Desafio em Detroit

21 10 2009

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

O sempre excelente Best Cars publicou a história de um dos carros com estilo e apelo mais dramáticos entre os Muscle Cars, o Dodge Challenger. Lá conta que o modelo chegou ater um substituto, de mesmo nome, mas de origem japonesa. Coisas típicas da administração Lee Iacocca que, embora seja uma heresia para muitos, inclusive pra mim, ajudou a tirar a Chrysler do buraco que ela voltou a se enfiar. Como o site bem lembrou, um novo desafio pro “desafiador”.





Antigos Tupiniquins

1 10 2009

Ontem, uma concessionária em Minas Gerais. Hoje seria uma coleção invejável.

1974: Ontem, uma concessionária em Minas Gerais. Hoje seria uma coleção invejável.

Já acompanhava há um tempo e vacilei em não colocar um registro aqui. Uma dica interessante para nós, que gostamos de carros com classe, é o blog Antigos Verde Amarelo. Além de informações sobre os modelos que fizeram história na indústria automobilística nacional, tem uma coleção de fotos incríveis de concessionárias e cenas do cotidiano da época.





À Procura

31 07 2009

http://marciojames.files.wordpress.com/2009/01/a-procura-da-felicidade-poster01.jpg?w=122&h=180

À Procura da Felicidade

O ator Will Smith interpretou, em 2005, Chris Gardner, um aspirante a executivo que passa por diversas dificuldades com seu filho de cinco anos para ter sucesso em sua carreira e na vida. O nome do filme? “À Procura da Felicidade”. Já no campo da música, Afrika Bambaaataa – um dos percursores do Hip Hop – lançou uma música, em 1983, chamada de “Looking for the Perfect Beat”. Exatos 20 anos depois, Marcelo D2, fazendo referência à Bambaataa, lançou o “À Procrura da Batida Perfeita”.

Eu, em 2009, estou à procura da felicidade tentando encontrar o Opala perfeito. Depois de quase cinco anos juntando dinheiro, ou melhor, guardando o que  sobrava do auxílio estágio e mais recentemente do salário, comecei a pesquisar preços do modelo clássico da GM. Meus alvos são os as primeiras gerações, de 1969-70, 1971-74 e 1975-79. mas, por uma questão de praticidade, que envolve a quantidade de modelos fabricados e peças disponíveis, concentro meus esforços nos modelos de 75 a 79.

Propaganda Opala 1975.

Propaganda Opala 1975.

No começo de março visitei uma loja na famigerada Anhaia Mello. Lá tinha um Opala, que havia visto inicialmente no site Webmotors, mas nada como conferir pessoalmente. Era 1975, amarelo, câmbio na coluna e com banco inteiriço. As condições gerais do carro eram razoáveis. A lataria aparentemente alinhada, a maioria das peças originais estavam lá, como retrovisores, volante, calotas etc. Tinha outras coisas a serem feitas, como pintura (havia um rachado considerável no porta-malas), alguns frisos faltando e troca de algumas peças do motor.

O preço pedido era de R$ 7.500. Eram 6 pelo carro e 1,5 de documentos atrasados. Achei melhor esperar e procurar por algo melhor. No meio daquele mês fui ver um outro carro, dessa vez 1976. O dono era um colecionador e, segundo ele, queria vender algumas de suas jóias – entre eles o Opala – para levantar uma grana e comprar um Mustang 1968. Não botei muita fé quando vi as fotos no site. A cor não me agradava e as fotos não vendiam bem o carro. Mas em vista das melhorias feitas na parte mecância, achei que valeria a pena dar uma olhada ao vivo.

Opala 1976 em ótimo estado de conservação.

Opala 1976 em ótimo estado de conservação.

O carro estava excepcionalmente bem conservado. Na parte interna e externa. Olhando a cor de perto não parecia tão sem graça. O tom claro combinava com o marrom escuro do interior, bem típico dos anos 70 e bem ao meu gosto também. Por dentro ele estava impecável, olhei atentamente e não encontrei um detalhe a ser feito. Sob o capô, o confiável 4 cilindros tinindo, funcionando perfeitamente. Fiquei tão impressionado que perguntei ao dono porque ele não havia tentado colocar a placa preta. A resposta era a falta de tempo. E o melhor de tudo isso era o preço, R$ 9.500.

Infelizmente fui demitido uma semana antes de fechar negócio. O lado ruim é o óbvio, além da demissão, não comprei o carro ideal para as minhas pretensões. Não teria como mander um Opala desempregado. Mas, menos mal que isso aconteceu antes de comprar e enfrentar os problemas de se ter um filho de 34 anos pra cuidar.

Recentemente voltei ao mercado de trabalho e, por consequência, voltei também a procurar pela pedra preciosa da GM. Aos poucos me deparei com alguns bons modelos e com preços interessantes. O que mais me chamou a atenção foi um 1978 “Azul Hawaii”. Não cheguei a vê-lo de perto, mas nas fotos enviadas pelo dono, parece estar em ótimo estado.

Opala 1978 Azul Hawaii

Opala 1978 "Azul Hawaii"

Por enquanto não tenho a quantia pedida pelo dono – muito gente boa por sinal – mas quem sabe num futuro próximo. Aliás, conversando com o atual propietário, pretendo fazer a história breve desse Opala em particular. Saber quais foram / foi seu(s) dono(s) anterior(es), como chegou ao atual e o que pretende o seu futuro dono. Pretendo, também, postar alguns relatos sobre a minha saga, inspirado no ótimo Opala Adventure.

Enquanto isso, continuo à procura.





Encontro de Autos Antigos no Grande ABC

16 07 2009

Divulgação

Chegou no meu email, reproduzo aqui como serviço de utilidade pública. Eu vou.

Caro, segue em anexo release sobre o III ABC Old Car e Parts – Antigos no Campus, um evento de autos antigos que realizamos anualmente no Grande ABC, no Campus do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul. É a Detroit brasileira reverenciando sua história.

Guaraná Menezes, 1974.

Guaraná Menezes, 1974.

Este ano o tema central será os “50 Anos do Fusca no Brasil”, quando vamos organizar uma linha do tempo. A idéia é mostrar como o modelo despertou (e desperta) tanta paixão e as “criações” que nasceram sobre sua base mecânica. Será um belo programa cultural para as famílias no final das férias. O evento vai de 31 de Julho a 02 de Agosto.

Mas teremos vários outros veículos e marcas expostos

No total devemos ter em torno de 350 veículos expostos. Programamos quatro palestras entre elas a de Roberto Nasser (Simca), Bird Clemente (Histórias das Competições no Brasil), e José Luiz Vieira – Evolução da Mobilidade)





Garagem do Bellote

20 05 2009
Mini Cooper 1975 (Foto: Renato Bellote/Garagem do Bellote)

Mini Cooper 1975 (Foto: Renato Bellote/Garagem do Bellote)

Quem gosta de carros antigos tem que, obrigatoriamente, passar pelo site Garagem do Bellote. Belíssimas fotos, vídeos e textos leves e descontraídos contam a história de diversos modelos clássicos nacionais e importados. E tudo feito pelo próprio Renato Bellote.

300 produzidos. Apenas 1 no Brasil. (Foto: Renato Bellote/Garagem do Bellote)

300 produzidos. Apenas 1 no Brasil. (Foto: Renato Bellote/Garagem do Bellote)

O site ainda revela agradáveis surpresas. Descobri lá que existem diversos modelos raros “rodando” aqui no Brasil. Um belo exemplo é este De Tomaso Deauville 1974. Vale a pena conferir.





Dicas?

15 05 2009
O encontro de titãs. O encontro de titãs.

Sempre que possível nós, do Parachoques Cromados, publicamos dicas de matérias ou vídeos correlatos aos nossos amados carros antigos. Navegando pela web, me deparei com uma que, a princípio, ficaria perfeita para o PC, no site da Car and Driver nacional. Com o título “Quadrilha do Asfalto” e a foto de um Dodge Challenger Branco 1974 seguido por seu sucessor moderno, o Challenger S-RT 8 2008 e os Mustangs Fast Back 1967 e outro Bullit 2008. Me ocorreu, na mesma hora, colocar o link aqui, mas, antes, precisava ler seu conteúdo.

A idéia da matéria era comparar os modelos antigos com suas reeleituras atuais, criando um gancho com os filmes “Vanishing Point” (Corrida contra o Destino) e “Bullit”, nos quais,  Challenger e Mustang eram as principais estrelas, respectivamente.

O repórter teve o privilégio de dirigir as quatro máquinas e, em seu texto, dá detalhes ricos e precisos sobre as impressões ao dirigir. O que sobrou de informações ao sentir a dirigibilidade os carros, faltou na hora de apurar, algumas informações básicas.

Leiam e desfrutem da matéria, realmente está muito boa, mas antes faço duas considerações. A primeira delas é em relação ao ano Challenger antigo. Diferente do que é dito na matéria, o modelo guiado pelo autor é 1974 e não 1970, como é informado pelo site.

Challenger 1974: Lateral frisada.

A principal diferença entre os dois modelos é a lateral. Em 1974, o Challenger ostentava quatro “furos” horizontais e retangulares. Não entendi como o repórter não percebeu essa diferença, pois na própria diagramação da matéria é mostrado a foto do modelo 1970, usado no filme “Vanishing Point”. 

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Tudo bem, erros acontecem, pensei comigo mesmo.

A matéria, depois dos Challengers, volta sua atenção aos Mustangs. O tom preciso de avaliação é o mesmo. No entando, leio outro deslize do autor. Ao falar sobre as alterações estéticas do carro usado no filme o repórter crava: “…alguns frisos foram removidos, colocadas rodas foscas mais largas usadas nos Mustang Shelby e sacaram o cavalo cromado da grade do radiador, já que a Ford não soltou grana de patrocínio para o filme”.

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Isso também está incorreto. É justamente o contrário.

 Em 2003, o jornal San Francisco Chronicle fez uma matéria sobre os 35 anos do filme e sua épica perseguição pelas ruas da cidade. O diário convidou pessoas envolvidas no filme para revisitar as ruas onde tudo aconteceu. 

Vejam o que a matéria gringa diz:

“The bad guys’ car was supposed to be a different Ford model (the automotive company had a deal with the studio), but it couldn’t handle the pounding. Local car lots were searched and production started with two identical Mustangs and three sturdy Dodge Chargers.”

Em livre tradução livre algo como:

“O carro dos dois bandidos era para ser um modelo Ford diferente (Um Galaxie?) (a companhia de automóveis tinha um contrato com o estúdio), mas o modelo não manejava como o esperado. Revenda de carros locais foram procuradas e a produção começou com dois Mustangs idênticos e três Dodge Charges robustos.”  

Já li em algum lugar que a remoção do cavalo da grade frontal do Mustang foi idéia do próprio Steve McQueen. A intenção era mostrar que o policial que usava seu próprio carro no serviço não tinha tempo nem dinheiro pra fazer os reparos necessários. Também é creditado a Steve a idéia da adoção dos Dodges Charges pois, com o patrocínio da Ford, ficaria inverossímel se todo carro mostrado no filme fosse mesma marca.

De qualquer forma, mesmo com esses dois delizes, sempre que tenho a oportunidade, leio a C/D Brasil. É uma das melhores revistas do mercado sobre automóveis em minha insignificante opinião.





Gran Torino: Os filmes e o carro

24 03 2009
Cartaz oficial do filme

Cartaz oficial do filme

Estreou na última sexta o filme Gran Torino, que tem Clint Eastwood como diretor e ator principal. A película leva esse nome graças a um outro “ator” coadjuvante, um Gran Torino 1972 Cobra Jet com um motor de 351 cilindradas. Sobre esse modelo, as coisas já não iam muito bem para os Muscle Cars naquele ano.

Em 1970 o embargo da OPEP direcionado ao mundo ocidental, especialmente  os Estados Unidos, pegaram os Yankees de calças curtas. Outro fator preponderante para o desaparecimento dos deltóides em Detroit foram os seguros altos demais para carros de alta performance a preço acessível, o que tornava impraticável arcar com os custos de um carro com esse perfil.

Gran Torino: Mesmo em tempos de crise, manteve a classe.

Gran Torino: Mesmo em tempos de crise, manteve a classe.

Sendo assim, de 1970 a 1974, o mundo testemunhou o auge e o fim repentino dos Muscle Cars. O Gran Torino, mostrado no filme, está já na curva descendente dessa era, mas não deixava de ser um carro e tanto. Para aquele ano, a Ford oferecia alguns pacotes que melhoravam a dirigibilidade do carro, bem como os freios a disco.

Embaixo do capô, a montadora conseguiu fazer milagre em tempos de crise. A versão top, com o motor 351 Cobra-Jet (como a mostrada no filme), tinha em torno de 300 cavalos e fazia de 0 a 100 em 6.8 segundos. O quarto de milha ficava em torno dos 15.4 segundos. Nada mal para tempos de vacas magras, ou nocaso desses carros, cavalos mal nutridos.

Já o filme, trata sobre a vida de Walt Kowalski (Clint Eastwood). Um veterano de guerra reacionário e preconceituoso que vê seu bairro, antes um subúrbio ao estilo “sonho americano”, ser ocupado por minorias. Kowalski mantem guardado em sua garagem o Gran Torino em condições excelentes de conservação e, após uma tentativa de roubo mal sucedida, torna se o elo entre Walt e seus vizinhos do Sudeste Asiático. Assisti na Pré e na Estreia. Confiram na telona o quanto este Gran Torino 1972 é fotogênico.

E aguardem. O próximo filme da franquia Fast & Furious (Velozes e Furiosos) trará em seu elencooutro Gran Torino do mesmo ano. Pelo o que apurei, dessa vez, o carro interpretará um papel mais desafiador: será o meio de transporte do vilão do filme.

As câmeras parecem ter gostado dele e não é difícil entender o porquê..

As câmeras parecem ter gostado do Gran Torino e não é difícil entender o porquê.