Coisas de um Departamento de Trânsito particular...
E mais uma grande contribuição do Russel. A inusitada placa inverte a ordem do adjetivo e do substantivo e priva os transeuntes de terem uma visão privilegiada de clássicos da indústria automobilística brasileira. Isto é Brasil.
Ajudando acabar com o tédio dos jovens do subúrbio estadunidense.
Boa música e um convidado ilustre no clipe, um Dodge Charger 1972. A música em questão chama-se “1979″ da banda de rock Smashing Pumpkins. Foi lançada em 1996.
É difícil de imaginar que, ha mais de 40 anos, nomes como Challenger, Camaro e Mustang estariam sendo produzidos e comparados pela mídia especializada. Pois foi exatamente o que o site Edmunds Inside Line fez. Um interessante teste comparativo entre os principais Muscle Cars da atualidade: Challenger R/T 2009, Mustang GT 2010 e Camaro SS 2010.
O Mustang GT tem forte influência, em seu design, dos antepassados do final da década de 60. Para este ano foram feitas algumas alterações estéticas que o deixaram com um visual ainda mais agressivo.
Mustang GT: Resposta precisas nas curvas.
O Challenger R/T, por sua vez, dos três, é oque mais se assemelha com o original, mas sem perder apelo moderno em suas linhas. Uma reeinterpretação fiel, ao contrário das desastradas tentativas anteriores da Chrysler, vide Dodge Charger.
Já o Camaro SS é o que tem o visual mais contemporâneo de todos. Assim como no Mustang, seu visual é um tributo à primeira geração de Camaros que foi de 1967 a 1969.
Challenger R/T: O mais "lento" dos três.
O Pônei da GM também é o mais potente da contenda. É equipado com um motor 6.2 V8 de 426 hp. Faz de 0 a 100 km/h em cinco segundos cravados. O quarto de milha é feito em 13 segundos a 176Km/h.
Já o Challenger ficou engoliu poeira. Faz de o a 100 em 5.5 segundos e o quarto de milha em 13.9 segundos a 164 km/h. O Challenger também é o mais caro dos três.
O Mustang fica entre os dois anteriores quando o assunto é performance. Cravou 13,5 segundos no 1/4 de milha a 163km/h. Ficou a dois décimos do tempo do Camaro marcando 5.2 segundos dos 0 a 100 km/h.
Camaro SS: Estréia em grande estilo e, talvez, um adeus.
Segundo o site, o Mustang ficou em segundo lugar por sua dirigibilidade e o Challenger, em terceiro, pelo seu look retrô na medida certa. O Camaro fica em primeiro por reunir o que há melhor entre os dois concorrentes e ainda ter uma performance superior.
Torço para que a ameça de falência da GM não comprometa o lançamento do Camaro SS. O site informa que o modelo usado nos testes é exatamente igual ao que será fabricado. Mas será que vai mesmo? Esperamos que sim.
A série Fast & Furious faz um grande sucesso por misturar a cultura de carros com corridas ilegais e muita ficção. Tentando agradar a todos os tipos de aficcionados por máquinas, os produtores procuraram misturar diferentes “correntes de pensamento” dessa cultura, as duas principais são os carros japoneses abarrotados de spoilers e os Muscle Cars (meus favoritos).
Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8
Além do Gran Torino, já mencionado no post abaixo, a franquia Fast & Furious traz mais carros antigos em seu “elenco”. Digo isso, porque nesse tipo de filme, as verdadeiras estrelas são os carros. As histórias são bem medíocres pra dizer a verdade. (Ainda não engoli aquela invencionisse do último filme, onde colocaram o motor de um Nissan Silvia num Mustang 1968 Fastback).
Para este quarto filme, os produtores resolveram trazer de volta alguns carros que marcaram a franquia, principalmente no primeiro da série. No filme de 2001, o que se via eram dezenas e dezenas de carros japoneses, mas de quem o público se lembrava mesmo era outro modelo, o Dodge Charger 1970 de Toretto (Vin Diesel), usado na última cena de ação.
Foram usados quatro Chargers para o filme atual. Um com o clássico motor Hemi modificado e outros 3 com motores Chevy 350 para manter o custo baixo. Ao longo dos anos, o Charger foi muito judiado pela a indústria do entretenimento. (Odeio a série Dukes of Hazzard por causa disso, estima-se que quase 300 Charges 1969 foram destrídos na série). O rareamento desses carros elevaram seus preços substacialmente, fazendo com a equipe do filme tivesse dificuldades para encontrar exemplares.
Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.
Ao final do primeiro filme, de 2001, o personagem de Vin Diesel, Dominic Toretto, é visto num lindo Chevelle SS 454 1970 rumo ao México. Poucos notaram essa cena, mas ela não passou desapercebida pelo coordenador dos carros no filme, Dennis McCarthy. A ligação com o filme atual é que, para não ser reconhecido, Toretto modifica o Chevelle retirando sua pintura original, cobrindo-a com primer, e envenenando o motor para disputar rachas. Ebora retratado no filme como um legítimo 454 Ls6, foram adiquiridos pela produção, dois Chevelles SS 396 no ebay. Como não participaram de nenhuma cena mais arriscada, ambos sobreviveram as filmagens e hoje estão guardados. Menos mal.
Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.
Uma novidade interessante foi incluída na última versão de Fast & Furious. Trata-se de um Chevy Truck 1967 muito modificado. No primeiro filme existem muitas cenas absurdas envolvendo o roubo de cargas. Os caminhões pareciam estar sendo guiados por computadores ou no piloto automático, pois os motoristas não demonstram qualquer reação. Ao invés de Hondas Civic Coupé, o roteiro atual previa o uso de algumas El Caminos para as novas cenas de roubo a carga. McCarthy logo descartou e sugeriu o uso de um veículo mais plausível e é aí que o Chevy entra em cena. Ele é quipado com o gigantesco motor Chevrolet de 502 polegadas cúbicas e os maiores pneus traseiros que a produção conseguiu encontrar. Assim como os Chevelles, nada de mais grave aconteceu com os dois exemplares dessa linda picape e atualmente elas estão guardadas.
Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?
A outra novidade está na inclusão de um carro dos anos 80, o Buick Grand National ou GN-X 1987, também dirigido pelo personagem de Vin Diesel. Ao que tudo indica o carrão, da era dos mullets e sintetizadores, aparece logo na cena de ação na abertura do filme. Ao todo, 7 carros foram usados e maioria deles tiveram um fim trágico. Um atenuante é que apenas um GN-X foi usado pela produção, os outro 6 eram Grand Nationals comuns. O dado curioso é que alguns não usaram o seu tradicional motor V6 turbo e sim o bom e velho v8 350. Outra curiosidade é que um deles teve o seu chassi invertido para que fosse realizada uma cena onde o carro anda de ré em alta velocidade.
Vamos aguardar e ver o resultado do filme. É uma mistura de emoções ver esses carros antigos em filmes de ação. Ao mesmo tempo em que é divertido vê-los fazendo acrobacias, me ocorre tamém que alguns são destruídos para se fazer algumas cenas. Em breve colocarei aqui mais alguns carros usados no filme, que tem previsão de estréia em abril.
Valeu a espera. De 1974 pra cá, o mundo assistiu duas crises energéticas e a decadência da indústria automobilística norte-americana. Trinta e quatro anos depois, Detroit ressussita um clássico dos tempos do barril de petróleo a US$ 100.O Challenger SRT-8 evidencia a tendência de ressurgimento dos Muscle Cars, pelo menos em parte do conceito. Com 425 cavalos e aceleração de 0-100 km/h em cerca de cinco segundos mostram que não se trata de mais um embuste comercial da Chryler, como o “novo” Charger. O Mustang agora tem séria concorrência. Agora só falta o Camaro.
Na América, os únicos Mustangs que levantavam voo eram os P-51, na Segunda Grande Guerra. Isso mudou um pouco, quando, em 1968, a Warner Bros convocou Steve McQueen para ser o protagonista do filme policial Bullit. Na película, Mcqueen atua na perseguição mais famosa da história do cinema, onde seu Mustang Fastback 68 caça um Dodge Charger do mesmo ano, pelas ruas íngrimes de São Francisco. Sessenta anos depois do fim da Segunda Guerra mundial, 40 depois do filme, um Mustang volta a desafiar a gravidade. A Ford anunciou ontem o Mustang Bullit 2008. Serão apenas cerca de 7.000 unidades produzidas. Para mantê-lo fiel ao filme, todos os logos do “GT” e inclusive o Cavalo, marca registrada dos Mustangs, foram retirados, mas as rogas da American Racing Torq Thurst estão lá. Para dar ainda mais autenticidade para o novo ‘pégasus’, engenheiros da Ford analisaram cópias restauradas do filme e desenvolveram um sistema de exaustão que reproduz o mesmo som de escapamento do Mustang usado nas filmagens. Debaixo do capô, o motor 4.6 desenvolve 315 hp, segundo dados da própria montadora. Em 2003, correu um boato sobre a refilmegem do filme e que no papel de Frank Bullit estaria Brad Pitt. Segundo esta notícia, mais recente, Pitt já teria aceitado. Duvido, mas não custa sonhar.
Mustang antes do encontro com o Charger: Em torno de 750 hps duelando nas ruas de São Francisco. Intenso.
Em 2001, a Ford lançou esta versão do Bullit que, convenhamos, lembra muito pouco o original.
Novembro de 2007 a Mustang Airlines volta à operação.
Detalhe da placa de identificação: Bullit legítimo.
V8 - 4.6 Litros - 315 hp - 44,9 m,kgf.
Crossover de imagens, interior do novo Mustang com a cena do filme original - Pelo visto, o Charger escapou. Cadê o motorista?
"Ele de novo?! Não!", diriam os bandidos no Charger
Reprodução de uma sequência clássica. Burnout de ré!
Na original cena original, McQueen evita colisão com motoqueiro e vai para o acostamento.
Outra reprodução de uma cena original, desta vez, sem o motoqueiro barbeiro
Da sessão "Muscle Movie Stars" Fuga Alucinada, de 1974, o protagonista é um Dodge Charger Amarelo 1970. Mas a "atuação" do Impala 1966 sedan é inesquecível.
Nas primeiras imagens já da pra ver o Impala "barbarizando". Filme recomendadíssimo.
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