Pontiac no clipe "Scar Tissue" do Red Hot Chili Peppers
Em 1967, o Catalina era apresentado assim.
E por falar em Pontiac, em 1999, a banda californiana Red Hot Chili Peppers tomou os primeiros lugares das paradas músicais com o single “Scar Tissue”. Na primeira cena do clipe, o guitarrista John Frusciante guia um Pontiac Catalina 1967, Anthony Kiedis – vocalista – está no banco de passageiro enquanto que Flea e Chad Smith – baixista e baterista respectivamente – estão no banco traseiro. O fato inusitado é que Frusciante não dirige na vida real. As cenas no clipe na verdade são uma metáfora para o retorno do guitarrista, ausente no albúm anterior.
Monteverdi High Speed 375 S em seu ano de estréia, 1967.
Somar o torque, a performance e confiança do motor V8 norte-americano com a habilidade européia em construir carros de boa performance em pistas sinuosas foi uma receita bem sucedida em meados dos anos 60. Modelos como o Shelby Cobra, Jensen Interceptor, De Tomaso Pantera entre outros provaram que unir o melhor dos dois universos renderia bons frutos. Não foi diferente com o Monteverdi High Speed 375.
Emblema da Fábrica Suiça.
O suiço Peter Monteverdi além de piloto era um concessionário Ferrari e, como seu contenporâneo Ferruccio Lamborghini, teve alguns problemas de comunicação com Enzo Ferrari. O comendador era conhecido por não adimitir sugestões sobre suas criações.
Decidido, após os maus tratos de Enzo Ferrari, Monteverdi começou sua própria empresa em 1967 na cidade de Binningen/Basel, na Suiça. Naquele mesmo ano Peter a peresentaria sua obra prima no Salão de Geneva, o Monteverdi High Speed 375.
O motor era um puro Mopar Muscle.
O modelo foi desenhado na Itália, na lendária casa de design Carozzeria Fissore, em Turim. Era equipado com o câmbio e o musculoso V8 de 7.2 liros (440 cilindradas cúbicas) da Chrysler, que desenvolvia 375 hp.
Em uma época em que o termo globalização não tinha a conotação atual, o modelo suiço tinha sua montagem feita na itália, transmissão alemã e diferencial traseiro inglês, além, é claro, do seu motor americano.
Tudo o que faltava aos donos originais do motor 440 da Chrysler sobrava no modelo suiço, como freio a disco nas quatro rodas e um comportamento equilibrado e previsível nas curvas. A velocidade final é de 250 km/h.
No interior, ótimo acabamento.
Além dos automóveis de alta performance, no final da década de 70, Monteverdi também construiu veículos luxuosos off-road como o Sahara e o Safari. A fábrica, baseada em Basel, na suiça encerrou a produção de carros em 1984 e foi convertida em um museu no ano seguite.
Em 1990, o empreendedor suiço retornou à suas raízes de corrida e incorporou a equipe de Fórmula 1, Oxyx Formula One Team e a renomeou para Monteverdi-Onyx. Naquela temporada a equipe sobreviveu até a 10ª etapa de 16 possíveis antes de ser fechada.
Monteverdi na F1: Apenas 10 etapas disputadas.
No vídeo abaixo, um rápido tour pelo Museu da Monteverdi. Em alemão.
A idéia da matéria era comparar os modelos antigos com suas reeleituras atuais, criando um gancho com os filmes “Vanishing Point” (Corrida contra o Destino) e “Bullit”, nos quais, Challenger e Mustang eram as principais estrelas, respectivamente.
O repórter teve o privilégio de dirigir as quatro máquinas e, em seu texto, dá detalhes ricos e precisos sobre as impressões ao dirigir. O que sobrou de informações ao sentir a dirigibilidade os carros, faltou na hora de apurar, algumas informações básicas.
Leiam e desfrutem da matéria, realmente está muito boa, mas antes faço duas considerações. A primeira delas é em relação ao ano Challenger antigo. Diferente do que é dito na matéria, o modelo guiado pelo autor é 1974 e não 1970, como é informado pelo site.
Challenger 1974: Lateral frisada.
A principal diferença entre os dois modelos é a lateral. Em 1974, o Challenger ostentava quatro “furos” horizontais e retangulares. Não entendi como o repórter não percebeu essa diferença, pois na própria diagramação da matéria é mostrado a foto do modelo 1970, usado no filme “Vanishing Point”.
Challenger 1970: Lateral lisa como pneus slicks.
Tudo bem, erros acontecem, pensei comigo mesmo.
A matéria, depois dos Challengers, volta sua atenção aos Mustangs. O tom preciso de avaliação é o mesmo. No entando, leio outro deslize do autor. Ao falar sobre as alterações estéticas do carro usado no filme o repórter crava: “…alguns frisos foram removidos, colocadas rodas foscas mais largas usadas nos Mustang Shelby e sacaram o cavalo cromado da grade do radiador, já que a Ford não soltou grana de patrocínio para o filme”.
Sem o cavalo: Retaliação por ser uma montadora sovina?
Isso também está incorreto. É justamente o contrário.
“The bad guys’ car was supposed to be a different Ford model (the automotive company had a deal with the studio), but it couldn’t handle the pounding. Local car lots were searched and production started with two identical Mustangs and three sturdy Dodge Chargers.”
Em livre tradução livre algo como:
“O carro dos dois bandidos era para ser um modelo Ford diferente (Um Galaxie?) (a companhia de automóveis tinha um contrato com o estúdio), mas o modelo não manejava como o esperado. Revenda de carros locais foram procuradas e a produção começou com dois Mustangs idênticos e três Dodge Charges robustos.”
Já li em algum lugar que a remoção do cavalo da grade frontal do Mustang foi idéia do próprio Steve McQueen. A intenção era mostrar que o policial que usava seu próprio carro no serviço não tinha tempo nem dinheiro pra fazer os reparos necessários. Também é creditado a Steve a idéia da adoção dos Dodges Charges pois, com o patrocínio da Ford, ficaria inverossímel se todo carro mostrado no filme fosse mesma marca.
De qualquer forma, mesmo com esses dois delizes, sempre que tenho a oportunidade, leio a C/D Brasil. É uma das melhores revistas do mercado sobre automóveis em minha insignificante opinião.
Em meados da década de 60 quem dava as cartas na indústria automobilística basicamente eram os Estados Unidos e a Europa. Naquele tempo, o Japão era apenas visto como um produtor emergente de carros econômicos, mas quando o assunto era tradição e esportividade, todos os olhares se voltavam para o Ocidente.
A Toyota, buscando mudar este cenário e sua imagem de montadora conservadora dentro e fora do Japão, começou a desenvolver um carro esportivo de dois lugares. Em parceria com a Yamaha, a gigante nipônica desenvolveu e produziu o lendário Toyota 2000 GT de 1967 a 1970.
2000 GT e suas linhas e suaves.
A primeira aparição do Toyota 2000 GT foi no Tokyo Motor Show de 1965, como protótipo. Os carros destinados ao público seriam ofercidos dois anos depois.
Embora seu desenho lembre o Jaguar E-Type, o modelo tem sua própria personalidade. Sua carroceria é toda em alumínio. Suas linhas são limpas e quase não apresenta parachoques. Era extremamente baixo, medindo apenas 1,16m, do chão até o ponto mais alto do teto.
Motor 6L, 2.0 e 150 hp.
O primeiro motor usado foi herdado de um modelo de luxo daquela época, o sedã Toyota Crown. Era um 6 cilindros em linha 2.0 que, com as alterações feitas pela Yamaha, ganhou um carburador duplo Solex e é capaz de produzir 150 hp. Apenas nove unidades do 2000 GT foram produzidas com um motor maior, de 2.3 litros. Estas versões eram capazes de atingir os 217 km/h.
"Luxuoso GT"
Todos os modelos eram oferecidos com câmbio manual de cinco marchas e freios a disco nas quatro rodas. O interior era luxuoso e confortável. Detalhes em madeira no painel e um rádio com sintonização automática faziam do modelo um “GT de luxo”, segundo a matéria da revista americana Road & Track.
Foram produzidos apenas 351 modelos, números baixos como os de um superesportivo italiano. Foram necessários dois anos para que o protótipo se transformasse em um carro de rua. Cerca de 60 unidades foram exportadas para os Estados Unidos e custavam US$ 6.800,00, muito mais caros do que os Porsches e Jaguares de sua época.
Acredita-se que a Toyota não lucrou um centavo sequer com estes carros, apesar do seu preço alto. O 200o GT estava mais para um protótipo disponível ao público do que um carro de produção. Outro dado interessante é que a grande maioria dos modelos eram pintados em branco ou vermelho.
O 2000 Gt tinha todos os ingredientes para ser um enorme sucesso: Era rápido, controlava bem e tinha um visual sensacional. O seu único defeito era ser muito avançando para sua época, um tempo em que os carros japoneses não eram levados a sério.
Os seus números limitados de produção tornam o Toyota 2000 GT o primeiro colecionável clássico japonês, atingindo em leilões a marca dos US$200.000,00.
Este carro não é pra quem procura prestígio. É pra quem já tem.
A história desse carro em particular é típica de colecionador. O rival menos conhecido dos Cadillacs e Lincolns veio parar na garagem do apresentador Jay Leno sem, ao menos, ele querer um. Em um certo dia, um produtor de cinema de 93 anos de idade, ligou para a garagem de Jay Leno e disse possuir um Imperial 67 em perfeitas condições, sem nunca ter restaurado.
Não se engane, com 350 hp esse carro é capaz de fazer Burnouts!
O antigo dono dessa relíquia era cuidadoso ao ponto de ter adiquirido peças sobresalentes de quase todos os itens removíveis. E a coisa ia mais longe. Um representante da Chrysler visitava o automóvel duas vezes por mês desde quando foi comprado, mais de 40 anos atrás. Segundo Jay Leno, o antigo disse o seguinte. “Olha, tenho 93 anos e já não posso dirigí-lo. O representante da Chrysler está com 70 e quer se aposentar”.
Luxo em 1967: Comandos elétricos para todos os vidros.
O modelo em si, é o que Jay chama de “O último exemplo de tecnologia em carros luxuosos da velho escola norte-americana”. Era equipada com o motor 440 de 350 hp. Era o motor mais potente em um carro de luxo da época. O carro era equipado com muitos equipamentos que ainda não existem em carros nacionais de hoje em dia. Vários comandos eram elétricos, até seu quebra-vento. A direção hidráulica é tão macia que é possível guia-lo com apenas um dedo.
Com 230 mil kilometros originais e, sem nunca ter sido restaurado, Leno sentiu que foi escolhido pelo carro e não o contrário.
A série Fast & Furious faz um grande sucesso por misturar a cultura de carros com corridas ilegais e muita ficção. Tentando agradar a todos os tipos de aficcionados por máquinas, os produtores procuraram misturar diferentes “correntes de pensamento” dessa cultura, as duas principais são os carros japoneses abarrotados de spoilers e os Muscle Cars (meus favoritos).
Ressureição: Charger com Supercharged Chrysler 426 Hemi V-8
Além do Gran Torino, já mencionado no post abaixo, a franquia Fast & Furious traz mais carros antigos em seu “elenco”. Digo isso, porque nesse tipo de filme, as verdadeiras estrelas são os carros. As histórias são bem medíocres pra dizer a verdade. (Ainda não engoli aquela invencionisse do último filme, onde colocaram o motor de um Nissan Silvia num Mustang 1968 Fastback).
Para este quarto filme, os produtores resolveram trazer de volta alguns carros que marcaram a franquia, principalmente no primeiro da série. No filme de 2001, o que se via eram dezenas e dezenas de carros japoneses, mas de quem o público se lembrava mesmo era outro modelo, o Dodge Charger 1970 de Toretto (Vin Diesel), usado na última cena de ação.
Foram usados quatro Chargers para o filme atual. Um com o clássico motor Hemi modificado e outros 3 com motores Chevy 350 para manter o custo baixo. Ao longo dos anos, o Charger foi muito judiado pela a indústria do entretenimento. (Odeio a série Dukes of Hazzard por causa disso, estima-se que quase 300 Charges 1969 foram destrídos na série). O rareamento desses carros elevaram seus preços substacialmente, fazendo com a equipe do filme tivesse dificuldades para encontrar exemplares.
Como o de fábrica: A única alteração feita no Chevelle foram as rodas Cragar de 18 polegadas.
Ao final do primeiro filme, de 2001, o personagem de Vin Diesel, Dominic Toretto, é visto num lindo Chevelle SS 454 1970 rumo ao México. Poucos notaram essa cena, mas ela não passou desapercebida pelo coordenador dos carros no filme, Dennis McCarthy. A ligação com o filme atual é que, para não ser reconhecido, Toretto modifica o Chevelle retirando sua pintura original, cobrindo-a com primer, e envenenando o motor para disputar rachas. Ebora retratado no filme como um legítimo 454 Ls6, foram adiquiridos pela produção, dois Chevelles SS 396 no ebay. Como não participaram de nenhuma cena mais arriscada, ambos sobreviveram as filmagens e hoje estão guardados. Menos mal.
Chevy Truck 1967 com o V8 502. Puro torque.
Uma novidade interessante foi incluída na última versão de Fast & Furious. Trata-se de um Chevy Truck 1967 muito modificado. No primeiro filme existem muitas cenas absurdas envolvendo o roubo de cargas. Os caminhões pareciam estar sendo guiados por computadores ou no piloto automático, pois os motoristas não demonstram qualquer reação. Ao invés de Hondas Civic Coupé, o roteiro atual previa o uso de algumas El Caminos para as novas cenas de roubo a carga. McCarthy logo descartou e sugeriu o uso de um veículo mais plausível e é aí que o Chevy entra em cena. Ele é quipado com o gigantesco motor Chevrolet de 502 polegadas cúbicas e os maiores pneus traseiros que a produção conseguiu encontrar. Assim como os Chevelles, nada de mais grave aconteceu com os dois exemplares dessa linda picape e atualmente elas estão guardadas.
Trata-se de um V6 Turbo ou V8 350?
A outra novidade está na inclusão de um carro dos anos 80, o Buick Grand National ou GN-X 1987, também dirigido pelo personagem de Vin Diesel. Ao que tudo indica o carrão, da era dos mullets e sintetizadores, aparece logo na cena de ação na abertura do filme. Ao todo, 7 carros foram usados e maioria deles tiveram um fim trágico. Um atenuante é que apenas um GN-X foi usado pela produção, os outro 6 eram Grand Nationals comuns. O dado curioso é que alguns não usaram o seu tradicional motor V6 turbo e sim o bom e velho v8 350. Outra curiosidade é que um deles teve o seu chassi invertido para que fosse realizada uma cena onde o carro anda de ré em alta velocidade.
Vamos aguardar e ver o resultado do filme. É uma mistura de emoções ver esses carros antigos em filmes de ação. Ao mesmo tempo em que é divertido vê-los fazendo acrobacias, me ocorre tamém que alguns são destruídos para se fazer algumas cenas. Em breve colocarei aqui mais alguns carros usados no filme, que tem previsão de estréia em abril.
GTX: O comercial da época dizia: "O Plymouth vai conquistar você".
Em tempos em que a General Motors colhia os frutos com o seu bem sucedido, Pontiac GTO, a Chrysler encontrou a resposta transformando seu cupê executivo num legítimo Mopar.
Por “míseros” US$ 3.178,00, cerca de pouco mais de 12 mil felizardos tiveram o privilégio de ter sob a sola do seu pé direito, os 375 hp do motor 440 do Plymouth Belvedere GTX.
Outros 720 bem aventurados desenbolsaram US$ 546,00 a mais e optaram pelo Street Hemi 426 de 425 hp que, com o diferencial da configuração “básica” do GTX, fazia o 1/4 de milha em 13 segundos baixos.
A revista Car And Driver da época sentenciou em tom de conselho: “Proprietários de GTO’s devem cuidar de sua defesa”. Sem o mesmo prestígio de outros de sua época, o GTX tem um desempenho respeitável, com o seu motor 440, percorria o 1/4 de milha 15.2 segundos a 155 km/h. Enquanto que 6.6 segundos é o tempo necessário para se chegar aos 100 km/h.
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