Dodge Challenger R/T 1971 “Mr. Norm”
Fotos: Darin Schnabel.
Mr. Norm está para a Chrysler assim como Shelby está pra Ford ou Yenko para Chevrolet. Possuia uma concessionária em Chicago chamada Grand Spaulding Dodge, que ficou conhecida por todo os Estados Unidos graças as modificações que promovia nos já bem apimentados . O exemplo acima é mais uma das obras de Mr. Norm. Em 1971 o cerco já estava bem fechado para os carros de alta cilindrada cúbica e, aquele ano, marca o fim dos Hemi. Por essas razões, os modelos 1971 da Chrysler, que são equipados com o elefante laranja, são muito bem valorizados hoje em dia, chegando a marca dos quatro dígitos.
A Coleção de Carros de Corrida da Bowden
A coleção de carros da Bowden é a maior da Austrália com esportivos,Muscles e carros de turismo. Eles começaram fazendo seus próprios produtos para cuidados de carro há mais de 10 anos e agora partilha seu acervo com aqueles que são apaixonados por essas máquinas.
A família Bowden começou seu caso de amor com carros de corrida da Austrália, em 1973, quando adquiriu oprimeiro carro para sua coleção - o famoso Ford GTHO Fase IV. Desde então, os Bowden têm dedicado o seu sangue, suor e lágrimas para encontrar, recuperar e manter essas peças vitais da história do automobilismo australiano.
Para conferir estas e outras fotos, em alta resolução, da vasta coleção da família Bowden, basta se inscrever no site Bowdens Own.
Chevrolet C10 1971
Fotos João Mantovani / Full Power.
Tem gente que não gosta, principalmente no mundo dos antigos. Mas confesso que tenho um fascínio com carros rebaixados. Especialmente depois que encontrei o site Stance Works. Projetos como o feito nessa Chevrolet C10 1971 só fazem me apaixonar mais. “Quando essa C-10 1971 foi encontrada, estava bem podre, mas completa nos detalhes de acabamento, perfeita para uma restauração geral. Mas isso era apenas o primeiro passo. “Foram consumidos três anos para chegar a esse resultado”, explica Castello. E, nesse intervalo de tempo, diversas histórias ficaram na lembrança do proprietário. “Os acessórios originais, avaliados como aceitáveis quando adquiri o carro, simplesmente desmanchavam quando tocados! Para deixar uma grade perfeita, fui obrigado a utilizar três peças meia-boca”, conta”. Continue a leitura Aqui.
Dodge D100 Dude 1970-71
No auge da era Muscle Car, muitos modelos não escaparam do visual chamativo daqueles tempos. Nem mesmo a pacata e “trabalhadeira” Dodge D-100 americana, que também foi fabricada por aqui, diga-se. Em 1969 a Chrysler passou a oferecer ao pacote de aparência esportiva para a picape, chamado de “Dude Sport Trim Package”. Era essencialmente uma D100 de 1/2 tonelada com as faixas em “C” laterais, semelhantes as exibidas em alguns Coronet Super Bee’s e no Dodge Charger R/T 1971 nacional, e calotas estilo Dog Dish (vasilha de cachorro em tradução livre).
Outra diferença para a D100 comum, era a tampa traseira, que também contava com um decalque, mas sem as letras em relevo típicas da picape. O teto era oferecido na cor das faixas e era pintado com uma tinta texturizada. Nos folders de divulgação da época, também era oferecido o revestimento em vinil.
Os números de produção para a D100 são bem baixos, em relação a GM e Ford. Isto torna a versão “Dude” desejável para alguns colecionadores, principalmente as que saíram em 1970. Naquele ano, foram 38.857 e, em 1971, 33.487 veículos. Estima-se que entre 1.500 e 2000 “Dudes” tenham sido encomendados entre as quase 73 mil picapes fabricadas nesses dois anos em que foi oferecido o pacote. As opções eram mais variadas no que dizia a respeito da aparência do que em avanços de engenharia. Os motores oferecidos eram o Slant 6, o small block V8 318 (5.2L) e o big block V8 383 (6.2L). Havia uma grande variedade de cores e o comprador podia optar por bancos separados, com um console ao meio, e ar condicionado.
Chevrolet Opala SS 1971: 40 Anos
Durante seus 24 anos de produção ele angariou consumidores fiéis. Quase 20 anos depois de sair das linhas de produção, deixou uma legião de fãs. Reza a lenda que, quando foi anunciado seu fim, devotos do modelo e trabalhadores da GM protestaram na porta da fábrica em São Caetano do Sul. O Chevrolet Opala deixou um legado na história da indústria nacional de automóveis e sua versão esportiva só ajudou a engrandecer o mito. O primeiro deles, o Opala SS produzido em 1971, completa 40 anos.
Em março daquele ano, a revista 4 Rodas convidou o legendário construtor, chefe de equipe e fundador da Lotus, Colin Chapman e o, não menos importante, na época campeão do mundo de F1, Emerson Fittipaldi para avaliar alguns esportivos nacionais, a saber: Dodge Charger, Puma, TL, Galaxie e Corcel. Chapman fez uma ressalva quanto aos freios do Opala, mas foi o modelo que mais lhe agradou.
“Deve ter havido alguma falha de ajuste na montagem dos freios”, comentou. Disse que o defeito pode ter sido eventual, mas ao dar nota, preferiu considerá-los “ruins”. Depois disso, entrou muito quente numa curva, mas sorriu satisfeito quando o carro obedeceu bem e fêz a curva sem problemas. Por fim disse que, se fosse comprar um dos carros que testou no Brasil, escolheria o Opala 4100. “Ele acelera muito bem, é macio, veloz e estável. Mas os fabricantes devem tomar mais cuidado na montagem do freio”.
Já Emerson gostou do desempenho e criticou as linhas sóbrias do Opala. O desempenho esportivo do Opala SS foi o que mais impressionou Emerson: chegou aos 180 km/h marcados no velocímetro e elogiou a estabilidade do carro. Gostou também da posição de dirigir, da alavanca de câmbio instalada no console e achou ótimos os freios (que não falharam, ao contrário do que ocorreu com Chapman). Mas achou muito alto o nível de ruído interno e fez outras restrições:
“Acho que o carro poderia ser um pouco mais baixo e ter rodas mais largas. Talvez isso melhorasse sua tendência de sair de frente, quando a gente entra muito quente nas curvas”. Também não gostou do estilo: achou que as linhas poderiam ser ” mais atuais” e que um carro com o desempenho do Opala SS deveria ter duas portas e não quatro: “Aquelas faixas pretas pintadas nos lados e no cofre do motor dão ao carro um jeito agressivo que não combina com as quatro portas”.
Hoje em dia pode parecer normal carros esportivos com quatro portas, mas em 1971, era algo inusitado. Naqueles tempos a preferência majoritária do público era pelos modelos 2p. Por essa razão, os Opalas SS 1971 são especiais, pois foram os únicos feitos em 4p, pois os Opalas coupes só seriam lançados no ano seguinte.
A aparência era chamativa, com listras no capô e laterais, como se tivesse saído do departamento de design da GM em Detroit. A grade frontal ostenta a lendária sigla “SS”, bem como o painel do porta malas. Aliás, não há um consenso sobre o que o duplo S significa. Alguns acreditam que seja “Separed Seats” (bancos separados, em inglês) outros, me incluo nesse grupo, defendem que as letras significam “Super Sport”. A primeira propaganda do modelo menciona o Chevelle e o Camaro, indicando que o Opala faz parte da “Escuderia SS”. Seguindo a lógica de que, lá na terra do Tio Sam, SS sempre quis dizer Super Sport, e levando em consideração a natureza esportiva do modelo, só posso concluir que seja isso mesmo.
Mas, falando em bancos separados e natureza esportiva, o interior é um dos mais belos e únicos entre todos os Opalas SS. A combinação entre o volante e a manopla de câmbio em madeira só esteve presente naquele ano. Diferente dos primos americanos esportivos, de onde vem sua inspiração estética, o motor era o 6 cilindros em linha de 250 polegadas cúbicas e 138 hp, o que atendia mais do que o suficiente a necessidade do nosso mercado. Hoje, é um dos Opalas mais raros com poucas unidades sobreviventes. e a natureza esportiva do modelo, Confira a Linha do Tempo com os Opalas SS fabricados entre 1971 e 1980.
Chevrolet Heavy Chevy: O SS dos Pobres
Além de ser um dos modelos mais emblemáticos e populares mundialmente hoje, o Chevelle foi também um dos nomes mais bem sucedidos comercialmente na época de ouro dos carros americanos. Para se ter uma ideia, entre os 10 Muscle Cars mais vendidos, o médio da Chevrolet figura em quatro posições com os modelos 1964, 1965, 1966 e 1969.
Em 1971, as empresas de seguro já pegavam pesado com os Muscle Cars. O custo anual de se ter um carro equipado com o motor mais potente poderia chegar até 1/4 do seu preço total. Atenta a isso, a Chevrolet passou a oferecer uma versão bem espartana, mas de viés esportivo, do seu Best Seller Chevelle, com o inusitado nome de Heavy Chevy. A intenção, assim como foi feito com o Chevy Rally Nova e o Oldsmobile Rallye 350, era vender um carro simples, sem muitos itens, mas com ar de esportividade. O curioso é que este Chevelle “Pé de Boi” apareceu apenas um ano depois, da marca da gravata, ter oferecido ao público americano o carro de passeio mais potente do mundo daquele ano: O Chevelle SS 454 LS6.
Introduzidos no meio daquele ano, o pacote Chevy Heavy, código RPO YF3, era uma resposta óbvia a mudança de atitudes, bem como uma tentativa de vender a imagem de desempenho para aqueles que, provavelmente não poderiam se dar ao luxo de pagar as altas taxas dos seguros para os poucos Muscle Cars remanescentes da Chevrolet.
Características incluídas nos Heavy Chevy era o capô idêntico ao dos Chevelles Super Sport – isso incluia os famosos os pinos. Haviam ainda listras adesivadas na lateral e decalques com a inscrição “Heavy Chevy” sobre o capô, pára-lamas e tampa do porta malas. Outra características era a grade e molduras dos faróis pretas, As rodas eram as esportivas Rally 14×6 sem sobre aros.

"Poor Man SS". Esse era o apelido do Heavy Chevy. Algo como "SS do cara Pobre". O da foto é a propaganda de 1972.
No seu ano de estreia, foram 6.727 Chevelles ”Heavy Chevy” contra 19.293 Super Sports. Números baixíssimos para os padrões americanos, tornado-os altamente colecionáveis hoje em dia. Apesar dos RPO YF3 serem um esportivo de fachada, o alto nível de personalização que se poderia obter naqueles tempos, era possível que o comprador optasse equipa-los com qualquer V8, desde o Turbo Fure de 307 polegadas cúbicas padrão (5.0L) até o Turbo Jet LS3 400 (6.5L). O LS5 estava disponível. O Hevay Chevy durou apenas dois anos e foi descontinuado, junto com a bela carroceria de segunda geração do Chevelle, que havia estreado em 1968.
93.008: O Último Dodge Dart do Planeta
Curiosas são essas datas redondas. Gosto delas. Na prática podem servir para dar um ar de grandeza, importância, ás vezes de tempo decorrido. A verdade é que a relevância de um objeto ou fato está nos olhos do observador e alguns deles, por si só, já são marcantes o suficiente, independente de seus aniversários.
É o caso do último Dodge Dart do mundo a ser fabricado, nº de chassi 93.008. No dia 29 – ou 30 – do mês passado (não se sabe ao certo) completaram-se 30 anos que ele deixou as linhas de montagem em São Bernardo do Campo, bem como a Chrysler do Brasil deixava o nosso País.
A data ficou na minha cabeça porque no dia 26 do mesmo mês de 1981, esse que vos escreve deixava o ventre de sua Mãe que, curiosamente, dirigiu pela primeira vez, um Dart sedan 1971.
A história toda – do Dart, não a minha – está no AllPar.Com (em inglês) e também no livro “Dodge: A História de uma Coleção“ (obviamente em português) do seu salvador e proprietário Alexandre Badolato. A foto do último exemplar foi retirada do ótimo post do Crônicas Automotoras, sobre últimas unidades.
Dodge Charger R/T 1971: 40 Anos
São pouquíssimos os carros que conseguem transcender a barreira do tempo e continuar desejáveis para o mesmo público que foram direcionados em seu lançamento, mesmo anos depois. O Dodge Charger R/T 1971 brasileiro é um dos melhores exemplos e, neste ano, completa quatro décadas de sua primeira versão. No entanto sua jornada, até o status de lenda, não foi fácil.
A prosperidade vivida pelo nosso país no começo da década de 1970, bem como o surgimento de um mercado jovem e mais exigente, permitiu com que as montadoras diversificassem mais seus produtos e oferecessem versões esportivas de seus modelos. A resposta da Chrysler do Brasil, estabelecida no nosso país desde 1969, foi modificar e “envenenar” o Dodge Dart, modelo até então, de linhas sóbrias e com um viés de luxuosidade.
O Charger foi lançado em novembro de 1970 como modelo do ano seguinte. O público pode conhecê-lo melhor no Salão do Automóvel de São Paulo, em dezembro de 1970. O modelo também ganhou destaque nas capas das revistas Auto Esporte e Quatro Rodas daquele mês. A manchete no interior da segunda publicação não deixava dúvidas do que o modelo era capaz: “Charger RT. Êle faz 190 km/h e é o carro mais veloz do Brasil“.
Aliás, alguns números do modelo se mantêm insuperáveis até hoje. Seu gigantesco motor para os padrões tupiniquins, de 318 polegadas cúbicas (5.2 litros) e 215 hp é a maior e mais potente unidade de força já instalada em carro de passeio fabricado no País. Marcas que dificilmente serão superadas, dada a realidade atual do nosso mercado.
O nome e sobrenome – Charger e R/T (Road and Track, em tradução livre Estrada e Pista) – vieram emprestados do modelo de maior prestígio da marca americana. O visual do Dojão, apelido carinhoso dos fãs – era bem agressivo e típico dos modelos esportivos da época. Além de cores berrantes, contava com faixas negras laterais, teto de vinil e prolongamento das colunas C. Frisos paralelos horizontais mantinham suas lanternas frontais quase que ocultas por completo.
O Charger, assim como todos os carros de grande cilindrada, viram sua sorte deteriorar com a crise mundial do petróleo, no fim de 1973. As vendas do modelo começaram a declinar dramaticamente durante a década e, em 1979 – depois de uma segunda crise energética – deixou de ser fabricado. Em 1981, a própria Chrysler encerrou suas operações no país e vendeu suas instalações para a Volkswagen.
Os tempos bicudos da década de 80 foi decisiva para a dizimação dos Chargers e Darts. A desvalorização mercadológica – de um carro de consumo alto de combustível e fabricante que já não existia em território nacional – contribuiu para que milhares desses carros fossem vandalizados, abandonados e sucateados.
O colecionador e autor do livro “Dodge: História de uma Coleção“, Alexandre Badolato, estima em sua publicação que, dos 92.500 Dodges fabricados – incluindo todas as variações e níveis de acabamento – algo em torno de 5 a 8 mil carros tenham sobrevivido. Badolato acredita que 90% foram destruídos, desmanchados ou sucateados.
Rogério Simone, um dos autores do livro “Dodge: Esportividade e Potência“, lembra – em entrevista a Livraria da Folha - que os carros valiam menos que eletrodomésticos. “…os Dodges não tinham valor algum. Chegavam a ser trocados por uma geladeira ou uma TV”. Diante desse cenário estarrecedor, as poucas unidades remanescentes, hoje são bem valorizadas. “O valor de um Charger R/T 1971 (primeiro ano de fabricação do modelo), em estado original, pode ser de até 100 mil reais”, concluiu Rogério.
Plymouth Sport Fury GT 1970-71
De 1961 a 1969, a Chevrolet reinou praticamente sozinha, em um segmento inusitado, o de Full Sizes (carros do tamanho de uma quadra de tênis) esportivos. Os Chevy Impala SS era o que havia de mais rápido à partir dos 5.30m. Em 1970, a GM decidiu passar os emblemas SS para os “médios” como o Chevelle e o Nova.
De 1970 em diante, a Chrysler, por meio da Plymouth, quis fazer a sua parte em fazer transatlânticos acelerar que nem um jet ski. O Plymouth Sport Fury GT tinha uma concepção simples, o maior carro da divisão com o maior motor, o V8 de 440 polegadas cúbicas (7.2L).
As motorizações começavam com o Sport Fury S/23, com o velho conhecido V8 de 318 polegadas cúbicas (5.2L) e ‘modestos’ 230 hp. Era o mesmo motor que equipava os Dodge Dart brasileiros. O Sport Fury GT mais desejado, tinha um carburador de corpo quadruplo e desenvolvia e desenvolvia 350 hp. Como opção, o mesmo V8 440, mas com o “Six Pack”, este, com três carburadores de corpo duplo que aumentavam a potência em 40 hp. Visualmente, o Fury era mais discreto que seus contemporâneos, apenas finas faixas e inscrições simples e pequenas.
No ano seguinte, o Tio Sam enquadrou os motores de alta performance causando decréscimo na potência. Os Sport Fury GT 1971 passaram a render 335 hp no 440 comum e 385 no Six Pack. Os números de produção são baixíssimos. Foram 666 Furys, apenas 61 com o Six Pack e 689 unidades do S/23. Em 1971, a produção caiu quase pela metade, com apenas 375 modelos fabricados.
O Plymouth Fury não era uma resposta a uma tendência de mercado, nem inaugurou uma, mas, com certeza, criou um potencial clássico.
Scat Pack & Rapid Transit System
No auge da era Muscle Car, a Chrysler não estava totalmente satisfeita, mesmo com seus motores potentes e o sucesso nas pistas. Afinal de contas, o Tio Sam que saber do lucro e a marca da estrela de cinco pontas buscava a liderança em vendas no segmento. A fim de fidelizar os consumidores e diferenciar do restante, o departamento de marketing da Dodge, criou o Scat Pack, uma espécie de clube de seus modelos esportivos. A ideia foi tão bem sucedida que a Plymouth fez o mesmo e criou o Rapid Transit System.
O Scat Pack, criado em 1968, não fazia alterações nos carros de alta performance da Dodge, apesar das faixas Bumblebee presente em todos eles, o decalque duplo poderia ser excluído pelo comprador, caso optasse. No início daquele ano, faziam parte do grupo o Charger R/T, Coronet R/T, Dart GTS e Swinger 340 e o Super Bee. O “clube” fazia sua divulgação por meio de propagandas em revistas, adesivos e até vestimentas.
Em 1970, com o reposicionamento mercadológico de alguns e o lançamento de novos modelos, houveram mudanças nos “sócios” do Scat Pack. Eram eles o Dart Swinger 340, Coronet Super Bee, Charger R/T, Challenger e o Charger Daytona. No ano seguinte o Charger Super Bee assumiu e substituiu essa versão do Coronet e o Demon 340 passou a ser sócio. O ano de 1971 marca também o último ano do Scat Pack.
Assistindo ao sucesso da Dodge, que aquela altura já havia vendido cerca de 100.ooo Chargers, a outra divisão da Chrysler, a Plymouth, também criou uma lista de carros que passariam a fazer parte de um “clube”. Nascia assim o Rapid Transit System, que se presumia ter uma relação com a nomenclatura R/T (Road/Track), mas não passava de um jogo de palavras. A terminação R/T pertencia exclusivamente aos modelos da co-irmã Dodge.
Já no Scat Pack, o ponto alto foi em 1970, quando a Dodge criou incrementou o Clube, com uma Newsletter. Também foi criada uma mala direta, por meio de um catálogo, disponível aos membros sem custo e um pacote exclusivo “Scat Package” de peças da Mopar. Isso incluía o Showboat (Roupas), Read Out (Medidores), cartão de membro, emblemas para bordar em jaqueta, um guia de 40 páginas sobre automobilismo, um informativo mensal Dodge Performance News, e um quinzenal Dodge Scat News. O custo total de todas essas regalias eram 3 dólares por ano, o que em dinheiro de hoje, seria algo em torno de 17 dólares.
No outro lado do muro, a Plymouth descrevia o Rapit Transit System da seguinte forma:
Agora temos um sistema (System). Um programa integrado… É um conceito de alta performance de transporte total, que combina as lições aprendidas nas competições, uma rede de informação, de pessoas que entendem de alta performance, peças e produtos de alta gama. O Rapid Transit System são anos de experiência de corrida em Daytona, Indianapolis, Riverside, Irwindale, Cecil County. São os próprios carros de corrida, de Drag, Grand National, rally e modelos campeões. É toda experiência adquirida em todas estas corridas.
O Rapid Transit System é a informação – um canal direto de nós com você – sobre como ajustar e modificar o seu carro, qual o equipamento a utilizar e como configura-lo para corridas. (Isso inclui tudo, desde catálogo com peças alta performance, Clínicas com Super Carros, decalques para o Road Runner e dicas para os Hemis de corrida). … O System são peças de alta performance – Coletores especiais, escapes, pistões, rolamentos, etc – que estão agora mais facilmente disponível por meio de autorizadas localizados estrategicamente em todo o país.
O Sistema é mesmo um pouco da ação para os iniciantes. Vamos dizer que você ainda está alguns anos longe de uma carteira de motorista, mas isso não diminuiu seu entusiasmo por carros. O seu desenho animado favorito é o Road Runner (Papa-Léguas), o seu carro favorito é Road Runner e você só queria que sua garagem fosse um pouco maior. Bem, talvez você não tem idade suficiente para dirigir, mas com certeza você pode vestir um Jaqueta de corrida Plymouth. E você também pode pegar – ou enviar para alguém – vários de nossos decalques, etiquetas, catálogos e informatios…
Acima de tudo, o Rapid Transit System é o produto, que abrange tudo para um “subestimado” Plymouth Duster V8 com 340 polegadas cúbicas, passando pelo gigante V8 de 440 polegadas cúbicas do Sport Fury GT, até o Hemi-’Cuda com um tremendo Air Grabber exposto.
E, entre eles, há Road Runners e os GTXs, disponíveis com tripla carburação dipla, e sistemas de vácuo, de indução. Os ‘Cudas com baixo pesoe V8 340. Cada um é um carro de alta performance completa. Com suspensão, freios, transmissão e pneus para corresponder. (O System não permite que um carro que não faça curva, não pare ou não corresponda quando ficar sob pressão quando você está nele.)
40 Anos do Dodge Charger 1971
No ano passado, dediquei algumas linhas para alguns modelos que se tornaram quarentões. O ano de 1970 marcou o ponto mais alto da era dos motores excessivamente potentes. Já 1971 dava os primeiros sinais que a curva de potência era descendente, o que não tira o brilho de um carro bem icônico, que ganharia uma nova carroceria naquele ano, o celebrado Dodge Charger .
Enquanto outras montadoras reduziam de forma mais acentuada a cavalaria de seus carros, a Chrysler resistiu o quanto pode. As ultrajantes opções de motor, como o 426 Hemi, manteve seus 425 hp, já os 440 e 440 Six Pack, perderam 5 hp, mantendo ainda respeitáveis 370 e 385 hp, respectivamente.
O Dodge Charger ganhou uma carroceria totalmente nova, perdendo 5 centímetros de entre-eixos. As opções de acabamento iam do mais simples SE ao todo poderoso R/T. Esta última, com grafismos bem chamativos, faixas e capô pretos e uma gama de cores bem berrantes e chamativas.
Os modelos equipados com o motor Hemi viam com um scoop no capô, pronto para sugar ar fresco para a gigantesca unidade de força ao toque de um botão no painel.
Esta carroceria duraria até o ano de 1974, mas 1971 marcaria o último ano dos 426 Hemi. Tudo indica que a Chrysler preferia ver sua obra prima ser aposentada no auge, ao vê-la ser estrangulada pelas leis de emissões do ano seguinte.
Gosto dessas datas redondas e já planejava escrever algo sobre os modelos que completam 40 este ano. O empurrão definitivo veio enquanto eu navegava pelo Carros Antigos, do mestre Nik, e me deparei com esta belíssima história acima, de um Professor aposentado que tem o mesmo Dodge Charger 1971 desde zero km.
Por uma coincidência cósmica, acabei de ver no Facebook que o Wellborn MuscleCar Museum, no Alabama, celebrará a data com um encontro nos dias 14 e 15 de outubro próximos. Proprietários de Chargers 1971 terão preferência, mas modelos de outros anos e Mopars no geral, também são bem vindos.
O Obscuro Oldsmobile Rallye 350 1970
O apogeu dos Muscle Cars em 1970 gerou alguns efeitos colaterais no mercado americano. Além das regras rígidas de emissões e segurança que estavam por vir, outro fator determinante para torná-los economicamente inviáveis foram as empresas de seguro. E não é difícil entender o porquê.
Em um período de relativamente curto – se considerarmos o primeiro da espécie o Pontiac Tempest GTO 1965 – as montadoras passaram a oferecer cada vez mais carros de alta performance para um público jovem recém criado. Desse modo, as seguradoras passaram a taxar os Muscle Cars com as mais altas tarifas, fazendo o comprador pensar duas vezes antes de optar pelo motor top de linha na concessionária.
Uma saída encontrada pelas montadoras foi oferecer o visual de Muscle Car, com faixas e cores berrantes, mas com um motor mais manso, para atrair o público que preferia o visual sobre a substância. Esses sub-nicho foi chamado na época de “Muscle Car Light”. A General Motors ofereceu algumas opções, uma delas foi o Chevy Nova Rallye 1971. As primeiras versões do Ford Maverick Grabber também seguia a mesma filosofia. A resposta da luxuosa Oldsmobile foi o obscuro Rallye 350. O que, comercialmente, foi um fiasco.
A marca havia se estabelecido nesse nicho de mercado com o 442, que combinava performance e luxuosidade, qualidades ausentes no Rallye 350. Fãs do modelo apontam alguns fatores para a obscuridade 350, como ter que dividir a concessionária com modelos similares, porém superiores, a falta de divulgação e visual exagerado. Os parachoques na cor do carro, pelo menos naquela época, não agradavam o comprador conservador da marca. No fim das contas, era um Cutlass comum, com um visual super exagerado.
Em termos de performance, o Rallye não tinha muito do que se envergonhar, até para os números de hoje. São 310 hp do motor V8 5.7 padrão da GM. O 0-100 fica na casa dos 7 segundos enquanto que o quarto de milha era coberto em 15 segundos. As opções de câmbio eram de 3 marchas manual no assoalho, Muncie 4 marchas ou o Turbo Hydra-Matic 350 automático.
Foram produzidas 3.550 unidades e a maioria delas ficou encalhada nos estacionamentos das concessionárias até 1971. A maioria delas foi vendida para os próprios funcionários da GM e autorizadas. Os Muscle Cars Light foram extintos assim como os convencionais. O debate hoje em dia entre os entusiastas é se eles podem ser considerados verdadeiros Muscle Cars.
Muscle Cars À Venda
A economia do nosso País deve estar muito melhor do que eu imagino. Explico. Não é raro nos comentários da seção “Vende-Se”, aqui do Parachoques Cromados, leitores perguntarem quanto eu quero, se aceito troca ou coisas do gênero. Hoje mesmo me foi perguntado isso. Muito desses comentários percebo que a pessoa não leu o Post, mas, para ajudar esses ávidos compradores de Muscle Cars que de vez em quando aparecem por aqui, vou indicar os dois principais sites que consulto, quando quero alimentar a seção de “Vende-Se”.
Localizada em Montana, ao norte dos Estados Unidos e, aparentemente com uma loja física, a Fast Lane Classics tem um grande inventário de carros clássicos americano, incluindo os muscle cars. Vou colocar abaixo alguns dos carros, das três grandes montadoras, que estão à venda:
Caso queira entrar em contato com eles, clique AQUI.
Como o nome mesmo sugere, a loja física está situada em Charlotte, na Carolina do Norte. A revendedora além de comercializar, restaura carros clássicos. Também é possível encontrar carros de alta performance mais recentes. E, é claro, muitos muscle cars, desde em seu estado original até os mais modificados. Abaixo, três exemplos do que se pode encontrar por lá:
Se você é rico, gosta de clássicos ou ganhou na Mega Sena recentemente, entre em contato com eles por AQUI.
Destaco ainda o Bring A Trailer, que é um site de indicações de carros à venda, em sua maioria no E-Bay Motors (Uma mistura de Web Motors e Mercado Livre gringo), de carros clássicos do mundo todo, separados por país. Se você tem a grana, a vontade e bom gosto, opções não faltam na web.
Linha do Tempo: Dodge Challenger
O desafio da Dodge em entrar no mercado dos pony cars, pelo menos em termos econômicos, não foi lá essa coisas. Ainda assim, quatro décadas depois, mesmo sendo um fracasso de vendas (confira os detalhes), o Challenger ganhou uma releitura, graças ao status de mito que ganhou durante todo esse tempo. Acima, os modelos que ajudaram a construir sua imagem durante seus breves anos de fabricação. De 1978 a 1983, graças a um acordo da Chrysler com a Mitsubishi, a Dodge ressucitou o nome da lenda, colocando-o no modelo da montadora nipônica, Galant Lambda. Mas que me perdoe a história e Lee Iacocca, me recuso a chama-los de Challenger.
Corrida Sem Fim – Two-Lane Blacktop
Este poderia ser mais um filme sobre carros, estrada e corridas, mas não é. Conceitualmente, Two-Lane Blacktop (Corrida Sem Fim, 1971) convida o telespectador a uma reflexão existencial, assim como outros Road Movies, entre eles, Vanishing Point (Corrida Contra o Destino, 1971) e Easy Rider (Sem Destino, 1969), cada um a sua maneira. Uma bela análise cinematográfica foi feita no Multiplot, vale a pena a leitura.
O enredo é bem simples. Dois amigos, retratados apenas como “Motorista” (James Taylor, músico) e “Mecânico” (Dennis Wilson, baterista do Beach Boys), viajam pelo país – em um Chevy 55 preparado artesanalmente – e sua única forma de renda vem de apostas em corridas. Em uma dessas viagens, são desafiados por um corredor (Warren Oates) a bordo de um Pontiac GTO. Este personagem também é apenas retratado como “GTO”. O desafio consiste em uma corrida até Washington D.C., onde o perdedor, perde o carro. Em meio a tudo isso, os três personagens “Motorista”, “Mecânico” e “GTO”, disputam a atenção da “Garota”, interpretada por Laurie Bird.
Quanto aos carros, nosso arroz com feijão, o filme também não decepciona. O Chevy 1955 150 tem uma aparência típica de Hot Rod e Gasser, com a pintura em primer, motor V8 de bloco grande e ausência de parachoque frontal. Já o Pontiac GTO “The Judge” 1970 era totalmente stock, o que não é nenhum demérito em se tratando de um Muscle Car. Nas cenas de ação, seu motor V8 de 455 cilindradas cúbicas (7.4 Litros) e 370 hp tiveram sua “sinfonia” captada pelos microfones. O mesmo aconteceu com o Chevy.
O filme não foi um sucesso na época do seu lançamento, incompreendido, talvez, pela sua linguagem mais densa do que o usual. No entanto, com o passar dos anos, adquiriu o status de cult e clássico “Road Movie”, principalmente por ter várias cenas na antiga Rout 66. Se você procura um filme profundo, por vezes sombrio, com diálogos minimalistas e temática existencial, este é o filme. Mas se você quer encher seus olhos com imagens de carros clássicos e ouvidos com o som de motores V8, esse também é “O” filme.
O Elenco em “Dazed and Confused”
Como pude me esquecer desse… Dazed and Confused (Jovens, Loucos e Rebeldes, 1993) é um ótimo filme sobre o último dia no colegial de um grupo de adolescentes no “longínquo” ano de 1976, no subúrbio de Austin, no Texas. O título, em inglês, é uma referência direta a música de mesmo nome do Led Zepplin. Já o elenco da película é lembrado por ser o primeiro trabalho de algumas estrelas de Hollywoodianas, como Matthew McConaughey, Ben Affleck e Milla Jovovich.
O filme trata dos dilemas típicos do fim da adolescência e começo da vida adulta, de forma leve, mas sem ser superficial. Mas o que traz essa película a este blog não são os dramas adolescentes (ainda bem) e nem o elenco de futuras promessas, mas sim uma outra relação de astros muito mais interessante, os carros.
Em Dazed and Confused é um prazer a parte vê-los em “ação”. Entre áspas mesmo, pois não espere cenas de perseguição ou coisas do gênero. No máximo, uma acelerada ou um racha, típicos daquela época. No entanto, é um prazer á parte ver e identificar o elenco sob quatro rodas, que desfila toda a elegância e beleza que, em um determinado período da história, os automóveis americanos tinham de sobra.

Esta Chevrolet Cheyenne 1972 tem uma participação logo no começo. Particulamente, gosto muito dessa geração de pick-ups da GM.
O destaque fica para o Chevrolet Chevelle SS 1970 dirigido pelo personagem de Matthew McConaughey, chamado, carinhosamente pelo dono de “Melba Toast” (Torrada).
Em uma determinada cena, David Wooderson (personagem de Matthew) abre o capô do Chevelle e começa a falar sobre as modificações feitas no seu V8 LS5 de 390 hp.
“Let me tell you what Melba Toast is packin’ right here, alright? We got 411 Positrac outback, 750 double pumper Edelbrock intakes, bored over 30, 11 to 1 pop-up pistons, turbo-jet 390 horsepower. We’re talkin’ some fucking muscle.” (David Wooderson)
Os Carros de Mark Donohue
Carros de corrida exercem fascínio com mais facilidade por razões óbvias. As combinações de cores, adereços (ou falta deles) fazem dos bólidos de competição peças únicas. Neste post, alguns dos mais belos Muscle Cars de corrida, na opinião desse que vos bloga, foram pilotados por Mark Donohue na Trans Am Series.
Donohue foi um dos pilotos mais bem sucedido dos Estados Unidos no final da década de 60, começo da de 70. Seu nome geralmente é associado aos Camaros e Javelins preparados pela equipe de Roger Penske que disputavam a competição, organizada pela Sports Cars Club of America (SCCA).
Seus principais rivais eram os Challengers e Mustangs, este último pilotado por outra lenda das pistas americanas, Parnelli Jones. Mark se sagrou tri-campeão da Trans Am em 1968, 1969 – pilotando o Camaro – e em 1971 – a bordo do AMC Javelin.
Mark tinha a fama de regular seu próprio carro. essa fama chegou as últimas consequências quando se constatou que Mark e Roger Penske despejaram ácido na lataria de seus Camaros para que estes perdessem peso durante treinos e corridas.
O sucesso de Mark Donohue o levou, entre 1972 e 1975, a diversas categorias, entre elas, F-Indy e F1. Em 1975, já na categoria máxima do automobilismo, após um acidente no GP da Áustria, Donohue, saiu do carro se queixando de dores de cabeça. O quadro consequentemente piorou, deixando-o em coma. Mark faleceu poucas horas depois de hemorragia cerebral, aos 38 anos de idade.
Ainda tenho dúvidas sobre quais são os mais belos, os Camaros de 1968 e 1969 ou os AMC Javelins de 1970 e 1971.
Linha do Tempo: Ford Maverick (EUA)
Para combater a invasão crescente dos importados, as montadoras americanas responderam com automóveis “compactos” e de baixo custo. A resposta da Ford foi o Maverick, que além da difícil missão de frear o avanço da concorrência, também substituiu o Mustang como opção “compacta” e barata. Em 1970, ano do seu lançamento, o Maverick custava apenas US$ 1.995. A publicidade de lançamento dizia “Um carro dos anos 70 com preço dos anos 60″.
- 1971
- 1972
- 1973
- 1974
- 1975
- 1976
- 1977
- 1970
Vende-Se: Fast & Furious Monte Carlo 1971
Esses dias fiquei sabendo que, no próximo mês, Vin Diesel e toda a turma do Fast and Furious desembarcam no Rio de Janeiro para filmar a fita mais recente da franquia. Estou curioso para saber quais carros serão usados por aqui, resta aguardar.
Não sou fã da série, mas, fou o braço a torcer para as escolhas que a equipe de produção faz para os Muscle Cars. Uma das mais acertadas, infelizmente, foi uma das menos usadas, o Monte Carlo 1971 do terceiro filme (Tokyo Drift / Desafio em Tóquio).
O visual sujo, feio, mal pintado contrastando com a mecânica perfeita me chamou muito a atenção. A ideia da produção era aproximar a aparência do Monte Carlo com os que competiram na Nascar. Por dentro, só o básico, bancos, um volante e velocímetro. Tudo protegido por uma gaiola de proteção.
Embora a tampa de válvula diga “Hardcore 632″ na verdade se trata de um V8 de 454 cilindradas cúbicas, aumentadas para 502, o equivalente a monstruosos 8.3 Litros. A potência? Cerca de 560hp. Assim como na Nascar da época, foram removidos os paralamas internos para acomodar os gigantescos Goodyears tipo biscoito.
Se os outros carros do filme foram equipados com peças importadas do Japão, o Monte Carlo recebeu o que parecia estar disponível no circuito oval mais próximo, como os freios a disco nas quatro e rodas Cragar de 15″ em aço e pintadas de preto.
- Participação triunfal do Monte Carlo.
- A única peça nova é o motor V8 de 560 hp.
- Por dentro, só o necessário.
- Torque sendo transformado em fumaça.
- Os Yankees do terceiro filme.
- Autonomia pra ir daqui até ali.
Não se engane pelo visual ou pelo maior capô da linha Chevrolet da linha 71, porque esse Monte Carlo é muito rápido. Os 0-100 km/h fica em 4.4 segundos e o 1/4 de milha em 12 segundos a 189 km/h.
Ao todo, foram feitas 9 unidades idênticas para o filme. Uma delas com os 560 hp já citados e outra com absurdos, 700 hp, esta com um V8 de 572 cilindradas cúbicas ou ridículos 9.3 litros! Imaginem os números dessa belezinha… As outras sete cópias foram equipadas com V8 small block e uma delas é que está a venda.
Onde Comprar: Ultimate Car Collection
Seu Por: US$ 15.000 (R$ 25.575,01 sem impostos)
Gone In 60 Seconds (1974)
Visionário, louco, astuto, diretor, roteirista, dublê, ator e corajoso, muito corajoso. Estas são algumas das qualidades que H.B. Halicki (guarde bem este nome) conseguiu reunir durante as filmagens de “Gone In 60 Seconds (1974). Sim, você não leu errado, 1974. Esqueça aquela refilmagem babaca com Nicolas Cage e Angelina Jolie, feita em 2000.
Com menos recursos monetários e tecnológicos do que seu homônimo mais recente, o Gone In 60 Seconds, de 36 anos, atrás produziu a cena mais longa de perseguição da história do cinema, com 34 minutos. O mais impressionante é que tudo foi feito de forma independente.
O enredo das duas películas é basicamente o mesmo: Uma série de carros precisam ser roubados e o principal alvo entre esses veículos é um Mustang. As semelhanças acabam aí, em nomes. No filme original, o protagonista imprime fuga em um Mustang Mach 1 1973, pelo menos no roteiro. Com um orçamento apertadíssimo, Halicki modificou um modelo 1971 com algumas peças do 1973 para parecer mais recente.
Embaixo do capô, o famoso V8 351 Cleveland da Ford. Na refilmagem, vocês se lembram bem, é um 1967 fastback altamente modificado por Chip Foose , que durante o filme é chamado de Shelby.
O que mais impressiona no Gone In 60 Seconds original são os detalhes da produção. Em que pese a inflação acumulada de 36 anos, o filme custou apenas US$150.000,00 e faturou mais de 40 milhões. Para fazer esse milagre da multiplicação,ao invés de atores profissionais, Halicki “contratou” amigos e familiares para manter orçamento sob controle. Policiais, Bombeiros, e Paramédicos que aparecem no filme são, agentes reais. Até o prefeito da cidade de Carson, Sak Yamamoto, faz uma aparição interpretando ele mesmo.
A ajuda da administração da cidade também ajudou Halicki na aquisição de veículos. Os carros de serviços mostrados no filme foram comprados por US$ 200 cada. A pechincha é porque estes veículos já estavam desativados há um ano e prestes a serem substituídos.
A fim de evitar problemas com um eventual acidente, a grande maioria dos veículos civis vistos durante a perseguição principal pertenciam a Halicki. Por essa razão, alguns deles se repetem ao longo da sequência.
Outra vaga semelhança entre os dois filmes é uma cena envolvendo o salto dos Mustangs no ápice de suas respectivas cenas de perseguição.
No filme de 2000, a computação gráfica salvou a pele de todo mundo, menos a do bom gosto. Percebe-se claramente que ese trata de um truque e nem se preocuparam em esconder isso.
Já em 1974, Halicki foi louco o suficiente para protagonizar todas as cenas de perigo, afinal ele era o seu próprio dublê. O Mach 1 pilotado por Halicki decolou por de 9 m de altura e atingiu 39 m de distância. Nem mesmo a gaiola de proteção nos padrões da Nascar evitou uma leve lesão na vértebra de Halicki que, segundo o diretor de fotografia Jack Vacek, nunca mais andou normalmente.
Um detalhe interessante, é que Halicki era proprietário de uma Mecânica e Funilaria onde eram feito reparos nos carros usados no filme e, inclusive, é mostrada no mesmo. Em diversos momentos, a produção foi interrompida por falta de dinheiro e esse outro negócio era o que gerava a renda necessária para que se retomasse as filmagens. O que é doloroso nessas produções, pelo menos pra mim, é ver tantos clássicos batendo, capotando ou sendo completamente destruídos.
O que me consola é que na época em que foi rodado, esses carros estavam em produção ou haviam acabado de sair de linha. Em todo o caso, se você gosta de carros, em especial os americanos, Gone In 60 Seconds de 1974 é um item obrigatório na suaprateleira.
A épica sequência de perseguição está disponível no Youtube em cinco partes. E como eu sou um cara muito legal, os links estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Aproveitem antes que alguma grande corporação mande tirar do ar. Nunca soube se a versão original foi oficialmente lançada no Brasil. Se alguém souber, por favor, se manifeste.
















































































































































































