Prazer, Chevette

27 07 2009

Chevette 1974.

Chevette 1974.

Por Aurélio Oliveira

Você, com certeza, ja ouviu falar muito de mim. Eu sou o Chevette e o meu nome foi criado para que todos lembrassem que eu fui o primeiro carro pequeno da família Chevrolet fabricado no Brasil.

Aliás, a GM me lançou em maio de 73 fazendo uma ligeira provocação ao mercado de carros pequenos com uma propaganda que dizia que a GM não estava lançando apenas mais um carrinho!  Ah! Essa foi boa…

De fato! Eu cheguei com um design internacional, com bastante conforto interno, eu era fácil de dirigir, manobrar, era estável e, acima de tudo, eu era um carro seguro. Meu motor então… Nem se fala! Moderno, com comando de válvulas no cabeçote, suspensão firme e olha… Eu era despojado! Nem chave no tanque de gasolina eu tinha… Acredita?

Eu fui um carro à frente do meu tempo! Sabe porquê? Meus primeiros quatro protótipos foram testados à exaustão e chegaram a rodar cerca de 1.400 quilômetros por dia… É verdade! Rodamos um total de 750 mil quilômetros!  Isso… Antes de ser lançado, é mole? Por isso que dizem que eu fui um carro que nasceu e cresceu na estrada!

Economia, grande qualidade em tempos bicudos.

Definindo novos padrões.

Durante 20 anos eu fui um sucesso! Chegaram a fabricar uma versão de quatro portas, depois um modelo hatch, depois a perua Marajó e, finalmente, uma picape… A Chevy 500, lembra?

Chevy 500. Foto 4 Rodas.

Chevy 500. Foto 4 Rodas.

Mas aí a concorrência foi se modernizando… Lançaram o Uno da Fiat, o Gol da Volks com refrigeração a água e eu comecei a envelhecer!

Minha última unidade saiu da fábrica em novembro de 93… Mas eu saí de cena com um agradável sabor de vitória e uma doce sensação de missão cumprida!

Mas eu ainda posso ser visto por aí… Nas mãos e no coração de alguns brasileiros que nunca conseguiram se esquecer e se separar de mim… Nem eu deles!

Linha do tempo

1973 – Inicio produção
1973 – Especial
1975 – SL e GP
1978 – Reestilização
1979 – Chevette 4 portas e versão Jeans
1980 – Hatch e novos pára-choques
1981 – Novos faróis, Marajó, versão S/R com motor 1.6
1982 – Motor 1.6
1983 – Reestilização e câmbio 5 marchas
1984 – Pick-up Chevy
1985 – Câmbio automático opcional
1987 – Reestilização
1988 – Motor 1.6S
1989 – Fim da Marajó
1990 – Fim do Câmbio automático
1991 – Apenas a versão DL
1992 – Versão Júnior 1000
1993 – Término produção
1995 – Término produção Chevy

Unidades produzidas: 1.630.000

Fonte: Carros na Web





Os cromados em Fast & Furious 4

24 03 2009

A série Fast & Furious faz um grande sucesso por misturar a cultura de carros com corridas ilegais e muita ficção. Tentando agradar a todos os tipos de aficcionados por máquinas, os produtores procuraram misturar diferentes “correntes de pensamento” dessa cultura, as duas principais são os carros japoneses abarrotados de spoilers e os Muscle Cars (meus favoritos).

Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8

Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8

Além do Gran Torino, já mencionado no post abaixo, a franquia Fast & Furious traz mais carros antigos em seu “elenco”. Digo isso, porque nesse tipo de filme, as verdadeiras estrelas são os carros. As histórias são bem medíocres pra dizer a verdade. (Ainda não engoli aquela invencionisse do último filme, onde colocaram o motor de um Nissan Silvia num Mustang 1968 Fastback).

Para este quarto filme, os produtores resolveram trazer de volta alguns carros que marcaram a franquia, principalmente no primeiro da série. No filme de 2001, o que se via eram dezenas e dezenas de carros japoneses, mas de quem o público se lembrava mesmo era outro modelo, o Dodge Charger 1970 de Toretto (Vin Diesel), usado na última cena de ação.

Foram usados quatro Chargers para o filme atual. Um com o clássico motor Hemi modificado e outros 3 com motores Chevy 350 para manter o custo baixo. Ao longo dos anos, o Charger foi muito judiado pela a indústria do entretenimento. (Odeio a série Dukes of Hazzard por causa disso, estima-se que quase 300 Charges 1969 foram destrídos na série). O rareamento desses carros elevaram seus preços substacialmente, fazendo com a equipe do filme tivesse dificuldades para encontrar exemplares. 

Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.

Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.

Ao final do primeiro filme, de 2001, o personagem de Vin Diesel, Dominic Toretto, é visto num lindo Chevelle SS 454 1970 rumo ao México. Poucos notaram essa cena, mas ela não passou desapercebida pelo coordenador dos carros no filme, Dennis McCarthy. A ligação com o filme atual é que, para não ser reconhecido, Toretto modifica o Chevelle retirando sua pintura original, cobrindo-a com primer, e envenenando o motor para disputar rachas. Ebora retratado no filme como um legítimo 454 Ls6, foram adiquiridos pela produção, dois Chevelles SS 396 no ebay. Como não participaram de nenhuma cena mais arriscada, ambos sobreviveram as filmagens e hoje estão guardados. Menos mal. 

Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.

Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.

Uma novidade interessante foi incluída na última versão de Fast & Furious. Trata-se de um Chevy Truck 1967 muito modificado. No primeiro filme existem muitas cenas absurdas envolvendo o roubo de cargas. Os caminhões pareciam estar sendo guiados por computadores ou no piloto automático, pois os motoristas não demonstram qualquer reação. Ao invés de Hondas Civic Coupé, o roteiro atual previa o uso de algumas El Caminos para as novas cenas de roubo a carga. McCarthy logo descartou e sugeriu o uso de um veículo mais plausível e é aí que o Chevy entra em cena. Ele é quipado com o gigantesco motor Chevrolet de 502 polegadas cúbicas e os maiores pneus traseiros que a produção conseguiu encontrar. Assim como os Chevelles, nada de mais grave aconteceu com os dois exemplares dessa linda picape e atualmente elas estão guardadas.

Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?

Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?

A outra  novidade está na inclusão de um carro dos anos 80, o Buick Grand National ou GN-X 1987, também dirigido pelo personagem de Vin Diesel. Ao que tudo indica o carrão, da era dos mullets e sintetizadores, aparece logo na cena de ação na abertura do filme. Ao todo, 7 carros foram usados e maioria deles tiveram um fim trágico. Um atenuante é que apenas um GN-X foi usado pela produção, os outro 6 eram Grand Nationals comuns. O dado curioso é que alguns não usaram o seu tradicional motor V6 turbo e sim o bom e velho v8 350. Outra curiosidade é que um deles teve o seu chassi invertido para que fosse realizada uma cena onde o carro anda de ré em alta velocidade.

Vamos aguardar e ver o resultado do filme. É uma mistura de emoções ver esses carros antigos em filmes de ação. Ao mesmo tempo em que é divertido vê-los fazendo acrobacias, me ocorre tamém que alguns são destruídos para se fazer algumas cenas. Em breve colocarei aqui mais alguns carros usados no filme, que tem previsão de estréia em abril.