El Camino, a Verdadeira SUV

23 11 2009

 

O verdadeiro Utilitário Esportivo.

O Best Cars colocou no ar a história de mais um ícone da indústria norteamericana, o Chevrolet El Camino. O jornalista Flavio Gomes, em uma reportagem sobre a Willys  Rural, questionou o conceito SUV (Sport Utility Vehicle) ou Veículo Utilitário Esportivo em português, usado naquelas trapeizongas atuais. Para ele os conceitos de esportividade e utilitário não se misturam. Concordo, mas talvez, para a El Camino 1970 por exemplo, essa definição se aplique.

 





Desafio em Detroit

21 10 2009

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

Dodge Challenger T/A 1970. Homologação pras pistas

O sempre excelente Best Cars publicou a história de um dos carros com estilo e apelo mais dramáticos entre os Muscle Cars, o Dodge Challenger. Lá conta que o modelo chegou ater um substituto, de mesmo nome, mas de origem japonesa. Coisas típicas da administração Lee Iacocca que, embora seja uma heresia para muitos, inclusive pra mim, ajudou a tirar a Chrysler do buraco que ela voltou a se enfiar. Como o site bem lembrou, um novo desafio pro “desafiador”.





Vida em Marte

17 08 2009

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Cartaz promocional da série "Life on Mars".

Não tenho tempo nem paciência para assistir TV, mas uma série, em especial, me chamou a atenção por sua história interessante e, é claro, pelos carros. O programa em questão se chama Life on Marsreferência à uma música do David Bowie – e é exibida no Brasil pelo canal FX. A trama mistura drama policial, ficção científica e um pouco de comédia. Em 2008, um policial novaiorquino, ao investigar o sequestro de sua parceira e namorada é atingido por um carro e acorda – inexplicavelmente – em 1973. A série é um remake, de mesmo nome, produzido na Inglaterra pela BBC.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Chevelle 1971: Carro do personagem principal, Sam Tyler.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Dodge Coronet 1972: Carro utilizado por Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Como toda produção que tenta retratar um certo período da história fielmente, Life on Mars o faz de forma magistral. Não só pelos carros, mas figurino, questões culturais e até a coloração das imagens, que têm aquele tom pastel, típico das séries policiais dos anos 70. Outro detalhe interessante que não passou desapercebido pelos produtores foi a reprodução das torres gêmeas que, em 1973, eram os prédios mais altos do mundo.

Os carros mais usados na série são o Chevelle SS 1971 do protagonista Sam Tyler, interpretado Jason O’mara e o Dodge Coronet 1972, frequentemente usado pelo seu chefe nos anos 70, Gene Hunt, interpretado por Harvey Keitel.

Para quem gosta de carros americanos dessa época, é uma diversão à parte ver as cenas externas e de perseguição. No primeiro episódio, por exemplo, Sam, ainda confuso com a situação e com o que poderia ter acontecido, se olha no reflexo do espelho retrovisor de um Dodge Dart 1970.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Em frente a um Dart 70, o personagem Sam Tyler demonstra confusão.

Infelizmente, por causa das baixas audiências, a ABC, canal que a transmitia lá nos EUA, cancelou a série depois de apenas uma temporada ou 17 episódios. Enquanto não sai o box em DVD, existem dezenas de sites que colocam links para download dos episódios dessa e de outras séries. Quem quiser ver mais fotos dos carros usados nos primeiros episódios, pode clicar aqui.





Nós, o Diabo e o automóvel

2 08 2009

Para reflexão. Texto originalmente publicado na seção tendências/debates da Folha de S. Paulo.

Trânsito na Avenida São João, em 1970.

Trânsito na Avenida São João, em 1970.

O triunfo do egoísmo sobre a reflexão cidadã revelar-se-á desastroso em curto prazo, mormente na próxima crise: a do estacionamento

O dramaturgo italiano Luigi Pirandello (1867-1936) disse, na década de 1930, que “o automóvel é uma criação do Diabo”. Mas qual seria a estratégia empregada pelo Diabo e qual o seu objetivo?

Por meio do mecanismo da sedução, o Diabo tornou o automóvel um objeto de desejo do ser humano, pois o carro nos dá um onipotente sentimento de liberdade: locomovo-me quando quero, para onde quero e com quem eu quero! Contudo, o automóvel não nos seduz só ao agir sobre a natural aspiração de liberdade, mas também ao nos distinguir de quem não tem um: somos diferentes, melhores, com mais recursos ao revelar aos demais que temos um carro. Finalmente, e o Diabo nos conhece bem, o carro seduz porque é um objeto bonito, sensual e poderoso.

Mas qual seria o real objetivo do Diabo? Utilizando a sedução irresistível, o egoísmo e a ambição por status dos seres humanos, alcança o objetivo diabólico de gerar o caos nas cidades, o congestionamento das vias, a impossibilidade de estacionar, tudo seguido da paralisação da vida urbana.

Perante Deus, o anjo caído sempre se mostrará inocente, pois são os seres humanos que, em sua imprevidência, cupidez e estupidez, provocam o caos.

Segundo as principais religiões monoteístas, o homem foi criado à imagem de Deus, sendo vital sua controvérsia com o Diabo. Porém, segundo outras religiões, os deuses, cuja biografia constitui mito, foram moldados a partir de características (boas e más) do ser humano. Donde sua ambivalência multiuso.

Não nos admiremos, portanto, se, no caso do automóvel, nos entregamos ao mal com prazer, sorriso nos lábios. Será preciso muito esforço para dominá-lo, reduzindo-o a um objeto útil e bonito, mas com menos poder demoníaco sobre nossas mentes, retirando-lhe o poder de obliterar nosso pensamento e ofuscar realidades.

Mas este artigo não pretende ser reflexão metafísica. Os parágrafos anteriores introduzem comentário sobre o comportamento das pessoas, dos formadores de opinião, dos governantes a respeito de alguns fatos atuais da cidade de São Paulo: a) a pressão sobre a prefeitura para que veículos voltem a circular no vale do Anhangabaú; b) o aumento das pistas da marginal do Tietê; e c) o sacrilégio que se comete no Pátio do Colégio.

O atual Anhangabaú é uma reconquista dos direitos do pedestre no coração da cidade e resultou de concurso que, entre 95 propostas, tive a ventura de vencer em 1981, com coautoria da paisagista Rosa Kliass. Sua implantação, dez anos após o concurso, deve-se à iniciativa dos prefeitos Jânio Quadros (a praça da Bandeira) e Luiza Erundina (o restante do vale).

Embora destinado primordialmente a atividades envolvendo pedestres, todos os problemas de circulação de veículos na área foram considerados e resolvidos. Agora, por pressão dos comerciantes locais, que olvidam o fato de que a única atividade comercial a exigir a presença do carro é o posto de combustível, a prefeitura é solicitada a permitir novamente a circulação de veículos em parte do vale.

Segundo exemplo: para o alargamento das faixas carroçáveis das marginais do Tietê, começou o corte das árvores. Anuncia-se que haverá vasto plantio de reposição, mas não se diz que tal compensação se dará na APA do Tietê, entre Itaquaquecetuba e as nascentes do rio em Salesópolis.

E não se menciona na mídia a existência de alternativas para obter o pretendido e necessário descongestionamento diário das marginais: o rodoanel norte e as duas vias de suporte leste-oeste, paralelas às marginais, diretrizes do Plano Diretor propostas desde… 1968.

Por fim, São Paulo tem um espaço sagrado: o Pátio do Colégio, emblemático lugar da fundação da cidade. Em sua reurbanização, que projetei com misto de emoção e honra, na década de 1970, cogitei sobre essa sacralidade, limitando-me ao ensinamento “o menos é mais”: espaço e lugar de visitação respeitosa e reflexão silenciosa. Pois os responsáveis por sua manutenção, embora ligados à ordem religiosa que fundou a cidade, transformaram-no em estacionamento dos veículos da Associação Comercial!

Compreende-se que ninguém seja contra o próprio carro. Nem sequer os que não o têm, mas aspiram um dia a tê-lo. Detestamos a existência do carro dos outros na nossa frente. Porém, o triunfo do egoísmo primitivo sobre a reflexão cidadã, do imediato sobre o definitivo, revelar-se-á desastroso em curto prazo (mormente quando da próxima crise: a do estacionamento).

Será que o silêncio em torno dessas “entregas” ao automóvel faz parte do projeto do Diabo? Nem instituições responsáveis pela preservação e órgãos de classe que deveriam defender projetos, nem editores da mídia e governantes manifestam-se a respeito dessas obras. Elas vão avançando envoltas no silêncio cúmplice em busca da conveniência egoísta e urgente, levando a melhor sobre o planejamento, sobre o futuro da cidade e a vida de todos nós.

Jorge Wilheim , 81, é arquiteto e urbanista. Foi secretário municipal de Planejamento Urbano de São Paulo (governo Marta Suplicy), secretário-geral da Conferência Habitat 2 da ONU, secretário estadual de Economia e Planejamento (governo Paulo Egydio) e secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo (governo Quércia).





Dicas?

15 05 2009
O encontro de titãs. O encontro de titãs.

Sempre que possível nós, do Parachoques Cromados, publicamos dicas de matérias ou vídeos correlatos aos nossos amados carros antigos. Navegando pela web, me deparei com uma que, a princípio, ficaria perfeita para o PC, no site da Car and Driver nacional. Com o título “Quadrilha do Asfalto” e a foto de um Dodge Challenger Branco 1974 seguido por seu sucessor moderno, o Challenger S-RT 8 2008 e os Mustangs Fast Back 1967 e outro Bullit 2008. Me ocorreu, na mesma hora, colocar o link aqui, mas, antes, precisava ler seu conteúdo.

A idéia da matéria era comparar os modelos antigos com suas reeleituras atuais, criando um gancho com os filmes “Vanishing Point” (Corrida contra o Destino) e “Bullit”, nos quais,  Challenger e Mustang eram as principais estrelas, respectivamente.

O repórter teve o privilégio de dirigir as quatro máquinas e, em seu texto, dá detalhes ricos e precisos sobre as impressões ao dirigir. O que sobrou de informações ao sentir a dirigibilidade os carros, faltou na hora de apurar, algumas informações básicas.

Leiam e desfrutem da matéria, realmente está muito boa, mas antes faço duas considerações. A primeira delas é em relação ao ano Challenger antigo. Diferente do que é dito na matéria, o modelo guiado pelo autor é 1974 e não 1970, como é informado pelo site.

Challenger 1974: Lateral frisada.

A principal diferença entre os dois modelos é a lateral. Em 1974, o Challenger ostentava quatro “furos” horizontais e retangulares. Não entendi como o repórter não percebeu essa diferença, pois na própria diagramação da matéria é mostrado a foto do modelo 1970, usado no filme “Vanishing Point”. 

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.

Tudo bem, erros acontecem, pensei comigo mesmo.

A matéria, depois dos Challengers, volta sua atenção aos Mustangs. O tom preciso de avaliação é o mesmo. No entando, leio outro deslize do autor. Ao falar sobre as alterações estéticas do carro usado no filme o repórter crava: “…alguns frisos foram removidos, colocadas rodas foscas mais largas usadas nos Mustang Shelby e sacaram o cavalo cromado da grade do radiador, já que a Ford não soltou grana de patrocínio para o filme”.

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?

Isso também está incorreto. É justamente o contrário.

 Em 2003, o jornal San Francisco Chronicle fez uma matéria sobre os 35 anos do filme e sua épica perseguição pelas ruas da cidade. O diário convidou pessoas envolvidas no filme para revisitar as ruas onde tudo aconteceu. 

Vejam o que a matéria gringa diz:

“The bad guys’ car was supposed to be a different Ford model (the automotive company had a deal with the studio), but it couldn’t handle the pounding. Local car lots were searched and production started with two identical Mustangs and three sturdy Dodge Chargers.”

Em livre tradução livre algo como:

“O carro dos dois bandidos era para ser um modelo Ford diferente (Um Galaxie?) (a companhia de automóveis tinha um contrato com o estúdio), mas o modelo não manejava como o esperado. Revenda de carros locais foram procuradas e a produção começou com dois Mustangs idênticos e três Dodge Charges robustos.”  

Já li em algum lugar que a remoção do cavalo da grade frontal do Mustang foi idéia do próprio Steve McQueen. A intenção era mostrar que o policial que usava seu próprio carro no serviço não tinha tempo nem dinheiro pra fazer os reparos necessários. Também é creditado a Steve a idéia da adoção dos Dodges Charges pois, com o patrocínio da Ford, ficaria inverossímel se todo carro mostrado no filme fosse mesma marca.

De qualquer forma, mesmo com esses dois delizes, sempre que tenho a oportunidade, leio a C/D Brasil. É uma das melhores revistas do mercado sobre automóveis em minha insignificante opinião.





Beto Rockfeller e o “seu” Dodge Dart

9 05 2009

De 1968 a 1969, a telenovela da TV Tupi, “Beto Rockfeller” fez um sucesso estrodoso de crítica e audiência. A trama, basicamente, era sobre o desejo de Beto, interpretado por Luiz Gustavo, em fazer parte da alta sociedade. A novela foi inovadora em vários aspectos como a adoção de díalogos coloquiais, trilha sonora com música pop e merchindising.

Cartaz promocional da novela.

Cartaz promocional da novela.

Em 1970, um longa metragem, de mesmo nome chegou ás salas de cinema. Ao que parece, a Chrysler, recém chegada ao Brasil, usou do merchindising para participar da sequência do vídeo acima, onde Beto pega emprestado um Dodge Dart em uma concessionária para apostar uma corrida até o Guarujá contra um Mustang Fastback e um Mercury Cougar.

Em 1973 a novela voltou a TV, mas não obteve o mesmo sucesso da primeira versão.





O primeiro Supercarro Japonês

29 04 2009
Apenas 337 construídos.

Apenas 351 produzidos.

Em meados da década de 60 quem dava as cartas na indústria automobilística basicamente eram os Estados Unidos e a Europa. Naquele tempo, o Japão era apenas  visto como um produtor emergente de carros econômicos, mas quando o assunto era tradição e esportividade, todos os olhares se voltavam para o Ocidente.

A Toyota, buscando mudar este cenário e sua imagem de montadora conservadora dentro e fora do Japão, começou a desenvolver um carro esportivo de dois lugares. Em parceria com a Yamaha, a gigante nipônica desenvolveu e produziu o lendário Toyota 2000 GT de 1967 a 1970.

200 GT e suas linhas robustas e suaves.

2000 GT e suas linhas e suaves.

A primeira aparição do Toyota 2000 GT foi no Tokyo Motor Show de 1965, como protótipo. Os carros destinados ao público seriam ofercidos dois anos depois.

Embora seu desenho lembre o Jaguar E-Type, o modelo tem sua própria personalidade. Sua carroceria é toda em alumínio. Suas linhas são limpas e quase não apresenta parachoques. Era extremamente baixo, medindo apenas 1,16m, do chão até o ponto mais alto do teto.

Motor 6L, 2.0 e 150 hp.

O primeiro motor usado foi herdado de um modelo de luxo daquela época, o sedã Toyota Crown. Era um 6 cilindros em linha 2.0 que, com as alterações feitas pela Yamaha, ganhou um carburador duplo Solex e é capaz de produzir 150 hp. Apenas nove unidades do 2000 GT foram produzidas com um motor maior, de 2.3 litros. Estas versões eram capazes de atingir os 217 km/h.

Luxuoso GT

"Luxuoso GT"

Todos os modelos eram oferecidos com câmbio manual de cinco marchas e freios a disco nas quatro rodas. O interior era luxuoso e confortável. Detalhes em madeira no painel e um rádio com sintonização automática faziam do modelo um “GT de luxo”, segundo a matéria da revista americana Road & Track.

Foram produzidos apenas 351 modelos, números baixos como os de um superesportivo italiano. Foram necessários dois anos para que o protótipo se transformasse em um carro de rua. Cerca de 60 unidades foram exportadas para os Estados Unidos e custavam US$ 6.800,00, muito mais caros do que os Porsches e Jaguares de sua época.

Acredita-se que a Toyota não lucrou um centavo sequer com estes carros, apesar do seu preço alto. O 200o GT estava mais para um protótipo disponível ao público do que um carro de produção. Outro dado interessante é que a grande maioria dos modelos eram pintados em branco ou vermelho.  

O 2000 Gt tinha todos os ingredientes para ser um enorme sucesso: Era rápido, controlava bem e tinha um visual sensacional. O seu único defeito era ser muito avançando para sua época, um tempo em que os carros japoneses não eram levados a sério.

Os seus números limitados de produção tornam o Toyota 2000 GT o primeiro colecionável clássico japonês, atingindo em leilões a marca dos US$200.000,00.





Vanishing Point: Challenger R/T 1970

6 04 2009
Poster original.

Poster original.

Ainda criança, ouvia diversas histórias antigas, do começo da década de 70, envolvendo as peripécias – pouco prudentes – do meu pai ao volante de um Dodge Dart Coupe.

Uma delas envolvia toda a empolgação do coroa, na época um adolescente, ao sair da sala de cinema após assistir Vanishing Point (Corrida Contra o Destino título em terras tupiniquins).

Meu pai, na época ainda namorando minha mãe, que acabara de completar 18 anos, a levou para uma sala de cinema hoje extinta, na esquina da Brigadeiro com a Paulista. Atualmente, naquele espaço, funciona o Cartola Clube.

O filme, produzido em 1970 e lançado nos Estados Unidos em 15 de janeiro de 1971, é sobre um motorista de entrega de carros, James Kowalski (interpretado por Barry Newman).

James trabalha para a Argo’s Car Delivery Service e, após entregar um Chrysler Imperial preto, é sugerido pelo chefe que descanse. Mas Kowalski ignora a sugestão e insiste em fazer sua próxima tarefa na mesma noite: Entregar um Dodge Challenger R/T em São Francisco.

No caminho para Frisco, Kowalski para em um bar de motoqueiros para comprar Benzedrina do seu amigo Jake (interpretado por Lee Weaver) e diz ao mesmo que precisa entregar o Challenger às 3 horas do dia seguinte (embora, na verdade, ele tenha até segunda-feira da outra semana para fazê-lo).

Desacreditado na tarefa, Jake sugere uma pequena aposta, no valor das pílulas, de que Kowalski não seria capaz de fazer o trajeto em tão pouco tempo. Na mesma hora James aceita a aposta e é aí que o filme começa.

Barry Newman pilotando o clássico pônei da Dodge.

Barry Newman pilotando o clássico pônei da Dodge.

A produção do filme envolve algumas histórias interessantes. A escolha do modelo foi por conta de um trato da Twenty Century Fox e a Chrysler. O estúdio promoveria o carro no filme e, em troca, a montadora fornecia aluguel de carros por 1 dólar o dia.

A Chrysler cedeu quatro Dodges Challengers com o motor 440 para as filmagens. A única alteração feita, em dois deles, foi a suspensão reforçada para aguentar os pulos e solavancos durante as filmagens.

Newman e Challenger: Estrelas do filme.

Newman e Challenger: Estrelas do filme.

A princípio, a Fox queria para o papel principal Gene Hackman que, no mesmo ano, seria protagonista no filme do post anterior, o French Connection.

Hoje em dia, Vanishing Point adquiriu o status de Cult. Há algumas referências na cultura pop sobre o filme. A mais famosa delas, tavez, seja o clipe da banda Audioslave no clipe “Show Me How to Live”, que faz de forma brilhante, um crossover de imagens entre os integrantes da banda e cenas do filme.

Em 1997, o filme ganhou uma versão para TV com Viggo Mortensen interpretando Kowalski. Rumores indicam de que uma refilmagem está a todo vapor. Seria o novo Challenger SRT8 o protagonista? Provavelmente. Estou torcendo que tal fofocas sejam verdade. 

Menos mal que trazer são em salvos minha mãe e o Dodge Dart para o bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo, com certeza, era uma missão bem mais fácil para o meu pai. 





Chevelle SS 454 1970 (Primer)

25 03 2009

 

Com tanto torque nas rodas de trás o resultado não poderia ser outro.

Com tanto torque nas rodas de trás o resultado não poderia ser outro.

Na história do mais recente Fast & Furious, Dominic Toretto, interpretado por Vin Diesel,  transforma um Chevelle SS 454 1970 original de fábrica em um carro de corridas de rua. A principal característica é a sua pintura (ou falta de) em Primer bruto. A aparência do carro foi baseada no carro do diretor de cinema Michael Mann (Colateral e Miami Vice). Embora no filme mostre Dom alterando o carro do seu estado original para essa versão sombria, a produção adquiriu diferentes Chevelles, tanto em seu estado original como na versão Primer. Só para a versão Primer, foram sete. O Chevelle cinzento é equipado com o monstruoso V8 de 502 cilindradas cúbicas. Graças a um Supercharger, carburador Holley e mais uma série de modificações. Já a carroceria foi montada pela Year One, que já havia trabalhado nos Muscles do segundo e terceiro filmes. O resultado é isso que se vê na foto e no vídeo abaixo. Um Chevelle Primer foi destruído nas filmagens enquanto que o restante ficou intacto e estão guardados.

 





Os cromados em Fast & Furious 4

24 03 2009

A série Fast & Furious faz um grande sucesso por misturar a cultura de carros com corridas ilegais e muita ficção. Tentando agradar a todos os tipos de aficcionados por máquinas, os produtores procuraram misturar diferentes “correntes de pensamento” dessa cultura, as duas principais são os carros japoneses abarrotados de spoilers e os Muscle Cars (meus favoritos).

Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8

Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8

Além do Gran Torino, já mencionado no post abaixo, a franquia Fast & Furious traz mais carros antigos em seu “elenco”. Digo isso, porque nesse tipo de filme, as verdadeiras estrelas são os carros. As histórias são bem medíocres pra dizer a verdade. (Ainda não engoli aquela invencionisse do último filme, onde colocaram o motor de um Nissan Silvia num Mustang 1968 Fastback).

Para este quarto filme, os produtores resolveram trazer de volta alguns carros que marcaram a franquia, principalmente no primeiro da série. No filme de 2001, o que se via eram dezenas e dezenas de carros japoneses, mas de quem o público se lembrava mesmo era outro modelo, o Dodge Charger 1970 de Toretto (Vin Diesel), usado na última cena de ação.

Foram usados quatro Chargers para o filme atual. Um com o clássico motor Hemi modificado e outros 3 com motores Chevy 350 para manter o custo baixo. Ao longo dos anos, o Charger foi muito judiado pela a indústria do entretenimento. (Odeio a série Dukes of Hazzard por causa disso, estima-se que quase 300 Charges 1969 foram destrídos na série). O rareamento desses carros elevaram seus preços substacialmente, fazendo com a equipe do filme tivesse dificuldades para encontrar exemplares. 

Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.

Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.

Ao final do primeiro filme, de 2001, o personagem de Vin Diesel, Dominic Toretto, é visto num lindo Chevelle SS 454 1970 rumo ao México. Poucos notaram essa cena, mas ela não passou desapercebida pelo coordenador dos carros no filme, Dennis McCarthy. A ligação com o filme atual é que, para não ser reconhecido, Toretto modifica o Chevelle retirando sua pintura original, cobrindo-a com primer, e envenenando o motor para disputar rachas. Ebora retratado no filme como um legítimo 454 Ls6, foram adiquiridos pela produção, dois Chevelles SS 396 no ebay. Como não participaram de nenhuma cena mais arriscada, ambos sobreviveram as filmagens e hoje estão guardados. Menos mal. 

Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.

Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.

Uma novidade interessante foi incluída na última versão de Fast & Furious. Trata-se de um Chevy Truck 1967 muito modificado. No primeiro filme existem muitas cenas absurdas envolvendo o roubo de cargas. Os caminhões pareciam estar sendo guiados por computadores ou no piloto automático, pois os motoristas não demonstram qualquer reação. Ao invés de Hondas Civic Coupé, o roteiro atual previa o uso de algumas El Caminos para as novas cenas de roubo a carga. McCarthy logo descartou e sugeriu o uso de um veículo mais plausível e é aí que o Chevy entra em cena. Ele é quipado com o gigantesco motor Chevrolet de 502 polegadas cúbicas e os maiores pneus traseiros que a produção conseguiu encontrar. Assim como os Chevelles, nada de mais grave aconteceu com os dois exemplares dessa linda picape e atualmente elas estão guardadas.

Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?

Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?

A outra  novidade está na inclusão de um carro dos anos 80, o Buick Grand National ou GN-X 1987, também dirigido pelo personagem de Vin Diesel. Ao que tudo indica o carrão, da era dos mullets e sintetizadores, aparece logo na cena de ação na abertura do filme. Ao todo, 7 carros foram usados e maioria deles tiveram um fim trágico. Um atenuante é que apenas um GN-X foi usado pela produção, os outro 6 eram Grand Nationals comuns. O dado curioso é que alguns não usaram o seu tradicional motor V6 turbo e sim o bom e velho v8 350. Outra curiosidade é que um deles teve o seu chassi invertido para que fosse realizada uma cena onde o carro anda de ré em alta velocidade.

Vamos aguardar e ver o resultado do filme. É uma mistura de emoções ver esses carros antigos em filmes de ação. Ao mesmo tempo em que é divertido vê-los fazendo acrobacias, me ocorre tamém que alguns são destruídos para se fazer algumas cenas. Em breve colocarei aqui mais alguns carros usados no filme, que tem previsão de estréia em abril.