Salvem o Chrysler Imperial 1966

Esses dias tive a oportunidade de assistir o filme Green Hornet (Besouro Verde) na TV a Cabo. Como obra cinematográfica, não é nada demais, apenas mais uma comédia non-sense com algumas cenas de ação. O filme é uma releitura da série dos anos 60 estrelada pelo Bruce Lee, no papel de Kato. Outro personagem  na antiga série é um Chrysler Imperial 1966. Quando se decidiu fazer a releitura da série para as telonas, algumas empresas ofereceram carros novos, mas os produtores acharam que nenhum deles era tão legal quanto o original.

Dennis McCarthy – responsável pelos carros usados em filmes como os da cine-série Fast In Furious – foi incumbido de caçar Chrysler Imperial 1966 pelos Estados Unidos como um pesqueiro japonês abate baleias no pacífico. Para a produção foram usados 28 Chrysler Imperial 1966, destes, apenas dois não foram usados pelo departamento de dublês. Os outros 26 tiveram um fim trágico, como se observa no filme.

Apenas dois carros foram usados no seriado e ambos existem até hoje.

Já no filme, foram usados 28 carros.

O par que restou tinha um interior funcional e foi mantido em condições perfeitas (com aquele visual que lembra o carro da série original). A caçada pelo luxuoso Mopar foi de San Diego até o Canadá e, segundo McCarthy, a maioria dos carros estava em péssimas condições. Quando prontos, foram equipados com o o motor V8 454 da Chevrolet, imagino que por questão de custos, pois o mesmo artifício foi usado pelo produtor quando colocou o V8 350 da Chevy nos Chargers destruídos de Fast & Furious.

26 Imperiais tiveram fim semelhante ou pior.

No fim da produção, com 26 raros Chrysler Imperial a menos, McCarthy declarou: “Nós definitivamente acabamos com boa parte dos Imperiais que restaram no planeta. Se houver um segundo filme, será difícil encontrar outros 25″. Para o bem do cinema e do modelo, tomará que não haja. Nessa história trágica para quem gosta de carros antigos, um alento. Na busca por peças, McCarthy encontrou um excêntrico senhor de 80 anos que colecionava Imperiais. O produtor queira convencê-lo a vender alguns dos carros. “O cara não iria se separar deles (os carros). Ele não nos venderia um carro completo sob qualquer circunstância. Ele só nos vendia peças”, disse McCarthy.  “Ainda bem”, disse eu.

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5 thoughts on “Salvem o Chrysler Imperial 1966

  1. Mas que filhadaputagem, o que passa na cabeça desses caras, pra destruir tantos carros de um modelo tão raro? Crime hediondo.

  2. como fã de carros antigos eu não gosto nenhum pouco desses filmes que insistem em “homenagear” os antigos que marcaram época capotando-os,explodindo,amassando,etc…
    Ouvi rumores de uma releitura do clássico Bullit: eu realmente espero que não usem mustangs e chargers antigos iguais ao do clássico…se for fazer,que usem os novos,pq eu e muitos fãs de antigos com certeza preferem que as “releituras “desses caros(não não tem nada do charme dos antecessores…)se danem na produção…

  3. Temos que salvar sim o Chrysler Imperial 1966 em todos os sentidos…Ele é de um tempo, uma época onde os Chryslers eram Chryslers e não eram controlados por ´´montadorazinha´´ Italiana de carros pequenos…Abraço…

  4. Isto me lembra certo post, onde foi comentado que nenhum Opala foi usado nas filmagens….E este cara, ainda foi importunar um Sr. que obviamente tem paixão pelo
    Imperial.

    Grande abraço meu caro !

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