Chevrolet Impala 1964 até de Olhos Vendados

O site da Lowrider Magazine, especializada nos bólidos que literalmente “andam baixo” acredita que um fã da cultura pode estar em qualquer lugar. Desde um professor primário, passando por um médico ou até mesmo um policial. Segundo a experiência deles, você nunca sabe quem é o dono da caranga mais legal do bairro.

Um exemplo, é o ex-jogador da NBA, Cedric Ceballos, que durante anos, está envolvido com os lowriders. Quem imaginaria Ceballos, que atuou pelos Los Angeles Lakers e Phoenix Suns, conhecido pelas suas enterradas, gostava de passar tanto tempo rodando próximo ao solo? Indagou a publicação.

O fascínio do ex-atleta pelos lowriders está diretamente ligado a sua infância. Cedric  cresceu cresceu em Los Angeles e, antes de voar até o aro, precisava ir andando até a escola, no bairro de Compton.  Nessas viagens até o estabelecimento de ensino, as imagens dos carros andando em três rodas, pulando com as rodas da frente ou apenas rodando bem perto do solo, ficaram gravadas em sua retina.

Mesmo com seu talento para o basquete, sua Mãe fez do possível e impossível para que Ceballos chegasse a universidade de Cal State Fullerton para ter uma educação formal. Mesmo não sendo uma universidade tradicional para o recrutamento de jogadores, Cedric atraiu a atenção dos “olheiros” da NBA e foi escolhido pelos Phoenix Suns em 1990. Em sua carreira pela liga americana, jogou em mais quatro times e depois na Europa. Depois de pendurar o tênis, retornou aos Suns onde ocupa um cargo executivo.

Um, dos três maiores sonhos de Cedric Ceballos só foi realizado recentemente. O primeiro deles foi enfrentar Michael Jordan nas finais de 1992-93. Já o segundo, foi ter vencido o campeonato de enterradas quando realizou uma com os olhos vendados, há exatos, 20 anos. O terceiro e último era ver o seu Chevrolet Impala 1964 nas páginas da Lowrider Magazine.”É verdade!” disse Ceballos. “Desde que peguei a primeira edição da revista, sonhava em ver meu carro em suas páginas”.

O Elenco em “Dazed and Confused”


Pontiac GTO "The Judge" 1970: Aparece em boa parte do filme.

Como pude me esquecer desse… Dazed and Confused (Jovens, Loucos e Rebeldes, 1993) é um ótimo filme sobre o último dia no colegial de um grupo de adolescentes no “longínquo” ano de 1976, no subúrbio de Austin, no Texas. O título, em inglês, é uma referência direta a música de mesmo nome do Led Zepplin. Já o elenco da película é lembrado por ser o primeiro trabalho de algumas estrelas de Hollywoodianas, como Matthew McConaughey, Ben Affleck e Milla Jovovich.

O belo Ford Maverick Grabber 1971 é guiado por uma adolescente. Cena difícil de se imaginar nos dias de hoje.

O filme trata dos dilemas típicos do fim da adolescência e começo da vida adulta, de forma leve, mas sem ser superficial. Mas o que traz essa película a este blog não são os dramas adolescentes (ainda bem) e nem o elenco de futuras promessas, mas sim uma outra relação de astros muito mais interessante, os carros.

Outro "astro" é este Plymouth Duster 1973 envenenado.

Em Dazed and Confused é um prazer a parte vê-los em “ação”. Entre áspas mesmo, pois não espere cenas de perseguição ou coisas do gênero. No máximo, uma acelerada ou um racha, típicos daquela época. No entanto, é um prazer á parte ver e identificar o elenco sob quatro rodas, que desfila toda a elegância e beleza que, em um determinado período da história, os automóveis americanos tinham de sobra.

Esta Chevrolet Cheyenne 1972 tem uma participação logo no começo. Particulamente, gosto muito dessa geração de pick-ups da GM.

O destaque fica para o Chevrolet Chevelle SS 1970 dirigido pelo personagem de Matthew McConaughey, chamado, carinhosamente pelo dono de “Melba Toast” (Torrada).

Em uma determinada cena, David Wooderson (personagem de Matthew) abre o capô do Chevelle e começa a falar sobre as modificações feitas no seu V8 LS5 de 390 hp.

O fotogênico Chevrolet Chevelle 1970 em uma das poucas cenas de "Pé na tábua".

“Let me tell you what Melba Toast is packin’ right here, alright? We got 411 Positrac outback, 750 double pumper Edelbrock intakes, bored over 30, 11 to 1 pop-up pistons, turbo-jet 390 horsepower. We’re talkin’ some fucking muscle.” (David Wooderson)

Linha do Tempo: Chevrolet Camaro

Essa deu trabalho, mas vai valer a pena. O Camaro voltou as linhas de montagens esse ano e nada melhor que uma “Linha do Tempo” para mostrar todas as transformações pelas quais o modelo passou. São 36 anos de histórias, se não considerarmos o hiato entre 2003 e 2009, quando a GM decidiu tirá-lo de linha temporariamente para colocar em seu lugar, aquela pick up que não carrega nada e foi um fracasso, Chevy SSR. Junto com a onda das releituras que começou com o New Beetle e depois passou pelo Mustang e o Challenger, a GM decidiu ressucitar o 2º modelo mais emblemático (o primeiro posto pertence ao Corvette). Agora em sua quarta geração, o Camaro pode servir de símbolo para a retomada da montadora que já foi a maior empresa do mundo.

Vale lembrar que as fotos são enormes. Para visualizar em seu tamanho completo, basta clicar nelas.

Linha do Tempo: Cadillac Eldorado

Pesquisando sobre a linha do tempo, é interessante observar as metamorfoses pelas quais alguns modelos passaram. É possível contar a história de um País só de observar a (in) evolução dos carros e, as vezes, com toda uma divisão, com o passar dos anos. Um caso desses é a Cadillac e o Eldorado, o carro de luxo que por mais tempo foi produzido, foram 50 anos.

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O Eldorado começou como uma variação de acabamento e acabou virando um modelo próprio, dado o sucesso. No auge da fartura de gasolina nos anos 60, alguns modelos chegaram a ser equipados com motores de V8 8.2L! Na década seguinte os tamanhos permaneceram, mas os motores diminuíram bastante. Para os anos 80, ambos – motor e carroceria – perderam tamanho substancialmente. Em sua 8ª e última geração, nos anos 90, ele voltou a ganhar tamanho e motor, além de um ar esportivo. Em 2002, o Eldorado comemorou cinco décadas com uma edição especial de despedida.

Linha do Tempo: Toyota Celica

O último post feito com fotos da primeira geração do coupe japonês me inspirou a buscar fotos, ano a ano de cada modelo, até o fim de sua produção, em 2006. O interessante sobre o Celica é que em 1978 foi lançado o Toyota Celica Supra, que depois daria origem a um outro modelo esportivo, apenas chamado Supra, este, falecido em 2002. É uma pena que a montadora da cidade de Aichi, no Japão, tenha desistido de produzir carros com uma abordagem mais esportiva.

“El” Ford Sierra

Ford Sierra Cosworth ou "Cosy" pros íntimos.

A Ford, ao longo de sua história, lançou alguns modelos com um nome em espanhol. Nos Estados Unidos nas décadas de 60 e 70, por exemplo, tinha a camionete Ranchero.  Para a região da Austrália e Ásia, nos anos 80 e 90, a montadora americana oferecia o Festiva. Aqui no Brasil, podemos lembrar do extinto Del Rey e do Fiesta, este, ainda em produção. Mas e no Velho Continente? Por lá, a Ford oferecia aos europeus um sedã média chamado Sierra. E é dele, em sua versões “quentes” e desconhecidas por aqui, que vamos falar um pouco agora.

Primeiramente, um carro que me agrada muito. Um veículo que nossos irmãos argentinos tiveram, mas que (infelizmente) nunca chegou ao Brasil. O modelo começou sua trajetória de sucesso no mercado europeu no ano de 1982, substituindo o Taunus e em 1983 na Argentina. Tiveram diversas versões, com motorizações 1.8, 2.0. A versão top de linha contava com um V6, de 2.8 litros o XR4x4. Com tração integral nas quatro rodas, acelerava de 0 a 100km/h em 9 segundos. Velocidade máxima de 205 km/h.

1983 com o V6

As melhores versões foram as que tiveram a colaboração da inglesa Cosworth, preparadora e fabricante de peças de alta performance do velho continente. Em 1986 foi lançado o Sierra RS Cosworth, que contava com um motor 2.0 DOHC, equipado com uma turbina Garrett T3 e intercooler. Desenvolvia 204cv a 6.000 rpm fazendo o 0-100 km/h em 6.8 segundos, com a máxima de 242km/h.

No ano de 1987, foi lançada uma versão especial, a RS 500 Cosworth, com o propósito de conseguir a homologação do carro em diversas provas de automobilismo, principalmente o Rally. A mecânica era baseada na RS comum, mas com ajustes e pequenas alterações para aumentar a cavalaria para 225 cv. Também foram feitos novos ajustes de suspensão e adição de um body-kit. Foram produzidos apenas 500 unidades do modelo.

RS 500: Como o nome sugere, apenas 500 unidades.

Para 1990 veio a última versão esportiva de Sierra, o Sapphire RS Cosworth 4×4, baseado na versão Sedan do modelo. Em minha opinião a mais bela e discreta, assuntando muitos donos de carros esportivos. Vinha com o motor 2.0 turbo-intercooler e, como o nome já diz, tração nas 4 rodas.

Saphire, versão 'precisosa' do Sierra.

Três anos mais tarde, para a tristeza dos fãs, o Sierra sairia de produção.

Prazer, Chevette

Chevette 1974.

Chevette 1974.

Por Aurélio Oliveira

Você, com certeza, ja ouviu falar muito de mim. Eu sou o Chevette e o meu nome foi criado para que todos lembrassem que eu fui o primeiro carro pequeno da família Chevrolet fabricado no Brasil.

Aliás, a GM me lançou em maio de 73 fazendo uma ligeira provocação ao mercado de carros pequenos com uma propaganda que dizia que a GM não estava lançando apenas mais um carrinho!  Ah! Essa foi boa…

De fato! Eu cheguei com um design internacional, com bastante conforto interno, eu era fácil de dirigir, manobrar, era estável e, acima de tudo, eu era um carro seguro. Meu motor então… Nem se fala! Moderno, com comando de válvulas no cabeçote, suspensão firme e olha… Eu era despojado! Nem chave no tanque de gasolina eu tinha… Acredita?

Eu fui um carro à frente do meu tempo! Sabe porquê? Meus primeiros quatro protótipos foram testados à exaustão e chegaram a rodar cerca de 1.400 quilômetros por dia… É verdade! Rodamos um total de 750 mil quilômetros!  Isso… Antes de ser lançado, é mole? Por isso que dizem que eu fui um carro que nasceu e cresceu na estrada!

Economia, grande qualidade em tempos bicudos.

Definindo novos padrões.

Durante 20 anos eu fui um sucesso! Chegaram a fabricar uma versão de quatro portas, depois um modelo hatch, depois a perua Marajó e, finalmente, uma picape… A Chevy 500, lembra?

Chevy 500. Foto 4 Rodas.

Chevy 500. Foto 4 Rodas.

Mas aí a concorrência foi se modernizando… Lançaram o Uno da Fiat, o Gol da Volks com refrigeração a água e eu comecei a envelhecer!

Minha última unidade saiu da fábrica em novembro de 93… Mas eu saí de cena com um agradável sabor de vitória e uma doce sensação de missão cumprida!

Mas eu ainda posso ser visto por aí… Nas mãos e no coração de alguns brasileiros que nunca conseguiram se esquecer e se separar de mim… Nem eu deles!

Linha do tempo

1973 – Inicio produção
1973 – Especial
1975 – SL e GP
1978 – Reestilização
1979 – Chevette 4 portas e versão Jeans
1980 – Hatch e novos pára-choques
1981 – Novos faróis, Marajó, versão S/R com motor 1.6
1982 – Motor 1.6
1983 – Reestilização e câmbio 5 marchas
1984 – Pick-up Chevy
1985 – Câmbio automático opcional
1987 – Reestilização
1988 – Motor 1.6S
1989 – Fim da Marajó
1990 – Fim do Câmbio automático
1991 – Apenas a versão DL
1992 – Versão Júnior 1000
1993 – Término produção
1995 – Término produção Chevy

Unidades produzidas: 1.630.000

Fonte: Carros na Web