Vida em Marte

17 08 2009

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Não tenho tempo nem paciência para assistir TV, mas uma série, em especial, me chamou a atenção por sua história interessante e, é claro, pelos carros. O programa em questão se chama Life on Marsreferência à uma música do David Bowie – e é exibida no Brasil pelo canal FX. A trama mistura drama policial, ficção científica e um pouco de comédia. Em 2008, um policial novaiorquino, ao investigar o sequestro de sua parceira e namorada é atingido por um carro e acorda – inexplicavelmente – em 1973. A série é um remake, de mesmo nome, produzido na Inglaterra pela BBC.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Como toda produção que tenta retratar um certo período da história fielmente, Life on Mars o faz de forma magistral. Não só pelos carros, mas figurino, questões culturais e até a coloração das imagens, que têm aquele tom pastel, típico das séries policiais dos anos 70. Outro detalhe interessante que não passou desapercebido pelos produtores foi a reprodução das torres gêmeas que, em 1973, eram os prédios mais altos do mundo.

Os carros mais usados na série são o Chevelle SS 1971 do protagonista Sam Tyler, interpretado Jason O’mara e o Dodge Coronet 1972, frequentemente usado pelo seu chefe nos anos 70, Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Para quem gosta de carros americanos dessa época, é uma diversão à parte ver as cenas externas e de perseguição. No primeiro episódio, por exemplo, Sam, ainda confuso com a situação e com o que poderia ter acontecido, se olha no reflexo do espelho retrovisor de um Dodge Dart 1970.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Infelizmente, por causa das baixas audiências, a ABC, canal que a transmitia lá nos EUA, cancelou a série depois de apenas uma temporada ou 17 episódios. Enquanto não sai o box em DVD, existem dezenas de sites que colocam links para download dos episódios dessa e de outras séries. Quem quiser ver mais fotos dos carros usados nos primeiros episódios, pode clicar aqui.





Dodge Coronet 500 426 Hemi 1966

26 03 2009

 

Boa companhia: À direita do Coronet, um Challenger. Também 426 Hemi.

Boa companhia: À direita do Coronet, um Challenger. Também 426 Hemi.

Jay leno é um comediante e apresentador norteamericano do programa de entrevista “The Tonight Show”. Mas além de suas atividades no showbizz na terra do Tio Sam, Leno é conhecido também pela sua coleção de veículos, que vão de motores de barcos do século XIX, caminhões, motos e, é claro, carros.

O apresentador é um verdadeiro apaixonado por carros. Em algum ponto no sul da Califórnia,  funciona a sua oficina ou a “Jay Leno’s Garage onde ele guarda, restaura e fabrica peças para as suas máquinas. Ao longo dos dias vou postar alguns carros interessantes bem como reproduzir parcialmente as histórias dos carros de Leno, como este Dodge Coronet Hemi 500 1966.

Não para. Não faz curvas. Mas ruge alto.

Não para. Não faz curvas. Mas ruge alto.

O apresentador tinha 17 anos quando o Coronet foi reestilizado em 1966. Com a opção do motor Hemi, passou a ser o carro a ser batido nas corridas de rua. Foi o primeiro carro com transmissão automática a vencer a opção manual no quarto de milha. A força do motor é tamanha que faz o carro cantar pneu em segunda marcha. O carro faz parte de uma era em que os opcionais eram bem simples: Sedan ou Station Wagon? Quantos cromados? Qual o tamanho do Motor?

Para mostrar elegantemente a que veio.

Para mostrar elegantemente a que veio.

A versão top era o 500, com console central e bancos separados. A esposa de Jay leno gosta de lembrá-lo que o carro parece mais um taxi ou uma viatura de polícia. De fato, o Coronet daquele ano tinha um visual bem sóbrio, ao contrário do que estaria por vir com a efervecência da era dos Muscle Cars. O que intimidava os competidores potenciais não eram cores chamativas, scoops, ou faixas no capô, mas sim um pequeno emblema cromado nos paralamas lateriais com a inscrição “426 Hemi”.

Não diferente de seus contemporâneos, o modelo-médio (para os padrões americanos da época) com um motor do tamanho de um rinoceronte e um torque de envergar longarinas era difícil de ser guiado por pessoas comuns. Existia a dificuldade em parar, fazer curvas e, não raramente, com um pé mais pesado numa saída de uma curva resultava em uma visão muito rápida da paisagem em 360º.