Pontiac: Gato e Rato

6 11 2009

The Seven-Ups 1973

Dos mesmo produtor de Bullit e French Connection

A tal da internet é um saco sem fundo. Esses dias, bisbilhotando no Youtube atrás de algumas  perseguições de carro, me deparei com a excelente sequência do gênero no filme “Seven-Ups”. Não me lembro de ter visto este, embora não me pareça de todo estranho.

 

Numa rápida pesquisa descobri que se trata de um filme policial estrelado por Roy Scheider, o mesmo que atuou em “Tubarão”.  Scheider é um tira renegado que faz parte da “Seven-Ups”, uma força paralela da polícia que usa táticas não ortodoxas.

Resumos à parte, vamos ao que interessa. A cena é protagonizada por dois Pontiacs, ambos 1973. O ‘rato’ é um Grand Ville e o ‘gato’ é um Ventura coupe. Toda a sequência foi filmada em Nova York e há uma semelhança com as cenas em Bullit e não é por acaso.

O Rato Fujão: Grand Ville 1973

O Rato Fujão: Pontiac Grand Ville 1973

A qualidade e realismo da perseguição deve ser creditada a Philip D’Antoni. O produtor e diretor desse filme, tem em seu currículo, a produção das cenas de perseguição em Bullit e French Connection (Operação França).

Ventura 1973

O Gato Caçador: O Pontiac Ventura 1973

O Grand Ville, o “rato”, vinha de fábrica com o V8 de 400 cilindradas cúbicas com o 455 como opcional. Já o Ventura, o “gato”, desde 1971 derivava sua carroceria mais compacta – pros padrões americanos da época – do Chevy Nova. O motor base era o velho conhecido V8 de 350 cilindradas cúbicas com carburador duplo.

A perseguição em “Seven-Ups” mostra uma outra Hollywood, mais ousada, com carros e dublês de verdade e sem o seu atual vício em Computação Gráfica.

 





O Duelo

22 10 2009
Cartaz promocional de "Duel", filme de estréia de Spielberg

Cartaz promocional de "Duel", filme de estréia de Spielberg

Lidar com pessoas nunca foi uma tarefa simples. Tanto é, que existem profissionais que se especializam para tentar entender a índole humana. Agora transporte toda essa imprevisibilidade do gênio humano para o convívio social. Pior, coloque esse conjunto de sentimentos atrás de um volante em uma auto estrada.

Bem antes dos tubarões, et’s e dinossauros, Steven Spielberg estreava para o mundo cinematográfico transportando essa angústia para as salas escuras em “Duel”, de 1971, aqui no Brasil intitulado ”Encurralado”.

A trama do filme é bem simples e o seu acerto é transformar um desentendimento corriqueiro de trânsito, entre um motorista e um caminhoneiro misterioso, em uma caçada doentia.

O carro, um Plymouth Valiant 1971 é guiado pelo personagem principal, interpretado por Dennis Weaver. Já o caminhão, um Peterbil 281 1955 tem um condutor misterioso cujo rosto nunca aparece.

Como a idéia aqui não é contar o filme, recomendo pra quem não assistiu, procurá-lo. Além de ser o filme de estréia de Spielberg, é um prato cheio pra quem gosta de carros americanos antigos. Para Crítica de filmes em geral, recomendo a vocês meu amigo Hollywoodiano.

O Carro: Plymouth Valiant 1971

Plymouth Valiant 1971.

Plymouth Valiant 1971.

Na pré produção do filme, Spielberg não se importava com o modelo que seria usado nas filmagens, sua unica exigência é de que fosse vermelho. A ideia, em relação a cor, é que ele se destacasse nas estradas cercadas por deserto.

Era preciso ser um modelo com um motor sem potência, pra dar mais verossimilhança ao roteiro, no qual, um caminhão tanque teria perseguir o automóvel por grande parte do filme.

O provável motor usado no Valiant do filme – seguindo essa premissa de se usar o menos potente – é um 6 cilindros em linha de 3.2 litros (198 c.i.) com uma potência estimada entre 100 e 120 hp. O mais potente disponível para o modelo era o V8 de 5.6 litros (340 c.i.).

O Caminhão: Peterbilt 281 1955

Peterbilt 281 1955

Peterbilt 1955: Terror no Retrovisor

 

Para a escolha do caminhão, Spielberg promoveu uma espécie de teste, da mesma maneira que é feito com atores. Ele, pessoalmente, escolheu o Peterbilt 281 1955 pelo seu aspecto diabólico. O vidro bi-partido, a frente bem longa, para o diretor, davam um aspecto necessário para dar uma personalidade ao veículo.

Outra peculiaridade do monstrengo são as diversas placas no parachoque frontal, sugerindo que o próprio caminhão é um serial killer. “Passando por cima de motoristas em diversos estados” brinca Spielberg, em depoimento para a versão especial do filme em DVD.

Uma equipe era responsável por deixar o caminhão o mais feio possível. Algumas cenas eram feitas para parecer que o caminhão estava “vivo” enquanto atacava o personagem de Weaver.

Para cenas adicionais,  também foi usado um Peterbilt 1960.





Desafio em Detroit

21 10 2009

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

O sempre excelente Best Cars publicou a história de um dos carros com estilo e apelo mais dramáticos entre os Muscle Cars, o Dodge Challenger. Lá conta que o modelo chegou ater um substituto, de mesmo nome, mas de origem japonesa. Coisas típicas da administração Lee Iacocca que, embora seja uma heresia para muitos, inclusive pra mim, ajudou a tirar a Chrysler do buraco que ela voltou a se enfiar. Como o site bem lembrou, um novo desafio pro “desafiador”.





Vida em Marte

17 08 2009

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Não tenho tempo nem paciência para assistir TV, mas uma série, em especial, me chamou a atenção por sua história interessante e, é claro, pelos carros. O programa em questão se chama Life on Marsreferência à uma música do David Bowie – e é exibida no Brasil pelo canal FX. A trama mistura drama policial, ficção científica e um pouco de comédia. Em 2008, um policial novaiorquino, ao investigar o sequestro de sua parceira e namorada é atingido por um carro e acorda – inexplicavelmente – em 1973. A série é um remake, de mesmo nome, produzido na Inglaterra pela BBC.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Como toda produção que tenta retratar um certo período da história fielmente, Life on Mars o faz de forma magistral. Não só pelos carros, mas figurino, questões culturais e até a coloração das imagens, que têm aquele tom pastel, típico das séries policiais dos anos 70. Outro detalhe interessante que não passou desapercebido pelos produtores foi a reprodução das torres gêmeas que, em 1973, eram os prédios mais altos do mundo.

Os carros mais usados na série são o Chevelle SS 1971 do protagonista Sam Tyler, interpretado Jason O’mara e o Dodge Coronet 1972, frequentemente usado pelo seu chefe nos anos 70, Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Para quem gosta de carros americanos dessa época, é uma diversão à parte ver as cenas externas e de perseguição. No primeiro episódio, por exemplo, Sam, ainda confuso com a situação e com o que poderia ter acontecido, se olha no reflexo do espelho retrovisor de um Dodge Dart 1970.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Infelizmente, por causa das baixas audiências, a ABC, canal que a transmitia lá nos EUA, cancelou a série depois de apenas uma temporada ou 17 episódios. Enquanto não sai o box em DVD, existem dezenas de sites que colocam links para download dos episódios dessa e de outras séries. Quem quiser ver mais fotos dos carros usados nos primeiros episódios, pode clicar aqui.





À Procura

31 07 2009

http://marciojames.files.wordpress.com/2009/01/a-procura-da-felicidade-poster01.jpg?w=122&h=180

À Procura da Felicidade

O ator Will Smith interpretou, em 2005, Chris Gardner, um aspirante a executivo que passa por diversas dificuldades com seu filho de cinco anos para ter sucesso em sua carreira e na vida. O nome do filme? “À Procura da Felicidade”. Já no campo da música, Afrika Bambaaataa – um dos percursores do Hip Hop – lançou uma música, em 1983, chamada de “Looking for the Perfect Beat”. Exatos 20 anos depois, Marcelo D2, fazendo referência à Bambaataa, lançou o “À Procrura da Batida Perfeita”.

Eu, em 2009, estou à procura da felicidade tentando encontrar o Opala perfeito. Depois de quase cinco anos juntando dinheiro, ou melhor, guardando o que  sobrava do auxílio estágio e mais recentemente do salário, comecei a pesquisar preços do modelo clássico da GM. Meus alvos são os as primeiras gerações, de 1969-70, 1971-74 e 1975-79. mas, por uma questão de praticidade, que envolve a quantidade de modelos fabricados e peças disponíveis, concentro meus esforços nos modelos de 75 a 79.

Propaganda Opala 1975.

Propaganda Opala 1975.

No começo de março visitei uma loja na famigerada Anhaia Mello. Lá tinha um Opala, que havia visto inicialmente no site Webmotors, mas nada como conferir pessoalmente. Era 1975, amarelo, câmbio na coluna e com banco inteiriço. As condições gerais do carro eram razoáveis. A lataria aparentemente alinhada, a maioria das peças originais estavam lá, como retrovisores, volante, calotas etc. Tinha outras coisas a serem feitas, como pintura (havia um rachado considerável no porta-malas), alguns frisos faltando e troca de algumas peças do motor.

O preço pedido era de R$ 7.500. Eram 6 pelo carro e 1,5 de documentos atrasados. Achei melhor esperar e procurar por algo melhor. No meio daquele mês fui ver um outro carro, dessa vez 1976. O dono era um colecionador e, segundo ele, queria vender algumas de suas jóias – entre eles o Opala – para levantar uma grana e comprar um Mustang 1968. Não botei muita fé quando vi as fotos no site. A cor não me agradava e as fotos não vendiam bem o carro. Mas em vista das melhorias feitas na parte mecância, achei que valeria a pena dar uma olhada ao vivo.

Opala 1976 em ótimo estado de conservação.

Opala 1976 em ótimo estado de conservação.

O carro estava excepcionalmente bem conservado. Na parte interna e externa. Olhando a cor de perto não parecia tão sem graça. O tom claro combinava com o marrom escuro do interior, bem típico dos anos 70 e bem ao meu gosto também. Por dentro ele estava impecável, olhei atentamente e não encontrei um detalhe a ser feito. Sob o capô, o confiável 4 cilindros tinindo, funcionando perfeitamente. Fiquei tão impressionado que perguntei ao dono porque ele não havia tentado colocar a placa preta. A resposta era a falta de tempo. E o melhor de tudo isso era o preço, R$ 9.500.

Infelizmente fui demitido uma semana antes de fechar negócio. O lado ruim é o óbvio, além da demissão, não comprei o carro ideal para as minhas pretensões. Não teria como mander um Opala desempregado. Mas, menos mal que isso aconteceu antes de comprar e enfrentar os problemas de se ter um filho de 34 anos pra cuidar.

Recentemente voltei ao mercado de trabalho e, por consequência, voltei também a procurar pela pedra preciosa da GM. Aos poucos me deparei com alguns bons modelos e com preços interessantes. O que mais me chamou a atenção foi um 1978 “Azul Hawaii”. Não cheguei a vê-lo de perto, mas nas fotos enviadas pelo dono, parece estar em ótimo estado.

Opala 1978 Azul Hawaii

Opala 1978 "Azul Hawaii"

Por enquanto não tenho a quantia pedida pelo dono – muito gente boa por sinal – mas quem sabe num futuro próximo. Aliás, conversando com o atual propietário, pretendo fazer a história breve desse Opala em particular. Saber quais foram / foi seu(s) dono(s) anterior(es), como chegou ao atual e o que pretende o seu futuro dono. Pretendo, também, postar alguns relatos sobre a minha saga, inspirado no ótimo Opala Adventure.

Enquanto isso, continuo à procura.





Prazer, Opala

17 07 2009
Propaganda de revista do Opala SS 1971.

Propaganda de revista do Opala SS 1972.

Ontem tive a agradável surpresa de descobrir que o meu colega de trabalho, Aurélio Oliveira, já havia escrito um texto, em primeira pessoa, sobre os 40 anos do Opala. Aliás, ele me confessou que o grande sonho de sua juventude era ganhar na Loto e comprar um Opala Cupê vermelho. Nunca é tarde demais Aurélio!

Vou reproduzir o texto aqui como uma singela homenagem ao modelo que fez história na indústria nacional.

Obrigado Aurélio pela contribuição.

Auto Retrato, Opala

(por Aurélio Oliveira)

Opala SS 1971

Opala SS 1971

Sabe quem eu sou? Olhe bem… Veja minhas linhas modernosas, meu jeitão esnobe… Na verdade não é preciso olhar muito para saber quem eu sou!

O meu nome, embora seja nome de pedra preciosa, é na verdade uma mistura dos nomes de dois carros da minha fábrica, a GM. Eles misturaram os nomes Opel e Impala e chegaram no meu…

1969: Linha de montagem em São Caetano do Sul.

1969: Linha de montagem em São Caetano do Sul.

Isso mesmo… Você acertou! Eu sou o Opala! Mas talvez você não saiba quem eu fui!

É… Meu amigo, eu fui o tal e eu não fui apenas um carro… Eu fui ”O” carro!

Já fui muito requisitado e só andava nas altas rodas! Aliás, até eu ser lançado em 68, o Brasil ainda não havia fabricado um carro de luxo! Yes, my friend… Eu fui o primeiro!

Diplomata, 1992.

Diplomata, 1992.

Já tive nomes pomposos como Gran Luxo, Diplomata, Comodoro… bom, gente fina é outra coisa! Por isso que eu cheguei a ser o veículo mais caro do mercado nacional! É verdade… já fui carro de presidentes, altos executivos e o scambau! Até no cinema eu já trabalhei… Ah! Já fui carro de corrida também… Na Stock Car!

Opala 1978 restaurado da divisão 1. Pré-história da Stock Car.

Opala 1978 restaurado da divisão 1. Pré-história da Stock Car.

Hoje… Bem, hoje estou completando 40 anos de existência e agora sou apenas uma história. Em 92 fui substituído pelo Omega, mas só nas concessionárias, porque no coração de muitos brasileiros eu ainda sou o tal!

Cativando gerações: Opala SS e Diplomata.

Cativando gerações: Opala SS 1974 e Diplomata 1992.

Sou ou não sou?





Feliz dia das Mães

10 05 2009

 

Parabéns pelo seu dia: Mamãe a bordo de um Dojão, em 1971.

Parabéns pelo seu dia: Mamãe a bordo de um Dojão, em 1971.





Carlo Abarth

6 05 2009

Abarth e algumas de suas criações.

O site especializado Best Cars trás a história do contrutor, austríaco de nascimento, italiano de coração, Karl Alberto Abarth ou, simplesmente Carlo Abarth. O construtor ficou famoso na primeira metade do século XX na Europa pelo sucesso de suas criações nas pistas. O seu prestígio nas competições resultou na venda de sua empresa para a montadora italiana, Fiat, em 1971.





Rally Chevy Nova 1971

20 04 2009
Top de linha, com o motor V8 350.
Top de linha, com o motor V8 350. 

 Em 1971 os carros americanos de alta potência e preço acessível passavam por um momento de transição. A aquela altura, as companhias de seguro já estavam no encalço dos Muscle Cars, taxando com preços abusivos os carros com motores de alta performance.

Chevy Nova e suas faixas decorativas.

Chevy Nova e suas faixas decorativas.

As montadoras notaram que a performance começava a ter um papel secundário na hora da compra, graças a atuação das seguradoras. Dali em diante, o público passaria a valorizar mais a imagem do que o desempenho.

O Rally Chevy Nova 1971 era a resposta para essa fatia de mercado, tambem era conhecido como o “SS de pobre”.  O pacote esportivo “Rally” já era usado pelo Camaro, e tal opção poderia ser somada ao pacote “SS”. Já no Chevy Nova, era um pacote “Rally” era separado, não podendo ser associado ao pacote “SS”. 

Faixa decorativa entre as lanternas traseiras.

Decoração simples na traseira.

A opção Rally no Nova estava apenas disponível para o 2 portas Coupe e era decorado com faixas pretas laterais com a escrição “Rally Nova” na traseira e no capô. A mesma faixa decora o espaço entre as lanternas traseiras. Apenas do lado do motorista, um retrovisor esportivo, característico da época. O modelo ainda contava com tapetes especiais, rodas rally de 14 polegadas, volante esportivo e suspensão reforçada.

V8-350 com 245 hp nas rodas.

V8-350 com 245 hp nas rodas.

As opções de motor eram as mesas do Nova comum. O motor base era o de 250 cilindradas cubicas e 6 cilindros (O mesmo que equipava os Opalas nacionais), o intermediário era V8 de 307 cilindradas cúbicas, seguido pelo top de linha, também V8, com 350 cilindradas cúbicas, dupla carburação, e 245 hp.

As opções de câmbio eram tão limitas como as de motores. Apenas três marchas, manual ou automático. A transmissão de 4 marchas estava só disponível para os Novas SS.

Ótimo visual prum SS de pobre.

Ótimo visual prum "SS de pobre".

Se nos anos 70 você queria apenas o visual e a atitude Muscle Car, sem se preocupar com o 0-100 km/h ou 1/4 de milha, o Rally Nova era uma ótima escolha. O modelo das fotos está à venda no site Fast Lane Cars, por US$ 24.995,00.





Vanishing Point: Challenger R/T 1970

6 04 2009
Poster original.

Poster original.

Ainda criança, ouvia diversas histórias antigas, do começo da década de 70, envolvendo as peripécias – pouco prudentes – do meu pai ao volante de um Dodge Dart Coupe.

Uma delas envolvia toda a empolgação do coroa, na época um adolescente, ao sair da sala de cinema após assistir Vanishing Point (Corrida Contra o Destino título em terras tupiniquins).

Meu pai, na época ainda namorando minha mãe, que acabara de completar 18 anos, a levou para uma sala de cinema hoje extinta, na esquina da Brigadeiro com a Paulista. Atualmente, naquele espaço, funciona o Cartola Clube.

O filme, produzido em 1970 e lançado nos Estados Unidos em 15 de janeiro de 1971, é sobre um motorista de entrega de carros, James Kowalski (interpretado por Barry Newman).

James trabalha para a Argo’s Car Delivery Service e, após entregar um Chrysler Imperial preto, é sugerido pelo chefe que descanse. Mas Kowalski ignora a sugestão e insiste em fazer sua próxima tarefa na mesma noite: Entregar um Dodge Challenger R/T em São Francisco.

No caminho para Frisco, Kowalski para em um bar de motoqueiros para comprar Benzedrina do seu amigo Jake (interpretado por Lee Weaver) e diz ao mesmo que precisa entregar o Challenger às 3 horas do dia seguinte (embora, na verdade, ele tenha até segunda-feira da outra semana para fazê-lo).

Desacreditado na tarefa, Jake sugere uma pequena aposta, no valor das pílulas, de que Kowalski não seria capaz de fazer o trajeto em tão pouco tempo. Na mesma hora James aceita a aposta e é aí que o filme começa.

Barry Newman pilotando o clássico pônei da Dodge.

Barry Newman pilotando o clássico pônei da Dodge.

A produção do filme envolve algumas histórias interessantes. A escolha do modelo foi por conta de um trato da Twenty Century Fox e a Chrysler. O estúdio promoveria o carro no filme e, em troca, a montadora fornecia aluguel de carros por 1 dólar o dia.

A Chrysler cedeu quatro Dodges Challengers com o motor 440 para as filmagens. A única alteração feita, em dois deles, foi a suspensão reforçada para aguentar os pulos e solavancos durante as filmagens.

Newman e Challenger: Estrelas do filme.

Newman e Challenger: Estrelas do filme.

A princípio, a Fox queria para o papel principal Gene Hackman que, no mesmo ano, seria protagonista no filme do post anterior, o French Connection.

Hoje em dia, Vanishing Point adquiriu o status de Cult. Há algumas referências na cultura pop sobre o filme. A mais famosa delas, tavez, seja o clipe da banda Audioslave no clipe “Show Me How to Live”, que faz de forma brilhante, um crossover de imagens entre os integrantes da banda e cenas do filme.

Em 1997, o filme ganhou uma versão para TV com Viggo Mortensen interpretando Kowalski. Rumores indicam de que uma refilmagem está a todo vapor. Seria o novo Challenger SRT8 o protagonista? Provavelmente. Estou torcendo que tal fofocas sejam verdade. 

Menos mal que trazer são em salvos minha mãe e o Dodge Dart para o bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo, com certeza, era uma missão bem mais fácil para o meu pai.