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Ken & Mary

É curiosa a maneira como o Nissan Skyline entrou para o panteão de carros desejáveis mundo afora. Embora o modelo tenha mais de 50 anos de história na Ásia, foi apenas no final dos anos 90 que o esportivo japonês ganhou notoriedade no ocidente, graças a série de jogos Gran Turismo.  Tão curiosa quanto a trajetória esse “Rice Rocket” chegou ao estrelato nessa metade do globo, é a história envolvendo as personagens de suas propagandas a partir de 1972. Eu já havia até escrito sobre esse modelo há alguns anos, mas os bastidores da campanha é sensacional.

Naquele ano, o Skyline ganhou uma nova carroceria (muito parecida com os esportivos americanos da época) e uma campanha publicitária que virou uma sensação cultural no país. Com o desenho bem americanizado, para a Nissan, fazia sentido dar aos comerciais, um Feeling Yankee. A idéia da campanha era mostrar um casal, curtindo suas viagens no belíssimo Skyline. O nome do casal? Ken e Mary. A escolha dos nomes também não foi por acaso, inverta a ordem para Mary & Ken e você tem uma sonoridade próxima de “American”.

Para tanto, a agência de publicidade contratada pela montadora foi atrás de jovens americanos que estudavam no Japão. Uma adolescente, chamada Diane Krey, filha de um piloto comercial, ex-combatente da força aérea, tinha apenas 16 anos quando foi escolhida, quase que por acaso para o papel de “Mary”. Já para o papel de Ken foi dado ao ator teen na época – já falecido – Jimmy Zinnai. Meio Russo, meio Japonês, Jimmy atuava em uma novela e aquela altura já era um ídolo adolescente no Japão, com apenas 15 anos.

Antes relegada aos fãs hardcore dos JDM (Japanese Domestic Cars – Carros Japoneses Nacionais) e com contornos de mito, as imagens da campanha de Ken & Mary ganharam movimento e som graças ao marido de Diane, que as disponibilizou no Youtube.

O sucesso da campanha foi tão estrondoso que essa geração de Skylines foi imortalizada pelos fãs de “Kenimeri” (Ken & Mary). O casal atingiu o status de celebridade em todo o Japão. A loucura foi tanta que Mary (ou Diane) não podia a ir num show, que era tão assediada quanto o artista.  O filho do imperador pediu, inclusive para conhecê-la. Diane conta que nunca trabalhou tanto, quanto naqueles tempos. Por dois anos o casal viajou para diversos pontos naturais do Japão com diversos Skylines para fazer fotos. Em uma oportunidade, a equipe bateu dois dos carros, e as fotos foram feitas somente pela traseira porque a frente estava toda amassada.

Depois da trágica morte de Jimmy Zinnai (O Ken), em um acidente de moto, Diane decidiu não renovar o contrato, abalada com o acontecido. Em 1975, ela voltou para os Estados Unidos e teve que se adaptar ao seu país natal, onde as pessoas trancavam as portas de casa e “festejar” significava fumar maconha.

Os incríveis detalhes dessa história só foram possíveis, pois a excelente publicação voltada para o mundo dos antigos – Hemmings – conseguiu entrevistar Diane Krey, hoje, professora de ciências no norte da Califórnia, nos Estados Unidos.

Martíres de Hollywood

No post Destaques em Fast Five, nosso assíduo parceiro Gian, levantou uma questão interessante ao saber que nenhum Chevrolet Opala foi usado nas filmagens da última edição do filme. Disse ele nos comentários “Bom, se não tiver algum Opala no filme tanto melhor, pois não corre o risco de acabar destroçado ou algo do tipo…“. Entendi perfeitamente o sentimento do nosso colega, pois não é raro o fim trágico de clássicos em produções hollywoodianas.

Falando específicamente da cine-série Velozes e Furiosos, há vários exemplos de como os antigos são massacrados. No primeiro filme, não há como se esquecer do Dodge Charger 1970 “voando” de ponta cabeça sobre o Toyota Supra e capotando algumas vezes ao “aterrisar”.

Já no segundo, um Dodge Challenger 1970 Hemi perde uma porta e também bate de frente contra uma pick-up, Na mesma película, a réplica (assim espero) de um Chevy Yenko Camaro 1969 “pousa” sobre um barco.

No terceito foi a vez de um Chevy Monte Carlo 1971 capotar repetidas vezes e um Mustang Fastback com motor de Nissan Silvia (Argh!) é praticamente destruído após várias batidas contra um Nissan 350z.

Na quarta edição, talvez a mais trágica pros Muscles, são vítimados um Buick GNX 1986, Chevy Chevelle 1970 (explosão), Um Plymouth Satellite 1970 (capotamento), Dodge Charger 1970 (De novo!!!), réplica do Chevy Camaro F-Bomb e um Ford Torino 1972, esses três últimos, em batidas violentas.

Embora não seja nada agradável ver um pedaço da história indo para o espaço para a diversão do grande público, há um lado positivo nisso. Não há melhor propaganda para um carro do que a aparição em um filme de sucesso. Pode se dizer que, da série, os Muscle Cars eram cultuados apenas por um número restrito de aficcionados e hoje, já fazem parte da cultura pop mundial.

Isso contribui para a valorização e resgate da memória dos carros antigos, principalmente com as gerações mais novas. O melhor exemplo disso é a Eleonor do filme 60 Segundos. O sucesso foi tão grande que empresas se propuseram a fazer réplicas do Mustang Fastback 1968. A princípio, os fãs do modelo torceram o nariz, mas ao descobrir que carros estavam sendo salvos da ferrugem eterna para voltarem as ruas, logo mudaram de idéia.

Destaques em Fast Five

Há dois anos, quando comecei a escrever por aqui, um dos primeiros posts foi sobre os veículos usados no filme Velozes e Furiosos 4. Para não fugir a tradição, aqui vão algumas linhas sobre o elenco relevante do filme, ou seja, os carros! A quinta versão do filme virá para nós com o sugestivo nome Velozes e Furiosos 5: Operação Rio. Conforme anunciado, há algum tempo, grande parte da película foi rodada na cidade Maravilhosa, fato esse que criou muita expectativa em relação aos veículos que seriam usados.

Em entrevista ao site de cinema – Screen Hunt – o responsável pela escolha e montagem das máquinas, Dennis McCarthy, revelou detalhes sobre os seus critérios e função dos veículos no filme. Pensando na trama do filme, McCarthy optou por carros não tão chamativos pois, desta vez, os personagens principais estão refugiados no Brasil e com pouca grana.

Maverick do Fast Five. Massa e Freios a disco nas quatro rodas.

Começando pelo que nos é familiar, um conhecido nosso estará na telona, o Ford Maverick. McCarthy explica o porque da escolha. “O personagem Han tem um Ford Maverick, o que parece ser uma escolha estranha, mas se você olhar para os carros da América do Sul, e Rio, na cultura de carros local, o Maverick é um dos muscle cars top. Foi um dos carros que a Ford produziu por lá”. O curioso é que o Maverick presente no filme é, na verdade, importado, ano 1970.

A notícia ruim para alguns é a ausência do Opala que, ao que parece, quase entrou para o elenco. “Infelizmente, nós tentamos conseguir um outro (carro) aqui. Nós temos um carro chamado Chevy Opala. Estes (Opala e Maverick)  são os Muscle Cars da Chevy e Ford na América do Sul”, completa McCarthy.

Surreal: Impressão minha ou tem um Ford Corcel ali do lado?

Entre os velhos conhecidos, estará o Dodge Charger 1970 de “estimação” do personagem de Vin Diesel, Dom. “Não é tão chamativo. Ele não tem o motor saltado no capô. Dom está tentando torná-lo um pouco mais discreto para que ele pudesse passar desapercebido”, explica McCarthy. Bom, pode estar do jeito que for, um Dodge Charger 1970 nunca passaria desapercebido por mim, pelo menos. Na mesma cena, Paul Walker dirige um Nissan Skyline 1972.

O lendário GT 40 está presente e, segundo McCarthy, é original.
Walker e Diesel "surfam" no Corvette.

Entre os antigos, presentes no filme, vale destacar também o Ford GT40, uma Detomaso Pantera 1971 e um Chevrolet Corvette Grand Sport 1965. Como de costume, alguns modelos terão mais destaques e tempo de aparição que outros, então, não se anime demais. Como é um filme de ação desmiolado, não espere também por uma obra prima da sétima arte.

A lista com os 21 veículos:

  • 1963 Ford Galaxy
  • 1966 Ford GT40
  • 1966 Corvette Grand Sport
  • 1967 International Scout
  • 1970 Charger
  • 1970 Ford Maverick
  • 1972 Nissan Skyline
  • 1972 Pantera Detomaso
  • 1996 Toyota Supra
  • 2002 Porsche GT3
  • 2006 GMC 2500 Yukon
  • 2009 Nissan 370Z
  • 2010 Dodge Challenger
  • 2010 Subaru STi
  • 2010 Lexus LFA
  • 2010 Modified Vault Chargers
  • 2011 Dodge Charger Police Interceptor
  • Gurkha LAPV
  • Ducati Street Racer
  • Train Heist Truck
  • Koenigsegg CCX

Japonese Nostalgic Chases

Toyota Mark II Corona

Perseguições Hollywoodianas estamos bem acostumados de ver. Grandes barcas americanas, com a frente pesada, traseira leve e suspensão de feixes de mola tentando fazer curvas de 90º povoam nossa imaginação quando pensamos em algo do gênero.

Mas já parou para pensar como a indústria de cinema de outros países faziam suas perseguições? No Japão tais seqüencias copiam todos os acertos e clichês dos filmes americanos, mas com o seu próprio charme. Os carros são menores, menos potentes, mas os dublês não são menos hábeis.

Nissan Cedric 1969

O ótimo site que descobri há pouco tempo, chamado Japonese Nostalgic Car tem publicado toda sexta-feira uma dessas perseguições de filmes obscuros da Terra do Sol Nascente.  Na primeira delas, dezenas de Toyotas Mark II Coronas e Cressidas da polícia são sucateados numa sequência que muito lembra os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers).

Na última sexta foi a vez de um assaltante, aparentemente, fugir num Toyota Corona Taxi que troca tinta e empurrões com um Nissan Cedric da polícia. Impressionantes são as manobras de evasão dos dublês com cavalos de pau em marcha rá seguidos de um 180º de tirar o fôlego.

RT102 Toyota Corona vs 230 Nissan Cedric

Mesmo os  pouco impressionáveis  não ficarão indiferentes com a manobra. Ambos vídeos são diversão garantida, seja pelos carros pouco conhecidos, atuações exageradas e leis da física ainda mais alopradas.

Linha do Tempo: Nissan Skyline GT-R

O apresentador Jerey Clarkson, do conceituadíssimo programa de TV britânico da BBC, Top Gear, disse certa vez que o Nissan Skyline foi a única grande contribuição do Japão para o mundo dos super carros.

1ª Geração: 1969-71 - Estréia do Coupê foi em 1971.
1ª Geração: 1969-71 (Na única versão quatro portas da sigla GT-R)
1ª Geração 1969-71: Os primeiros GT-R eram 4 portas.

Apesar de polêmica , a declaração mostra a relevância e a imagem que o modelo ostenta fora de seu País. Foram cinco gerações e, mais recentemente, a separação do nome Skyline da sigla GT-R, transformando-a em um novo modelo. As primeiras duas gerações do GT-R foram de 1969-72 e 1972 a 1973.

2ª Geração (1972-73)
2ª Geração (1972-73)
2ª Geração (1972-73)

Após 16 anos, a sigla voltou ao Skyline em 1989, em sua terceira geração (1989-94). Nessa época, o modelo ganhou o apelido – que perdura até hoje – de Godzilla de uma publicação australiana. Nas pistas, o Skyline GT-R dominou a categoria de turismo no Japão. Na mesma categoria da Austrália, foi tão dominante de 1990 a 92 que foi literalmente banido em 1993.

3ª Geração: 1989-94
3ª Geração: 1989-94
3ª Geração: 1989-94

O Skyline GT-R de 4ª geração (1995-98) foi o primeiro carro de produção a completar uma volta nos 22km de Nurburgring – circuito também conhecido como “Inferno Verde” – abaixo dos 8 minutos.

4ª Geração: 1995-98
4ª Geração: 1995-98
4ª Geração: 1995-98

O casamento do Skyline com a sigla GT-R terminaria em 2002, em sua 5ª geração (1998-2002), com a Nissan anunciando a separação do GT-R para, em 2008, se transformar no Nissan GT-R, em produção até hoje.

5ª Geração: 1999-2002
5ª Geração: 1999-2002
5ª Geração: 1999-2002
  • Nissan GT-R

Mesmo com a ausência do nome Skyline, o GT-R, ainda que um novo veículo, mantém a mesma plataforma do seu antecessor. O Nissan GT-R, diferentemente dos Skylines, exportados até então só para a Oceania.

Nissan GT-R: 2008 – Presente.

Nissan GT-R: 2008 - Presente.
Nissan GT-R: 2008 - Presente.

É o primeiro da “raça” a ser exportado mundialmente. O modelo atual mantém sua herança e ligação com os modelos anteriores pelo código de sua plataforma, CBA-R35, ou apenas R35.

Nissan Skyline 1972

Skyline 1972 "Kenimeri"

Esses JDM (Japonese Domestic Market) me reservam gratas surpresas… Antes de virarem ícones pop com o Gran Turismo e a franquia Velozes e Furiosos, os Skylines já faziam sucesso na Ásia e Oceânia. A quarta geração do modelo, os C110, tinham um estilo bem marcante.

Como já frisei no post anterior, no final da década de 60, começo da de 70, em termos de design, quem dava as cartas era o Tio Sam. O próprio C110 parece um cruzamento de Ddoge Challenger 1970 com o Plymouth Barracuda 1969, a frente do primeiro e a lateral do segundo. Foi nessa geração que, pela primeira vez, apareceram as macantes luz de freio redondas na traseira.

Impossível ficar indiferente. São as linhas que mais destoam dos demais Skylines.

Eram oferecidos em uma linha completa, com sedan, coupe e perua. Em termos de venda, foram muito bem sucedidos mercadológicamente também. De 1972 a 1977, saíram das linhas de montagem da cidade de Tochigi, mais de 600 mil unidades. A campanha publicitária do Skyline 1972 ajudou na sua popularização também.

"Escairaino" Sedan.

O modelo foi apelidade de  “Ken and Mary” ou “Kenimeri” no país de origem. Isso, graças ao casal ocidental relaxando em um cenário bucólico enquanto as linhas e detalhes do Skyline são mostradas em outras cenas. O curioso é que o casal, apenas no final, aparece junto ao carro.

Havia uma grande variedade de motores, que iam do pacato 4 cilindros em linha de 1.6 litros ao bravo 6 cilindros, também em linha de 2.4 litros e 160 hp. Este último equipava o top de linha, GT-R. Esta versão durou pouco tempo – setembro de 1972 a março de 1973, graças ao embargo da Opep.

Belas Linhas. Quem diria.

No mercado Australiano, o GT-R competia com o Ford Falcon pelo gosto do consumidor. Embora tenha vendido bem na terra do Canguru, hoje em dia mais raros que o Tigre da Tasmânia. Os GT-Rs só voltariam a cena, 16 anos mais tarde, com o BNR31 em 1989.

O Simpático Mazda Savanna RX3

1971

Confesso a vocês que, quando mais jovem, cultivava uma certa rejeição em relação aos carros japoneses. Para mim, não passavam de carros de mercado, sem tradição ou carisma. Pura besteira juvenil.

Com o tempo, percebi que a indústria automobilística nipônica fez um trabalho incrível da metade do século passado em diante. Não é por acaso que a maior empresa de automóveis tem sede lá.

1972

Arrisco dizer que a virada de mesa para os japoneses começou na década de 70. Acostumados a racionalizar tudo desde o final da II Guerra, quando ficaram em frangalhos, o Japão aplicou essa mentalidade do uso racional dos recursos em cada aspecto de sua cultura. Com os automóveis não foi diferente.

Quando seus primeiros carros chegaram importados aos Estados Unidos, foram vistos com dúvida. Bastou a primeira Crise do Petróleo para que os automóveis orientais, aos poucos, passassem a dividir se pequeno espaço com os transatlânticos sobre rodas Yankees.

1971: Estréia no mercado americano.

O Mazda Savanna RX3 faz parte dessa primeira geração de automóveis nipônicos que desembarcaram nos Estados Unidos. Um ilústre desconhecido para nós. Bom, pelo menos pra mim. Foi lançado em 1971 nas verões Sedã, Coupê e Perua. Era equipado com os enigmáticos (alguém aí sabe como eles funcionam?) motores Rotary. Não demoraram para cair no gosto, pásmem, dos americanos.

1975

Mas vendo as linhas do carro, não é difícil de imaginar o porquê. As linhas, principalmente do coupe, são claramente inspiradas nos carros americanos que, naqueles tempos, eram referência.

Um belo exemplo da influência americana no design nipônico é o Nissan Skyline 1973. Não é preciso ser nenhum Pinifarina para perceber que suas linhas são claramente inspiradas no Dodge Challenger 1970.

1974

Voltando ao Mazda RX3, além das belas linhas, era um carro compacto e leve, com 4 metros de comprimento e apenas 884 kgs. Apenas dois anos depois de sua estréia, a frota do Tio Sam sentiu o golpe desferido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Perua Esportiva, 1972.

Seu motor, apesar de parecer minúsculo perto dos rinocerontes que habitavam os cofres de motor na América, cumpria muito bem o seu papel. A unidade de força 12A, que passou a equipar os Rx3 em 1973 (ano da crise) desenvolvia 130 hp. De 0 a 100km/h, o RX3 levava cerca de 11 segundos. O quarto de milha na casa dos 17 segundos.

1972: Dois RX3 e um RX2 Capella ao centro.
1976

Nesse contexto bicudo para os V8, carros como o RX3 passaram a ganhar a confiança do consumidor americano médio. Para fechar a equação, some o prestígio adquirido pelo carrinho em corridas de Rally e Turismo por toda a Ásia, Oceania e, posteriormente, no próprio Estados Unidos.

1971

No Japão, os pilotos de Nissan Skyline conheciam a traseira do Rx3 em detalhes. Foram 50 vitórias consecutivas do Mazda no campeonato de turismo daquele país em 1972. Na mesma categoria em solo americano de 1975, esteve em 4 das cinco primeiras posições para a sua classe.

1977

Em 1977, o RX3 deixou as linhas de montagens após mais de 900 mil unidades comercializadas somando Ásia, Oceania e América. Passou o bastão para o legendário Mazda RX8, que faria sua estréia em 1978.