O Primeiro Chevrolet Impala 1967 Kustomizado
Na caça por histórias interessantes, fotos raras ou aquele modelo que desconhecido da grande parte do público, vejo diariamente centenas de fotos por dia. Com um tempo, você começa a formar uma espécie de banco de dados na sua cabeça e começa a identificar modelos que mais chamam sua atenção. Foi assim que conheci o Charger do Scott e também foi o caso deste Chevrolet Impala 1967, o qual, já havia visto mais de uma vez no Tumblr, mas foi só muito recentemente que pude descobrir mais sobre sua história.
Alimentando a página do Parachoques Cromados no Facebook, coloquei a foto deste belo Impala e um dos fãs o identificou como sendo o lendário carro de um senhor chamado Howard Gribble, o marcando na publicação. Curioso que sou, mandei uma mensagem para o sr. Gribble, perguntando qual era a história dele com aquele exemplar da Chevrolet. Depois de alguns dias, recebi uma resposta muito gentil, contando a história do carro, o que, pra minha surpresa, deve ter sido o primeiro Chevy Impala 1967 “Kustom” de que se tem notícia.
“Comprei o carro novo em abril de 1967. Depois de 3 meses, já instalado suspensão hidráulico e instalado as rodas cromadas. Um ou dois meses depois, os frisos e as maçanetas foram removidos e o carro foi pintado numa cor fúcsia brilhante. Mais tarde, os painéis de renda foram adicionados e o esboço com pinstriping foi feito pelo meu amigo Walt Prey”, conta Gribble. O carro passou a chamar muita atenção e sua primeira exposição foi no centro de convenções Palladium, em Hollywood, Los Angeles.
O carro ainda viria a participar de exposições em Long Beach e na arena de esportes de Los Angeles. “O carro nunca apareceu em nenhuma revista, porque não faziam muitos artigos sobre lowrider e/ou carros personalizados na época”, explica Gribble. A relação de Howard foi curta, u ano mais tarde, Gribble vendeu o Impala e comprou um Buick Riviera 1966, que também, foi personalizado.
Ainda assim, mesmo quase meio século depois, aquele Impala 1967 desperta a curiosidade de qualquer um. Para mais imagens, acesse a página do Howard Gribble no Flickr, seu username lá é KID DEUCE.
Salvem o Chrysler Imperial 1966
Esses dias tive a oportunidade de assistir o filme Green Hornet (Besouro Verde) na TV a Cabo. Como obra cinematográfica, não é nada demais, apenas mais uma comédia non-sense com algumas cenas de ação. O filme é uma releitura da série dos anos 60 estrelada pelo Bruce Lee, no papel de Kato. Outro personagem na antiga série é um Chrysler Imperial 1966. Quando se decidiu fazer a releitura da série para as telonas, algumas empresas ofereceram carros novos, mas os produtores acharam que nenhum deles era tão legal quanto o original.
Dennis McCarthy – responsável pelos carros usados em filmes como os da cine-série Fast In Furious – foi incumbido de caçar Chrysler Imperial 1966 pelos Estados Unidos como um pesqueiro japonês abate baleias no pacífico. Para a produção foram usados 28 Chrysler Imperial 1966, destes, apenas dois não foram usados pelo departamento de dublês. Os outros 26 tiveram um fim trágico, como se observa no filme.
O par que restou tinha um interior funcional e foi mantido em condições perfeitas (com aquele visual que lembra o carro da série original). A caçada pelo luxuoso Mopar foi de San Diego até o Canadá e, segundo McCarthy, a maioria dos carros estava em péssimas condições. Quando prontos, foram equipados com o o motor V8 454 da Chevrolet, imagino que por questão de custos, pois o mesmo artifício foi usado pelo produtor quando colocou o V8 350 da Chevy nos Chargers destruídos de Fast & Furious.
No fim da produção, com 26 raros Chrysler Imperial a menos, McCarthy declarou: “Nós definitivamente acabamos com boa parte dos Imperiais que restaram no planeta. Se houver um segundo filme, será difícil encontrar outros 25″. Para o bem do cinema e do modelo, tomará que não haja. Nessa história trágica para quem gosta de carros antigos, um alento. Na busca por peças, McCarthy encontrou um excêntrico senhor de 80 anos que colecionava Imperiais. O produtor queira convencê-lo a vender alguns dos carros. “O cara não iria se separar deles (os carros). Ele não nos venderia um carro completo sob qualquer circunstância. Ele só nos vendia peças”, disse McCarthy. ”Ainda bem”, disse eu.
Ford Mustang Shelby GT350 Prototype 1965
Fotos: The Shelby American Automobile Club (SAAC).
O 5S319 ou Shelby American GT350 1965 foi o protótipo para os modelos do ano seguinte e dirigido por Charles McHose, chefe de estilo da Ford nos anos 60. McHose também foi responsável pelo desenho dos Gt350 1967.
Um detalhe que se destaca nesse protótipo é o aerofólio traseiro que, dois anos mais tarde, seria peça que diferenciaria os Shelby dos demais. Há quem diga que foi a primeira vez que tl aparato fora usado em um carro americano.
Apesar de ser um protótipo, o 5s319 utilizava um sistema funcional de ventilação para os freios traseiros na laterais, vidros nas laterais, faixas Shelby próximo as caixas de rodas e barras de tração. Todas essas modificações foram usadas no modelo 1966, exceto o spoiler traseiro, que só seria usado no ano seguinte.
Como intem de conforto, um raro rádio genuíno Ford de 8 pistas, espaço onde ficava o banco traseiro (os primeiros Shelbys não tinham para economizar peso) carpetado, volante em madeira e um medalhão Shelby no portaluvas.
Para se ter uma ideia do valor histórico desse protótipo, em 1965 foram produzidos apenas 562 GT350 enquanto que no ano seguinte o número salta para 2378. Experts fãs de Shelbys qualificam essa unidade como o modelo histórico mais importante da fábrica.
Ford Mustang Shelby GT350 R 1966
Geralmente na cor Wimbledon White e com listras azuis, o Shelby GT350 R era um carro construído propositadamente para as corridas , que se tornou o modelo para carros GT350 de rua que vieram a seguir. Correndo na classe B da SCCA / Produção, Shelby foi a resposta da Ford para vencer o campeonato de circuitos mistos por vários anos. Os carros de coriida foram construídos em série como se fossem modelos de fábrica.

Elaborado em conjunto com a Ford, retirados 271 hp Mustang saiu da fábrica para a conversão em instalaçõesde Shelby. Os primeiros chegavam sem as janelas laterais e traseira, aquecedores, ar-condicionado, estofados , isolamento ou amortecimento de som.
Muitas mudanças foram feitas para a carroceria, incluindo a instalação de um spoiler dianteiro distintivo em fibra de vidro. Aletas foram adicionadas ao pára-lamas para acomodar as rodas 15×7. Além disso, a janelas laterais e traseiras foram foram substituídas por esquadrias de alumínio com acrílico. Por baixo, Shelby alterou a suspensão e acrescentou barras de tração para a suspensão traseira e instalou um novo diferencial. No interior, um novo painel de instrumentos foi adicionado com um tacômetro e medidor de pressão do óleo. Uma gaiola grande de 4 pontos foi instalada junto com um tanque de combustível de 34 litros.
O motor foi completamente reformulado incluindo os cabeçotes Cylone Tri-Y, um caburador Holley de corpo quádruplo, coletor de admissão de alumínio usado nos Cobras que juntos produziu de 325 a360 cavalos de potência.
A Coleção de Carros de Corrida da Bowden
A coleção de carros da Bowden é a maior da Austrália com esportivos,Muscles e carros de turismo. Eles começaram fazendo seus próprios produtos para cuidados de carro há mais de 10 anos e agora partilha seu acervo com aqueles que são apaixonados por essas máquinas.
A família Bowden começou seu caso de amor com carros de corrida da Austrália, em 1973, quando adquiriu oprimeiro carro para sua coleção - o famoso Ford GTHO Fase IV. Desde então, os Bowden têm dedicado o seu sangue, suor e lágrimas para encontrar, recuperar e manter essas peças vitais da história do automobilismo australiano.
Para conferir estas e outras fotos, em alta resolução, da vasta coleção da família Bowden, basta se inscrever no site Bowdens Own.
Lobo Mau: Chevrolet Nova 1972
Lobo em pele de Cordeiro? Diversas publicações americanas sobre carros usam o termo “Sleeper” para um carro cuja alta performance não condiz com o seu exterior e visual invariavelmente insuspeito. Por exemplo, o apresentador e colecionador, Jay Leno, no vídeo onde apresenta seu Dodge Coronet 500 Hemi 1966, conta que naqueles tempos, não raro, jovens compravam esse modelo, com o motor top de linha, retiravam o emblema “426 Hemi” e, em seu lugar, colocavam o do “318″ um dos menores V8 disponíveis.
Essa tática era muito eficaz pois nos meados da década de 60, a cena Muscle Car ainda estava florescendo, portanto, exteriormente os carros eram muito parecidos. As cores mais destacadas, as faixas, scoops exagerados e aerofólios ainda estariam por vir, então, visualmente, apenas pequenos emblemas com as polegadas cúbicas e outros poucos detalhes diferenciavam o carro da vovó ir no supermercado do modelo dos sonhos dos adolescentes daquela época .
Existem também outras maneiras de se mascarar a performance do veículo. Uma delas é escolher um modelo não conhecido por sua esportividade e aumentar sua performance para muito além do que o fabricante originalmente imaginou. Entre nossos modelos, me ocorre agora os “Chepalas”, que eram Chevettes adaptados e equipados com o motor de 4 e 6 cilindros do Opala, populares nos anos 70 e 80.
No entanto, talvez o mais capacioso entre os exemplos, seja um veículo antigo com uma aparência de mal cuidados. Em um verde musgo muito questionável, pequenos amassados por toda lataria, bancos inteiriços cobertos por uma manta que você não daria nem prum cachorro vira-lata de rua, quem suspeitaria desse Chevrolet Nova 1972, destaque da Hot Rod Magazine em 2009? Pois é, por mais que os Novas tenham uma certa atitude intimidadora, nem nos seus sonhos mais selvagens, você imaginaria que esse exemplar esconde embaixo do capô um V8 Chevy Ls2 com absurdos 1.160 hp a 7500 rpm e 825 lb-ft de torque a 6500 rpm, graças a dois enormes superchargers.

Coragem: 226 km/h em apenas 400m no conforto de bancos inteiriços. Acredite ou não, ele ainda é equipado com cinto de cinco pontos.
Para essa motor do tamanho de em reator nuclear, foi adotado um sistema duplo de combustível chamado “Octane On Demand”. Um compartimento é cheio de gasolina comum enquanto que o outro, com combustível de alta octanagem. Ou seja, enquanto você vai ao supermercado, o carro funciona com a gasolina comum, mas se pisar fundo o sistema Octane On Demand entra em ação, e gerencia o combustível de corrida que é bombeado para o outro compartimento dando força o suficiente para você praticamente viajar no tempo.
Se os cuidados com o brilho da pintura e cromados foram esquecidos, com a segurança foi o oposto. O carro é todo protegido com uma gaiola de capotamento (santo antônio) O detalhe está na maneira como foi construído. O artifício foi montado de forma que não ficasse aparente para quem olha de fora e, desse modo, não levantar qualquer suspeita. Assim como as rodas, que foram alargadas por dentro, mantendo o offset e calotas da fábrica. E por fim, para levar o velho Nova a imobilidade, mesmo que seja contra sua natureza, freios a disco da Baer.
Ninguém além do proprietário poderia descrever melhor do que o carro é capaz. Aqui uma pequena mostra: ”Em Gainesville – em uma Power Tour – o pessoal quase não olhou para mim ou o para o carro quando parei para a inspeção técnica“, disse Kurt. ”Eu mal tinha estacionado e alguém escreveu um número na janela de trás, e fui embora. Em minha primeira corrida, fiz 10.19s a 226 km/h (em 400m), e todo mundo ficou assombrado. Eles gritavam, ’traga essa coisa de volta aqui’. Eu até tive que mostrar-lhes minha licença de competição da NHRA (National Hot Rod Association). “
Chevrolet Heavy Chevy: O SS dos Pobres
Além de ser um dos modelos mais emblemáticos e populares mundialmente hoje, o Chevelle foi também um dos nomes mais bem sucedidos comercialmente na época de ouro dos carros americanos. Para se ter uma ideia, entre os 10 Muscle Cars mais vendidos, o médio da Chevrolet figura em quatro posições com os modelos 1964, 1965, 1966 e 1969.
Em 1971, as empresas de seguro já pegavam pesado com os Muscle Cars. O custo anual de se ter um carro equipado com o motor mais potente poderia chegar até 1/4 do seu preço total. Atenta a isso, a Chevrolet passou a oferecer uma versão bem espartana, mas de viés esportivo, do seu Best Seller Chevelle, com o inusitado nome de Heavy Chevy. A intenção, assim como foi feito com o Chevy Rally Nova e o Oldsmobile Rallye 350, era vender um carro simples, sem muitos itens, mas com ar de esportividade. O curioso é que este Chevelle “Pé de Boi” apareceu apenas um ano depois, da marca da gravata, ter oferecido ao público americano o carro de passeio mais potente do mundo daquele ano: O Chevelle SS 454 LS6.
Introduzidos no meio daquele ano, o pacote Chevy Heavy, código RPO YF3, era uma resposta óbvia a mudança de atitudes, bem como uma tentativa de vender a imagem de desempenho para aqueles que, provavelmente não poderiam se dar ao luxo de pagar as altas taxas dos seguros para os poucos Muscle Cars remanescentes da Chevrolet.
Características incluídas nos Heavy Chevy era o capô idêntico ao dos Chevelles Super Sport – isso incluia os famosos os pinos. Haviam ainda listras adesivadas na lateral e decalques com a inscrição “Heavy Chevy” sobre o capô, pára-lamas e tampa do porta malas. Outra características era a grade e molduras dos faróis pretas, As rodas eram as esportivas Rally 14×6 sem sobre aros.

"Poor Man SS". Esse era o apelido do Heavy Chevy. Algo como "SS do cara Pobre". O da foto é a propaganda de 1972.
No seu ano de estreia, foram 6.727 Chevelles ”Heavy Chevy” contra 19.293 Super Sports. Números baixíssimos para os padrões americanos, tornado-os altamente colecionáveis hoje em dia. Apesar dos RPO YF3 serem um esportivo de fachada, o alto nível de personalização que se poderia obter naqueles tempos, era possível que o comprador optasse equipa-los com qualquer V8, desde o Turbo Fure de 307 polegadas cúbicas padrão (5.0L) até o Turbo Jet LS3 400 (6.5L). O LS5 estava disponível. O Hevay Chevy durou apenas dois anos e foi descontinuado, junto com a bela carroceria de segunda geração do Chevelle, que havia estreado em 1968.
Os Subestimados
Nos últimos 10 anos os Muscle cars ganharam popularidade e projeção mundial, graças a filmes, internet e, claro, seu carisma natural. Mas, durante os anos 60 e começo dos anos 70 muita coisa interessante saiu das fábricas de Detroit, mas nem todos modelos ganharam a fama ou reconhecimento que merecem. Portanto, resolvi elencar cinco Muscle Cars subestimados ou não tão celebrados como os “carne de vaca” Chargers, Chevelles e Mustangs. Digam o que vocês acham e digam quais são os de vocês.
Vindo de uma fabrica com ideias bem progressistas, o Javelin era a proposta da American Motors para a segmento de Poney Cars, que tinham como seus maiores expoentes o Ford Mustang e o Chevrolet Camaro. Com um visual atraente e motorização decente, talvez fosse o mais equilibrado em termos de dirigibilidade da sua categoria. Prova disso foram as conquistas nas pistas na categoria Trans Am.
Conhecida por fabricar carros que pouco empolgavam, pelo menos aos mais jovens, a Buick quis mudar essa imagem para abocanhar a fatia no crescente mercado de Muscle Cars. Para tanto, em 1970, a subsidiária radicalizou no visual e motorização, ofercendo o GSX. Em baixo do capô, o enorme V8 de 455 cilindradas cúbicas (7.4L). Esta era a maior unidade de força entre todas as subsidiárias da GM, sendo comparado, em termos de performance, aos Hemi da Chrysler, graças aos seu monstruoso torque de 510lb-ft a 2800 rpm.
Quando se fala de Muscle Cars e Ford, o senso comum nos leva a pensar no Mustang. Mas a fábrica de Dearborn, Detroit, teve em seu hall das concessionárias alguns modelos interessantíssimos e, também, pouco lembrados. O Fairlane era a resposta da Ford para o fenômeno dos Muscle Cars. O mais quente era o 500 foram uma edição limitada de 60 unidades, equipadas com o V8 de 427 cilindradas cúbicas (7.0L) e 425 hp.
Diversas publicações creditam o Pontiac Tempest GTO 1964 com primeiro Muscle Car. Dois anos antes, a própria Pontiac, já oferecia um modelo com “excesso de potência”. O Catalina com o V8 421 cubic inches (6.8L) e 405 hp foi fruto das novas regras da NHRA (entidade que regulamenta as provas de arrancada) que, a partir daquele ano, passou exigir que os motores que participavam da competição também fossem oferecidos ao público. Ao todo, 180 Catalinas foram fabricados em 1962.
Para 1962 a Chrysler oferecia o pacote Max Wedge para homologar sua participação nas provas de arrancada comissionadas pela NHRA. Isso significava um motor V8 de 426 cilindradas cúbicas de 415 a 425 hp, dependendo da taxa de compressão. Por fora, nenhum detalhe como faixas, spoilers ou qualquer acessório esportivo denunciava a verdadeira natureza desses Mopar.
O Outro Lado do Rio Detroit
Os longos braços da General Motors, já na década de 60, alcançavam os quatro cantos do mundo. Bem antes do termo globalização se tornar popular, a estrela maior de Detroit se via representada, praticamente, em todos os continentes. No seu vizinho do outro lado do rio Detroit, o Canadá, ao contrário do que se possa imaginar, a GM criou modelos próprios para o mercado daquele país graças as leis rígidas de importação. O mais notável deles, foi o Pontiac Beaumont SD.
A Pontiac canadense era uma espécie de “cruzamento” da marca com os Chevrolets. Os modelos usavam a carroceria e conjunto de transmissão / motor da marca engravatada, com interior e elementos estilísticos da divisão de nome indígena. Os nomes de alguns modelos também eram mais pomposos, como Parisienne e Laurentian. Bem ao gosto mais europeizado do canadense médio.

O Beaumont fez sua primeira aparição em 1964, ainda como uma versão do já estabelecido – Acadian – e usava a unidade de força ecãbio do vizinho, Chevelle SS. Já o painel era cortesia do Pontiac Tempest. Assim como os SS nos Estados Unidos, o comprador canadense podia optar pelo pacote SD (Super Deluxe) na concessionária Pontiac mais próxima, embora o manual ou material de divulgação pouco mencionasse o nome da divisão.

Em 1966, o Beaumont tornou-se um modelo único, usando a mesma carroceria base nos médios americanos daquele ano, como o Chevrolet Chevelle, Pontiac GTO, Buick Skylark e Olds Cutlass. O carro tornava ainda mais evidente a relação “incestuosa” entre as divisões americanas. Era uma mistura clara de Pontiac GTO com Chevrolet Chevelle.

No ano seguinte, com a ascensão das cilindradas em ambos os lados da fronteira, o Beaumont já podia ser encomendado com o V8 de 396 cilindradas cúbicas (6.4 L) de 350 hp junto com o câmbio manual Muncie M20 de quatro marchas. No entanto, os canadenses não podiam encomendar a versão desse motor com 375 hp, que era oferecida na terra do Tio Sam.

Para 1968, o Beaumont se tornou mais parecido com o Chevelle daquele ano, com diferenças mais sutis. A frente lembra muito a linha Pontiac daqueles tempos, mas o restante do carro é muito parecido com o Chevy médio. Os mesmo motor ainda era oferecido até o ano seguinte. A GM teve que criar esses carros únicos devido as leis de exportação e importação entre os dois Países. Com o relaxamento dessas normas em 1970, o Beaumont e toda sua “mistura” se tornaram desnecessários e o modelo foi descontinuado.
Para mais informações sobre os V8 Canadenses acesse o fórum Canadian Poncho. Se você quiser ver outras fotos relacionadas a esse post, acesse nossa página no Facebook.
Mustang Shelby Cobra GT “351″ 1966
O que mais me admira na trajetória de Caroll Shelby é a sua visão globalizada do automobilismo, ainda nos longínquos anos 60. Basta ver sua trajetória, mesmo nascido no rincão dos Estados Unidos (Texas), Shelby sempre buscou mostrar suas idéias além das terras do Tio Sam. Uma de suas mais icônicas criações, o Cobra, é a junção do que havia melhor na Europa – a carroceria leve da AC – e o resistente motor V8 americano.
Na minha humilde opinião, uma de suas mais belas criações, é o Mustang Shelby Cobra GT 350 1965 e 1966. O Mustang nas fotos, ano 1966, tem o curioso decalque “351″ que faz referência à cilindrada cúbica do motor. Digo curiosa porque esse motor só foi oferecido três anos mais tarde, quando o seu acordo com a Ford cessou. Não consegui mais informações, além das fotos que, assim como o modelo, são belíssimas.
O Ford Galaxie 1966 de Jay Leno
Faz cerca de um ano e cinco meses desde que comprei o meu Opala. Ao longo desse período, foram feitas bastante melhorias mecânicas e estéticas, tudo, é claro, proporcionalmente e dentro do meu modesto orçamento de ex-jornalista atuando fora de sua área para sobreviver. Vai parecer deploravelmente óbvio o que vou dizer a seguir, mas a limitação financeira é o maior inimigo de quem tem um carro antigo e uma série de outras despesas, normalmente mais importantes, para administrar.
Mas o que seria o ideal para os amantes de antigomobilismo? Ser milionário? Ter seu próprio galpão onde armazena e restaura todos os veículos de sua extensa coleção? Lá ter o maquinário e uma equipe qualificada para até, se preciso, fabricar aquela peça inteira que você só acharia depois de 3 anos de muito garimpo em um celeiro no interior de Goiás?
Pois é, tudo aquilo que você imaginou fazer, caso ganhasse na Mega Sena, o apresentador Jay Leno já faz há um bom tempo. Além de sua atividade como entrevistador de um já tradicional talk show na NBC, Jay tem como Hobby, a restauração e coleção de carros e outros veículos a motor.
A fama do principal passatempo do comediante se desenvolveu de tal forma que o transformou em uma espécie de “formador de opinião” entre os fãs de carro nos EUA. Não é raro ver montadores levando seus principais lançamentos para a Garagem de Jay, para saber qual sua impressão sobre o carro.
Toda essa infraestrutura ajudou a restaurar um carro marcante da adolescência de Jay, o Ford Galaxie 1966 “7 Litre” (7 Litros). Você não leu errado, em meados da década de 60 era possível ir até uma concessionária Ford nos EUA e pedir um carro 7.0! Em um artigo na Popular Mechanics, Jay descreve com muito bom humor a sua relação com o Galaxie de seu pai. A tradução, foi postada aqui no PC há algum tempo.
Os projetos de restauração que envolvem Jay Leno são conhecidos pela sua obsessão por um visual que transmita toda a originalidade do veículo, mesmo que tecnologia do século XXI esteja embarcada. No Galaxie não foi diferente.
A começar pelo manejo do carro. No que acompanhei em seu site, Jay optou por uma dirigibilidade de veículo moderno, para isso, o pessoal da Hotchkis, confeccionou um conjunto de suspensão dianteiro e traseiro especialmente para o Galaxie do apresentador. Foi a estréia da empresa no mundo Ford, até então, especializada em Chevys e Mopars. Outro aspecto que não foi ignorado foram os freios. Os originais Ford, a disco na frente e tambor atrás, foram todos substituídos por discos de 13″ da Wilwood, feitos sob medida.
O motor original teve sua capacidade aumentada de 7 para 8.3 litros e a cavalaria de pouco mais de 300 para mais de 600 hp. Toda a engenharia da unidade de força foi feita pela Roush, preparadora especializada na linha Ford.
E o melhor de tudo, pelo menos para o Jay Leno, é que cada uma dessas melhorias devem ter sido feitas sem custo nenhum. Empresas como Hotchiks, Wilwood e Roush enxergam no hobby do apresentador uma ótima oportunidade para mostrar e divulgar seus produtos, enquanto que ele vê uma excelente chance de deixar a gente com inveja. É provável que toda a restauração, ou boa parte dela, tenha sido feita só nesse esquema de permuta.
Bom, se alguma oficina quisesse dar um talento no meu carburador para meu modesto Opala passar na inspeção veicular paulista, divulgaria aqui com gosto e ficaria mais do que satisfeito. Enquanto isso não acontece, continuo sonhando com a Mega Sena, Carros Antigos, Galpões e etc.
So-Cal Speed Shop Pomona
- Lincoln LS e Town Car 2003
- Lincoln Town Car 2003
- Lincoln Town Car 2003
- Lincoln Town Car 2003
- Lincoln Town Car 2003
- Custom Mercury 1951
- Custom Mercury 1951
- Custom Mercury 1951
- Custom Mercury 1951
- Chevrolet Chevelle Super Car 1966
- Chevrolet Chevelle Super Car 1966
- Chevrolet Chevelle Super Car 1966
- Lincoln LS 2003
- Lincoln LS 2003
- Lincoln LS 2003
- Lincoln LS 2003
- Lincoln LS 2003
- Lincoln LS 2003
- Chevrolet Impala 1964
- Chevrolet Impala 1964
- Chevrolet Impala 1964
- Ford Coupe 1940
- Ford Coupe 1940
- Ford Coupe 1940
- Ford Coupe 1940
- Motor Ford 1936
- Ford “3 Windows” 1936
- Ford “3 Windows” 1936
- Ford “3 Windows” 1936
- Ford “3 Windows” 1936
A So-Cal Speed Shop Pomona é uma das mias tradicionais oficinas de Hot Rods dos Estados Unidos. Situada em Pomona, sul da Califórnia (South California = So-Cal) desde 1946, ela é responsável por criações bem interessantes. Além dos tradicionais Hot Rods, a oficina modifica carros mais recentes. O Discovery Turbo exibe um reality show chamado “Hard Shine”, onde apenas um, entre no grupo de jovens aspirantes seria escolhido para trabalhar lá. As minhas “obras de arte” favoritas da oficina, entre muitas, estão nas fotos acima.
Tigres & Autmóveis
Associar um animal ou algumas de suas características às qualidades de um produto, no nosso caso o automóvel, não é uma tática de marketing exatamente nova, mas na maioria das vezes funciona. Cavalos, Touros, Onças e até Morcegos foram e são usados para passar parte de sua credibilidade para determinada marca ou modelo. O Tigre foi recentemente usado na nova, e muito boa por sinal, propaganda do VW Crossfox, que associa o veículo à vida selvagem do felino.
O interessante é que há mais de 40 anos, o mesmo animal foi usado para vender um carro completamente diferente, o pai de todos os Muscle Cars, o Pontiac GTO.
Dessa vez, o Tigre empresta ao carro sua agressividade e rugido, este último comparado ao grande motor V8 de quatro carburadores e 345 hp. A empatia do animal perdura até hoje, com rabos de pelúcia colocados no porta-malas do GTO. Outra similaridade, essa mais triste, é que ambos – GTO’s de primeira geração e Tigres – já não vagam em grandes números pelo planeta. Vale lembrar também que o grande felino asiático também já nomeou um carro anglo-americano, que já passou por aqui, o Sunbeam Tiger.
Linha do Tempo: Dodge Dart (EUA)
- 1960
- 1960
- 1960
- 1960
- 1961
- 1962
- 1963
- 1964
- 1965
- 1966
- 1966
- 1966
- 1967
- 1968
- 1968
- 1968
- 1969
- 1969
- 1969
- 1970
- 1970
- 1970
- 1971
- 1971
- 1972
- 1972
- 1972
- 1973
- 1973
- 1973
- 1973
- 1974
- 1974
- 1975
- 1975
- 1975
- 1976
- 1976
- 1968
De 1960 a 1976 o Dodge Dart foi o “pãozinho francês” da Chrysler, vendendo milhões durante anos. O sucesso foi tanto que o Dart virou o carro mundial da montadora, vindo parar até aqui no Brasil. Além de nossas terras, o modelo foi fabricado no Canadá, México, Colômbia e Austrália. O nome ‘Dart’ ainda foi usado em um outro modelo, similar, na Argentina e Espanha. Nos Estados Unidos, o Dart passou de Full Size, para médio e depois para compacto, isso, nos padrões de gigantismo da indústria americana da época. Ganhou versões esportivas inesquecíveis como o GTS e o Hemi e, mais tarde, o Sport, e o Demon. Deixou de ser fabricado por lá em 1976, mas o último automóvel com o nome ‘Dart’ fabricado no planeta é brasileiro, como você pode conferir aqui.
Os 10 Muscle Cars Mais Vendidos
Ou deveria ser a Linha do Tempo entre GTO e Chevelle? Bom, já vimos qual foram os 10 mais valorizados e os 20 mais rápidos, mas quais foram os mais lucrativos? Segundo o site MuscleCarClub.com estes são os mais vendidos da história. Pela lista, dá pra notar a dominância da GM nesse nicho de mercado.
Somente Muscle Cars puros foram considerados, ou seja, carros médios (para o padrão da época) com motores de alta cilindrda. Os Poney Cars como o Camaro e o Mustang não foram inclusos. Incluí apenas os 10 primeiros. A lista original conta com 13.
Chevelle em Ensaio
O Chevelle foi – e ainda é – objeto de desejo de muitos amantes da força bruta proveniente de Detroit na década de 60. Prova desse fascínio está nos registros fotográficos a seguir. Todas estão em tamanhos generosos e servirão como papel de parede, caso o freguês opte por enfeitar a tela do seu computador. Para visualiza-las em seu tamanho original, basta clicar.
- 1970
- 1966
- 1968
- 1969
- 1969
- 1970
- 1971
- 1972
Christine Fun Facts
A década de 80, se não foi memorável para a indústria automobilística estadunidesne, foi o auge para outro ramo, o da produção cinematográfica de filmes de horror. O gênero era capitaneado pelos livros de Stephen King e produções para a telona de John Carpenter. Quando os dois se juntaram, surgiu uma das produções mais emblemáticas, que se não fosse muito bem feita, correria o risco de virar um filme B.
Christine, (1983) é a história de um Plymouth Fury 4 portas 1958 amaldiçoado desde sua fabricação que, com suas vibrações negativas e personalidade maligna, acaba por selar o destino de seus proprietários, no filme um estudante colegial. Interessantes são as diferenças que, como toda obra literária que é transformada em filme, acabam acontecendo. King, autor do livro, ao que parece, não era um grande conhecedor de automóveis. Já Carpenter, diretor do filme, fez adaptações interessantes na trama e no casting de automóveis, sem tirar a essência da história.
A principal dessas “adaptações”, na verdade, não havia muito o que ser feito. No livro, King descrevia o Fury como um quatro portas, o problema é que, naquele ano, só haviam Plymouth Furys duas portas e assim que ele é retratado no filme. Outro detalhe é a cor vermelha, que também não era oferecida. Talvez, “licenças poéticas” para mostrar como o veículo era único.
Outro detalhe interessante é que os Furys são uma versão mais esportiva do Belvedere e, portanto mais rara. A solução para as filmagens foi transformar Belvederes em Fury (haviam pequenas diferenças de acabamento entre uma versão e outra). Foram produzidos apenas 5.300 Plymouth Furys naquele ano.
Os fãs do modelo se enfureceram com o lançamento do filme pois, durante as filmagens, cerca de 25 modelos foram usados e, a maioria deles, acabaram destruídos. No entanto, graças a popularidade da fita, muitos Plymouth Furys e Belvederes foram salvos da eterna ferrugem.
As demais diferenças automobilísticas estão nos carros usados pelas personagens. Dennys Guilder, amigo do personagem central do filme – Arnie Cunningham – no livro, dirige um Plymouth Duster 1975. Já na telona, um belo Dodge Charger 1968 azul.
Buddy Repperton, um dos bullies de Arnie no colégio, no livro é dono de um Camaro “com dois anos de idade e marcas de alguns capotamentos”. Lembrando que a história se passa em 1977, pode se deduzir que se trata de um modelo 1975.
No filme, Buddy dirige um Camaro 1967 intacto.
Por fim, o dono da oficina onde Christine é restaurada, Darnell, na obra literária dirige um Chrysler Imperial 1966 enquanto que no filme é um Cadillac Coupe DeVille 1974.
Há um rumor de que haverá um re-filmagem desse clássico para 2011. Seria interessante tentar fazer algo mais próximo ao livro que, apesar de alguns equívocos, tem detalhes mais sombrios. Enquanto os boatos não se concretizarem, vale a pena ver ou rever, caso não tenha assistido, Christine – O Carro Assasino.
A Coleção de John Cena
Mas quem é John Cena afinal? Ontem, no melhor estilo Linda Blair em “O Exorcista”, passei mal e fui parar no hospital. Na sala de espera, enquanto me contorcia de enjôo e enxaqueca, três televisores enormes de LCD mostravam um filme de ação em uma cena de perseguição com muitos tiros e carros se colidindo.
(Aliás, algo muito apropriado para o ambiente calmo e silencioso que esperamos de um hospital). O protagonista do filme era o ”lutador” de Wrestling - lutas encenadas por marmanjos fantasiados – e “ator”, John Cena.
Há algum tempo atrás, me deparei com uma série vídeos desse cara, retirados do seu DVD autobiográfico, mostrando sua coleção impressionante de carros, em sua maioria, Muscle Cars clássicos.
Ao todo são 21 modelos, entre clássicos e modernos. Isto é, se ele não comprou mais algum enquanto escrevo aqui. A revista Motor Trend também fez uma matéria, falando sobre suas preferências e mostrando um pouco da coleção do artista.

Depois de um dia duro de trabalho, você chega em casa e se depara com essa cena. Como dizia o SNJ "Só lá em hollywood"..
Ironias e piadas infâmes à parte, John Cena sabe escolher seus carros e conhece a história de cada um deles. Outro ponto a se exaltar é sua fixação pela originalidade dos carros antigos, alguns, nunca restaurados.

Exemplo: Cougar Eliminator 1970 nunca restaurado. Apenas dois exemplares nessa configuração foram fábricados. Um foi destruído e o outro está na garagem de John.
Resumindo, o que o Cena tem de mau gosto para filmes e profissão, o inverso acontece quando assunto é carro. Os vídeos que citei acima estão divididos em quatro partes: Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4.
Black Panther Camaro
Você sabia que o Camaro quase se chamou Panther? Querendo mudar sua imagem, manchada pelos episódios de perseguição ao advogado Ralph Nader, a GM decidiu dar um nome menos agressivo ao anti-Mustang. Como na linha já haviam o Covair, Corvette,Chevy II e o Chevelle, restava mais um “C”. Munidos de dicionários franceses e espanhóis, a equipe de marketing da General Motors veio com o nome Camaro, que, segundo eles, quer dizer amigo caloroso (?).
Mas o nome Panther não foi totalmente esquecido. A fim de pegar sua fatia no bolo devorado pela Shelby, a GM mandou 50 unidades do recém lançado Camaro para o Canadá. Esta versão modificada ficou conhecida como Black Panther Camaro e, hoje, só se tem notícia de míseras duas unidades. Os detalhes dessa incrível história está traduzida e foi extraída do site First Gen Camaro, algo como Camaros de primeira geração. Como o nome sugere, por lá só se fala dos Camaros 1967, 68 e 69. O texto está a seguir:
História Fornecida por:
Simonen Bob & Lorena
Enquanto a Ford estava batendo pesado na Chevrolet, em especial no Corvair e no Chevy II, com a introdução do Mustang, em agosto de 1964, a GM começou a trabalhar em um contra golpe, o projeto experimental chamado XP-836. Ele visava se mirava diretamente na mística do Ford Mustang e no novo mercado jovem, que surgiu a partir de quase nada aos olhos dos marketeiros da GM. O surpreendente e popular Ford Mustang serviu de guia para o projeto XP-836 desde o início e incorporou a fórmula “Mustang” nos primeiros anos de produção.
No inverno de 1965, o projeto XP-836 saiu de um carro protótipo com base em algums chassis do Chevy II. Enquanto bruto, o novo Chevrolet foi moldar-se a correr bem ao lado do Pony da Ford. Agora chamado de “Panther”, o projeto e os protótipos foram descritos por grande parte da imprensa automotiva, com toda empolgação, como “a” rivalidade pendente com o Mustang. Com um nome o qual o público poderia de familiarizar, o “Panther” (Pantera) foi rapidamente sendo promovido como lutador GM contra o Mustang . Às vezes chamado de “Mustang da Chevrolet”, o “Panther” evoluiu conceitualmente usando muito da fórmula de marketing do rival. Agora, com a marca “Panther” e emblemas de um gato pulando, semelhante ao usado pela Jaguar, o protótipo lançado com muita confiança, de que o novo gato elegante da Chevrolet iria perseguir o Mustang. Em 1966, Ralph Nader estava acabando de vez com a imagem do Corvair, então, a gestão da GM procurou baixar o tom e mudar a imagem de seu novo carro, na esperança de não chamar a atenção de caras como Nader, vidrados em segurança e chamar o “Panther agressivo até no nome”.
Buscando uma imagem amena para o carro novo, o departamento de marketing olhou para a sua linha atual de nomes, o Corvair, Corvette, Chevelle, e Chevy II para inspiração.Desejando outro “C para a marca”, o gerente de merchandising Bob Lund e o vice-presidente Ed Rollert, de bruços em cima de dicionários franceses e espanhóis vieram com “Camaro”. Significando, algo como, “Amigo Caloroso”, o nome ofereceu um excelente rótulo para complementar a linha Chevrolet e apresentou uma imagem muito mais doméstica.
Embora o nome “Camaro” do projeto substituiu vários outros nomes que o carro tinha enquanto era desenvolvidoem segredo, fora da empresa alguma controvérsia sobre o significado do novo nome estava causando um problema de imagem para o carro novo. Em uma entrevista coletiva sem precedentes nacional, com cerca de 200 jornalistas, a GM lançou o “acolhedor e simpático” nome Camaro ao público antes da apresentação dos carros nas concessionárias. O esforço foi bem sucedido na anulação de qualquer imagem que poderia “matar” as interpretações do novo Camaro.
Em 1967, entre o sucesso fenomenal do Mustang Ford, a General Motors conseguiu um sensacional lançamento para o Chevrolet Camaro, entregando mais de 212 mil unidades para concessionárias naquele ano. Mantendo-se fiel a fórmula Mustang, o Camaro foi oferecido com um rol de opções, tanto a nível de fábrica como nas revendedoras. O clientes Camaro podia construir seu próprio carro com um garnde leque de opções, anteriormente, disponíveis apenas em modelos top de linha da Chevrolet. Desejando a mesma performance e tratamentos personalizados que estavam sendo oferecidos pelo Shelby Mustang, os entusiastas do Camaro olhou para os negócios, na esperança de encontrar estas opções de desempenho. Felizmente, em Toronto, a concessionária Gorries de Chevrolet e Oldsmobile, respondeu à chamada para aplicar o seu conhecimento em performance no novo Camaro. O resultado foi o “Black Panther” Camaro.
Já conhecido nas corridas de rali e círculos de preparação com o seu trabalho sobre o Corvette, Gorries foi orientado para modificar um número limitado de Camaros, transformando-os em Black Panthers, dando o Camaro algum músculo para as ruas. Alterações, tais como bobinas, amortecedores tubulares, 10 “freios a disco dianteiro, poder ajudar os freios e direção e as rodas 500 magnum de perfil baixo, Uniroyal 8,55 X 14 pneus sem câmara foram adicionados aos veículos modificados. Houve também pequenos pontos de ajuste com notável melhoria do manejo e dirigibilidade do carro.
Todos os Gorries Camaros Black Panther eram naturalmente pintado de preto, com uma faixa pintada de ouro ao redor da frente. A placa foi fixada para o primeiro plano de cada pára-choque e na tampa do deck traseiro. Uma faixa de ouro foi adicionado ao longo da cintura.
O Pantera vinha com um interior Gold deluxe e com qualquer opção de fábrica comum que o cliente poderia desejar. O primeiro Panther ao sair da Gorries foi equipado com a plaqueta “007″ no painel, a moda James Bond, como uma piada. Simplesmente o suficiente, um console foi adicionado no lugar da tampa do porta-luvas entre os assentos. O console apresentava uma fila de seis ou oito interruptores, banco ejetor, Metralhadoras, Fumaça, etc. O que começou como uma brincadeira, mais tarde foi transformadorm uma opção em que os clientes exigiam, mesmo os mais reservados.
Gorries oferecida tanto o V8 327 quanto o 427 como opções de motor para as suas Panteras. A oferta do 327 foi o motor L30 de 275hp, compressão de 10:1 com 355 pés/quilos de torque a 3200 RPM. O 427 opcional – 435HP, motor ZL1 com s 460FT quilos de torque a 4.000 RPM, para colocar algumas garras reais nos Panthers. Na compressão 00:01, o motor ZL1 com o seu grande carburador de 4 barris provou ser um adversário ideal para o Shelby GT-500, que levava o V8 428, mas só se desenvolveu 355HP em 1967.
Gorries era franqueada para a venda de Black Panther às concessionárias Chevrolet até Nova Orleans. Estima-se que menos de 50 Black Panthers foram produzidos. Apenas dois carros são conhecidas hoje, o restante permanecem desaparecidos. O Black Panther pode ser o Camaro mais raro vindo das concessionárias e inspirou pilotos de rua, sem dúvida, com sua melhor aparência. Embora não tão bem conhecido como o Yenko Camaros, o “Black Panther” da Gorries se destaca como grande exemplo de músculo de rua comercial, derivados da era ”Corra no domingo e venda na Segunda” .
Não se sabe quantos dos Black Panthers ainda existem, mas o exemplar mostrado aqui é de Bob & Lorena Simonen, de Sault Ste. Marie, em Ontário, no Canadá. Bob comprou o carro em abril de 1967, no Centro Chevrolet Gorries, em Toronto. Bob dirigia o carro diariamente até meados dos anos 1980, quando decidiu engarajá-lo em sua beleza negra, com o pensamento de restaurá-lo um dia.
Em outubro de 2001, resolveu retomar seu projeto e começou uma restauração completa do Panther. O trabalho de restauração foi concluído em Maio de 2002. Mostrado aqui, o tratamento em preto e ouro realmente mostra a beleza das linhas de Camaro. Sob a pele respirar o coração original da equipe de design da Chevrolet 1960 com alguns toques em vez negrito acrescentado pela Gorries. Através de pesquisas, Bob’s, aprendeu que o carro é verdadeiramente “O Camaro mais raro e exclusivo na rua hoje”. Bob diz que seu carro é o único conhecido que existe. Mas a pergunta que fica é… Há qualquer outra unidade por aí?
Linha do Tempo: Dodge Charger
O Dodge Charger foi, por muitos anos, o símbolo de esportividade a Chrysler, pelo menos até a chegada do Viper, em 1992. Mas até a década de 90, o Charger reinou sozinho. Mas, em tempos bicudos saiu de cena.
Emprestou seu nome e prestígio para os “nossos” Darts e para um carro japones no final da década de 70. Hoje em dia o nome “Charger” está em um sedan que pouco ou quase nada lembram os modelos que tornaram a empresa das cinco pontas respeitada da Nascar e nas provas de arrancada.
Nessa linha do tempo coloquei apenas a era clássica de um dos coupes mais carismáticos da indústria automobilística mundial. As fotos são da frente e traseira para que percebamos as mudanças que foram feitas ano a ano.
O meu favorito é o 1968, pela sua classe, cores sóbrias e por ser a estréia da carroceria que tornaria o Charger tão popular.


































































































































































































































































