Arquivo da tag: Falcon

Chevrolet Chevy II SS 1967

O segmento de compactos era algo novo na indústria automobilística americana dos anos 60. O primeiro carro a obter sucesso nesse terreno não explorado, até então, era o Ford Falcon. A GM, por sua vez, havia lançado o Corvair – seu primeiro e único carro com motor traseiro – inovação que não foi muito bem digerida pelo consumidor americano conservador. Além disso, o carrinho fora alvo de acusações de ser inseguro pelo senador Ralph Nader, o que acabou de vez com a sua reputação.

Enquanto acontecia a  polêmica, a Chevrolet voltou ao laboratório e, em 1962, criou o Chevy II, um carrinho que acompanhava as mães até o supermercado ou, como diziam, um carro de secretária. Ao invés de invencionices, o Chevy II tinha a velha concepção básica de motor longitudinal na frente e tração traseira. Nos primeiros anos, usavam motores de 4 e 6 cilindros de potência modestas.

Dois anos mais tarde os carros americanos passariam a ganhar potência de forma exponencial e o Chevy II não estava fora do jogo. O que pesava contra a sua imagem, ou a favor, dependendo do ponto de vista, era a sua fama anterior, de carro de Mãe de família. Esse esteriótipo fez dos Chevy II o “sleeper” perfeito em 1967. Naquele ano, foi possível encomendar os motores V8 327 de até 350 hp para o pequeno carrinho, desprovido de cores cítricas ou grandes faixas esportivas.   Ainda que normalmente era possível pedir o pacote SS, os Chevy II – a aquela altura também já chamados de Nova em suas versões mais completas – nunca atraiam muita atenção da concorrência.

Outro detalhe que fazia do pequeno Nova um “sleeper” (termo que quer dizer algo como “Lobo em pele de Cordeiro”) perfeito era as vistas grossas das companhias de seguro,  um dos principais inimigos dos Muscle Cars. O mercado jovem recém criado ansiava por potência e Detroit foi bem generosa durante seis anos, mas essa combinação de carros supra potentes e juventude era o pesadelo para as seguradoras, que diziam ter prejuízo com esses carros. Algumas empresas se recusavam a segurar alguns modelos, outras colocavam preços tão altos que tornavam quase impraticável pagar apólices que chegavam a quase 1/4 do preço do carro. Sendo assim, um corretor, ao avaliar um Nova, mesmo com um 327, não dava a mínima, afinal era só um “carro de Mãe”.

Nas ruas, onde se criavam as reputações, muitos colegiais que se exibiam com seus Muscles de cores berrantes e faixas decorativas, eram obrigados a ver os detalhes da traseira do “Deuce Coupe”, apelido carinhoso que o Chevy II Nova SS ganhara. Em 1967, cerca de 2.200 Chevy II Nova com o código L79 327 saíram de fábrica.

A Coleção de Carros de Corrida da Bowden

Holden Monaro 1970
Ford Falcon 1970

A coleção de carros da Bowden  é a maior da Austrália com esportivos,Muscles e carros de turismo. Eles começaram fazendo seus próprios produtos para cuidados de carro há mais de 10 anos e agora partilha seu acervo com aqueles que são apaixonados por essas máquinas.

Ford Falcon 1971
Ford Falcon 1972

A família Bowden começou seu caso de amor com carros de corrida da Austrália, em 1973, quando adquiriu oprimeiro carro para sua coleção - o famoso Ford GTHO Fase IV. Desde então, os Bowden têm dedicado o seu sangue, suor e lágrimas para encontrar, recuperar e manter essas peças vitais da história do automobilismo australiano.

Ford Mustang 1966
Ford Mustang 1969

Para conferir estas e outras fotos, em alta resolução, da vasta coleção da família Bowden, basta se inscrever no site Bowdens Own.

Ford Fairlane Holman Moody 1964

Ford Galaxie H-M sendo abastecido "sem frescura", 1965.

Os nomes de John “Lee” Holman e Ralph Moody estão diretamente ligados a era de ouro do automobilismo da Ford. Os dois foram responsáveis por preparar todo o equipamento de corrida da montadora de 1957 a 1972.  Era bem simples, nos anos 60, se alguém quisesse correr em algo que tivesse o logo da Ford, era preciso encomendar a Holman Moody, ou simplesmente H-M.

Fred Lorenzen posa para a foto em seu Galaxie 1964, preparado pela H-M.

A área de trabalho da H-M era bem vasta, Fairlanes e GT40 disputavam corridas nos estreitos circuitos europeus, já os Galaxies e Torinos disputavam a Nascar e os Mustangs andavam em linha reta nas provas de arrancada da NHRA, sem esquecer dos Falcons, que disputavam provas de rally. Até barcos de competição com motores Ford, a H-M produzia.

O Fairlane original estacionado em frente a H-M, 1965.
Lanternas fechadas para competir no Oval de Daytona.

Para se ter uma idéia do prestígio da H-M antigamente, o time que pilotava para eles contava com nomes como  Mark Donohue, Parnelli Jones,  Al Unser Sr., Mario Andretti, Jim Clark, Richard Petty, Bobby Unser entre outros.

A "ressureição" do antigo Fairlane.

A empresa ainda está no ramo de corridas, claro que não como nos anos 60, mas ainda produz carros de competição, entre eles, uma recriação do Fairlane 1965 que competiu na europa em alguns eventos. O carro original era um experimento encomendado pela Nascar, que já naquela época queria saber como se saiam os modelos monoblocos nas corridas.

A usina de força produz um torque de 582 Nm a 3.500 rpm.

A H-M ficou incumbida da missão, que deu muito certo. O carro foi vendido para Alan Mann, que foi bem sucedido após ser vendido novamente. O paradeiro do Fairlane que excursionou pelo velho continente é desconhecido. “Provavelmente bateu, não sabemos o que aconteceu com ele”, diz Holman.

Rodas Basset 15x7 e Pneus Dunlop.

Para recriar o legendário Fairlane, era preciso encontrar um carro de rua o mais original possível. Holman encontrou uma jóia rara em Palm Springs, na Califórnia, em condições perfeitas, daqueles que moram em garagens e nunca tomaram chuva. Após a venda, Holman conta que o antigo dono segurou as lágrimas ao descobrir que o Fairlane se transformaria num carro de corrida.

O painel é idêntico ao original de rua, mas em alumínio.

Mas a nova missão ainda não estava completa. Para correr em circuitos e campeonatos europeus de clássicos  atualmente, é preciso seguir a risca as determinações da FIA, entre elas, respeitar a tecnologia da época do carro, ou seja, era preciso recriar o carro exatamente nas mesmas condições do original. Além disso, a entidade máxima do automobilismo mundial deu a permissão para que fossem construídos quatro exemplares. A H-M tirou isso de letra, pois em seu estoque ainda existia o blueprint  ou a  “planta” do Fairlane original, sem contar as inúmeras peças guardadas desde então. A única excessão feita às regras da FIA é a segurança, a gaiola de proteção foi projetada de acorodo com os padrões originais.

O abastecimento é feito como antigamente, exatamente como a primeira foto do post.

O Fairlane presente nas fotos em cores é a recriação perfeita do original e é equipado com o mtor V8 Ford (é claro) de 427 cilindradas cúbicas ou 7.0 L de 495 hp @ 6.500 rpm com dois carburadores Holley 750s. O monobloco é original de fábrica com a parte da frente -paralamas, capô e parachoques –  em fibra. Como as regras da FIA pribem freios a discos modernos, para frear a barca são usados rotores Ford de 12 polegadas e pastilhas dos Thunderbirds dos anos 60 na frente e freios a tambor originais de fábrica na traseira.

Este carro atualmente corre na Alemanha e está a venda. O preço não é nada convidativo, pelo menos para nós assalariados, cerca de US$ 270.000,00 ou R$ 455.000,00 (sem impostos). É o preço que se paga para ter um pedaço da história na garagem.