não só viriam para esse nicho de mercado, mas também para todo o mercado americano.

Enquanto estrelas do rock da música como Jimi Hendrix e Janis Joplin deixavam de existir para se tornar ídolos eternos, o mesmo aconteceria com alguns modelos que foram lançados naquele ano, que povoam o imaginário de novas gerações até hoje, assim como os iconoclastas da música. Abaixo, os quarentões com o espírito mais jovial que a indústria automobilística yankee já viu.

Chevrolet Chevelle SS 1970

O Chevelle já era um grande conhecido, mas foi só em 1970 que recebeu o monstruoso V8 de 7.4 litros e 450 hp na versão Ls6. Graças a maior potência declarada entre todos os seus, frequentemente é chamado pela imprensa especializada de “rei” dos Muscle Cars.

Dodge Charger 1970

O Dodge Charger diria adeus a carroceria que havia o tornado um símbolo de força bruta e ícone do cinema em 1970. O B-Body com linhas mais agressivas, que havia estreado em 1968, daria lugar a uma nova carroceria, de linhas mais conservadoras. Hoje, a segunda geração do Charger é a mais valorizada, com status de cult e clássico.

Dodge Challenger R/T 1970

O últimos dos pony-cars fez sua estreia em 1970 e teve vida curta, apenas quatro anos. Na época deu um enorme prejuízo a Chrysler, hoje em dia é mais um clássico desejado mundialmente, assim como seu primo a seguir.

Plymouth Barracuda 1970

O Barracuda reestreava com uma nova carroceria, compartilhada com o seu primo estreante Dodge Challenger. A Chrysler certificou-se que o E-Body (nome da carroceria) fosse larga o bastante para acomodar os enormes V8 426 Hemi de 7.0 litros. Os ‘Cudas, assim como o Challenger, padeceram economicamente, com vendas abaixo do esperado, mas nem por isso deixaram de desfrutar de grande prestígio atualmente.

Buick GSX 1970

A Buick não era exatamente conhecida pela performance de seus modelos, mas sim pelo Luxo. Em 1970 esse conceito mudou um pouco quando os pacatos Skylarks passaram a receber a designação GS e GSX. Com números de produção baixos como os de 1/4 de milha, tornaram esse “ponto fora da curva” um clássico da marca.

Chevrolet Monte Carlo 1970

Um modelo pouco conhecido, pelo menos pela cavalaria, é o Monte Carlo. É até engraçado um carro com o capô de dimensões quase do tamanho do principado levar esse nome. Na época, todos os carros da Chevrolet começavam com a letra “C”, e se estudava o nome Concours para o Monte Carlo, mas acabou vingando. O que pouca gente sabe, é que alguns poucos Monte Carlos, em 1970 recebeu o V8 454 de 7.4 litros.

 

A Cultura Lowrider

Impala 1964: Ícone entre os Lowriders.

A Costa Oeste dos Estados Unidos é o berço de importantes tendências quando o assunto é modificação de carros. Talvez a mais famosa delas entre os entusiastas sejam os Hot Rods. Mas é de lá também que vem um outro tipo de modificação que cresce muito em popularidade, os Lowriders.

Chevrolet 1947: No começo, os carros eram só rebaixados.

Em meados dos anos 50, “rodar baixo”, ao pé da letra, era o que os descendentes de mexicanos que moravam na periferia de Los Angeles, faziam para, entre outras coisas, chamar a atenção das garotas. No princípio as modificações eram simples, como a remoção de alguns elos da suspensão. Os corpulentos carros do começo da década de 40 eram os escolhidos. Do ponto de vista social, os lowriders, passaram a representar parte da cultura chicana nos Estados Unidos.

Ilustração mostra como era a cultura em seu começo.

Com o passar dos anos, as modificações começaram a ficar cada vez mais complexas e a principal delas foi a adição de dispositivos hidráulicos às suspensões, tecnologia proveniente da aviação. Um sistema elétrico, alimentado por algumas baterias de carros instaladas no porta malas, era ligado a esses dispositivos independentes e hidráulicos em cada roda. Um dispositivo, com interruptores, era instalado no painel para que o motorista tivesse o controle de todo o sistema ligado às suspensões.

O sistema de baterias que alimenta os cilindros hidráulicos fica no porta-malas.

A escolha de modelos então, passou a ser bem mais abrangente e também eram utilizados carros dos anos 50 e 60. Os Impalas da década de 60 passaram a ser um dos modelos mais usados, talvez “o” mais usado devido a característica do seu seu chassis, que é em “X”. Isso permite uma maior flexibilidade do carro para fazer as estripulias que as suspensões hidráulicas são capaz de fazer, como andar em três rodas e fazer o carro saltar parado.

Impala 1964 Lowrider com muitas características originais preservadas.

Os Lowriders passaram a ganhar mais notoriedade mundial graças, em parte, a cena de Rap de Los Angeles. No final da década de 80, começo de 90, uma tendência no gênero conhecida como Gangsta Rap foi muito popular nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Um dos nomes mais populares era Dr. Dre, ex-integrante do grupo NWA. Em seu disco solo de estréia, The Chronic (1992), Dre produziu clipes  que faziam referências explícitas aos Lowriders que, aquela altura, já eram bem popular nas periferias de Los Angeles, e rodaram o mundo.

No clipe da música “Let Me Ride”, Dre desfila pelas ruas de Los Angeles à bordo de um Impala 1964. O refrão, com ajuda de outro tubarão do gênero Snoop Dogg diz: “Rodando no meu ’64. E meus manos dizem. Dre pare e me dê uma carona”. A partir daí, Dre abriu um precedente, e virou uma espécie de tendência no Rap do Oeste americano a aparição das barcas lowriders.

Ice Cube, também ex-NWA, é outro rapper da região que imortalizou um Impala 1964 em um dos seus clipes. Na música “Today Was a Good Day”, o outrora bad boy, roda pelos subúrbios de Los Angeles em um belo exemplar verde.

O filme “Dia de Treinamento” (Training Days – 2001) ajudou também a cultura Lowrider ficar popular. O policial corrupto Alonzo, interpretado magnificamente por Denzel Washington, é dono de um Monte Carlo 1977 equipado com as suspensões que fazem o carro dançar. A cena a seguir, é a mais emblemática do filme ao som de Dr. Dre.

As gerações mais novas entraram em contato com toda essa cultura por meio do video game. O terceiro jogo da série Grand Theft Auto, o San Andreas (2004), ajudou a consolidar de vez os Lowriders na cultura pop mundial. Por se tratar de um jogo polêmico, a produtora do GTA não tinha a licença para reproduzir os carros fielmente. Mas, no mundo virtual, é possível colocar os ‘hydraulics‘ em veículos que lembram muito os Impalas dos anos 60.

Imagem do promocional do jogo GTA: San Andreas, mostra o típico Chicano com um carro que lembra um Impala 1963.

Os estusiastas de carros antigos mais puristas torcem o nariz ao ver um clássico da indústria americana saltitando pelas ruas. Sou da opinião de quando um trabalho é bem feito e sem exageros, porque não? A cultura lowrider ajuda na restauração e ressucitação desses carros e, a não ser pelas rodas  de 13″, as vezes 12″, a suspensão e a pintura, procura manter a maioria das características originais do carro o que, pra mim, é bastante positivo.