Um Herói Brasileiro: Puma GTB

 Fotos: Leandro Guilherme, Rafael Ziller e Puma Classic.

Modelo: Vanessa Mello

Você se lembra como começou sua paixão por carros? Para a grande maioria, essa sensação arrebatadora começa com os carros do pai. Nesse exato momento, você deve estar vasculhando a sua memória e enumerando por ordem cronológica os modelos que tinham lugar cativo na garagem de casa. Com o paranaense Leandro Guilherme não foi diferente. Seu pai teve nada menos que seis Opalas e duas Caravans. No entanto, foi uma marca verde e amarela que flechou o seu coração.

O entusiasmo por carros esportivos mais brutos e pela extinta fabricante de carros PUMA, fez com que o modelo GTB fosse uma escolha natural para Leandro, que já era proprietário de um GTC 1986. Pra quem não acredita em amor a primeira vista, em 28 de abril de 2001, o primeiro exemplar que Leandro viu ao vivo veio a se tornar o seu próprio carro. É uma daquelas oportunidades que não se pode perder, afinal de contas, esse modelo é um dos mais raros já fabricados no Brasil.

Segundo o Clube do GTB – o primeiro fruto da relação entre o modelo e Leandro, em 2002 – foram cerca de 710 a 720 GTB fabricados. Em 1971, a PUMA havia lançado um protótipo batizado de GTO que, dois anos mais tarde, entraria em produção com o nome de GTB (Gran Turismo Brasil). O bloqueio aos carros importados naquela época e o crescente apetite do publico brasileiro por carros esportivos, fez do GTB um dos mais desejados (e caros) modelos da sua época.

 O GTB era também um dos mais rápidos, graças a sua leve carroceria em fibra – cerca de 1.200 Kg – e conjunto motor / transmissão da Chevrolet de 4.1 litros, era capaz de atingir os 193 km/h. Inversamente proporcional a sua velocidade é a facilidade para se encontrar peças para um carro tão raro. “Fiquei 10 anos procurando o friso que contorna a grade. Só achei ano passado, em São Paulo, graças a um amigo”, conta Leandro.

A criação do Clube do GTB visa criar um banco de dados sobre modelos sobreviventes e facilitar a troca de informações sobre o carro. É o que relata Leandro. “Estamos catalogando os modelos existentes, como foi feito pelo Clube do Santa Matilde. Nos inspiramos na ideia deles e estamos registrando,  aos poucos, as três gerações do GTB”.

Em três meses de trabalho, o Clube já registrou 12 carros, uma marca expressiva, dada a raridade do carro e o receio inicial dos seus orgulhosos donos. Em parceria com o Site PUMA Classic, o clube quer encontrar outras informações técnicas como a codificação de cores da época.

Quanto ao seu exemplar, ano 1978, Leandro busca aos poucos conciliar o visual original com alguns aspectos agressivos, como os Pneus Cooper Cobra com letras brancas, nas rodas de desenho original, porém com diferentes especificações: 15×7 na frente e 15×10 na traseira.

Manter um PUMA não é uma tarefa das mais fáceis, pois além das peças raras, são incomuns também são os profissionais que sabem como lidar com a carroceria em fibra de todos os exemplares. É como Leandro gosta de brincar “Seja um Herói, tenha um PUMA”. Graças a esses super-heróis, parte da história automobilística nacional está preservada para as futuras gerações.

De Férias Com Os Antigos

Normalmente, as férias de verão estão associadas às viagens para praia ou campo, muito calor e momentos de descanso com toda a família e pé na estrada. Para encarar as rodovias está o principal companheiro dessas horas, o automóvel. Mas, o que fazem os proprietários de carros antigos nas tão aguardadas férias?

Mário César Buzian, proprietário de um impecável Dodge Dart 1979 – chamado carinhosamente apenas de “Sumatra”, nome de sua coloração marrom – aproveitará as férias para colocar a manutenção do clássico Chrysler do Brasil em dia. “Nessas férias eu pretendo desmontar o interior do Sumatra para lavar o carpete, depois limpar detalhadamente tudo no porta-malas e cofre do motor”, conta.

E isso é só o início, a seguir Mário explica qual será a próxima etapa: “Após essa faxina, um bom polimento externo, as verificações de praxe como troca de todos os filtros e fluídos e, se sobrar tempo (entenda “dinheiro”), mexer nas suspensões dianteira e traseira, trocar todas as buchas, borrachas, tensores, pivôs e amortecedores”.

Por fim, os últimos acertos. Um deles, para encarar o calor dessa época do ano. “Quero reinstalar o engate traseiro Turiscar e mandar dar uma revisada em todo o sistema de ar-condicionado”.

A preocupação com a manutenção também será prioriade para Raphael Banos, proprietário de três clássicos General Motors do Brasil. São eles: um Chevrolet Opala 1977, outro modelo SS4 1974 e uma Caravan, também esportiva, ano 1980. “No meu periodo de férias, normalmente procuro adequar meus horários com o de mecânicos, funileiros etc e levar os carros para fazer revisões preventivas ou manutenção de detalhes”.

Enquanto conversávamos, Raphael disse como já começou a cuidar da saúde de seus carros. “Agora mesmo aproveitei uma brecha na agenda para levar um dos carros para uma revisão na carburação e trocar alguns detalhes de acabamento do interior”. Banos lembrou em seguida que essa é uma preocupação constante. “Não que isso não seja feito durante o ano todo, mas na férias tenho mais tempo para matutar como fazer e também tempo de mexer eu mesmo, o que é raro de acontecer devido à falta de tempo”, explica.

Sobre viajar com um dos seus antigos, Raphael prefere a calmaria de outras épocas do ano. “Nunca viajo de antigo nas férias, pois só tiro um descansinho entre o Natal e o Ano novo, ou seja, é o período mais quente, mais lotado, com um volume de pessoas alcoolizadas muito maior. São fatores que me intimidam a arriscar os ‘meninos’ nas estradas”.

Outro elemento decisório para deixar os antigos “de férias nas férias” é o conforto. “Apesar de amar os antiguinhos, viajar com um carro moderno, com todas comodidades contemporâneas, é muito melhor e a mulher não reclama”. Mas isso não impede que Raphael coloque seus clássicos para rodar. “Eu adoro viajar com eles, mas em epócas mais vazias e menos perigosas”, conclui.

Crie Seu Opala

Após 10 anos foragido em algum ponto obscuro da cidade de Osasco, eis que Rodrigo Tavares, um dos colaboradores, dá um sinal de vida, bem legal por sinal. Agora entre Chevettes e Marajós e renegando cada vez mais a Pacata (sua Caravan), Rodrigo me manda o seguinte e-mail:

Eae velinho como está ? sumi de novo eu sei rs…
Tava viajando pela net qdo acho isso aqui
http://www.falcao.info/crie/opala.html
merce um post bacana ?
Obs.: Sei q o seu nao tem calota na cor do carro, mas coloquei para ver como ficaria.

Este é o meu possante, o Jeremias, imortalizado em Flash.

Esta é a Pacata. Você pode ajudar na escolha da cor dessa Caravan clicando no link da barra ao lado.

Se você é um apressado e não tem o mínimo saco para leitura, principalmente para as minhas idiocracias, já deve ter clicado no link. Aparentemente é o site pessoal de uma pessoa chamada Eduardo Falcão. Ele é o criador da lúdica ferramenta. Parabéns a ele e divirtam-se.

Você Decide

Caros amigos, estou precisando de uma ajuda de vocês. Em breve a minha Caravan 1976 – também conhecida como pacata – irá passar por um processo de restauração/customização e estou com uma dúvida tremenda: Qual a cor que devo pinta-lá ?

A cor original é a Prata Inca que, na minha opinião, não é feia, mas nossas ruas já estão muito cheias de metal preto, prata ou qualquer cor entre essas duas. O outro problema é que como os carros dessa década possuem muito cromados, a cor prata acaba “apagando” os cromados, que eu acho o mais charmoso.

Sei que não é uma Caravan, mas esse carro é do antigo dono dela. Dá para vê-la parcialmente ao fundo, no lado esquerdo.

O problema do cromado pode ser resolvido com uma cor mais escura, puxando para um cinza, mas eu acho que não muito clássico, então achei outras cores de época mais interresantes;

Bege

Se existe algo mais anos 70 que um carro bege ou dourado eu desconheço, e como o bege dele sólido é não me agrada totalmente, pensei em um dourado, puxando para o cobre, como nas fotos abaixo. O unico problema dessa cor que eu não sei se ficaria bom o carro dourado com o interior preto. E não vou fazer o interior monocromatico.

Azul

Essa cor é original da linha 77 do Opala, é uma azul metálico de extremo bom gosto e, em conjunto com os cromados, resultam em uma combinação de extremo bom gosto.

E se não gostaram de nenhuma delas, estou disposto a receber sugestões, se possível, com fotos.

Valeu pessoal e conto com a colaboração de vocês!

Minha Nova Amante

Marajó 1989: Da maneira em que veio ao mundo.

Como havia falado anteriormente, estive afastado do blog por um tempo, mas foi por um bom motivo. No final do ano passado, indo para casa em um sábado a noite, um “sujeito” conseguiu a proeza de amassar o parachoque traseiro da minha “esposa”, a Caravan 1976, de uma maneira extremamente infeliz. O desatento motorista, atrás da Pacata em um semáforo que acabara de abrir, resolveu testar a teoria da física onde 2 corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e ao mesmo tempo. A teoria, infelizmente para mim e para minha companheira, provou ser verdadeira da pior maneira. Por sorte, a pequena pancada comprometeu só o parachoque traseiro, peça que já tinha sobressalente em casa. Fiz a troca na minha bela senhora no dia seguinte pela manhã, ainda com raiva.

Após esse fatídico episódio, decidi que era hora de dar um descanso para a minha companheira. Era hora de namorar uma nova donzela. Mas não podia ser qualquer uma. Tinha que ser uma me agradasse e que, em um futuro próximo e após algumas modificações, pudesse ser uma parceira divertida de se andar. Cheguei a procurar por um Chevette. Mas, convenhamos, tal modelo modificado  já é algo comum. Como nunca gostei de ser mais um no meio de tantos e já tenho uma queda por “elas”, procurei por sua irmã renegada, a Marajó. A minha única condição para o nosso matrimônio é que ela estivesse em um bom estado de conservação.

Há um mês minha procura chegou ao fim. O nome dela? Mary Jane. Agora, é ela que me faz companhia diariamente. Com apenas 21 aninhos (1989), Mary é  exatamente como eu queria: Um corpo, digo, lataria alinhada, interior em bom estado e mecânica 1/6 S impecável. Como é desinibida, bebe álcool. O seu ano de nascimento coincide com o último de fabricação. Mary usa saltos, digo, rodas aro 14 de aço do Vectra GL 1997. Particularmente as acho bonitas, principalmente em seus pés. Ela ainda tem certidão, digo, manual e nota fiscal da época.

Seu único defeito é a sua pele, digo, pintura. Está com alguns – pra não dizer vários – podres. Em compensação, estruturalmente ela é muito integra. Nunca foi agredida (batida) e tem todos os detalhes originais.

Agora Mary Jane é minha amante, companheira diário. Enquanto isso, a minha esposa, a Caravan, vai para a restauração. Assim que estiver pronta será a vez da Mary receber um agrado. No caso dela, um novo motor mais moderno.

O Valor do Seu Antigo

Réplica da Pacata.

Não sei se meus colegas daqui já passaram por algo parecido, mas vou contar uma pequena história que ocorreu no último Domingo, quando eu estava saindo do encontro do Clube amigos do Opala em Osasco. Era começo da tarde e eu estava saindo quando fui parado por 2 rapazes perguntando se eu tinha interesse em vender a Caravan, a pacata para os mais íntimos. Apenas respondi: “Vendo, mas o preço vai ser salgado”. Resposta padrão quando escuto esse tipo de pergunta.

Os potenciais “compradores” pediram um preço. Pensei, fiz um calculo mental rápido, falei da baixa quilometragem do carro, do fato que ele nunca passou por restauração e que está quase 100% original, com exceção dos retrovisores e pneus diagonais. Também disse que não tinha muito interesse em vender agora. Ainda assim soltei a bomba: “Quero R$20 mil”. Sei que o carro não vale isso, nem se fosse placa preta. Mas é meu, é maravilhoso de andar, chama muita atenção na rua. É quase como se tivesse uma alma própria, uma parte minha, que quando fica parada em casa eu sinto falta dela. Como vender uma parte sua ? Mesmo com uma valor alto?

Os 2 arregalaram os olhos, me agradeceram pelo tempo, parabenizaram pelo carro e foram embora. E isso não é a primeira vez que acontece. Sei quanto vale o meu carro, o valor justo. Também sei os defeitos e qualidades e quanto valeria se fosse placa preta. Ainda assim não quero vender, mesmo se eles pagassem os R$20 mil que pedi, acho que não venderia.

Bom amigos, contem a sua história com seu antigo, você venderia ele ?

IV Encontro Anual do Clube do Opala de Jundiaí

Uma vista panorâmica do evento.

Antes de tudo, gostaria de agradecer mais uma vez o amigo Daniel pelo convite. No Parachoques Cromados pretendo deixar a minha marca minha na Intenet, tentando juntar pessoas com as mesmas paixões que as nossas: Muscle Cars, Opalas e automóveis em geral. Se puder ajudar, mesmo que seja uma pessoa, já me dou como satisfeito.

No último domingo do mês de novembro, em Jundiaí, Estado de São Paulo, foi realizado o 4º encontro anual do Clube do Opala de Jundiaí, com presença de mais de 400 Opalas e Caravans do Brasil inteiro, incluindo alguns colegas Opaleiros que viajaram mais de 1.000km para comparecer ao encontro.

Foi um evento inesquecível. Saímos em carreata da Capital (mais precisamente, do Extra Anhangüera). De acordo com meus cálculos, com aproximadamente 49 Opalas e Caravans, de diversos anos e estado de conservação.  Bela organização do clube Amigos do Opala.

Chegando ao ponto de encontro, uma cena linda pôde ser apreciada. Várias pessoas juntas por um mesmo objetivo e com a mesma paixão. Na formação do comboio, outra emoção. Imaginem aquela fila de Opalas, com o som dos motores 4 cilindros se misturando aos famosos 250  de 6 cilindros.  Haviam também aqueles com preparação aspirada ou altamente modificados.

O som dos modelos turbo se destacavam, graças à válvula de prioridade fazendo aquele ruído perfeito, cuspindo os resto da queima realizada no motor pelos magníficos coletores 6×2. Uma música para os ouvidos.

A cena era uma pintura perfeita para os olhos. O cheiro de borracha queimada se confundia com a mistura levemente rica dos carros turbinados e à álcool. Era sublime. Eu sei que sou meio louco, mas gosto dessa mistura de cheiros.

Mas e o meu carro?

Infelizmente, minha Caravan 76, mais conhecida por Pacata, estava no mecânico e sem motor. Ela está passando por uma revisão bem grande. mesmo assim, consegui uma carona com um colega Opaleiro dos bons, também dono de uma bela Caravan.

Saímos sentido Rodovia Anhangüera. Que coisa ótima, pegar estrada de Caravan, mesmo não sendo a minha, vendo pelos retrovisores aquela fila interminável de clássicos da Chevrolet.

A viagem foi tranquila, ao som de AC/DC, chegamos no horário previsto ao parque da Cidade, em Jundiaí.  No local, me deparo com outra cena de estremecer as pernas. Mais de 400 Opalas, estacionados, perfeitos, lindos, com seus orgulhosos donos,  que sabem valorizar um clássico. Não trocam seu veiculo dito “velho” por nenhum veículo atual. Nem com seus inúmeros sensores, fios e motores cobertos, quase que por vergonha.

Obrigado General Motors, por produzir o Opala.

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